História A luz que brilha em teus olhos - Capítulo 45


Escrita por: ~

Postado
Categorias Miyavi, The GazettE
Personagens Kai, Miyavi, Reita, Ruki, Uruha
Tags Aoi, Aoiha, Colegial, Gazette, Kai, Kaiyavi, Lemon, Miyavi, Myvkai, Reita, Reituki, Ruki, Uruha, Yaoi
Exibições 88
Palavras 7.557
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, aquela passada uma vez por semestre pra mostrar que to viva. Como esperado hoje, por ser o último dia do mês deu tempo de pensar em fanfic. A coisa é que quando eu fui retomar a escrita já não me lembrava mais onde tinha parado, e ao ler percebi que dava para pegar apenas as primeiras 14 páginas da att (estava com 26) e postar como um capítulo independente.
Lembrando que esta já é a segunda vez que eu corto esse chap, se não tivesse feito isto vocês não teriam lido nenhuma att nesta fic este ano e eu ia ter umas 50 páginas de word escondidas comigo; sim, esta foi a motivação para eu cortar o texto novmente..
Falamos mais nas notas finais, boas preliminares de lemon reituki para vcs

Capítulo 45 - Blackout - parte I


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Ele nos guiou pelos três ou quatro passos que nos separava de minha cama. Eu não me lembrava de mais nada jogado pelo chão que pudesse causar uma nova queda, então não vi motivo algum para ir contra seu plano. Satisfeito demais em me concentrar apenas na aderência morna entre nossas línguas e o calor mais proeminente nos pontos do meu corpo em que sua mãe escolhia para se acomodar.

Não era como se de alguma forma eu não estivesse esperando por este momento o dia inteiro. E ele também. Na verdade, era tão obviamente nítido que queríamos que chegasse logo o momento em que pudéssemos nos dedicar somente à nós mesmos que quase seria possível afirmar que Akira e eu éramos culpados tanto pelo mal tempo quanto pela falta de energia generalizada.

Eu não sabia se isto seria possível, ainda assim, era bom ter uma desculpa para esquecer do mundo e apenas beijar o seu namorado, só para variar. Livres de culpa, afinal não havia estudo que pudesse ir adiante naquele escuro total. Aliás tinha um sim, um estudo que era super compatível com a escuridão.

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Ruki

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Mesmo que tentasse abrir os olhos, o escuro do quarto mais o efeito de estar tempo demais com os olhos fechados não nos permitiria ver coisa alguma. Na minha cabeça isto queria dizer que não haveria outra visão para nós naquele momento senão o a imagem mental reconhecida pelo toque. O toque em atrito com a reação causada pelo mesmo; com certeza a visão poderia ser completamente esquecida temporariamente.

Era gostoso. Um movimento contínuo interminável. Úmido, quente e macio. Um raio caiu perto demais lá fora, a claridade invadiu parcamente o quarto pelas frestas da janela por segundos; o estrondo alto assustou-me forçando-me a abrir os olhos. O retesar do susto claramente percebido por ele, terminou com a palma grande de Akira em minhas costas antes das minhas pernas baterem suavemente contra a cama, e eu soube ali que ele também não estava dando nenhuma atenção ao sentido que estávamos sendo privados naquele momento; muito bem guiados pelos que se intensificavam naquele tipo de situação.

Ante à cama ele girou nossos corpos, e tentei só não cair por cima dele enquanto acompanhava sua descida até o colchão. Por alguns segundos nossos lábios se afastaram pelo movimento e abri meus olhos, mas novamente, nada vi.

Sentia o movimento e de alguma forma apenas o segui. Raios e relâmpagos nunca me deixaram tão confortável quanto quando finalmente os movimentos sobre o colchão pararam e nossos lábios se encontraram novamente. Com seu corpo sob o meu e seus braços e pernas cercando todo o meu corpo.

Entre beijos não havia consciência para raciocinar o quanto era estranho e novo estarmos daquela forma. Não embolados em uma cama, isso não, a cama dele já era um terceiro membro na nossa relação. Estranho era sentir suas pernas em torno da minha cintura e suas coxas apertando meu corpo entre as suas pernas. Algo estranho que não foi detectado logo de começo, mas que não passaria despercebido.

