História A Little Light - Capítulo 12


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alfa, Amizade, Família, Lobos, Romance
Exibições 17
Palavras 2.082
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Super Power, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 12 - Old Friend


Fanfic / Fanfiction A Little Light - Capítulo 12 - Old Friend

Mackenzie Woodlyn:

Depois de “pedirmos” um lanche na lanchonete – pedimos porque eu não consegui comer nada – Theo me deixou em casa e eu me despedi dele, não para sempre, agora que ele sabe o que eu sou e eu sei o que ele é estamos mais ligados do que antes.

Entro em casa praticamente me arrastando, estou tão exausta que não me aguento em pé. Me jogo no sofá enfiando minha cabeça nas almofadas, eu não ouso me mexer por um bom tempo.

É tanta coisa para refletir:

Eu uma loba.

Minha mãe morta.

Eu só podia estar em um sonho, nada parece ser real, nada é real para mim. Como a Scar melodrama (minha irmã)  dizia, o que eu fiz para merecer isso?

Eu fico sem me mover por umas horas, resmungando, chorando, reclamando, chorando de novo, tudo isso sem mover um músculo.

Ate que ouço a campainha tocar.

- Entra – digo talvez baixo de mais, ainda estou com a cabeça afundada nas almofadas.

E a campainha toca outra vez.

- Entra – digo um pouco mais alto, mas não o suficiente.

E outra vez a campainha toca.

- Entra – grito dessa vez levantando a cabeça, mas logo depois me enterro nas almofadas de novo.

- Amiga você está péssima – ouço a voz de Jessie.

Não me controlo e começo a chorar silenciosamente.

- Onde você se meteu? – perguntou Daniel – Procuramos você por toda parte.

Eu continuei chorando, com minha cabeça nas almofadas.

- Mackenzie, pode olhar para a gente? – pergunta ele um pouco irritado.

- Não! – grito.

- Mackenzie por favor, você sumiu por mais de uma semana sem deixar nem um recado – Daniel parecia mais irritado – Pode levantar daí?

Eu me sento no sofá de vagar com meu rosto encharcado e com os olhos inchados.

- Agora explica para a gente, o que aconteceu com você?

Eu volto a chorar, só que dessa vez escandalosamente.

Começo a explicar a eles o que aconteceu, mas provavelmente eles não entenderam nada, porque eu misturei choro com palavras e virou um bolo que nem eu entendi.

- Espera aí! – diz Jessie se aproximando – O que?

Eu respiro fundo tentando conter as lagrimas e assim que me acalmo, explico tudo a eles da parte que um cara tenta me levar, até a parte que minha mãe morre, eu não falei sobre mim, sobre o que eu sou, porque eu não me senti segura em falar, não ainda, eles me chamariam de louca.

- Eu sinto muito amiga – diz Jessie e dá uns tampinhas em minhas costas.

Os dois ficam calados como se não soubesse o que fazer ou o que dizer.

- Eu sei, vocês não sabem como lidar com isso – digo - Se quiserem podem ir e me deixar nessa casa enorme e totalmente vazia.

Começo a chorar outra vez e então Jessie se senta ao meu lado.

- Nada disso, eu não vou te deixar aqui – disse Jessie me abraçando – Vou ficar aqui para sempre.

- Pra sempre? – estranho.

- Não, até você ficar bem – corrige ela ainda me abraçando.

Ela me abraça tão forte que eu sito que vou ser esmagada como nos desenhos animados.

Jessie olha em meus olhos e passa suas mãos em meu rosto, enxugando as lagrimas. Jessie raramente é assim, cuidadosa, ela só é quando acontece algo horrível e que ela quer me consolar para que eu fique bem.

- Amigas no bem e no mal, entendeu? – diz ela arrancando um sorriso no meu rosto – Você se lembra disso?

“Amigas no bem e no mal, entendeu?”

Isso é uma espécie de juramento que fizemos quando ficamos amigas na época da escola, é como uma promessa de sempre estarmos do lado uma da outra em momentos bons ou ruins ou quando estamos naqueles dias que estamos insuportáveis e irritante, pra resumir, é uma promessa para que sempre fiquemos juntas, a questão é que tínhamos 15 anos quando fizemos esse juramento e faz muito tempo que não falamos nisso, me surpreendi quando eu ouvi isso e fiquei feliz por saber que ela ainda lembra e ainda considera mesmo que seja um pouco infantil e brega, é uma coisa nossa e de nossa amizade e eu não me importo se é infantil e brega.

