História A Love of Mother - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camila Cabello, Chris Evans, Fifth Harmony, Indiana Evans, Rosie Huntington-Whiteley, Shawn Mendes, Shia LaBeouf
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Chris Evans, Dinah Jane Hansen, Indiana Evans, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Rosie Huntington-Whiteley, Shawn Mendes, Shia LaBeouf
Tags Camren, Friends, Love, Passions, Prohibited, Shawn, Stronger
Visualizações 236
Palavras 6.170
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


¡Hola! ¿Listos?

Acharam que eu tinha abandonado vocês? Never, my angels!!!!
Devido a muitos problemas, eu tive uma demora, porque também, eu estive escrevendo outras fics. Se vocês quiserem ler as outras fics, os links estarão nas notas finais.
Bom, aqui está o tão esperado capítulo 23...
Antes de tudo, perdoem-me qualquer errinho ortográfico aí...
E agora, ¡Buena lectura!

Enjoy babies!!!
💋✌

Capítulo 23 - ME BEIJA?


Fanfic / Fanfiction A Love of Mother - Capítulo 23 - ME BEIJA?


Depois de pensar muito, eu havia apagado. Mas quando fechamos os olhos, o tempo passa extremamente rápido. Logo, os raios do sol, invadiram o quarto, que estou trancada. Mas uma das primeiras coisas que vieram em minha cabeça, foi o fato de eu ter percebido que eu amo minha própria filha, muito mais do que eu penso. Mas isso não pode ser possível! Por que ela?

“Você será feliz filha, mas não será Shawn, que vai fazê-la feliz!”, talvez a resposta para a pergunta que isso gerou “Se não é Shawn, que vai me fazer feliz, então, quem será?”, talvez seja Lauren. Pelo menos, eu acho que é isso que minha mãe, tentou dizer no sonho. Agora, tudo faz sentido. O fato de eu porotegê-la a todo custo, o quase beijo que aconteceu ontem. Meus sonhos, são todos com ela, e sempre acabamos nos envolvendo em todos eles. E de alguma maneira, eles parecem tão reais, que chegam a ser assustadores, mas ao mesmo tempo, faz com que eu nunca queira abrir os olhos, para não perder nenhum sentimento.

O que está acontecendo com a minha vida?

Eu acho que todas as minhas perguntas, possuem uma resposta. Uma única resposta, que é igual para todas. E uma pergunta é: quem meu coração realmente quer? E a resposta é: Lauren. Mas para mim, seja um “talvez seja”. E se for a verdade, não acredito que vivi metade da minha vida, com quem no fundo, eu nunca amei. Eu sou a mãe dela, mas o meu coração, é a única coisa que eu não controlo em mim. Um “eu te amo”, pode ir muito mais além do que imaginamos. Simplesmente quando a verdade aparece, nos negamos a acreditar nela. Mas não compreendo! Eu vi ela nascer, crescer… cuidei dela, todos os dias de minha vida, e agora, o que eu sinto por ela, vai muito mais do que amor de mãe e filha! Por que os meus olhos não são mais os mesmos? E se essa é a única verdade que existe, nada será como antes.

Com que olhos, vou olhar para sua boca? Com que olhos, vou olhar para sua beleza? Como vou reagir aos seus toques? Como vou olhá-la? Como vou reagir a um “eu te amo”? Como vou reagir, diante do seu corpo perto do meu? Como vou reagir, ao vê-la olhar para mim? Comi vou reagir, quando todos os flashes dos sonhos, vierem à minha mente? E quando os desejos aparecerem?

Como eu já disse, a vida é uma caixinha de surpresas. Também, sempre mostra que nem tudo está perdido. Você só enxerga na escuridão, se você quiser. Você só abre os olhos, se você quiser. Eu estive negando isso, a minha vida toda.

O que fazer quando se ama a pessoa errada? E se o errado for o certo? Minha vida, do nada, ficou no “e se” e “talvez”.

Então, levantei-me da cama, e logo alguém destrancou a porta do meu quarto. Ao abrir a porta, vi Lauren. Pulei para os braços dela, e abracei-a bem forte. Abraçá-la, já foi bom. Mas agora, é melhor ainda. Nunca fez tanto sentido, um simples abraço, como nunca fez tanto sentido, a palavra “amar”.

– Mãe, o que foi? – disse ela.

– Eu só…

– Você…

– Eu só te amo muito!

– Eu sei, eu também! Mas seu abraço, está quase me matando!

– Desculpe! – afastei-me dela.

– Você está com fome, mãe?

– Estou…

– Que bom! Porque eu fiz algumas torradas!

– Hum! – lambi meus beiços. – Quero experimentar!

– Só espera, que vou em meu quarto, fazer uma coisa!

– Tudo bem!