Minhas mãos firmes sobre o colchão, sem perceber. Seus braços passavam de alguma forma sob os meus e conseguiam abraçar livremente toda circunferência do meu tórax, mantendo-nos próximos demais para que eu encontrasse algo para reclamar. A única concentração estava em acompanhar o movimento entre nossas línguas que misturavam toda saliva.

Não houve nenhum sobressalto quando suas mãos desceram, preguiçosamente, até se acomodarem sobre minhas nádegas, divertindo-se por ali e causando reações encadeadas. Suas mãos não mantinham meu corpo firme como se costume, mas puxava-me contra o seu próprio corpo, embalando-nos em movimentos e sensações ao mesmo tempo muito parecidas e diferentes do que costumava ser.

Por querer mais do contato contra o seu corpo, vi-me movimentando-me por vontade própria e foi então que o óbvio tomou conta dos meus pensamentos. A ereção que costumava sentir contra minha, estava se impondo contra minha barriga e uma mão minha havia encontrado o caminho para agarrar-se à sua coxa para garantir que aquela distância não fosse ampliada. Eu só me lembrava de ter as duas contra o colchão.

Sem ser capaz de interromper o beijo ou os movimentos entre nossos corpos, minha cabeça foi incapaz de manter aquela situação despercebida. Era totalmente novo e, por isto, desconfortável; afinal de contas Akira era muito maior e não parecia se encaixar sob mim. De qualquer forma, os sons de nossas línguas em sintonia com o ritmo de respirações ora cortadas, ora substituídas por pequenos ofegos causados pelo movimentos e seu corpo buscando por mais contato sem parecer ligar para algo além das sensações gostosas que isto lhe causava... a situação no geral me deixou transtornado e totalmente envergonhado.

Não havia nada errado, na verdade tudo estava tão gostoso quanto costumava ser. Mas tudo o que eu conseguia pensar era que aquela era a forma como ele normalmente me sentia, como ele normalmente me via, e mais uma vez abri meus olhos. Queria vê-lo ao mesmo tempo em que estava plenamente satisfeito com a escuridão, não sabia se seria uma boa ideia vê-lo como ele normalmente me via.

Eu simplesmente nunca tinha parado para pensar naquilo daquela forma. Quando começávamos com aquilo era sempre somente calor e Akira à disposição das minhas vontades. Todas elas, independentemente de quais eram, Reita tinha tanta confiança em tudo ou simplesmente nada que pudéssemos fazer que não havia espaço para pensar em coisas como aquilo se pareceria na visão alheia.

No caso, como ele me via quando era eu que estava sob seu corpo, aberto e entregue a si. Como seus toques e carinhos conseguiam me fazer apenas aproveitar cada momento sem conseguir pensar em como aquilo era realmente uma coisa séria.

Cada um dos ofegos, as onduladas de quadril, cada vez que seus joelhos me apertavam mais quando o beijo era interrompido por um gemido dele. Esta foi a primeira vez que eu tive verdadeira consciência do que fazíamos. Então agradeci a falta de claridade mais uma vez e apenas voltei a fechar os olhos para me concentrar em acompanhar os movimentos exigentes de sua língua.

Estava escuro, era fato. Reita jamais veria meu constrangimento então também não saberia o motivo do mesmo. Estávamos no breu total e tudo o que eu podia fazer ela aproveitar ao máximo fingindo que nada daquilo estava fora do cotidiano. Não estava, era apenas minha consciência que tinha mudado, engraçado como uma mudança na forma de “ver” algo cotidiano pode transformá-lo completamente.

A diferença entre nossos tamanhos fazia com que sua ereção ficasse espremida contra minha barriga enquanto que apenas a glande e uma pequena parte superior da minha tocasse o seu corpo. Eu estava friccionando uma parte muito sensível do meu corpo no que eu tentava imaginar ser a base do pênis de Akira, ou algo assim; podia sentir a extremidade do seu osso púbico massageando-me de forma mais intensa enquanto me movimentava sobre si. Aquilo era bom.

