História A lua mais brilhante - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Warrior Cats (Gatos Guerreiros)
Visualizações 25
Palavras 1.119
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Científica, Fluffy, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Survival
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Miau, Miau!
Boa leitura!🐱

Capítulo 4 - Injustiças


Fanfic / Fanfiction A lua mais brilhante - Capítulo 4 - Injustiças

Depois de um dia cansativo do treinamento rigoroso de Perna de Bambu, Pata da Noite caçava para os anciãos à pedido de Vento Frio. A aroma doce de jasmim inundava seu nariz, junto com o fraco odor de coelho.

_Cocô de raposa...-resmungou sozinha. Estava perto do rio, a fronteira com o Clã das Águas Claras. As partículas de água atrapalhavam os cheiros das presas. Respirou fundo o ar e finalmente entrou no rastro de um musaranho. Ele estava à 3 caudas de distância, roendor despreucupadamente, raízes. A aprendiz negra lambeu os lábios e abaixou-se furtivamente. Rastejou até o roedor, vagarosamente. Saltou, agarrando a presa e a matando em uma só dentada. Enterrou o musaranho e correu para caçar mais algumas presas antes da lua despontar.

Aquela tarde de caçada havia valido apena. Na boca da gata manchada pendia um grande coelho, o musaranho e um camundongo gordo. Os felinos do Clã das Nuvens iam comer bem, esta noite. Trotando animada, a pequena felina pintada chegava ao Grande Pinheiro. Um farfalhar de folhas fez as orelhas de Pata da Noite girarem em direção ao barulho. Desembainhou as garras e colocou as presas no chão. Retesou as orelhas. Um vulto dourado passou por ela, seguido de uma risadinha desdenhosa. Uma gata lustrosa, listrada e dourada, junto de seu colega, um gatão marrom-listrado.

Pata de Lírio e Pata de Amêndoa, pensou. Eles riam, a provocando. A pequena tinha controle de si, não se ofederia com aquilo.

_O que vocês querem?- disparou na defensiva. Os pelos do ombro estavam eriçados e a ânsia fazia seu estômago revirar.

_Parece que a gata de rua conseguiu pegar algo sem espantar as presas com seu fedor dos duas-pernas!- desdenhou Pata de Amêndoa. Os olhos amarelos brilhavam e a cauda balançava.

_É! Talvez as presas tenham morrido asfixidas pelo cheiro.- sibilou a gata marrom-dourada. Pata da Noite respirou fundo e se manteve em pé e firme. Os olhos azuis da aprendiz negra eram fendas, se parecendo com fragmentos de gelo, as orelhas retesadas e a cauda caída balançando irritada.

_Seus miolos de camundongo. Aposto que foram tão incompetentes que não conseguiram caçar um coelho se quer, por isso estão me provocando!- provocou a gata preta. As orelhas de Pata de Lírio colaram na nuca e os olhos dourados de Pata de Amêndoa brilhavam em descrença, claramente ofendidos. Um rosnado se formou na garganta do gatão marrom listrado.

_Merece uma lição, sua anãzinha!- silvou. Ele pulou em cima da felina manchada. Pata da Noite uivou alto quando sentiu o impacto com o chão de terra fria, um gemido de dor escapou dela. Ela tentava, cegamente, acertar o gatão, mas ele era pesada e forte demais. Ele a prendeu no chão, suas garras no pescoço da pequena, a obrigando a abrir os olhos. A gatinha olhava fixamente nos olhos âmbares que transbordavam ódio.

_Você não me assusta, Pata de Amêndoa!- murmurou com toda a coragem que lhe restava. Garras afiadas como espinhos perfuraram o nariz da aprendiz cor de carvão, a fazendo gritar de dor. Gotículas vermelhas se espalharam pelo solo.