Então, ela foi para seu quarto. Fiquei parada na porta do meu quarto, pensando no que ela é para mim, agora que sei o que realmente sinto por ela. Eu amava Shawn, mas não era tão forte, como o que eu sinto por Lauren, é. Devo agradecer a ele, pois ele abriu os meus olhos. Resolvi ir ao quarto de Lauren. Ao me aproximar da porta do quarto dela, vi que ela estava se despindo. Tirou sua camiseta, tirou sua calça, e ficou somente de calcinha e sutiã. Depois, tirou seu sutiã, e por último, sua calcinha. Ela estava de costas para mim. Então, ela abaixou-se, para pegar sua toalha, que havia caído no chão, deixando sua bunda empinada em minha direção. Meu foco principal, foi sua bunda. Suas dobras, estavam bem separadas, diante dos meus olhos. Rapidamente, senti minha intimidade pulsar, indicando que um possível orgasmo, poderia chegar. Eu sempre imaginei que eu sentiria ​isso por alguém, mas nunca passou pela minha cabeça, que seria por minha filha. Eu nunca imaginei que eu olharia para ela, dessa maneira, cheia de segundas intenções.

Era estranhamente excitante, ficar olhando para ela. Mas eu não podia fazer isso. Mas o que eu fiz, foi ir até o quarto dela. Quando ela me viu parada na porta de seu quarto, simplesmente me olhou, e sorriu. Aproximei-me dela, tirei o cabelo dela de seu ombro, e comecei a beijar o mesmo, enquanto colocava meus braços em volta de sua cintura. Ela, então, virou-se para mim, e eu colei seu corpo nu, em meu corpo, coberto por roupas. Seus enormes seios, ficaram grudados aos meus, e seu sexo exposto, ficou próximo ao meu, coberto por uma calça, e uma calcinha. Senti as mãos dela, tocarem minha bunda. Ela levantou seu olhar, e olhou em meus olhos, e eu pude ver suas pupilas aumentarem – seus olhos verdes, quase já eram olhos pretos – conforme uma pulsação me atingia. Encarei seus lábios, como nunca tinha feito antes, pensando que eles, seriam os únicos que eu queria beijar, que eu queria beijar no mundo, que era o que eu realmente queria fazer, e como se fosse a última vez que eu iria vê-los. Coloquei minha mão em sua nunca, e comecei a trazer seu rosto, para mais perto do meu. Quando já estávamos perto o bastante, ouvimos alguém entrar.

– Amor, eu quero conversar! – gritou Shawn, da sala de estar.

– Corre para o banho, filha! – afastei-me de Lauren.

Então, ela correu para o banheiro, e eu fui para a sala de estar.

– O que você quer? – perguntei, ríspida. – Me machucar? Se for esse o caso, por favor, saia!

– Eu quero que você me perdoe!

– Me dê um bom motivo! – rio sarcástica.

– Um paciente, morreu em minhas mãos, no hospital, ontem à noite! Eu fiz de tudo para salvá-lo, e não consegui. Me achei uma pessoa inútil, e resolvi beber, para ver se isso passava. Hoje, me dei conta do que eu fiz, quando cheguei em casa. Não sei como eu pude dizer tudo aquilo. Eu te amo, e eu nunca, nunca mesmo, seria capaz de dizer aquelas coisas!

– Mas disse mesmo assim! Mas não posso esquecer! Se você não fosse capaz de dizer aquelas coisas, não diria nem se estivesse bêbado, e ainda mais, se fosse para sua mulher!

– Por favor, Camz! Me perdoa, eu te amo!

– Shawn, não é fácil!

– O que eu tenho que fazer para você me perdoar? Me ajoelhar? Porque se for isso, eu faço! Por você, eu faço tudo!

– Eu não…

– Camz, eu te amo! – ele tentou me beijar, mas impedi. – Por favor!

– Não! – gritei. – Não é fácil perdoar alguém!

– Pelo menos, me diz que você me ama!

– Eu… – travei, ao perceber que não tinha mais graça, dizer um “eu te amo”, para ele.

– Por favor, me diga!

– Eu… t… te amo! – fechei meus olhos, enchi meu peito de oxigênio, e forcei meus lábios e coração, para dizer isso.

– Eu te amo! Por favor, me perdoa!

– Shawn… – encarei os lábios dele, percebendo que eu nunca mais queria beijá-los, e que me davam nojo.

– O que foi, meu amor?

– Eu não quero você nessa casa, pois eu preciso de um tempo, para pensar nas coisas! Eu quero um tempo… tudo o que você me disse, ou o que fez comigo, é… Eu não vou esquecer!

– O que? Você quer se separar de mim? Você vai jogar tudo o que construímos juntos, fora?

– Não é isso… eu só quero um tempo para pensar!

– Um tempo?

– Sim, um tempo!

– Tempo, eu não suporto tempo! – segurou minha mão, e pegou meu queixo, me fazendo olhar nos olhos dele. – Eu simplesmente não sei viver sem você!

– Eu quero pensar em algumas coisas! – afastei-me dele.

– Você quer que eu vá para outro lugar, é isso?

– Sim, é isso!

– Se for para você pensar, e me perdoar, eu te darei o tempo que você precisar!

– Eu quero que você pegue suas coisas, e leve com você!

– Tudo o que eu preciso, é que você me perdoe! Eu não vou conseguir amar outra mulher, como eu amo você! Por favor, não desista de mim! Eu nunca irei desistir de você! Camila, eu te amo, desde a primeira vez em que eu te vi, quando você caiu da bicicleta! E nada do que eu sinto por você, mudou, eu ainda te amo, como no primeiro dia que eu te vi!

– Agora chega! Eu já falei com você, mais do que eu devia!

