História A Little Mess Called Evan - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Exibições 25
Palavras 2.067
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi, gente! To seguindo minha regrinha e conseguindo postar toda quarta-feira! (amém, né. Porque pela minha desorganização, isso está sendo bem difícil.)
Enfim, vamos para o zoológico?
:3 Boa leitura u.u

Capítulo 7 - May I... ?


Fanfic / Fanfiction A Little Mess Called Evan - Capítulo 7 - May I... ?

(Evan’s P.O.V.)

 

Convidar Ariel para ir a um zoológico foi uma coisa que eu fiz sem pensar. Existem tantos outros lugares à ir em Seattle e eu escolhi um zoológico? Bem criativo. No domingo, acordei por volta das 11 da manhã e minha mãe estava preparando o almoço. Eu me sentia estranho, um misto de euforia e felicidade tomavam conta do meu corpo, a cada segundo eu sentia um frio na barriga. Sentei-me no balcão e minha mãe começou com as perguntas:

- E ai? Qual a programação para hoje? Se não for fazer nada, nós poderíamos fazer algo juntos...

- Stella, não estou querendo ser rude com você, mas eu já tenho planos para hoje.

- Ah, claro. Sem problemas. – ela pareceu triste – E será que eu posso saber quais são seus planos?

- Hm, eu vou ao zoológico... – olhei para ela e sorri – com a Ariel.

- Ariel... estão cada dia mais próximos, não é? Não sei se é bom ou ruim.

Revirei os olhos enquanto mexia no celular, as vezes ela soava ridícula. Ela continuou:

- Sabe, acho que você deveria trazê-la aqui, faz muito tempo que não a vejo.

- Se for pra ela ouvir comentários idiotas, melhor não.

Agora foi a vez dela de revirar os olhos e em seguida resmungar algo que eu fingi não ouvir.

Depois, nos sentamos para comer e nenhum de nós disse uma só palavra, geralmente não tínhamos muito assunto, então eu preferia ficar na minha.

               

Mais tarde, saí em direção ao Woodland Park para me encontrar com Ariel e Miranda. Fui meio precipitado e cheguei pouco antes do horário combinado, então parei em frente à entrada, à espera das garotas. Enquanto elas não chegavam, checava minhas redes sociais pelo celular. Recebi uma mensagem de August: “oi, cara. Como andam as coisas por ai? Ligo pra vc mais tarde.”

Ignorei o recado e me voltei aos amigos. Fui até o perfil de Ariel e encarei sua foto de perfil. Depois, olhei os amigos dela e encontrei Miranda. Pensei em enviá-la um pedido de amizade, mas desisti no último minuto. Pensei também em ligar para Ariel, mas lembrei que não tinha seu número. Então, simplesmente bloqueei o celular e o coloquei em meu bolso.

Não demorou muito até que pude ver Ariel chegando ao local, porém sozinha. A cumprimentei com um beijo no rosto e ela retribuiu, dizendo:

- Desculpe-me, eu devo ter atrasado. Te fiz esperar muito?

- Claro que não, eu que cheguei antes.

- Menos mal, então – disse-me sorrindo – vamos entrar?

Curioso, perguntei:

- E Miranda?

Ela hesitou em responder:

- Ah, Miranda? Ela não estava... se sentindo muito... bem.

- Ah, que pena.

- U-hum, ela queria muito vir – ela olhou para o chão – mas preferiu descansar.

Ela parecia sem graça, portanto resolvi mudar o assunto:

- Vamos? Eu quero muito ver os macacos...

Ela riu:

- Macacos? Tanta coisa pra ver e você quer ver macacos? Hahaha!

Rimos enquanto andávamos pelo zoo a procura de algo legal para vermos. O local é dividido por zonas bioclimáticas, com diferentes habitats e seus animais, é bem interessante. Ariel quis ir até a zona Australásia, para vermos os cangurus que ela tanto gosta, mas o que eu mais gostei foi de poder alimentar os papagaios. Enquanto víamos os animais, conversamos sobre diversos assuntos, descobri muita coisa sobre Ariel que ainda não sabia. Ela me contou sobre sua vontade de conhecer outros países, que o primeiro de sua lista era a Austrália.

- Uau, Austrália... mas por que lá? – Perguntei.

- Não sei, só me parece interessante, o clima, os costumes, a cultura, os animais... tudo. Há alguns anos desenvolvi essa obsessão pelo país. E você? Quais outros lugares você gostaria de conhecer?

- Hm, talvez a Tailândia. Só pelo fato de poder andar de elefante no meio da rua.

