História A Luz da Inocência - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Palavras 2.708
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


HeyHeyHey pessoal! Antes de ir dormir eu senti falta de alguma coisa, não tinha percebido que era dia de postar! >.< Desculpem-me, não foi intencional.
Boa Leitura!

Capítulo 2 - Pessoas se conhecem rápido demais!


Era um corredor longo e escuro. Lena estava amarrada nas paredes, suas roupas eram brancas e havia alguém com ela.

— Você consegue me ajudar? - A criança pedia entre os soluços na escuridão. - Você pode me ajudar?

— Eu... Eu... - A criança gritava e chorava de dor. Lena olhou para o lado e percebeu que alguém a observava na escuridão.

— ME AJUDE! NOS AJUDE! - Seus gritos não pareciam adiantar, quando ela se deu conta estava sozinha na escuridão.

Lena acordou com o som do seu celular tocando,

"Foi só um sonho" Ela disse a si mesma com lagrimas o olho.

Lena desligou o seu celular. Ela se sentou na cama e limpou seu suor, fitou a janela, havia feito muito sol naquele dia e ela odiava claridade. Ela se levantou e pegou uma piranha, com um gesto rápido ela pegou seus cabelos repicados e fez um rabo de cavalo.

As pernas de Lena estavam um pouco dormentes, mas mesmo assim ela se trocou, colocou sua bota de couro, sua saia e sua jaqueta de pano fino escrita “Se não gosta de mim, é obvio que não tem mal gosto”, por cima de sua regata branca. Ela arrumou suas coisas e saiu do quarto.

O hotel inteiro estava com um cheiro delicioso de biscoitos e café, logo de onde o cheiro vinha, Lena apareceu. O Refeitório tinha o chão branco e as mesas também, uma mesa maior que todas as outras ficava no centro, e lá estava o café. Ela com rapidez se aproximou da mesa e sem pensar duas vezes começou a devorar biscoitos de chocolate, enquanto bebia leite numa xícara.

A barriga de Lena começou a doer após de um tempo dela estar comendo.

“Isso sim é uma refeição, e não aqueles sucos de caixinha e comidas enlatadas.” Pensou ela.

Ela se sentou com uma xícara de café na mão, o sono tomou conta dela, e quando ela estava dormindo lá ouviu a voz de Catharina:

— Lena! Procurei você por toda parte. – A morena não entendeu o porquê de a amiga dizer aquilo. - Nossa... Você está com uma cara horrível. Teve pesadelos de novo não é?

— Não vamos falar disso...

— De qualquer jeito, você está atrasada...

— Mas, nós íamos sair daqui as 08:00, e agora são... 08:00, não é? – Falou confusa.

— Lena, você não ajeitou seu celular por causa do horário de verão... De novo... – Catharina desviou o olhar e então continuou. – Bem, isso não é importante agora...

— Por quê? Alguma coisa aconteceu?

— Bem... Eu segui Elle, tentando convencer ela a ficar conosco por mais alguns dias e não viajar sozinha... – Catharina suspirou, e Lena aproveitou para interrompê-la.

—E ai? – Perguntou curiosa.

— Quando saímos daqui vimos o nosso carro... Ele estava em frente da porta desse lugar, e nós não havíamos deixado ele lá... Ele estava com os vidros quebrados, pneus furados e o capo estava aberto... Tudo estava quebrado... – Catharina ficou em silêncio depois de dizer isso.

— Mas, isso foi quando? – Perguntou Lena indignada depois de alguns segundos.

— Hoje de manhã, faz uns vinte minutos... Já chamamos a polícia e eu acho que eles não vão encontrar nada... – Catharina olhou para o chão.

— Mas tudo bem, pelo menos estamos juntas e nada vai acontecer conosco, não é? – Falou num tom triste.

— Na verdade eu acho que não. Ontem, logo depois que eu você bateu a porta do seu quarto eu também fui até o meu... Quando cheguei achei estranho, pois a janela do banheiro estava quebrada...

— E dai? – Perguntou achando que a amiga estava delirando.

— Os vidros indicavam que alguém quebrou pelo lado de fora. Eu me aproximei da janela e quando fui ver havia alguém do lado de fora me observando com ferramentas na mão.

— E você achou estranho por que...? – A morena não estava mais aguentando a amiga porque ela não falava logo o que havia acontecido.

— Não consegui ver o rosto, mas a pessoa estava com uma ferramenta numa mão! Ou seja, provavelmente foi essa pessoa que destruiu o carro.

— Você já disse isso a polícia?