– Camz, não esqueça, que eu te amo muito, e só estou fazendo isso, porque eu te amo, e você é a mulher da minha vida! Você e Lauren, são as mulheres da minha vida! Com você, eu sou a pessoa mais feliz desse mundo! Somente com você, eu sei o que é amar!

– Shawn, por favor! – apontei para a porta, mandando-o sair.

– Camz, eu te amo muito! Vou estar sempre grudado com o meu celular, caso você queira ligar para mim! Eu vou estar sempre te esperando, porque eu te amo, e te esperaria até meu último dia!

– Shawn! – apontei para a porta.

– Não se esqueça, que eu te amo! – empurrei-o para fora, e fechei a porta na cara dele.

Então, sentei-me no sofá, bufando, com a confusão que a minha vida ficou. Passei a mão em meus cabelos, levando-os para trás, e comecei a chorar. Pedi um tempo, mas esse tempo, será longo. Não será coisa de uma semana. Os lábios que eu beijei quase a minha vida inteira, agora me dão nojo. Eram os únicos que eu queria beijar. Esses lábios são os de Shawn. Os lábios que eu nunca beijei na vida, e que eu nunca pensei em beijar, são os únicos que eu quero beijar. São os únicos que não me dão nojo, e os únicos que eu desejo com todos os meus sentidos. São os únicos que eu não conheço, e que eu tenho curiosidade em saber como são. Mas são os únicos que são proibidos. E esses lábios, são os lábios de Lauren, minha filha.

– O que está acontecendo com minha vida? – perguntei para mim mesma.

Fiquei um tempo, sentada no sofá, derramando lágrimas, por uma coisa insignificante. Mas assim que vi Lauren, engoli o choro, e fingi que nada estava acontecendo.

– O que aconteceu, mãe? – perguntou ela, sentando-se do meu lado.

– Não é nada!

– Nossa! Você mente muito mal!

– Está tudo bem!

– Não está! Por acaso, você estava chorando?

– Eu… estava!

– Por que?

– Nada de mais!

Então, ela aproximou-se de mim, me abraçou, e colocou minha cabeça em seu peito, enquanto me fazia um cafuné, e beijava minha cabeça.

– Eu gosto do seu cheirinho! – digo, cheirando seu pescoço. – De quem acabou de sair do banho!

– Eu gosto do seu perfume! – pegou minha mão, e beijou.

– Que tal fazermos uma coisa legal? – perguntei, colocando uma mecha de cabelo dela, atrás da orelha dela.

– O que, por exemplo?

– Vamos ao shopping!

– Gostei! – deu um beijo em minha bochecha, e tirou meu cabelo dos meus olhos. – Gosto de tudo o que você fala!

– Você me faz bem… mas você não imagina o quanto!

– Você também faz para mim! – tocou em meu peito. – Meu Deus! – arregalou os olhos.

– O que foi? O que aconteceu? – me levantei assustada.

– O seu coração – gargalhou –, está batendo forte, querendo fugir do seu peito! Mas relaxa, que se ele fugir, vou pegá-lo, e vou guardar para mim!

– Você me assustou! – gargalhei. O que ela me disse, causou um enorme frio na barriga, um arrepio por todo o corpo. Eu estava parecendo uma adolescente apaixonada pela primeira vez. Mas eu só queria ouvi-la repetir que me ama em meu ouvido, mais de mil vezes. Isso para mim, é tudo.

– Você é a minha mãe! Um amor de mãe! – me puxou para o sofá, e beijou meu ponto de pulso.

– Eu te amo, filha! – encarei os lábios dela.

– Há alguma coisa de errado com minha boca? – perguntou, quando percebeu que eu olhava para sua boca.

– Não…

– Gosta dela?

– Eu… a... mo! – senti minhas bochechas ficarem coradas, como uma adolescente apaixonada.

– Sabia! – deu um beijo bem demorado em minha bochecha.

Abracei-a bem forte, e fiquei com a cabeça em seu peito, sentindo aquele frio na barriga, que não passava nunca. Tudo o que eu queria, era poder beijar aqueles lábios, como em meus sonhos. Tudo o que eu queria, era poder tocá-la como em meus sonhos. Mas sonhos, são sonhos. Eu sentia todos os pelos do meu corpo, eriçados, e podia senti-los eriçarem debaixo da minha roupa. Eram sensações e sentimentos novos, que eu nunca havia tido antes. Nunca senti nada disso com Shawn. Mas com Lauren, é tudo diferente. Com ela, tudo é recíproco. Tudo com ela, é forte.

Continuei abraçada com ela, até a porta da sala se abrir. As meninas, entraram, em uma gritaria, quebrando todo o silêncio.

– Awwnnn​nn! – disse Vero. – Como vocês são fofas!

– Eu quero apertar vocês duas! – disse Normani.

– Estávamos espiando vocês pela janela! – disse Dinah.

– O que? – digo. – Isso não se faz!

– Gente, daqui a pouco, vou em casa, ver se Melissa, já foi ao colégio! – disse Normani, e Dinah, fechou a cara, com certeza pensando em Niall.

– DJ, vem comigo! – peguei a mão dela, e levei-a para fora.

Ela e eu, nos sentamos perto da piscina, em uma mesinha, para podermos conversar.