Ela riu. Eu gostava de fazê-la sorrir, então continuei:

- Ouvi falar que as ruas não cheiram muito bem por lá... mas se os elefantes que têm aquelas trombas estão vivos, a gente sobrevive numa boa.

Consegui fazer Ariel rir de novo, ela parecia realmente feliz. Depois dos papagaios, fomos ver os pinguins. No caminho para lá, Ariel questionou-me:

- Ei, você não queria ver os macacos?

- Ah, não. Eu... – eu disse rindo – só estava brincando. Pinguins primeiro.

Ela sorria, estava tão linda. Usava uma calça jeans que marcava o corpo, uma blusinha listrada em preto e branco na horizontal e muitos acessórios. Sempre com seu batom vermelho, o que destacava a beleza de sua boca e de sua pele clara.

                Chegando no habitat dos pinguins, havia um vendedor de algodão doce, onde comprei um para Ariel e eu dividirmos. Ela ria, enquanto pegava um pedaço do doce e comia, e meu único pensamento era “qual seria a reação dela se eu a beijasse?”, mas eu nem tinha coragem o suficiente para fazer isso. Meu maior medo era que ela me rejeitasse, ou me tratasse mal depois de uma tentativa, então tratei logo de pensar em outras coisas. Fiz algumas piadas bobas para vê-la sorrir mais uma vez, e ela sorriu.

Estávamos nos divertindo tanto que nem vimos o tempo passar, o zoológico fechava às 16 horas e o relógio marcava 15:47h. Decidimos deixar o local e irmos à uma cafeteria. No caminho eu a avisei:

- Nem sonha em querer pagar a conta, porque o convite foi meu.

- Ah, tudo bem, senhor cavalheiro. – disse ela, num tom teatral.

                No café, fizemos nossos pedidos no balcão e nos sentamos em uma das mesas, de frente um para o outro. A garçonete trouxe os copos de café e disse:

- Gostariam de uma fatia de Red Velvet para acompanhar? Está pela metade do preço, senhor.

Eu encarei Ariel por uns segundos e respondi à moça:

- Sim, dois por favor.

Quando ela se retirou, encarei Ariel novamente, com os olhos semicerrados e perguntei baixinho:

- Me diga... o que é red velvet?

Ela riu, e me olhou com ignorância. Eu disse:

- Sério, pedi mas não sei o que é.

- Meu deus! Red velvet, uma espécie de bolo vermelho com recheio de baunilha.

- Ah, tá. – cruzei os braços – E por que eles não dizem ‘bolo de baunilha’ de uma vez?

- Porque eles querem ser chiques! Xiu, ela vem vindo...

A garçonete nos entregou os pratos e saiu. Olhei o prato com atenção e disse:

- Uau. Realmente parece um veludo vermelho...

- É por isso que se chama Red Velvet, seu bobo!

Eu ri, meio tímido. Comi o bolo, que era uma delícia. Ao final, pedi outro café para viagem só para mim, pois Ariel disse estar satisfeita.

   
             Devido à distância, decidimos pegar um ônibus para voltarmos para casa. Eu já havia acabado meu café quando descemos no ponto mais próximo da casa de Ariel. Ela ia se despedir de mim, mas novamente me ofereci para acompanha-la.

- Mas depois você vai ter que andar um monte pra ir embora.

- Eu não me importo. – disse eu.

- Eu não quero dar trabalho, posso ir sozinha.

Eu não queria que ela fosse sozinha, era um caminho longo. Então insisti:

- Vou te levar.

Ariel assentiu e eu a acompanhei até sua casa. Já na entrada ela disse:

- Você... hm, não quer entrar? – checou o celular – Ainda são 17:15.

- Melhor não. – eu queria – Eu não posso demorar. – eu podia – Prometi a minha mãe que a ajudaria com umas... coisas – mentira!

- Ah, ok... deixa para outro dia então.

Percebi que ela estava desapontada, mas tentou disfarçar. Então, eu disse:

- Talvez eu possa... só um pouquinho.

Ariel abriu um largo sorriso. Foi quando eu percebi que ela realmente queria minha companhia. A garota abriu a porta e me convidou a entrar. Lembrei-me da última vez que eu estivera lá, o que me causou um desconforto, mas as circunstâncias eram outras agora. Pude ouvir os pais dela conversando em algum cômodo da casa.

- Mãe, pai, cheguei. E não estou sozinha. – Ariel disse em voz alta. Houve um silêncio imediato. Ao final do corredor, pude ver Ellen, a mãe de Ariel se aproximando de nós, com um sorriso no rosto. A garota ao meu lado disse, enquanto apontava para mim:

- Mãe, lembra do Evan?