_Te assustei agora? Isso é pra você lembrar que você não passa de uma gata de rua anãzinha toda vez que você quiser ser algo na sua vida imunda, seu pedaço de raposa morta!- cuspiu secamente o grande gato. Ele saiu de cima dela e cumprimento a colega dourada com um aceno de cauda. Os dois ainda tinham em suas faces o mesmo olhar de deboche. Ela se levantou e sentiu o nariz arder. Gotas vermelhas escorreram para a sua boca. Aquela não era a primeira vez que aquilo acontecia. Seus olhos brilharam vitoriosos e ela ronronou rindo. Os agressores ficaram confusos.

_ Muito bem. Vocês acham que me bater ou me ofender vai mexer comigo? Acha que eu tenho medo de vocês?- riu. Gargalhou alto e lambeu o sangue da sua boca.

_Pois devia ter medo! Poderia ter matado você facilmente!- grunhiu Pata de Amêndoa desembainhando as garras. Pata de Lírio retesou as orelhas e chicoteou o rabo felpudo. Os olhos da bichana manchada brilharam em deboche.

_Pois bem, vamos ver o que Estrela de Granizo acha disso.- pegou as presas e lançou um último olhar de ameça e alerta para os dois aprendizes paralizados, furiosos.

Chegando ao acampamento, a pequena foi recebida com uma lambida carinhosa do mentor, parabenizando a caçada. Pôs as presas na pilha de presas frscas e atravessou a clareira, procurando a líder prateada. A avistou conversando com Vento Frio e Passo Apressado, o curandeiro, perto do Carvalho Oco. Trotou até lá e fez um pequeno aceno respeitoso com a cabeça.

_Estrela de Granizo, tenho de relatar o que Pata de Amêndoa e Pata de Lírio fizeram.-miou apontando o nariz. Sentiu os olhos verdes do representante fuzilando seus pelos, como se dissese Bem feito ou Nada mais justo. A líder franziu o cenho e semicerrou os olhos.

_Novamente esses dois... aceite minhas sinceras desculpas Pata da Noite, vou ter uma conversa séria com eles.- falando no diabo, adivinha quem apareceu? Os dois aprendizes saltiraram até Estrela de Granizo e a gata dourada silvou para a aprendiz cor de carvão.

_É mentira! Tudo o que ela disse é mentira!- arfou o enorme gato malhado. A gata prateada retesou as orelhas e se levantou.

_Desembainhe as garras.-murmurou. Sem contestar, o aprendiz as pôs para fora. A líder as examinou e depois fez o mesmo pedido para Pata da Noite.

_Se tudo o que ela disse é mentira, por que há pelos negros e sangue em suas garras, Pata de Amêndoa?- o tom cínico de Estrela de Granizo fez as orelhas do gatão marrom escuro se contraírem nervosamente.

_Eu... eu estive caçando.- o olhos da felina cinzenta se arregalaram, fingindo surpresa.

_Ora, é mesmo? Por que será que não vi você pondo suas presas na pilha? Também não me recordo de ter visto suas presas, Pata de Lírio.- os dois aprendizes abaixaram as cabeças, envergonhados. O peito de Pata da Noite se inflou vitorioso e a ponta da cauda se contraía, desdenhando.

_Sem comida para vocês dois por essa noite. Pata de Amêndoa vai trocar a cama de Pata da Noite, trate de arrumar musgo macio. Pata de Lírio vai passar o resto da tarde e da noite cuidadando os anciãos. Troque suas camas e tire seus carrapatos com bile de rato.- o nariz rosado da felina marrom-dourada enrugou e ela pôs a língua para fora.

_Eca! Que nojo!- resmungou.

_O que você esperava depois do que você fez hoje?- disparou o representante que tinha se mantido calado durante toda a discurssão. O par de aprendizes se retiraram e foram fazer duas devidas tarefas.

_E você- Estrela de Granizo miou- Vá na toca de Passo Apressado e peça para Pata Arrepiada fazer um curativo nesse nariz.- a gata manchada assentiu e correu até a toca de pedras, se sentindo vingada.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Comentem,
Lambidas!😛


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