– Como você está? – pergunto.

– Eu estou bem!

– Já decidiu o que você vai fazer?

– Sim, eu decidi! Eu estou decidida, e nada me fará mudar de ideia!

– E o que você decidiu, DJ?

– Eu vou falar com ela, Camila! Porque eu não aguento mais!

– É isso mesmo, amiga! Não espere mais! Arrisque! – bati um high-five com ela.

Então, entramos para dentro. Lauren, estava bagunçando com as meninas, jogando almofadas para o alto, em uma gritaria.

– Que bagunça é essa? – gritei, fazendo a casa ficar em silêncio.

Então, Vero, jogou uma almofada em minha cara. Eu gargalhei, e joguei na cara dela. Depois, aproximei-me de Lauren, para dizer alguma coisa à ela, mas alguém me empurrou, e eu fui para cima dela. Nossos corpos, ficaram colados. Nossos lábios, ficaram a um centímetro de distância, para se encostarem. Estavam tão perto dos meus, mas eu não podia fazê-lo. Agora, parece que o universo, vai usar e abusar de tudo, para me provocar, para ver se eu vou conseguir resistir.

– Foi mal! – disse Vero.

– Tudo bem! – comecei a gargalhar.

– Camila, você está com uma cara estranha! – disse Lucy.

– Quem disse? – franzi o cenho. – Você está louca!

– A Lucy, louca? – disse Normani. – Novidade, né?

– Eu não sou louca! – Lucy cruzou os braços no peito, e fez bico.

– Os piores loucos, são aqueles que dizem que não são loucos! – gargalhei.

– Tá… ok! – disse Vero. – Meninas, o que nós podemos fazer hoje?

– Bom… – disse Dinah. – Alguma ideia, Chancho? – ela perguntou para mim.

– Eu não sei… mas acho que mais tarde, Lauren e eu, vamos ao shopping! – digo.

– E por enquanto? – perguntou Normani.

– Praia! – disse Vero.

– É! Pode pá! – disse Normani. – Olha o solzão que está lá fora! Perfeito para um dia de praia, né?

– Então, vamos para lá! – sorrio, olhando para Lauren, e ela me retribui meu sorriso.

– Vamos lá fora, mas já já, estamos de volta! – disseram Vero e Lucy.

Normani, foi para fora, e se sentou na beira da piscina. Dinah, foi atrás dela. Eu fui para o meu quarto, escolher um biquíni.



POV DINAH



Tudo em mim, dizia para eu ir. Mas tudo fora de mim, dizia ao contrário. Me sentei ao lado de Normani, e comecei a olhar para seu rosto.

– Oi… Mani! – murmurei.

– Você está com uma cara estranha, DJ!

– Estou? Você também está!

– Estou? – ela sorriu. – Bom, eu não posso olhar para o meu rosto, como eu posso olhar para o seu! – me arrepiei toda.

– Ah meu Deus! – sorrio sem graça, sem palavras para dizer.

– O que foi? – ela sorriu.

– Bom… você vai ir para algum lugar hoje? Ou você tem planos para hoje?

– Não vou ir a lugar algum! – ela sorriu. – Mas tem um lugar que eu quero ir, mas outro que eu quero sair! O lugar que eu quero sair, é o coração de Niall. O lugar que eu quero ir, é o seu coração! – ela se aproximou de mim. – Eu não tenho planos para hoje, mas tenho para a minha vida toda, e você é o meu plano.

Eu nada falei. Fiquei estarrecida com todas as palavras que ela disse. Eu só podia estar sonhando, ou já estar no céu.

– O que? Como? – digo sem graça.

– Assim! – ela puxou meu rosto para perto do dela, e encostou nossos lábios.



POV CAMILA



Quando terminei de colocar o meu biquíni, coloquei uma blusinha e um shortinho curto, por cima. Eu senti os olhos de alguém, me observando quando eu estava colocando meu biquíni. E o meu corpo gela, minha intimidade se molha, quando penso que podem ser os olhos de Lauren.

Fui para a sala, e peguei as chaves do meu carro.

– Lauren! – gritei, para ver se ela ainda estava em casa.

– Já vou, mãe! – gritou ela.

Me aproximei da janela, para fechar as cortinas, e logo, vi Dinah e Normani, se beijando.

– Elas são lindas juntas, não é? – disse Lauren, me abraçando por trás, envolvendo seus braços em volta de minha cintura, e falando contra a curva do meu pescoço.

– É, são! – sorrio, sentindo meu corpo se arrepiar.

– Me ajuda com uma coisa? – ela sussurrou em meu ouvido, e apertou os lados da minha cintura. Eu quase soltei um gemido. Àquela altura, eu já estava molhada.

– Claro! – me virei para ela.

– Amarra para mim? – ela me mostrou a parte de cima do biquíni.

– T-tá! – comecei a amarrar a parte de cima do biquíni.

Aquela pele quente… minhas mãos, criaram vida própria, e passearam pelas costas dela. Sem que eu pudesse controlar, dei um beijo na curva de seu pescoço. Ela se manteve estática. Depois, virou-se para mim.

– Você sabe que eu tenho cócegas, e mesmo assim faz? – ela gargalhou.

– Eu fiz? – gargalhei.