— Sim, mas não adiantou muito, eles disseram que iriam ver se encontravam algum vestígio e falaram que essa pessoa que vi era provavelmente um usuário de drogas, um mendigo ou um bêbado. – Catharina pegou no braço de Lena.

— Venha, vamos lá fora para você ver o estrago.

— Já vou, só me deixe sozinha por enquanto, hoje eu não estou muito bem.

— Então ok. Depois a gente se vê... Até. – Catharina disse isso e se retirou, mas Lena continuou lá, pensando e pensando.

***

Elle estava fitando as janelas do carro quebradas enquanto os policias colocavam uma faixa para não ultrapassarem a área.

"E agora? Terei de ficar nesse hotel e esperar arrumar meu carro? Será que tem como consertar?"

Essas perguntas não saiam da cabeça de Elle, e ela não estava mais aguentando todas aquelas perguntas dos policiais como: “Você tinha algum inimigo?” ou “Você brigou com alguma pessoa que vive por aqui?”.

— O que aconteceu aqui? – Elle se virou e fitou os olhos castanhos de uma garota com cabelos loiros puxados para mel que parecia ter a idade dela.

— Bem... Meu carro apareceu aqui, desse jeito hoje de manhã... – Falou Elle olhando aquela lata velha destruída.

— Então o carro é seu? – Ela perguntou.

— É... Infelizmente é... – Elle fitou novamente os olhos verdes da garota que abriu um sorriso de canto da boca. – Eu sou Elle, e você é...?

— Ah! Já ia esquecendo os cumprimentos! Eu sou Nancy, prazer. – Elas se fitaram por alguns segundos e finalmente Nancy continuou. – Você acabou de se mudar para cá?

— Na verdade eu estou com minhas amigas, nós só estávamos de passagem, mas pelo visto, agora que essa lata velha quebrou, vamos ficar aqui algum tempo...

— Hum... – Nancy desviou o olhar, e olhou de novo para o carro. – Você poderia me dizer que horas são? – Elle tirou a mão do bolso da calça verde e levantou a manga de sua camisa de manga comprida.

— São nove e quarenta... – Antes de Elle continuar Nancy a interrompeu:

— Droga! Estou atrasada de novo, - Nancy bufou e bateu o pé. - Prazer em te conhecer, e até a próxima. – Nancy ajeitou sua bolsa de lado e em um piscar de olhos ela sumiu da vista de Elle.

***

— Elle? – Alguém começou a bater na porta do apartamento de Elle. – Abra Logo, a janela daqui do corredor está aberta... Está muito frio!

Elle se levantou do sofá e foi até a porta, olhou pelo “olho mágico”, era Lena e Catharina. Ela então abriu a porta.

— Por que demorou tanto para abrir? – Perguntou Catharina entrando.

— Eu estava assistindo TV... – Elle percebeu que a outra amiga não havia entrado, então ela saiu do apartamento e viu a amiga indo em direção ao quarto dela.

— Ei! – Elle quase que deu um grito para amiga ouvi-la. – Venha para cá, ai não tem nada de especial.

— Tenho que arrumar as minhas coisas. – Falou Lena tirando a chave do apartamento dela do bolso da saia.

— Pare de ser orgulhosa, isso não vai ajudar a gente agora... Por favor? – Lena colocou a chave no bolso, olhou profundamente para os olhos de Elle e disse num tom de voz um pouco baixo:

— Eu... Eu vou dar uma volta. – Lena saiu e desceu as escadas sem dar mais uma palavra com Elle.

— Ela ainda está nervosa... – Falou Catharina que havia visto o que tinha acontecido.

— Eu fui muito grossa, talvez ela não me perdoe... – Elle falou olhando para baixo.

— Com o tempo passa... - Catharina também olhou para o chão. – Mas, vamos deixar isso de lado... Quer ir a uma lanchonete ou tentar encontrar alguma loja de roupa por aqui? – Um sorriso de canto da boca abriu em Elle, Catharina usou as palavras mágicas: roupa e lanchonete.

***

Lena estava andando pelas ruas imundas da pequena cidade, finalmente algumas pessoas apareceram naquele lugar. As lojas de roupas eram ainda mais lindas que as da antiga cidade dela, e as lanchonetes tinham cheiros ótimos de cachorro-quente e hambúrguer. Mas uma dessas lojas chamou atenção dela, ela ficava na parte mais escura da rua, as janelas eram pretas e estava escrito na placa em cima da porta: “A melhor Loja de Noticias e Computadores”, Lena atravessou a rua e ficou parada por alguns segundos em frente da loja.