Eu a abraço de novo, mas dessa vez ela não me apertou, está um tanto aconchegante.

- Vocês garotas são tão cheias de mimimi – reclama Daniel.

- Cala a boca, Daniel – mando ainda abraçando Jessie e com meus olhos fechados.

Depois que nos soltamos Daniel se senta ao meu lado.

- E sua irmã? Ela está sabendo do que está acontecendo? – pergunta Daniel.

Eu bufei e revirei os olhos.

- Eu nem pensei em falar com ela – respondo e me ajeito no sofá – Mas se eu der a notícia, quem disse que ela vai ligar? Ela não tá nem aí.

- Mesmo assim é bom deixar ela sabendo – aconselha Daniel e volta se calar por uns segundos – Mas e o Mason?

- Eu não faço ideia de onde ele está – respondo colocando a mão na testa, me sentindo um tanto cansada - Mas por que essas perguntas?

- É que eu acho muito estranho você estar aqui sofrendo sozinha – diz Daniel – Era para vocês estarem juntos, em família.

- Você sabe que minha família toda é estranha – admito – Não se preocupe, eu estou bem em relação a ausência deles.

Theo Parrish:

Mesmo com todo meu cansaço, eu tive que trabalhar, as coisas estavam ruins, agora estão péssimas, 25 corpos encontrados e não temos nada, apenas dois suspeitos e um deles está desaparecido, o capitão está cada vez mais nervoso, na verdade todos nós estávamos.

Eu precisava de café, por isso fui para a cafeteria perto do departamento e na volta eu reconheci um rosto que a muito tempo não via e que eu quase esqueci de como era.

- Vic? – estranho e a loira que estava andando em minha frente parou e se virou para mim.

Seus olhos azuis estão arregalados, como se ela não acreditasse no que está vendo. Ela está um pouco diferente comparando com a última vez que eu a vi, seu cabelo está na altura dos ombros e talvez tenha mudado seu estilo de roupas.

- Theo! – ela abre um sorriso e me abraça rapidamente.

- Você mudou – digo abrindo um sorriso e coloco a mão nas pontas do cabelo dela bagunçando o mesmo – Você não tinha esses cabelos curtos.

- É e você não tinha essa barba – ela diz tocando em minha barba na qual eu não faço a uns dias.

- Mas então, faz muito tempo que... – eu coloco a mão em minha nuca um pouco sem graça, e eu não faço ideia do porquê que eu me sinto assim.

- Que a gente não se vê – ela completa – É que na verdade, desde minha primeira missão na CIA eu não paro um segundo.

Ela abre um enorme sorriso revelando seus dentes brancos.

- E também eu não sabia por onde o senhor andava – ela coloca a mão em meu cabelo bagunçando o mesmo.

Eu solto risadas, mas ainda me sinto estranho por reencontra-la, talvez eu esteja um pouco chocado, eu acreditava que nunca mais íamos nos ver e com isso, depois de um tempo, eu nem pensava mais nela, nem lembrava que um dia eu tive sentimentos fortes por ela, sentimentos que pensei que nunca ia se acabar, mas agora ela está bem em minha frente e é como se eu não a conhecesse mais, só eu sei o quanto isso é horrível, na verdade, não existe palavra para descrever isso, eu estou em frente a mulher com quem eu cresci, em frente a mulher que já foi uma grande amiga, que foi a primeira mulher que me fez sentir com “borboletas” em minha barriga ou  sei lá o que, pra resumir, meu primeiro amor está bem em minha frente e eu não sinto nada. Isso é bom ou ruim? Queria que alguém me respondesse.

- Foi bom revê-la Vic, mas eu tenho que voltar ao trabalho – digo.

- Tudo bem, eu também tenho que voltar para o meu, estou em uma missão, se é que você entende – ela sorri outra vez – Mas vamos nos ver de novo, certo?

