História A Little Mess Called Evan - Capítulo 11


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Categorias Originais
Exibições 7
Palavras 3.229
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá, tudo bom?
Não sei o que falar... bla bla bla... boa leitura.

Capítulo 11 - Let's have a party like the cool kids.


Fanfic / Fanfiction A Little Mess Called Evan - Capítulo 11 - Let's have a party like the cool kids.

Ariel’s P.O.V.)

 

                Enviei o convite à Evan na quarta-feira e passei as horas esperando sua resposta, mas ele apenas visualizou e não disse nada. Miranda não parava de perguntar sobre ele, se nós tínhamos conversado durante a semana e se eu ficaria com ele de novo na festa, o que me deixava cada vez mais apreensiva, pois não nos falamos mais.

                Na sexta-feira à tarde, Miranda e eu assistíamos tv na sala, quando meu pai chegou mais cedo do trabalho, dizendo que teria de ir urgente à Portland, para fechar negócios com uma empresa afiliada. Subiu as escadas, conversou com a minha mãe, fez as malas se despediu de nós e saiu correndo em direção ao aeroporto. Assim que ele nos deixou, percebi que era a hora perfeita para falar com minha mãe a respeito da festa que aconteceria dentro de algumas horas. Miranda e eu subimos as escadas e encontramos minha mãe no banho. Dei uma leve batida na porta e chamei:

- Mãe...

- Oi, Ariel. Está tudo bem?

- Está sim. Miranda e eu queríamos te pedir uma coisa.

Olhei para minha prima e fiz sinal para que ela falasse. Ela negou com a cabeça e já ia se afastando da porta, quando minha mãe perguntou:

- O que foi?

Miranda bufou e começou:

- Sabe o que é, tia... o Jimmy, amigo da Ari, vai dar uma festinha hoje à noite... e nós queríamos ir.

-É mãe... o pessoal todo do colégio vai estar lá. – concordei.

- Ah, eu não sei. Seu pai foi viajar, você deveria ter falado com ele antes.

- Mas ele não iria deixar, você sabe disso. – Reclamei, encostando na parede ao lado. – Você não acha que vai ser bom para a Miranda conhecer pessoas novas?

Ela não respondeu. Miranda e eu permanecíamos em silêncio, escutando a água cair. Após alguns segundos, minha mãe disse:

- Ok! – Do lado de fora, nos abraçamos – Mas nada de bebidas, drogas e nada de chegar muito tarde.

- Sobre chegar tarde – eu lembrei – Maia chamou a gente para dormir na casa dela...

Minha mãe desligou o chuveiro e abriu a porta. Saiu enrolada na toalha, ainda um pouco molhada. Me encarou e perguntou:

- Vocês não acham que estão abusando da minha bondade?

- Ah, sabe que quando o tio John está aqui ele nunca deixa, não é, tia Ellen? – Miranda era ótima em convencer as pessoas.

- Tá bem, tá bem. Agora me deixem colocar uma roupa.

Comemoramos novamente e corremos para o meu quarto, a fim de arrumas nossas roupas.

 

 

(Evan’s P.O.V.)

 

Eu estava deitado na minha cama com o notebook no colo, conversava com August no Skype há mais de quatro horas. Jogávamos um jogo online enquanto conversávamos.

- Eu acho que você deveria ir, cara. – Dizia ele.

- Não sei se quero ver ela. Sei lá. Acho que não deveria ter ficado com ela. E se ela achar que eu quero namorar?

- É só você explicar que foi só um beijo. Meu Deus, quanto drama.

Enquanto ele dizia isto, nosso time foi abatido e ele esbravejou:

- Ah, caralho! Fica ai falando de garota e não joga!!

Fechei o jogo, mantendo somente a chamada aberta. Olhei para o relógio que marcava 7:43p.m. e disse:

- Eu vou.

- Isso, vai ser bom pra você sair...

- Ultimamente só tenho ido à cafeterias. Uma festa pode ser legal.

Nos despedimos e desligamos.

