História A Little Mess Called Evan - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 16
Palavras 2.463
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


OOOOOOOI MEU POVOOOO!!! Mas gente, quase um mês de atraso... me perdoem, estava faltando criatividade, a preguiça me abraçou e só me largou hoje. Enfim, Tá ai... <3
Boa leitura.

Capítulo 10 - Mr. Traveler


Fanfic / Fanfiction A Little Mess Called Evan - Capítulo 10 - Mr. Traveler

“- Não é tão difícil assim de entender.

 - Se você me explicasse, talvez eu o entenderia!

A garota me empurrou e eu esbarrei no senhor atrás de mim. Me virei e pedi desculpas. Ao me voltar para frente, vi a garota correndo para longe de mim. Olhei ao redor e todos tinham desaparecido, todas as lojas e decorações. Senti um frio tomar conta de mim, olhei para cima e gritei com todas as minhas forças, mas a minha voz não saía.  Me senti sufocado, sem ar e quando me dei conta eu estava debaixo d’água, algo me puxava para baixo e eu não conseguia respirar. Senti que aqueles eram os últimos segundos da minha vida. Tudo ficou escuro...”

 

 

Acordei assustado e ofegante, o suor escorria em minha testa e meu coração estava acelerado. Olhei em volta e percebi que estava em meu quarto, os brinquedos em seus lugares me observavam. Sentei-me na borda da cama e levei as mãos à cabeça, perturbado. Os sonhos sempre me perseguiam. Eles eram tão reais que ficava difícil não se assustar. Levantei, fui até a escrivaninha, peguei o celular e olhei a data: quarta-feira. Já haviam se passado 3 dias desde o passeio com Ariel e nós não nos falamos mais. Algumas vezes eu até entrei em seu perfil, olhei novamente as fotos, mas não quis chamá-la. Eu não queria falar com ela. Devolvi o celular ao seu lugar e me dirigi ao banheiro. Abri o armário e peguei os frascos de remédios que eu deveria tomar naquele horário, tomei as três pílulas e me encarei no espelho, como costumava fazer. Depois, abri a torneira e joguei a água fria em meu rosto. Fiz minha higiene matinal e voltei ao meu quarto. Ao escolher uma roupa, optei pela mesma blusa de moletom do dia anterior, já que ela estava limpa e era uma das minhas favoritas. Seu bolso frontal acomodava tudo que eu precisava e seu capuz era perfeito para cobrir meio rosto. Peguei o celular, uma pedrinha verde da coleção, minha carteira e as chaves de casa, os coloquei no bolso e desci até a cozinha.

O balcão estava cheio de maçãs, pacotes de farinha e outas coisas. Minha mãe estava parada diante de tudo com um livro e o avental nos braços. Quando me viu, abriu um largo sorriso e começou:

- Evan! Quem diria, você acordado tão cedo... adivinha o que eu vou fazer?

- Não faço a menor ideia. – mentira.

- Ora, como não, filho, observe só, essas maçãs, a farinha, formas redondas...

A olhei indiferente e dei de ombros. Ela abriu o livro, vasculhou as páginas e o colocou em minha frente, onde eu pude ler: Torta de maçã. Ela continuou:

- Você se lembra de quando era pequeno e fazíamos essa torta juntos? Era tão divertido, você ficava todo sujo de farinha. Enquanto a torta assava, eu te dava banho.

- E você, se lembra da vez que eu surtei fazendo essa torta idiota e joguei tudo no chão, Stella? Lembra o que eu gritei quando você tentou me impedir?

O sorriso em seu rosto sumiu de repente e ela se virou de costas para mim. Com a voz um pouco trêmula, ela disse:

- E-eu pensei que pudéssemos esquecer a parte ruim e lembrar somente das boas. Lembrar de como você gostava dessa torta...

- Então você lembra, não é? Como foi que você se sentiu quando eu disse que te odiava?