- Claro – digo “animado” – Assim que tivermos tempo, podemos sair, eu, você e Liam, para colocar os assuntos em dia, o que acha?

- Acho ótimo – diz ela e começa a andar – Até mais.

- Até mais – digo acenando e começando a andar de novo.

Assim demos as costas um para o outro eu respiro fundo e volto para o trabalho.

Chego lá aos prantos, parecia que eu tinha visto um fantasma.

- Que cara é essa? – pergunta Liam quase rindo.

- Se eu falar você não vai acreditar – digo me sentando na cadeira atrás da mesa do escritório.

- Fala logo, antes que eu me preocupe – diz Liam me encarando.

Ele coloca suas pernas em cima de sua mesa relaxando seu corpo na cadeira.

- Eu acabei de me encontrar com Vic na rua – digo de uma vez.

Liam se desajeita e quase cai pra traz com cadeira e tudo.

- O que? – ele grita – Victoria? Aquela Victoria durona, de cabelos loiros e olhos azuis? Aquela que estava na Big House junto com a gente? Aquela que...

- É essa mesmo, Liam – interrompo fazendo ele se calar.

- Você só pode estar brincando – diz Liam se recuperando do choque.

- Estou falando a verdade – digo.

- Agora só falta o seu irmão James aparecer para a turma estar completa – diz Liam sarcástico.

Liam ter tocado no nome de meu irmão James, me fez lembra dele, me fez lembrar que faz um tempo que eu não penso nele. Onde será que aquele cabeção está? O que ele deve estar aprontando? Diferente de Vic, eu não havia esquecido meu irmão, não, claro que eu não o esqueci, ele é minha família, mesmo sendo o que ele é ou o que ele era, mesmo estando distante sem saber como ele está. Eu esqueci seus erros e não ele.

- Liam e Theo – o capitão entra de uma vez no escritório interrompendo meus pensamentos – Venham aqui.

Liam e eu nos entreolhamos e logo depois fomos ate o capitão.

- Quero que conheça seus novos ajudantes no caso dos assassinatos – diz o capitão.

Lá estava três pessoas, um cara alto de olhos verdes, um outro moreno e ela, Victoria.

- Eles são da CIA e foram convocados a ajuda-los no caso, já que estão muito lentos para desvenda-los – continua o capitão – Esses são Andrew, Morgan e...

- Vic – grita Liam e vai até Victoria, os dois se abraçam sorrindo – Que bom ver você.

- Bom, então vocês já conhecem a Victoria – diz o capitão.

- Sim – afirma Vic – Nós éramos amigos na Big Hause.

- Claro – diz o capitão.

- Capitão – chamo e o mesmo olha pra mim – Será que podemos conversar?

Ele concorda e nos dois vamos para seu escritório.

- Quem teve essa ideia? – perguntei um tanto irritado.

Eu não concordo que a CIA tenha que se envolver nisso, isso é um caso meu e do Liam, nós sempre conseguimos concluir o trabalho sem nenhum erro e não é porque que estou meio devagar que a CIA tenha que se envolver isso.

- O governo teve essa ideia, a CIA teve essa ideia, eu tive essa ideia – responde o capitão.

- Mas por que? – pergunto – Eu consigo concluir o caso junto com o Liam, não precisa da CIA.

- Você está incomodado com a CIA está participando ou é por causa da garota? – pergunta o capitão – Seja o que for, você vai deixar pra lá e vai ter a ajuda.

- Mas por que? Por que a CIA tem que se meter nisso? – pergunto ainda irritado – É porque houve 25 assassinatos?

- É exatamente por isso – diz o capitão um tanto sério – A mais ou menos trinta anos assassinatos como esses aconteciam e não foram só 25 assassinatos...

- É eu conheço essa história – interrompo – Assassinatos com sinais que ninguém sabia explicar, não era humano e depois de muito tempos sem desvendar nada, deixaram pra lá como se nada tivesse acontecido.

- A história está se repetindo – diz ele – Não podemos deixar que mais pessoas morram, então se você tem um bom coração, deixe esse certo ódio que sente pela CIA por ter te expulsado e aceite a ajuda.

Eu fico o encarando por uns segundos e logo depois deixo o escritório. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Até o próximo <3.


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