Pensei por alguns segundos para ter certeza de que queria ir. De certo modo eu estava ansioso para sair. Joguei o computador de lado e me sentei na borda da cama. Observei o cenário ao meu redor, cheio de copos vazios de café, eles estavam por toda parte: na escrivaninha, jogados no chão, em cima da cama, na janela. A porta do meu guarda roupas estava entreaberta, deixando em evidência a grande bagunça que os moletons e camisetas formavam. Me levantei e fui até lá. Pela primeira vez, não sabia o que vestir, pois eu não ia a muitas festas, não fazia ideia do que seria “legal” para a ocasião. Sem saber o que fazer, fechei a porta do móvel e fui tomar banho.

O espelho do banheiro estava embaçado por causa da água quente. Com uma das mãos, eu passava a toalha pelos cabelos molhados, e com a outra eu riscava um “X” no meu reflexo borrado. Pendurei a toalha no box, abri o armário, tomei as medicações prescritas e voltei ao quarto. Abri o guarda roupas e puxei uma calça jeans e a vesti. Depois, a parte mais complicada, a camisa. Analisei a pequena montanha de peças de roupa e vi, debaixo dela, uma pilha de camisetas dobradas, que eu não tinha vestido, nem sequer para provar. Minha segunda mãe Daisy trabalha em um departamento de roupas, tem vários descontos por ser funcionária, então costuma me encher de roupas novas. Peguei as camisetas e as desdobrei. Encontrei uma toda cinza, sem estampa alguma e a vesti. Concluí que seria aquela mesmo e joguei as outras de volta na bagunça. Me olhei no espelho do banheiro e tudo estava ok, a não ser por um motivo: meus braços aparecendo. Pode até parecer normal, mas não é. Não para mim. Não quando se tem uma cicatriz de quase 10 centímetros no antebraço esquerdo (fora outras menores) e não se quer mostra-la para ninguém. Me senti mal, péssimo comigo mesmo. Arrependido por, em um momento de fraqueza, tê-la feito. A vontade de ir pra qualquer lugar foi me deixando e eu só queria tirar aquela roupa toda e deitar na minha cama.

 

 

 

(Jimmy’s P.O.V.)

 

- Pessoal, vocês podem por favor não colocarem os pés no sofá? Minha mãe não... – eles não me deram ouvidos e continuaram se beijando – Ah, meu deus.

Levei as mãos à cabeça encostado na parede, fui deslizando até chegar ao chão e me sentei. Nunca imaginei que uma festinha entre amigos causasse tanta bagunça como estava causando. Minha sala de estar cheirava a maconha e haviam copos e garrafas para qualquer lado que eu olhasse. Tirei os óculos por um instante e friccionei os olhos com as costas da mão direita. Enquanto enxergava apenas borrões, alguém parou diante de mim e chutou a sola do meu pé. Olhei para cima na tentativa de descobrir quem era, mas sem sucesso, mas assim que a pessoa começou a falar, soube quem era:

- Oi, Jimmy. Festa maneira.

- O-oi Frankie! – coloquei os óculos depressa e levantei – Vo-você veio.

- Pois é, você me convidou, achei que era para vir. – Disse ela, com um copo de bebida em uma mão e o celular na outra.

- É que eu não achei que viria, mas era pra vir, com certeza. – disse para ela – Como eu sou burro! – disse para mim mesmo, o que não soou tão baixo como deveria.

- Vou dar uma volta por ai, ok? – Frankie disse e nem esperou minha resposta, saiu porta afora em direção ao jardim, me deixando ali parado, com cara de idiota.

Frankie Miller, minha paixão desde os 13, quando ela nem me notava. Agora com 18 não era muito diferente, nós conversávamos, mas era coisas como:

“- Jimmy, não consegui terminar o trabalho de física, precisei sair ontem à tarde, você pode terminar pra mim? Por favorzinho?

- Ah, claro, Frankie.”

Ou então:

“- Oi Frankie.

- Oi, Jimmy. Oi, meninas. Vocês não imaginam o que aconteceu ontem no shopping...”

E mesmo assim eu era louco por ela.