A ansiedade não tentava ser omitida na pressa com que nos beijávamos. O prazer no gesto não vinha apenas pela sensação de sua língua contra a minha, mas também desta urgência quase em demasia em aprofundar cada contato. Parecia-me que ele me pedia, caladamente, por algo mais; ou talvez fosse apenas o que eu queria.

Queria que ele nos revirasse sobre a cama e recomeçássemos tudo de novo já na etapa em que eu finjo que não sei o que quero que ele faça, e ele, sem que eu precisasse tomar alguma atitude, fingia que estava me mostrando algo novo. Eu gostava de sentir suas pernas me apertando, mas gostava mais de estar entregue para si, sentindo o corpo maior tocar o meu em todos os lugares apenas por estar ali.

Havia já uma camada de saliva entre nossos rostos, e de alguma forma eu estava achando que isto também fazia parte do conjunto de sensações que me forçavam a querer friccionar ainda mais meu corpo contra o seu. Meus dedos se grudaram na lateral de seu abdome até tatear sob o tecido da camiseta, o volume ainda aprisionado.

Alisei o membro teso sobre o tecido esticado da calça e subi, falsamente com os dedos até o alto do seu peito. Não sabia sinceramente de onde vinha a força que foi aplicada pelos meus dedos e nem o motivo pela qual ela foi usada naquele momento. A pele macia cedeu conta a força das falanges e as unhas que com certeza se responsabilizariam pelas marcas que não maculariam além da superfície de algodão da sua camisa enquanto a mão voltava seu caminho até que as unhas travassem ante o impedimento do cós de sua calça.

A chuva ainda caía intensa lá fora sem perder nada da sua força por nem um instante e sem dar nenhum sinal de que isto aconteceria tão breve. Um estrondo, um lampejo e um gemido angustiado que quase foi abafado pelo trovão; quase. Não foi um gemido meu e pareceu totalmente compatível com o novo aperto dos meus dedos tentando, inutilmente, vencer a tensão do tecido de sua calça.

Não pude conter a vontade de rir. Não era engraçado verdadeiramente, mas foi involuntário e no segundo seguinte eu já tinha quebrado o beijo e tentava camuflar a risada com uma mordida breve em seu queixo.

– É divertido brincar com o tesão do seu namorado? – Akira perguntou em um sussurro que deveria soar intimidador, mas falhava miseravelmente nisto e acabou por me fazer rir novamente.

Desta vez a tentativa de camuflagem do dito sorriso terminou de alguma forma com meus dentes em algum ponto da pele do seu pescoço perto demais da gola de sua camiseta. De qualquer forma, não importava, Akira tinha nos colocado em uma área que eu dominava, não tinha vergonha de falar. Eu sabia que ele via aquilo como algo erótico, mas bem no fundo eu não via isto como algo assim. Falar era fácil, principalmente se ele nem ia conseguir olhar na minha cara enquanto pensava em cada uma das coisas que lhe dizia.

– Não era para ser? – perguntei ainda rindo por algum motivo que não entendia, e por instinto talvez, desci os lábios até o metade do seu peitoral e tentei camuflar o sorriso com uma mordida ali sem me preocupar em marcar a camiseta que eu se quer via.

– Ah continua descendo essa boquinha que fica... – despejou em sarcasmo puro, e sabe-se por qual classificação de demência, eu achei tudo muito engraçado.

Reita não tinha o hábito de falar daquele jeito, ele era sempre passivo às minhas vontades. Aqueles momentos eram fácil e rapidamente classificados assim, era eu quem usava aquele tipo de palavras, aquele tipo de sarcasmo. As palavras eram meu único ponto de força, naquele novo mundo cheio de incógnitas aturdidas e descobertas vertiginosas, eram as únicas coisas que realmente conhecia e dominava para usar.

O que elas costumavam fazer com o emocional de Akira eram apenas o bônus para alguma confiança de que estava fazendo algo certo. Então era muito engraçado ouvi-lo daquela forma, principalmente porque isto não fazia comigo o que fazia com ele. Me fez imaginar que talvez não era apenas eu quem estava tirando vantagem da completa falta de luz ao nosso redor.