– Ah, mas isso não vai ficar assim! – ela sorriu, e me jogou no sofá.

Ela ficou em cima de mim, com uma perna de cada lado. Meu corpo, já estava queimando em desejos. Os quais, eu imagino… Ela me olhou nos olhos – verde no castanho – e sorriu. Após isso, ela me atacou com cócegas. Ela deslizava seus dedos pela minha barriga, e aquilo estava me deixando louca. Eu estava tentando não deixar minhas gargalhadas, se transformarem em gemidos. O seu sexo, coberto pela parte de baixo do biquíni, sobre o meu corpo, me entorpecia. Era uma umidade, que eu queria provar. Eu me contorcia no sofá, enquanto ela me fazia cócegas. Meu sexo, estava vergonhosamente molhado. Acidentalmente, ela apertou meus seios, e isso, foi o meu limite. Não aguentei, e soltei um gemido, me contorcendo, cravando minhas unhas no sofá, de olhos fechados. E depois disso, senti um líquido quente escorrer do meu sexo. Eu acabei de ter um orgasmo.

– Está tudo bem? – ela me olhou com receio.

– Está… estou b-bem! – eu não sabia onde enfiar a minha cara.

– Vamos? – ela saiu de cima de mim.

– Eu só vou no meu quarto, e já volto!

Eu precisava me trocar. Eu estava molhada. Pela minha filha, eu estou apaixonada. Ela me fez ter um orgasmo. Eu preciso me tocar, eu preciso me tocar, enquanto penso nela. Fui para o meu quarto, e fechei a porta. A parte de baixo do biquíni, estava completamente molhada. Me deitei na cama, e abri minhas pernas. Eu precisava fazer isso. Comecei a massagear meu clitóris, com o meu dedo indicador. Eu não acredito que eu estou fazendo isso. Comecei a soltar gemidos baixos e sôfregos, com uma única coisa em mente: Lauren. Parei de massagear meu clitóris em um movimento circular, e levei três dedos para minha entrada. Rodeei minha entrada com os dedos, soltando vários gemidos. Empurrei meus dedos para minha entrada, soltei um gemido alto, e depois levei para fora, bem devagar. Abri mais as minhas pernas, empurrei meus dedos para dentro, e depois levei para fora, dessa vez, bem rapidinho, iniciando um vai e vem. Eu tinha que ser rápida. Resolvi colocar mais um dedo. Empurrei meus quatro dedos para dentro da minha entrada, e depois levei para fora, fazendo um vai e vem bem rápido. Senti os meus dedos serem apertados, e eu estava chegando ao ápice. Comecei a arquear minhas costas, e me contorci agarrando o lençol da cama, acelerando o vai e vem na minha entrada. E quando senti que estava no limite, me lembrei de Lauren, tirando a roupa dela, e de sua bunda empinada na minha direção.

– Lauren! – gemi o nome dela.

Então, gozei duas vezes em meus próprios dedos. Me levantei da minha cama, e escolhi um outro biquíni. Minha respiração, permanecia descompassada. Coloquei um vestido por cima, e fui para a sala. Lauren, estava sentada no sofá.

– Achei que você tinha dormido! – ela gargalhou.

– Eu não estava dormindo! Só demorei para escolher um outro biquíni!

– Mas por que você trocou?

– Bom, vamos? – tentei mudar de assunto.

Nós duas, entramos no carro. Fui direto para a praia. As meninas, devem ter ido primeiro, devido à minha demora. Quando chegamos, Lauren e eu, pegamos as coisas dentro do carro, e fomos encontrar as meninas. Nós as encontramos, e encontramos um lugar para ficar. Estiquei minha toalha no chão, e Lauren fez o mesmo. As toalhas das meninas, estavam perto da nossa, mas elas estavam jogando vôlei. Peguei meu protetor solar, para poder passar no meu corpo.

– Quer que eu passo para você? – perguntou Lauren, tomando o protetor solar da minha mão.

– Bom… sim!

Ela colocou o protetor solar na mão, e começou a passar em meu corpo. Ela deslizou sua mão em meu tronco, e eu estava ficando molhada outra vez. Suas mãos, passearam pelos meus braços. Passaram pela minha barriga, o que era provocante para mim. Eu mesma deveria ter passado o protetor solar. Ela colocou mais protetor solar em sua mão, e começou a passar em minhas costas. Suas mãos passearam tranquilamente pelas minhas costas, causando espasmos no meu corpo. Eu queria gemer loucamente, mas tinha que segurar.

– Agora você passa em mim? – pediu ela.

– Claro!

Ela virou-se de costas para mim, e eu comecei a passar o protetor nas costas dela. Controlei meus impulsos. Mas não deixei de passar minhas mãos nas costas dela, com maestria.

– Mãe, eu vou jogar vôlei com as meninas!

– Tudo bem! – sorrio e coloco meu óculos escuro.

Então, me deitei de bruços, em cima da toalha, para poder tomar sol. O sol me deixou mole e com preguiça. Alguns minutos depois, fui despertada da minha preguiça e moleza, quando senti um tapa estalado na minha bunda. Doeu.

– Seu filho da… – me interrompi, quando vi que era Ally.

– Você ia me chamar de filho da puta? – ela gargalhou.