Quando voltei à realidade, saí chutando alguns copos no caminho e fui até a cozinha, onde encontrei Maia, Ariel e Miranda, sentadas sobre o balcão de mármore, todas com bebidas nas mãos e eu percebi que deveria ser o único que não bebia. Maia, quando me viu entrar, disse de braços abertos:

- Jimmy, meu querido Jimmy! Vamos fazer um brinde. À essa festa maravilhosa e por você ser um ótimo amigo!

- Ei, larga esse copo – Ariel interviu, tomando a bebida das mãos de Maia – você já bebeu demais hoje. E não são nem onze horas ainda.

- Por que vocês não estão dançando? – perguntei, me sentando em uma cadeira, pouco a frente delas.

- Porque Ariel não quer dançar e nos fez ficar aqui com ela. – Miranda respondeu de imediato.

- Eu cansei de ficar sentada aqui lamentando a vida! – Maia gritou.

- Maia! – Ariel e eu bradamos juntos.

Maia levantou e disse:

- Eu amo essa música e vou dançar. Não tentem me impedir.

Mas ninguém tentou e ela saiu esbarrando nas pessoas, em direção à música. Ariel deu de ombros e tomou um gole de sua bebida. Nesse momento, percebi que algo estava errado. Sentei ao lado dela no balcão e perguntei baixinho:

- Aconteceu alguma coisa? – ela chacoalhou a cabeça negativamente e continuou bebendo – É por causa do tal garoto?

Ariel tirou o copo da boca e o descansou no colo, depois encostou a cabeça no meu braço e fechou os olhos. Depois de alguns segundos assim, ela se recompôs e começou a falar:

- Eu achei que ele viria, mas eu estava enganada, ele não veio.

- Ariel... – ela bebeu mais um gole e ia voltar a falar, quando eu a interrompi – acho que você está enganada agora.

- Como assim? – ela perguntou sem entender.

Sorri para ela e indiquei com a cabeça para que ela olhasse para a porta da cozinha, pois Evan acabara de chegar. Quando ela o viu, pude ver o brilho em seu olhar.

 

 

(Ariel’s P.O.V.)

 

                A festa estava animada, mas eu estava chateada, pois Evan me ignorou a semana toda. Isso me deixou tão para baixo que pensei duas vezes antes de sair de casa. Se não fosse Miranda, eu estaria debaixo das cobertas, com brigadeiro e assistindo a filmes de comédia romântica. Pedi às meninas que ficassem comigo, não queria privá-las de se divertirem, só não queria ficar sozinha. Depois de um breve desabafo com Jimmy, a surpresa: Evan estava lá, parado em minha frente com uma jaqueta de couro que o deixava mais bonito que eu já achava. Ele parecia assustado, talvez um pouco perdido. Percebi então que festas não eram o seu forte. Levantei do balcão e fui até ele. Sorri e o cumprimentei:

- Oi...

- Oi.

O clima ficou estranho. Olhei para baixo e tirei uma mecha de cabelo que deslizou para a frente do meu rosto e a coloquei atrás da orelha. Depois voltei a encará-lo. Ele estava com os olhos fechados, um pouco apertados, parecia desconfortável. Então perguntei:

- Está tudo bem?

- Na verdade não. Eu tomei uma quantidade imensa de café essa semana... – ele abria os olhos, voltados para frente e tornava a fechar – principalmente hoje. Acho que isso não está me fazendo bem. E estas pessoas... – Evan olhou em volta – não estou legal.

- Vem comigo.

Peguei o garoto pela mão e o guiei em meio à multidão, até uma porta que nos levaria ao escritório do Sr. Jones, pai de Jimmy. Lá dentro a música não era tão alta, talvez as prateleiras de livros abafassem o som. Me sentei em um sofá de couro preto que havia lá e Evan encostou na mesa de madeira à minha frente.

- Está melhor? – Perguntei, o encarando.

- Um pouco. – Ele me olhou discretamente enquanto puxava uma cadeira para se sentar. – E então, como você está?

- Hum, entendi. Está tudo bem, afinal. – Evan me encarava como se não entendesse – É, eu estou ótima.