– Foi para isso que me deixou por cima? Eu achei que nas suas fantasias de repente quis saber como gozar por baixo. – respondi com a dose de sarcasmo que era minha por direito, apertando mais uma das suas coxas erguidas e espremendo seu membro entre nossos corpos em uma forma de dar ênfase aos significados da frase.

– As duas opções têm “final feliz” nas minhas fantasias. – concluiu apertando mais os dedos contra meu corpo parecendo usar isto como suporte para movimentar seu corpo junto com o meu. – Só que sem esse monte de pano entre nós dois.

– Mesmo se eu usar o fato de estar por cima para tirar as suas roupas todas e enfiar em você? – perguntei apenas jogando palavras que combinavam com o diálogo.

Eram somente palavras de qualquer forma, não eram? Acho que desta vez não pareceu ser para ele. Reita ficou subitamente calado, completamente, sem gemidos, sem ofegos, sem risadas e muito menos qualquer tipo de resposta.

– Aha – apontei – seu final feliz não inclui se deixar ser fodido. – concluí rindo, mas não durou muito.

– Não. Não é isso – disse com pressa – É que você sempre fala essas coisas para me excitar, mas esta foi a primeira vez que você falou em fazer sexo. Não tem nada a ver com a posição, isso é o de menos, mas me deixou meio fora do ar.

Foi aí apenas que eu parei para pensar literalmente no que ele estava sugerindo. Porque eu, obviamente, tinha entendido até onde ele queria que eu descesse a minha boca, mas estava mais concentrado em rir do que me imaginando abraçando esta atitude. Depois, uma parte muito burra do meu cérebro achava que só porque era eu quem estava em cima, aquilo era apenas uma brincadeira; um pré-aquecimento antes de ele me virar no colchão e descobrirmos coisas novas.

Sei lá, de certa forma todas vezes que estivemos desta forma eu estava na posição contraria. Tirando o constrangimento de finalmente imaginar como Akira me via, o fato de ser eu a estar entre as pernas dele torna aquilo algo irreal na minha cabeça; tão erótico quanto curtir seus beijos sentado no balanço de jardim de Emi, quando ele passava aqui rapidamente antes de ir direto para casa depois do trabalho.

Nunca nem pensei no contrário. Foi o timbre que ele usou quando disse que a posição era o de menos que me fez entender que tinha ignorado o conjunto de fatos que se resumia em ser Akira a outra pessoa na cama.

E eu sabia que ele estava falando sério em tudo o que dizia. Eu tinha voltado minha mão para o seu pênis e apenas a deixei ali. Não sabia o que dizer e nem o que fazer, não achava que deveria dar início à coisas que talvez não conseguisse levar até o fim, e com certeza eu tinha me colocado em uma situação em que não seria capaz de ir até o fim.

– Estou deixando você ansioso por isto, não estou? – era o que eu tinha por dizer, o fato de ele ser um namorado legal não o impedia se ser muito mais evoluído naquele assunto; ele já tinha feito aquilo antes e deveria querer muito mais do que eu já estive disposto.

Ainda estava sobre ele, mas de repente me vi olhando a grande escuridão na direção em que eu acreditava estar seus olhos. Aquelas eram palavras totalmente diferentes, livres do sarcasmo que disfarçava intenções que tínhamos a coragem apenas para imaginar. Palavras livres de qualquer tipo de insinuação enquanto eu chuleava os lampejos dos raios para conseguir olhar em seus olhos nem que fosse por segundos.

– De qual final feliz estamos falando agora? – questionou tão interessado em minhas palavras que sua mão simplesmente se forçou sobre a minha, lembrando-me que tinha algo entre meus dedos que ele queria que não fosse esquecido.

– Estamos falando sobre fazer sexo simplesmente. – prossegui mesmo achando ele estava muito mais interessado na minha mão do que nas minhas palavras.

– Eu estou sempre ansioso por passar mais tempo com você. – disse, mas ao mesmo tempo suas mãos invadiram o elástico da calça de abrigo eu usava. – Não importa verdadeiramente o que fazemos, ou não.