— É fascinante não? Sempre gostei de lojas desse jeito, você tem de ver como é bom trabalhar com coisas que você gosta. – A morena se virou e encarou o homem que disse isso, ele era alto, um pouco forte, os olhos dele eram castanhos e seus cabelos loiro-avermelhados iam até os ombros, aquele cabelo era tão liso que ele parecia até ter feito progressiva. – Meu nome é Dom, e você se chama...?

— Lena... Você trabalha mesmo aqui? – Perguntou Lena tentando puxar papo.

— Faz dois anos... – Ele tirou uma chave do bolso e abriu a porta da loja. – Quer... Entrar?

— Ahã... – Ela o seguiu e entrou na loja.

O lugar era fascinante para Lena, as paredes eram cinza, havia um balcão de madeira ao lado da porta. Mesinhas pequenas formavam fileiras, havia computadores em cima de cada uma delas. Em cima das mesas haviam enfeites de madeira, um mais bonito que o outro. E nas paredes estavam pendurados artigos de jornais, e não eram poucos.

— Então aqui é uma espécie Lan House? – Perguntou Lena tentando continuar conversando enquanto Dom ligava seu notebook que estava em cima do balcão.

— Também, mas na verdade, aqui nós... Quero dizer... Eu guardo jornais aqui a muito tempo, tenho notícias de tudo que aconteceu nos útimos mil anos, e também noticiários da TV gravados em fitas... Então aqui é uma espécie de “Noticiário Ambulante”. – Ela riu, embora o que ele disse não foi engraçado.

— Você quer... Café? – Dom deu um olhar profundo para os olhos de Lena.

— Bem... Na verdade eu quero. – Dom foi até o outro lado do balcão e começou a fazer café numa máquina. – Você gosta daqui?

— Eu gosto, mesmo que aqui não é nenhum lugar lindo e aqui tem nada de especial... Na verdade, eu venho tentando achar coisas em comum nos jornais... Quer dizer... Eu não deveria dizer isso para você, aliás, acabamos de nos conhecer...

— Não, eu também faço coisas estranhas o tempo todo... – Lena se aproximou do balcão e se inclinou. – Você pode continuar.

— Bem... Isso não é importante, você pode falar sobre você, por que se deixar eu falo até amanhã. – Dom deu um sorriso de canto da boca.

— Não tem muito o que falar de mim, gosto de colecionar antiguidades, sua vez, fale algo sobre você.

— Uma coisa sobre mim... Hum... Eu estou morrendo de fome... Você conhece algum lugar por aqui? – A morena sorriu.

— Tem uma lanchonete aqui perto, não é nada de especial, mas talvez você goste... – Dom abaixou a tela do notebook dele e tirou a chave da loja do bolso e desligou a cafeteira. – Você então rejeitou meu café, mas... Vamos lá?

***

— Quem diria que nesse fim de mundo teria um Shopping! – Falou Catharina feliz. – Olha essas roupas, ainda são melhores que as da nossa antiga cidade não são? – Catharina ficou observando as roupas da vitrine de uma loja Renner. – Uau!

— Não acredito que aceitei vir aqui com você, aliás você nunca desgruda das vitrines! – Elle riu. – Olhe uma joalheria, vou dar uma olhada, pode ficar ai colada na vitrine, eu já volto.

Elle entrou na joalheria, os colares, pulseiras e anéis eram uns mais lindos que os outros, e ela ficou com os olhos brilhando ao ver cada um deles.

— Procura alguma coisa em especial? – Elle se virou e encarou um homem um pouco baixo de pele morena, ele tinha cabelo ruivo e olhos castanhos.

— Só estou dando uma olhada, eu sou vidrada em perolas e esse tipo de coisa... – O homem coçou a nuca meio sem jeito.

— Então... Bem, caso queira alguma coisa, procure por mim, me chamo Nicolas... – Ele saiu andando sem dizer mais nada.

— Ei! Você saiu de fininho e me deixou sozinha! – Elle se virou e fitou Catharina.

— Eu disse que eu ia ver as joias, e você nem respondeu... – Elle saiu da loja com Catharina, quando se virou para trás, Nicolas estava a fitando, quando percebeu que ela se virou ele disfarçou.

***

— Os lanches daqui são parecem uma delícia... Hum... Desde quando vem aqui? - Perguntou Lena para Dom enquanto via os lanches no cardápio.

— Desde meus sete anos... – Dom fechou o cardápio dele e fitou Lena. – Já escolheu o que vai comer?