– Ai, me desculpa, mana! – gargalhei. – É que eu achei que era um pervertido que deu um tapa na minha bunda!

– E me diz, quem não bateria nessa bundona virada para cima? – ela esticou sua toalha, perto da minha.

– Quem não quisesse morrer! – gargalhei.

– Cadê Lauren?

– Jogando vôlei com as meninas. Você veio sozinha para a praia?

– Sim. Eu resolvi vir um pouquinho aqui, e deixei o Taylor, cuidando do restaurante. Por que você não vai jogar vôlei?

– Estou com preguiça!

– Percebe-se!

– Sabe, eu estou com uma fome… acho que vou no seu restaurante bater um rango, depois daqui!

– Meu restaurante, sempre estará aberto para você!

– Ai, ai! – suspirei.

– Você está bem?

– Estou… Para falar a verdade, não!

– O que aconteceu?

– É uma longa história!

Expliquei toda a situação que me afligia, menos o fato de eu ter me descobrido lésbica, o fato de eu ter certeza, de que essa é realmente quem sou eu, e ainda mais o fato de estar apaixonada por Lauren. Falei somente, de Shawn, da briga que tivemos, e da distância que eu pedi, para poder pensar melhor nas coisas, para ver qual será o rumo da minha vida, e considerando que Shawn, já é um peso morto na minha vida. Bastou somente aquele empurrãozinho da vida, para eu perceber isso.

– Eu não vou dizer nada a respeito! – Ally, me deu um abraço. – Você sabe o que faz, mana, eu sei que você vai escolher o que é melhor!

– E bom, eu vou ter todo o tempo que eu quiser ter, para pensar!

Então, eu vi Lauren, caminhando em direção ao mar. Ela jogou seus cabelos para trás, e deu um mergulho. Ela era tão clara, e brilhava com a água em sua pele. Os cabelos dela, estavam molhados, caídos em seus ombros, e seu rosto. Nitidamente vi cada gota de água descendo o corpo dela, e fazendo suas belas curvas, que um dia eu amei, e que hoje amo mais ainda. E seus olhos verdes, iluminados pela luz do sol, se encontram de súbito com os meus olhos. Ela começou a vir em minha direção.

– Oi, tia Ally! – disse ela.

– Oi, Lauren!

– Mãe, vamos jogar vôlei?

– Estou com preguiça, filha!

– Vai, mãe! – ela fez cara de pidona. – Por favor! – ela fez uma cara fofa.

– Tá! – revirei meus olhos, e sorri largamente. – Mana, você fica de olho nas coisas?

– Pode ir lá, Camz, que eu fico aqui!

Lauren e eu, fomos até as meninas. Ficamos alguns minutos jogando vôlei. Depois disso, cada uma pegou suas coisas, e saiu da praia. Dirigi para casa.

– Onde vamos agora? – perguntou Lauren.

– Vamos no restaurante da Ally, e depois, nós duas vamos ao shopping!

– Legal!

Então, fui para meu quarto, trocar de roupa. Me sentei um pouco na beira da minha cama, e comecei a suspirar, pensando em até que ponto a minha vida pode chegar. Não gosto de pensar como antes, que eu gostava de dormir com Shawn, nessa cama. Não sinto falta de nada dele. Não gosto de lembrar de quando nós transávamos. A única pessoa que eu quero que fique nessa cama, é Lauren. Eu me masturbei pensando nela, quando eu nunca havia feito isso, pensando em Shawn. Ele nunca me deixou molhada, como Lauren me deixa. Ele nunca me fez perder o controle, como Lauren faz.

Abri a porta do meu quarto, e me aproximei do quarto de Lauren. Ela estava desenrolando uma toalha de seu corpo. Puta que pariu! Por que ela tem que ser tão linda? Fiquei observando o corpo dela, que eu nunca havia imaginado que seria meu desejo. Aquele corpo pálido, a barriga lisinha, a bunda redondinha, seus seios perfeitos e redondos, com os bicos rosados – os quais eu queria ter em minha boca – seu sexo, que eu queria provar com a minha língua… Definitivamente, minha perdição em pessoa. Observei-a, até que ela já estivesse com o corpo coberto pelas roupas. Saí de perto do quarto dela, e me sentei no sofá, para esperar ela.

– Vamos? – perguntou ela. – Vamos ou não?

– Er… vamos!

Como sempre, o restaurante estava movimentado. Ela e eu, nos sentamos à uma mesa. Ficamos esperando Ally. Quando ela apareceu, veio até nós.

– Opa! – disse ela. – Me desculpe a demora!

– Não tem nada, mana! – sorrio. – Nós sabemos o quanto está corrido para você!

– A comida da tia Ally, é um sucesso… – disse Lauren. – Por isso, aqui é muito movimentado!

– Bom – gargalhou Ally –, o que vocês vão querer?

– Bolo! – Lauren e eu, respondemos juntas, olhamos uma para a outra, e sorrimos.

– É para já!

Então, ela foi buscar o bolo. Minutos depois vi Shia, mais uma vez por aqui. Assim que ele me viu, fez um sinal para que eu se sentasse com ele, na mesma mesa.

– Lolo, você se importa de ficar aqui só por um minutinho?

– Bom… acho que não! – ela sorriu. – Mas o que você vai fazer?