Eu me aproximei e ela se voltou para mim novamente.

- Ah, filho, não vamos lembrar disso. Eu não...

- Não quer lembrar, da mesma forma que você não quis conviver comigo. Porque era muito mais fácil jogar a reponsabilidade para outra pessoa, não é?

Eu estava nervoso. Sentia meu rosto ferver, as palavras simplesmente saíam da minha boca. Eu continuei:

- E quando eu voltei, você resolveu agir como se tudo fosse normal, como se nada tivesse acontecido? Você acha que foi fácil para mim? Acha?!

Eu gritava enquanto Stella me olhava espantada sem dizer uma só palavra e seus olhos marejavam. Percebi que talvez eu tivesse exagerado um pouco, abaixei a cabeça e me afastei. A encarei por um segundo e quando ela olhou de volta, me virei e saí em direção à rua, batendo a porta atrás de mim.

Eu me sentia péssimo, mas ao mesmo tempo aliviado, pois aquilo estivera guardado dentro de mim durante tanto tempo e eu finalmente pude me libertar. Enquanto eu caminhava a passos largos e com os punhos cerrados pela 5a avenida, a raiva tomava conta de mim. Minha respiração estava ofegante e eu sentia minha pele queimar. Não sabia aonde ir, só queria poder quebrar algo, gritar o mais alto possível. Virei à direita na rua 67 e o sol da manhã atingiu em cheio meu rosto, o que me causou certo desconforto, já que acordar cedo não me era de costume. Puxei o capuz do moletom sobre minha cabeça e continuei meu trajeto à lugar nenhum.

Depois de andar por algumas quadras cheguei a uma loja de sobremesas. Pela vitrine se podia ver muitos bolos, balas e outras guloseimas. O aroma que saía da loja era doce e acolhedor, então resolvi entrar para um café da manhã. Me aproximei do balcão tirando o capuz e a atendente perguntou:

- Posso ajudar?

- Hum, vocês têm café? – passei a mão pelos cabelos.

- Sim, de vários tipos. Gostaria de olhar o cardápio?

Pensei por um segundo e assenti com a cabeça. Enquanto esperava a moça voltar, dei uma olhada rápida pelo ambiente, com sua decoração clássica, feito chá das cinco no Reino Unido. Ao me curvar, ouvi o barulho da porta se abrindo e senti o vento batendo em minha nuca. Me virei em direção à porta e meus olhos se encontraram com os olhos verdes de uma bela garota. A loira sorriu para mim e eu, tímido, voltei a olhar para o balcão. Logo a atendente voltou com o cardápio e o entregou a mim. A garota que acabara de entrar parou do meu lado e se dirigiu à atendente:

- Oi, vim buscar a encomenda da Sra. Miller.

Ao que ela respondeu:

- Oh, sim. A senhorita pode esperar alguns minutos? Já estão embalando.

- Claro, sem problemas.

Dizendo isto, a moça sentou-se em um banquinho no balcão à espera de seu pacote, enquanto a atendente se virou à mim:

- E então?

A olhei sem levantar a cabeça e respondi:

- Um café grande para a viagem.

- Certo. – Disse, se retirando.

Notei que a garota ao meu lado me encarava, tentei disfarçar e voltei a ler o cardápio. Logo que a atendente voltou com o meu pedido, retirei a carteira do bolso, passei o polegar pelas notas que ainda me restavam. Retirei uma quantia e paguei minha conta. Devolvi a carteira ao bolso meio sem jeito, com um pouco de dificuldade, pois a garota não parava de me olhar. Agradeci, peguei meu café e saí.