Evan encostou os cotovelos na mesa e pousou o queixo nas mãos. Olhava para os livros, não para mim. Ficamos em silêncio por uns 2 ou 3 minutos, quando ele levantou e sentou-se ao meu lado no sofá. E ainda sem me olhar, ele disse:

- Ari, me desculpa se eu não falei com você durante a semana, as coisas ficaram um pouco... confusas.

- Tudo bem. – Aí eu tive a certeza de que foi só um beijo.

Foi então que ele me olhou nos olhos pela primeira vez naquela noite. Depois me fitou de cima a baixo, como se estivesse me analisando. Então, comentou:

- Você está bonita. – eu sorri, um pouco tímida – Primeira vez que te vejo de vestido.

Evan esticou a mão direita e pegou meu colar de pedra cor-de-rosa e me olhou sorrindo.

- Gostei. Combina com você.

- Você acha? – Perguntei, levando minha mão esquerda até a pedra, tocando os dedos do garoto.

Ele assentiu e sorriu. Fui afastando minha mão de leve, mas ele a segurou e me puxou, me trazendo para mais perto. Meus óculos deram uma leve escorregada para a ponta do nariz e, com a mão livre, o ajeitei. Assim que toquei a armação, Evan segurou meu antebraço direito com sua mão esquerda e me olhou profundamente nos olhos, dizendo:

- Você não sabe o quanto eu adoro quando você faz isso.

Fiquei ofegante e senti minhas mãos suarem. Pensei em soltar a minha mão da de Evan, mas ele a segurava com força. Então ele soltou meu antebraço, passando sua mão para a minha cintura, inclinou-se sobre mim e me beijou. Pousei minha mão sobre seu peito enquanto correspondia ao beijo e senti seu coração acelerado, talvez mais que o meu. Após alguns segundos, nos afastamos e Evan sorriu, olhando para frente. Minha cabeça estava confusa, agora eu não era capaz de entender o que ele realmente queria. Escutei a música tocar meio abafada, mas ainda pude perceber de qual se tratava: Cool Kids do Echosmith. De repente, a música ficou alta e pude perceber alguém na porta. Me virei e vi Frankie, uma amiga da turma, com uma garrafa de vodca na mão. Assim que me viu, ela disse:

- Sua doida, o Jimmy e a Miranda estão procurando por você. – Ela foi se aproximando e viu Evan. – Ei, Viajante! Você por aqui?

- Vocês já se conhecem? – perguntei, atordoada.

- Sim, Evan me ajudou esses dias com umas... coisas. – Dizendo isso, Frankie piscou para o garoto ao meu lado, que estava sorrindo para ela. – Enfim, Maia não está bem, você precisa ajudar sua amiga.

Me voltei a Evan:

- Eu preciso ir até lá. Você fica bem?

- Claro que ele fica. – Disse Frankie – Eu estou aqui.

Revirei os olhos e saí em direção à cozinha, procurando Jimmy, Maia e Miranda. Quando os encontrei, Maia estava sentada no chão do banheiro, debruçada no vaso sanitário, toda despenteada, com bebidas pela roupa toda. Miranda a ajudava a se levantar, enquanto Jimmy molhava uma toalha para limpá-la. Passei longos minutos com eles no banheiro, enquanto Maia chorava.

 

 

(Evan’s P.O.V.)

 

                Eu estava confuso e atordoado, mas mesmo assim a beijei. Minha cabeça não funcionava corretamente e eu precisava dos meus remédios. Era como se eu não os tivesse tomado. Mais tarde quando vi Frankie, tudo piorou. Ela estava diferente da primeira vez que a vi. Nada daquele estilo anos 60. Usava uma calça jeans rasgada e uma camiseta branca muito justa e um pouco curta. Muitos colares de cores diferentes e um coturno. O cabelo era o mesmo, mas sem o laço azul e estava um pouco bagunçado. E ela era realmente linda, não importa com qual roupa ou em qual cenário. A garota se jogou ao meu lado e bebeu um pouco da vodca que ela trazia consigo. Depois, me entregou a garrafa e disse:

- Bebe, vai te fazer bem.