– Falar com o meu amigo! – apontei para Shia, que sorriu para ela, e ascenou com a mão.

– Mas não demora!

– Eu prometo que não vou demorar!



POV LAUREN



Eu não gostei daquele cara. Aquele sorriso dele, me irrita. Ainda mais, se ele está sorrindo para minha mãe, e está fazendo ela sorrir também. Esse cara não me desce.

– Lauren, cadê a Camila? – perguntou Ally, trazendo o bolo.

– Ali, conversando com o amigo dela! – apontei para os dois, sem olhá-los, de cara fechada.

– Ah… vou chamá-la!

– Pode deixar que eu faço isso! – me levantei da cadeira. – Faço questão!

Me aproximei dos dois, e pigarreei, com os braços cruzados no peito, para chamar a atenção dos dois. Ela olhou em meus olhos, e sorriu para mim.

– O bolo já está lá, mãe! – digo.

– Ah, nossa! O bolo! – gargalhou ela. – Shia, nós nos vemos outra hora!

– Bom, eu preciso ir! – disse ele. – Tchau Camila, tchau Lauren!

Eu senti uma raiva. Dizem que essa raiva, se chama ciúmes.



POV CAMILA



Notei a expressão diferente dela. Talvez ela estaria brava com alguma coisa. Então, encarei os olhos dela, e ela sorriu.

– Que cara era aquela? – perguntei, comendo um pedaço de bolo.

– Cara? Não era nada!

– Uhum, sei! – digo com os olhos entreabertos, sorrindo de canto.

– É sério!

– Será mesmo? – dei um outro sorriso. – Eu já fiz muito essa cara!

– Eu desisto! – ela levantou as mãos em forma de rendição. – Eu estava…

– Estava? Prossiga!

– Com ciúmes!

– Sabia! – sorrio, entrelaçando nossos dedos. – Fico feliz, porque assim, eu sei que você me ama! – vejo ela sorrir sem graça. – E você não estava com ciúmes do Shia, ou estava? – ela assentiu com a cabeça. – Não! Ele está longe do meu tipo de “pessoa”! Eu gosto mesmo, é de outra pessoa! – olhei nos olhos dela.

– Mãe, está sujo aqui! – ela apontou para a minha boca.

– Onde?

– Aqui! – ela passou seu polegar no canto da minha boca, e depois passou em meus lábios.

Enquanto ela estava fazendo isso, olhei freneticamente para os lábios dela, que transbordavam um sorriso. Eu queria esconder esse sorriso com os meus lábios, assim como as nuvens escondem o sol, para ter só para mim. Nunca me senti tão bem comigo mesma, como agora. Principalmente porque agora eu sei o que eu realmente sou. Eu nunca me senti tão feliz de ter brigado com alguém. Eu achava que eu estava do lado de quem eu amaria sempre, mas eu não sabia que meu coração estava me enganando. Agora eu sei o que eu realmente quero, quem eu realmente quero. Não preciso de mais nada para ter certeza de que eu estou apaixonada. Peguei a mão dela, e dei um beijo na mesma.

– Eu vou falar com a Ally, e nós já vamos, tá? – digo.

– Tudo bem, meu anjo! – meu coração disparou. – Eu vou estar te esperando aqui!

– Vamos ao shopping?

– Sim, mas vamos ao cinema!

– Boa ideia! Vou falar com a Ally, e já venho!

Fui à procura de Ally. Ela estava sentada à uma mesa, que ficava próxima do balcão, mexendo em seu notebook.

– Mana, eu já estou indo! – coloquei o dinheiro em cima da mesa.

– Tudo bem! E fique com seu dinheiro!

– Não! Pega o dinheiro!

– Não! Fica com o dinheiro!

– Tá! – revirei meus olhos, e gargalhei. – Teimosa!

– Sou mesmo! – gargalhou ela.

– Quando eu comi o bolo, me lembrei daquele bolo que fizemos para o aniversário da mamãe, quando eu tinha 15 anos, e você 14!

– Bons tempos aqueles!

– Até outra hora, mana!

– Até, mana!

Então, retornei para Lauren.

– Agora vamos? – perguntou ela, levantando-se da cadeira.

Fomos para o carro. Já era tarde, e o sol já dava sinais de que ia começar a se pôr. Mas estava frio. Comecei a temer de frio, dentro do carro.

– Pegue! – Lauren, tirou sua blusa, e me deu.

– Você não vai ficar com frio?

– Não vou! Pode vestir a minha blusa, que eu faço questão!

– Tudo bem! – vesti a blusa dela.

– Está melhor agora?

– Está… mas só falta uma coisinha para ficar melhor ainda! – sorrio.

– O que?

– Um abraço! – mal terminei de falar, e ela me deu um abraço apertado.

– Melhor agora?

– Agora sim!

Então, comecei a dirigir. Eu estava o tempo todo com os olhos na estrada, mas sentia que os de Lauren, estavam em mim. Após chegarmos, escolhemos um filme para assistir.

– O que você quer fazer, enquanto o filme não começa? – perguntei.

– Comer um pouco!

– Então, vamos!

Caminhamos até um Burger King. Nos sentamos à uma mesa, e comemos um hambúrguer. O filme que escolhemos para assistir, foi um filme de romance. Compramos uma pipoca grande, e um refrigerante para tomarmos juntas.