Fui tomando a bebida enquanto descia a rua. Senti o celular vibrar e o peguei. Era August perguntando como as coisas estavam indo, mas quando comecei a digitar a resposta, o aparelho desligou, por falta de bateria. Suspirei e o devolvi ao bolso. Comecei a caminhar de forma lenta, com o propósito de demorar mais à chegar em casa. De repente, pude ouvir passos rápidos atrás de mim e uma voz feminina chamando meu nome. Ao me virar, encontrei vindo em minha direção, a loira da loja, carregando algumas caixas empilhadas de algo que cheirava como bolinhos. Quando ela finalmente me alcançou, as caixas balançaram e fizeram menção em caírem. Logo agarrei algumas que estavam no topo, deixando ela com apenas uma e ela agradeceu:

- Ah, obrigada! É Evan, não é?

- Sim, como sabe meu nome?

A garota passou a mão pela roupa, a fim de ajeitá-la. Depois retirou um papel de um bolso e me entregou dizendo:

- Sua identidade. Você deixou cair na loja.

- Obrigado – disse enquanto colocava o documento em meu bolso – sério, nem percebi eu caiu.

- Pois é, você estava bem distraído. Eu sou Frankie Miller – disse ela entendendo a mão para que eu a apertasse, o que eu fiz, tentando equilibrar as caixas com apenas um braço, já que ainda segurava o copo de café. – Você mora por aqui?

- À umas quadras daqui... não muito longe. E você?

- Logo ali – Frankie disse enquanto apontava uma bela casa do outro lado da rua. – Perguntei pois nunca te vi por ai...

- Digamos que eu sou um bom viajante. – ela sorriu sem jeito – Hum, você quer ajuda até ali, moça?

- Se não for incômodo sim, senhor viajante. – Ela disse, sorrindo.

A acompanhei até a entrada de sua casa. Frankie abriu a porta e me mandou entrar. Colocou a caixa que ela segurava em cima de uma mesa logo à sua frente, depois se voltou a mim, pegou as outras caixas e as colocaram lá também. Dei uma breve olhada no cômodo que eu estava, todos os móveis eram antigos, mas muito bem cuidados e organizados. Nas paredes, quadros de todos os tipos e em cima da longa mesa de madeira trabalhada, um vaso com lírios. Sob meus pés, um carpete que provavelmente custava mais que meu celular. Fiquei meio sem jeito naquele ambiente tão diferente dos locais que eu estava acostumado a frequentar. Até para uma visita rápida e inesperada como aquela, minha roupa não era apropriada. Ao contrário de Frankie, que usava um vestido azul que me lembrava os anos 60, meias ¾ brancas e sapatilhas. O cabelo loiro quase todo solto, exceto por uma mecha presa na lateral por um laço da mesma cor do vestido. Isso tudo fez eu me perguntar: quem se veste assim hoje em dia? Não que ela estivesse feia, longe disso. Mas estava fora de moda.

A garota interrompeu meus pensamentos:

- Muito obrigada, Evan. Sério, já estava me vendo derrubando tudo isso no meio da rua. – ela sorriu e eu retribui – Enfim, eu preciso levar tudo isso lá dentro. Daqui a pouco as pessoas chegam e eu nem arrumei as mesas... você deve estar se perguntando pra que tudo isso, não é? É um chá beneficente que a minha mãe organiza às vezes...

Eu a olhava da forma mais serena possível, com um copo de café pela metade na mão esquerda e a direita dentro do bolso do moletom. Ela voltou a falar:

- É um pouco entediante, eu confesso. Mas eu estou acostumada. – Frankie estreitou os olhos e encolheu os ombros – Eu estou falando demais, né?

- Claro que não – talvez estivesse, o que me deixava sem jeito – eu gosto de ouvir. Enfim, eu não quero atrapalhar, então já vou indo, ok?

- Eu até te convidaria para se juntar à nós, mas é um encontro formal – ela me olhou de cima a baixo – e é para garotas.

- Realmente, não me encaixo em nenhum dos quesitos. – Eu ri e passei a mão pelos cabelos. – Mas agradeço pela consideração.

Fui me afastando em direção à porta e ela me acompanhou. Quando eu saí, disse:

- Foi um prazer, senhorita Frankie.