Lembrei da última vez que ingeri bebidas desse tipo. Uma festa que eu havia ido com August há dois anos. Fiquei agressivo por dois dias seguidos depois de beber, porque o álcool no meu organismo não deixava meus remédios fazerem efeito.

Mas de qualquer forma, eles já não estavam me ajudando naquela noite, então aceitei a garrafa e bebi. Aquilo desceu queimando minha garganta, mas não tanto quando minha cabeça queimava. Então, Frankie disse:

- Ei, vai com calma, senhor Viajante.

Não dei ouvidos e bebi de novo. Agora não parecia mais tão ardente assim. Ela puxou a garrafa da minha mão e bebeu um gole. Depois me perguntou:

- Você e Ariel são tipo... um casal?

- Não. Somos só amigos. – eu a encarava da forma mais natural possível, mas mal sabia ela que eu quase não a enxergava.

- Ah. Menos mal então.

- Por quê? – perguntei sem entender.

- Acho que ela não queria te deixar sozinho comigo. – ela me passou a vodca.

Bebi o último gole e joguei a garrafa no chão. Frankie a olhou e disse:

- Precisamos de mais. Vem comigo.

E eu a segui pela casa afora, até uma geladeira cheia de bebidas. A garota pegou uma garrafa e me levou para o lado de fora, onde a música era alta e haviam muitas pessoas. Depois de estrear a bebida, ela me entregou a garrafa e eu recusei.

- Anda, vamos lá. – Ela colocou a bebida em minhas mãos – Prometo que é a última vez que te ofereço.

Agarrei e bebi mais do que qualquer outro gole.

Depois de alguns minutos, eu estava dançando com Frankie, as pessoas eram rabiscos e as luzes eram borrões. As vezes minha visão ficava nítida e eu me sentia atordoado, triste. Mas ai eu bebia mais e tudo ficava melhor. Às vezes eu sabia o que estava fazendo e as vezes não. Em determinada hora, eu voltei à lucidez e me vi beijando Frankie, ou talvez ela tenha me beijado, no meio daquela multidão de rabiscos. Quando a soltei, ela me disse algo como “acho que ela não gostou disso” e eu estava pensando “ela quem?” mas quando me virei pude entender:

Ariel estava com Miranda e Maia na varanda e as três nos observavam. Mesmo com o turbilhão de coisas acontecendo na minha cabeça, uma coisa eu percebi, Ariel não estava bem.

 

                Depois de Beijar Frankie e ver a reação de Ariel, eu caí na real e percebi o quão errado eu estava e tudo que eu estava fazendo. Fechei os olhos o mais forte que eu pude e desejei acordar, mas não era um sonho. Ao abrir, não encontrei Ariel. Olhei para trás a procura da minha parceira de dança, mas ela não estava mais lá. Foi então que eu senti algo que eu só senti quando fui morar com meu pai, me senti sozinho no mundo. Comecei a suar, meu coração estava muito acelerado, eu queria gritar mas a voz não saía. Eu queria ir para casa, mas tudo em volta de mim era estranho. Corri em direção à casa e entrei na cozinha, que estava vazia e um pouco escura, ou talvez minha visão não estivesse boa. Me apoiei nos móveis em meio aos copos e bebidas até chegar na pia. Abri a torneira e joguei a água fria pelo meu rosto. O aperto no meu peito só aumentava, era como se a dor me consumisse e eu precisava pará-la. Ofegante e suando frio, abri a primeira gaveta e entre talheres de refeição, procurei por algo afiado. Nada. Na segunda gaveta, só amassadores de batatas e peneiras. Ao abrir a terceira, me deparei com o jogo de facas mais bonito que eu já havia visto em toda a minha vida. Sem hesitar, peguei uma delas e forcei contra meu antebraço esquerdo, ao lado da antiga cicatriz, até que eu pude ver o sangue escorrer até meu cotovelo e pingar o chão branco da cozinha.

A música parou e tudo ficou escuro, frio...


Notas Finais


EITA
E então? O que acharam?
:x
Bom, até o próximo capitulo <33


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