História A Little Light - Capítulo 17


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alfa, Amizade, Família, Lobos, Romance
Exibições 17
Palavras 1.399
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Super Power, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 17 - Safety


Theo Parrish:

Meus olhos ardem e eles insistem em se fechar, é como se eu não quisesse acordar, eu estou ciente de que estou acorrentado deitado em uma maca e que algumas pessoas vestido de branco estão me levando para algum lugar, sei que o que vai acontecer não vai ser nada bom, mas eu não consigo mexer um músculo, me sinto fraco.

 Depois não tenho consciência de nada do que estão fazendo comigo.

Acordo por completo quando sinto água por todo lado e não consigo respirar. Abro meus olhos e começo a me debater, há vidros me cercando como um tanque e eu começo a bater nas mesmas.

Vejo que estou ligado em fios e há uma máscara de ar preso em meu rosto, e então um ar gelado começa a sair por ele permitindo que eu respire e meus braços começam a boiar por eu ter parado de me mexer.

Eu queria entender o que está acontecendo, o que essas pessoas querem de mim afinal?

Sinto meus olhos pesados e mesmo assim os forço para tentar ver o que está acontecendo fora dos vidros. Vejo movimentações, pessoas andando de um lado para o outro.

E então vejo Mackenzie sendo levada, levam ela um pouco diferente, ela usa uma roupa totalmente branca como a da maioria aqui, mas ela anda acorrentada nos pés e a mesma corrente se liga as mãos, é como os presidiários andam. Eu tento gritar seu nome, mas é tenho dificuldade pela máscara de ar.

Mas a mesma me ver, ela parece assustada com o que está acontecendo, ao me ver assim e com tudo.

Mack começa a lutar tentando se soltar, eu não consigo ouvir, mas parece que ela grita por meu nome enquanto tenta se soltar. As pessoas em sua volta, principalmente homens, a seguram com mais força e a colocam em uma cabine em minha frete e a tranca lá.

Eu consigo vê-la por uma parte de vidro. Seus olhos estão arregalados e ela está com medo. Como eu queria nos tirar daqui, como eu queria estar com ela e dizer que vamos ficar bem mesmo não tendo certeza disso.

Mackenzie parece desesperada batendo no vidro e ao mesmo tempo chorando, a ultima coisa que vejo é ela caindo no chão, como se tivesse desmaiado. Talvez tenha alguma coisa no ar que ela respirou para fazer isso a ela, por isso a isolaram.

Minha visão começa a embaçar e não consigo ver mais nada, mesmo forçando a vista para tentar enxergar o que mais está acontecendo com Mack. Então eu apago por completo.

Mackenzie Woodlyn:

Eu me sinto tão fraca e odeio me sentir assim, desde que eu soube que sou muito mais forte do que imaginava.

Mas eu sei que a culpa não é minha, a culpa é de quem me colocou aqui.

Sinto que o ar que respiro está diferente, sinto ele queimar dentro de mim e é uma sensação horrível. E o pior, eu mal consigo me movimentar. Eu estou caída no chão e não sinto minhas pernas e meus braços.

O que estão fazendo comigo e por que?

De uma coisa eu sei, eles querem me enfraquecer para eu não me defender e estão conseguindo.

Quando eu penso que tudo está perdido, ouço um som alto e irritante, soa como um alarme. E então a porta da cabine onde eu estou é explodida e alguns homens entram rapidamente.

- Vamos, peguem ela – um dos homens diz apressando os outros – Não podemos demorar ou o resgate não funcionará.

Dois homens me pegaram colocando meus braços em volta dos ombros dos dois para facilitar que me carreguem. E então começam a me levar para fora da cabine, eu continuo sem força e sem sentir meus músculos.

Olho para o tanque de água onde eu vi Theo, o mesmo estava totalmente destruído, mas Theo não estava mais lá.

Onde ele está?

Continuam me carregando pelos corredores do local, onde há algumas luzes vermelhas piscando em sincronia com o som do alarme, há homens armados em minha frente e talvez atrás, eles formam um tipo de barreira para me proteger de qualquer coisa.