— Salada de fruta está bom... – Ela fechou o cardápio e fitou Dom. – Mas, quem sabe um X-egg...

— Pode ser os dois, eu pago... – Dom colocou suas mãos sobre as de Lena. 
 

"Ele estava flertando?" Ela se questionou. – Então, você... Bem, você gosta de lanches bem gordurosos. - Dom disse rindo.

— É... Mas eu quero salada de fruta, X-egg deixa com bafo... Bem, eu não quero sair por ai como se tivesse comido uma cebola. – Dom sorriu, e Lena também.

— Por que se importaria em ficar com bafo? – Dom levantou uma sobrancelha fazendo um olhar sugestivo.

— Não sei... – Estranhou como Dom mudou aproveitou para mudar o rumo da conversa. Ela se inclinou na mesa para alcançar o menu.
— Então eu posso cancelar meu cachorro-quente e fazer algo melhor com minha boca – Dom também se inclinou, os dois se fitaram bem de perto, e daí ele encostou seus lábios nos carnudos dela, eles ficaram se beijaram.

“Essa foi minha pior flertada” Lena pensou rindo mentalmente.

***

Elle e Catharina andavam nas ruas imundas da cidade, logo depois de terem saído do shopping, as duas estavam indo a caminho de “casa”.

— Foi impressão minha ou aquele homem estava mandando olhares sedutores para você? - Catharina abafou o riso depois que falou.

— O que? – Elle ficou impressionada de como a amiga era atenciosa.

— Você mal saiu da escola e já anda por ai flertando com os outros... Sua safadinha... – Catharina não aguentou e soltou uma gargalhada.

— Cala boca sua idiota! – Elle deu uma tapa na cara da amiga, mas mesmo assim Catharina não conseguia segurar o riso.

— Hum... Tá nervosinha, hein!? Acho que eu acertei sobre vocês, hã? Hã? – Elle soltou um olhar de ódio fixo para Catharina, que fechou a boca no mesmo instante.

— Safadinha. – Catharina sussurrou no ouvido de Elle, que deu um sorriso de canto da boca enquanto revirava os olhos.

— Idiota. - Ele sussurrou olhando para amiga.

— É sua vó! – Catharina riu e deu um tapa de leve na cabeça de Elle.

***

— Lar doce lar! – Falou Catharina entrando no prédio.

— Lar só por mais alguns dias... – Elle disse enquanto elas andavam no corredor um pouco estreito. – Você sabe que eu não pretendo ficar nesse fim de mundo.

— Hum... Chata. – Murmurou Catharina enquanto Elle abria a porta do apartamento dela. – Eu vou entrar, e você nem pegou o jornal...

— Quem liga para o jornal...? – Elle disse jogando com violência sua bolsa no sofá e deitando na cama no outro cômodo.

— Elle... Acho melhor sairmos mesmo dessa cidade... – Elle estranhou a amiga concordar com ela.

— Finalmente você está pensando como alguém esperto... ou eu estou ficando muito doente? – Elle riu.

— Não... Saca só o que está na primeira página deste jornal... Nosso carro está na capa. O título é: É possível que o caso Queimadura volte a tona. – Elle sentou na cama curiosa enquanto Catharina sentava ao lado dela. – Sete anos atrás quatro cadáveres de mulheres foram encontradas nãos portões da cidade... Onde nós moramos agora... – Elle se inclinou para ler junto com a amiga. – Elas foram identificadas como Clarisse Silva Ramos, Olivia Paiva dos Santos, Flora Marin e Caroline de Aguiar, as garotas com idades entre 20 até 27 anos, foram encontradas com os corpos completamente queimados, as três estavam hospedadas na cidade por cerca de um mês, onde tiveram que ficar pois seu carro fora destruído. A polícia suspeita que a chegada de novas pessoas na cidade e os acontecimentos semelhantes possa ter uma possibilidade o reabrimento do caso.

— Então... – Elle engoliu o seco, o que aconteceu com as garotas mortas aconteceu com ela, e ela tentava bloquear essa ideia ao máximo. – Eu espero que tenha sido coincidência terem destruído nosso carro...

— Mas... Você espera... Isso quer dizer que há uma possibilidade de não ser coincidência.

 


Notas Finais


E então, gostaram? Bem, eu estou tentando mostrar como a Lena é bizarra de pouco a pouco (isso não foi um spoiler rsrs)... Bem, espero que tenham gostado! Semana que vem tem mais um capítulo pra vocês!
Abraço das trevas pra vocês! :3


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