- Ah sim, claro que me lembro. – Ellen me abraçou – Seja bem-vindo a nossa casa, Evan.

- Muito obrigado, senhora Young. – Disse, soltando-a

- Ah, o que é isso, senhora? Só Ellen, por favor.

Ela estava muito sorridente, parecia contente em me ver. Mas alguém nos observava ao fim do corredor, e a sua cara não era boa. Era o pai de Ariel, que não parecia nada feliz em me ver. Senti uma vontade imensa de ir embora, mas achei que seria falta de educação. O senhor veio até nós de cara fechada e disse:

- Não sabia que traria visitas, Ariel.

- Não planejei antes, – ela o olhava firme – Evan me trouxe e eu o convidei para entrar. Aliás, se lembra dele, não é mesmo? – ela se dirigiu a mim – Evan, meu pai, John.

Estendi a mão e apertei a de John, o que ele fez com uma força um pouco exagerada. Mantive contato visual pois queria passar confiança, mas era o que eu menos tinha no momento. Minha vontade era de sair correndo porta afora. O clima ficou tenso, eu não sabia o que dizer. Então, como uma salvação, pude ver Miranda descendo as escadas e gritar:

- Evan, oi!

- Oi, Miranda – respondi um pouco sem graça.

- Desculpa eu não ter ido com vocês, eu não estava me sentindo bem.

- E melhorou? – perguntei tentando ser gentil.

- Sim, estou bem melhor.

- Você poderá ir da próxima vez. – olhei Ariel, sorri e ela sorriu de volta.

Ellen se voltou a mim dizendo:

- Evan, fica para o jantar?

- Eu...

Ariel me interrompeu:

- Ele não pode. Tem outros compromissos. Não é Evan?

Olhei para Ariel e mesmo sem entender assenti, depois disse:

- É, eu tenho um compromisso, com a minha mãe. Inclusive, acho que já vou.

Ellen concordou e disse:

- Venha jantar conosco quando quiser, tudo bem? Mande lembranças à sua mãe por mim.

John suspirou e se retirou do cômodo. Percebi que ele não estava muito contente com a minha presença, mas por que? Será que era só ciúmes da filha ou ele tinha raiva de mim pelas coisas do passado? Enquanto isso passava pela minha cabeça, Ellen foi atrás do marido, deixando Ariel, Miranda e eu sozinhos na sala. Miranda se jogou no sofá e perguntou:

- O que houve aqui? Eu hein.

- Pois é, acho melhor eu ir. – disse, me despedindo de Miranda e indo em direção à porta. Ariel me acompanhou.

                Já na calçada, a garota tentou se justificar:

- Evan, eu não queria te expulsar desse jeito. Desculpa, mas não ia dar certo.

- Tudo bem, eu iria recusar o convite de qualquer forma. – pensei por um instante e perguntei – Por que seu pai não gosta de mim?

- Não é isso. – ela disse, protestando – Ele só tem uma visão errada sobre você. Dê um tempo, ele vai entender.

Ela me encarou, os últimos raios de sol do dia refletiam em seus olhos castanho-claros, dando-lhes um brilho magnífico, deixando-a com a pele mais pálida que o normal. Ariel ajeitou os óculos no nariz, como ela sempre fazia e passou a mão nos cabelos negros. Eu me aproximei e pude perceber o quão baixa ela era quando ela precisou erguer o pescoço para olhar em meus olhos. Toquei seu rosto com meu polegar e encostei meus lábios nos dela. Não pensei em mais nada a não ser nela, em como eu queria fazer isso, senti seus braços frágeis se entrelaçando em minha nuca e me arrepiei como nunca acontecera antes. Alguns segundos depois nos soltamos, Ariel me sorriu tímida e eu sorri de volta. Sussurrei para ela:

- Nos falamos mais tarde?

Ainda sorrindo, ela apenas assentiu com a cabeça e me abraçou. A envolvi por completo no meu peito e pude senti-la suspirar. Soltei a garota e a beijei na testa. Esperei ela entrar, me virei e fui embora, sorrindo. Estava feliz como nunca estivera antes, era como estar chapado sem usar drogas. Sentia vontade de cantar qualquer canção em voz alta, vontade de ficar lá para sempre naquela calçada, abraçado com Ariel Young. 


Notas Finais


AAAAAAAAAAAAAAAA!!!1!!! O que acharam? :33333
Bjs, até quarta!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...