Quando o filme começou, ela e eu, colocamos a mão na pipoca, ao mesmo tempo.

– Pode pegar! – sorrio e tiro a minha mão, da pipoca.

– Não! Pode pegar primeiro! – ela sorriu, e tirou a mão da pipoca.

– Tá bom! – sorrio, e pego um pouco de pipoca.

[…]

O filme, já devia estar pela metade. Do meu lado, havia um casal de mulheres, que estava se beijando. Do lado de Lauren, havia um homem, babando, e dormindo. Estávamos escutando os roncos dele, e estávamos gargalhando baixinho. Eu estava quase fazendo com Lauren, o que o casal de mulheres do meu lado, estava fazendo. Nunca me senti tão apaixonada em minha vida.

Passou uma cena romântica, no meio do filme. Enquanto a cena passava, senti ela pegar minha mão, e entrelaçar nossos dedos, e colar seus olhos em mim. Eu podia estar vendo e sentindo coisas. Senti que ela olhava para meus lábios. E quando virei meu rosto, ela voltou a olhar para o filme. Eu estava sentindo a mão quente dela, sobre a minha mão fria. Uns minutos depois, o filme acabou. Saímos. Eu não parava de sorrir. Eu parecia uma adolescente, no primeiro encontro.

– Que horas são? – perguntou ela.

– Ainda são 22:00!

– Vamos para a praia?

– Claro!

Então, começamos a caminhar para o carro. Ela pegou minha mão, e sorriu. Caminhamos de mãos dadas até o carro. Eu dirigi até à praia. No caminho, eu estava sentindo os olhos dela, grudados em mim. Eu até achei que fosse coisa da minha imaginação. Quando estamos muito apaixonados, começamos a ver onde não há. Assim que chegamos, ela me deu um beijo na minha bochecha, e saiu correndo para a areia. Corri atrás dela. Quando eu consegui pegar ela, comecei a encher sua bochecha de beijos, enquanto ela estava envolvida em meus braços.

– Não foi dessa vez! – gargalhei.

– Você me pegou! – ela sorriu.

Ela me abraçou. Eu senti ela respirar contra o meu pescoço. Fechei meus olhos, e aproveitei o abraço. Depois, ela se sentou na areia, e eu me sentei do lado dela. Com o dedo indicador, ela desenhou a metade de um coração na areia. Com o meu dedo indicador, eu desenhei outra metade, completando o coração.

– É assim que você faz com o meu! – olhei no fundo dos olhos dela, que estavam quase pretos.

– Sabe… Eu te amo!

– Me desculpe, mas eu não ouvi! Você pode dizer outra vez?

– Eu te amo! – gritou ela.

– É mentira! – gargalhei. – Eu tinha ouvido sim! Eu só queria que você falasse mais uma vez!

– Eu posso falar todas as vezes que você quiser!

Então, nos deitamos sobre a areia. Eu ia ficar cheia de areia, mas isso é o de menos. Só o que me importa, é que ela está comigo. Neste momento, ficamos olhando o céu estrelado, que estava acima de nós. O mais interessante, é que não dá para contar a quantidade de estrelas no céu, assim como não dá para explicar o que eu sinto por ela. Eu estava sentindo o meu coração batendo contra o meu peito, me avisando que eu nunca estive tão viva, como estou agora. Eu estava sentindo meu corpo arrepiado, o frio na barriga. Mas talvez tudo isso, seja como tentar alcançar o céu, apenas esticando os braços. Meus olhos estão tão abertos, mas eu tenho medo de fechá-los.

Entrelacei nossos dedos, e virei meu rosto, para poder olhar para o dela. Tenho certeza de que encontrei o que eu procurava. Tenho certeza de que ela é tudo o que eu queria. Ela sentou-se outra vez, e eu fiz o mesmo. Eu escrevi “Cam”, com meu dedo indicador, na areia. Ela escreveu “ren”, completando o que eu escrevi. Camren, foi o que ficou escrito.

– Eu te amo, Lauren! – isso era tudo o que eu conseguia dizer.

– Eu também te amo, mãe! – ela pegou minha mão. – E vou te amar hoje e sempre! – ela beijou minha bochecha. – Mãe, se eu te pedir uma coisa, você faz?

– Por você, Lauren, eu faço tudo! – sorrio.

De súbito, ela soltou minha mão, colocou uma de suas mãos em minha nuca, olhou em meus olhos, e depois abaixou seu olhar para minha boca. Então, ela aproximou seu rosto do meu, deixando nossos lábios bem próximos um do outro.

– Mãe, me beija?


Notas Finais


OMG!!! Será que aí vem o tão esperado beijo Camren???
OMG! E dessa vez não é um sonho!

É isso aí, galerinha... Vamos ver como será o próximo capítulo... E aguentem firme aí, que em breve, tem mais!!!
Bye bye, e até o próximo capítulo!!!!
Beijos e queijos para vocês 💋💋💋😝
Dúvidas, perguntas, só comentar!!!
😉

Esses são os links das minhas outras fics

https://spiritfanfics.com/historia/my-sadistic-mother-gp-9701995

https://spiritfanfics.com/historia/one-shots-just-camren-9604931


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