- O prazer é todo meu, senhor viajante! – Ela acenou enquanto eu caminhava até a calçada. Fui andando tenso até a perder de vista, só então fiquei mais relaxado. O cheiro de bolinhos ainda estava impregnado em meu nariz. Bebi o último gole do café e joguei o copo na lixeira mais próxima.

Eu estava mais tranquilo, então resolvi voltar para casa. Talvez até me desculpasse com Stella. Abri a porta e entrei. Olhei o relógio na parede da sala que marcava 9:23 a.m. e coloquei as chaves e a carteira na mesa de centro. Desviei o olhar para a cozinha, mas não vi ninguém. Subi as escadas, fui até meu quarto e coloquei o celular para carregar em cima da escrivaninha. Escutei barulhos no cômodo ao lado, que era o quarto de Stella. Fui até a entrada e vi minha mãe guardando umas coisas no armário. Encostei-me no batente da porta e a observei de braços cruzados. Ela não me viu chegar, então quando se virou para pegar uma caixa em cima da cama, se assustou com a minha presença. Eu ri de canto de boca quando ela levou a mão ao peito.

- Calma, sou eu... – disse ainda sorrindo.

- Quase me matou do coração, menino. – ela disse sentando-se na cama.

- Aposto que assassino nenhum invade a casa de alguém as nove horas da manhã de quarta-feira. – Desencostei da porta e sentei na cama, mas um pouco longe dela. – E ai? Desistiu das tortas?

Ela me olhou mas não respondeu. Depois, puxou a caixa para mais perto, a abriu, retirou uma fotografia e me entregou. Eu a observei e ela quebrou o silêncio:

- Você tinha seis anos nesse dia. Com seu caderno, onde escrevia tudo que eu te ensinava. Pouco antes de precisar ir à escola... tão inteligente, já sabia tanta coisa. Eu queria muito te dar a oportunidade de aprender mais. Mas pouco depois você teve seu primeiro surto. E mesmo o médico dando o diagnóstico e dizendo que você deveria tomar remédios, eu decidi que você era um garoto normal. Você foi ficando cada vez mais agressivo e eu mesma continuei te ensinando em casa. – eu só olhava para a foto enquanto ela falava – As coisas só pioraram desde então, vários outros surtos vieram e eu não pude aguentar. Sentia falta de quando você era uma criança comum, brincando com seus brinquedos. Ache que seu pai teria a solução, daí a ideia de enviá-lo para Maryland... Hoje eu me arrependo. Deveria ter escutado o primeiro médico. Eu te devo desculpas por te abandonar.

Levantei da cama e me aproximei dela, joguei a foto em seu colo e me direcionei à porta. Antes de sair, me virei e disse:

- É, você deve mesmo.

 

Já em meu quarto, liguei meu celular e respondi August. Contei sobre o passeio, o beijo e sobre a minha falta de vontade de vê-la novamente. Aproveitei para perguntar quando ele viria me visitar. Depois de enviar, resolvi checar o facebook. Ao entrar, vi algumas notificações, dentre elas, uma mensagem. Abri e li:

 

“ARIEL: Oi, Evan... como vc ta? Meu amigo Jimmy (aquele do parque) vai tar uma festa na sexta à noite. Se quiser aparecer... Vou enviar o endereço como anexo, ok? Bjs.”

 

De início eu pensei: odeio festas, não vou. Mas depois pensei que eu pudesse fazer novos amigos, já que eu passava 90% da minha vida em casa e os outros 10% em uma cafeteria qualquer. E eu estava realmente viciado em café. Fechei a mensagem e resolvi que se desse vontade na hora, eu iria.

 

[continua...]


Notas Finais


AAAAAAA... OLHA QUEM VOLTOU??? EVANNNNN <333

me digam, o que vocês esperam da Frankie? Pq [spoiler] ela chegou pra causar!!!
Vai ter festinha... :3
Bjs aaaaaaa


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