Ouço tiros para todo lado, mas não entendo direito o que está acontecendo.

Vejo um homem chutar uma porta dupla e grande com uma placa escrito saída e todos me levam para fora. A luz me incomoda um pouco, mas aos poucos fui me acostumando.

Olhando do lado de fora, o lugar parece muito maior dentro, parecia uma casa residencial normal em um bairro.

Me colocaram em um carro às pressas e uma mulher se sentou ao meu lado, eu já estava meio tonta por causa da correria e não consegui ver bem quem e como é ela.

- Tudo bem, nós conseguimos – diz a mulher e sua voz me parece familiar – Nós salvamos você?

Eu queria perguntar várias coisas a ela como o que está acontecendo e onde está Theo e Daniel e para onde estão me levando.

Mas antes que eu tentasse falar, eu apaguei e não me lembro de mais nada.

Me levaram para um hospital.

Quando acordei estava deitada em uma maca e quando olhei para o lado vi Theo deitado em outra. Ele está me olhando e piscando os olhos de vagar e sua respiração está longa e pesada, parece fraco como eu estou.

Ele abre a boca para falar algo, mas não consegue. Eu apenas levo minha mão em direção a ele, e ele a segura. Sinto sua mão tremer, como se estivesse se esforçando para tocar minha mão.

E foi apenas esse pequeno gesto que fez com que eu sentisse um pouco de força, não fisicamente, é como se seu toque estivesse me despertado.

Vi os olhos de Theo se fecharem, eles estão pesados e ele parece cansado, mas não foi motivo para ele desgrudar sua mão tremula da minha. Ele fazia questão se me sentir.

Umas enfermeiras começaram a puxar a maca me separando de Theo. Me levaram para uma sala, e um médico chegou minutos depois e começou a me examinar.

Ele parece um cara legal, enquanto ele fazia os exames ele conversava comigo calmamente e pacientemente mesmo sabendo que eu estava fraca de mais para falar e conversar com ele.

Ele falava de sua esposa e de seus filhos, disse o quanto ele era diferente, que antes de se casar, falar de casamento e filhos perto dele era algo absurdo, ele não queria mesmo isso para ele, mas então conheceu a pessoa de sua vida e falar de filhos se tornou a melhor coisa para ele.

Após olhar bastante sua aparência, ele não me parece diferente. Eu lembro dessa aparência morena em algumas partes de minha memória de minha infância.

Acho que ele é o médico que ajudou minha família quando fui mordida.

Após ele coletar um pouco de meu sangue ele respirou fundo olhando o liquido.

- Bom, vamos ver o que fizeram com você – ele diz – Agora você só tem que se preocupar em se recuperar – ele coloca sua mão sobre a minha apertando a mesma – Você estar fraca agora não significa nada Mackenzie, você vai ficar forte, isso já aconteceu antes.

Ele se referia no período em que eu fui mordida e que ele cuidou de mim.

Eu comecei a me lembrar de algumas cenas, elas vinham de repente, eu me vi com seis anos, fraca como estou agora, mas eu consegui resistir e fiquei forte de novo.

Eu não pude deixar de ficar curiosa, quero saber o que estava fazendo comigo e com meus amigos naquele lugar.

- Até logo, lobinha – o médico pegou seus materiais e se retirou do quarto.

O medico deixou a televisão ligada e está passando o jornal, fiquei bastante atenta quando vi a casa que eu estava atras da jornalista.

- Há um anexo de baixo da casa usado como um laboratório onde ocorriam experimentos científicos contra pessoas inocentes - explica a jornalista - Não se sabe ainda o que pretendiam fazer, mas grande parte dos envolvidos foram presos, porem o principal responsável pelos experimentos ilegais não foi encontrado.

A jornalista se despediu e deu chamada a próxima noticia. 

Então o responsável não foi encontrado, sera que devo me preocupar?

Vi que na porta há alguns policiais, talvez estejam de guarda para que ninguém tente me levar outra vez e me use em um experimentos científicos contra minha vontade.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Besitos <3.


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