Suas mãos desceram nuas por minhas nádegas até que as palmas de suas mãos estivessem cheias e pudessem se agarrar à região com vontade. A calça cedeu e com pouco mais de destreza, Akira conseguiu abaixar tanto a calça quanto a peça íntima por baixo desta e expôs o sexo que começou a estimular de forma gêmea a como o seu era.

– Nee... não tem problema você dizer. – insisti tentando de alguma forma me concentrar e unir os dois membros entre nossas mãos, parecia tão fácil quando era ele que estava por cima e fazia isso.

– Não. Quer dizer, sim, quando a gente começa essas coisas ou eu tô em casa pensando em você. A verdade eu acho que também não tinha parado para pensar nisto como uma realização, mas quando você disse, eu pensei e isto me deixou mesmo foi nervoso. – disse de um jeito que não parecia nada nervoso.

– Dizem que depois de fazer sexo uma vez, a pessoa fica com a vontade. Por isto imaginei que estivesse ansioso. – justifiquei.

– Deve ser. A única vez que eu fiz foi quase um experimento científico, e não era com você. Depois que fizermos, quando fizermos, aí discutimos a veracidade da tua teoria. – brincou no final.

Sua frase pareceu sincronizada com um raio que caiu mais próximo de onde estávamos, pontuando aquela conversa que, de repente, pareceu estar acontecendo na hora errada. Seu membro se impunha de forma desajeitada em minha mão, insistindo em sempre acabar se chocando contra minha barriga.

Eu ainda queria, mais do que tudo desde  que acordei naquele dia, ter um bom momento desses com Akira, por isso, o lampejo mais forte ligou nossos olhos antes que o estrondo alto servisse como única resposta ao seu comentário. E tão rápido quanto o tempo de luz, meus olhos se fecharam enquanto meus lábios voltaram a se colar com os dele.

Tínhamos caído em uma situação esquisita, e eu me sentia no dever se consertar. Porque eu sabia muito bem que o limite da minha ousadia tinha se expandido bastante nos últimos dias e eu queria demais sentir todo o prazer que já tinha descoberto poder sentir naqueles momentos em especial. Porém, eu sabia também que não seria capaz de fazer o que eu mesmo tinha sugerido em uma brincadeira impensada.

Desde a primeira vez em que ele disse que estarmos juntos na mesma situação constrangedora não significava que a diversão deveria ter um final obrigatório, eu relaxei tanto com aquele assunto que admito que assim como tinha dito Akira, nunca mais tinha pensado no sexo como algo praticável. Não era como um puritano ou celibatário, era só que as coisas eram tão boas do jeito que estavam que nunca mais tinha me colocado aquela pressão.

Óbvio que era o final daquele caminho que trilhávamos uma milha a mais a cada novo encontro a sós. Mas ainda era um caminho que apesar de eu saber até onde nos levaria, também não tinha a menor pressa para tomar atalhos; sequer tínhamos um mapa. Apenas sabíamos para onde estávamos indo, e que em algum momento iríamos chegar lá.

Até aquele momento pelo menos. Porque eu tinha me colocado em uma situação em que percebi que não era obrigado a pensar em fazer sexo, mas também tinha que pensar em fazer sexo. Porque era inevitável; não em um sentido ruim, apenas era assim. A vida era assim, resumida em coisas que poderiam ser descritas como pequenos grandes desafios conquistados.

Claro que Reita fazia tudo parecer mais fácil sempre, e ouvi-lo dizer com sinceridade que pensar naquilo como algo realmente praticável o deixava igualmente nervoso me fez lembrar quem exatamente era o garoto que estava sob meu corpo naquele momento. E porque ele estava muito mais interessado no carinho tenro sobre o pênis ereto do que nas minhas mirabulices.

No fim Akira sempre ficava tão satisfeito quanto eu. Mas, enquanto ainda permitia-me ficar perdido entre o beijo que ele comandava, nada conseguia desligar aquela luz vermelha que tinha começado a piscar no meu painel: a verdade era que eu não conseguiria mais deixar de pensar no tal do sexo.

A única coisa que poderia assustar mesmo, era finalmente perceber que o motivo pelo qual eu se quer pensava naquilo não era medo de seguir adiante, mas porque era o ponto certo de chagada daquele caminho. Não era preciso pensar no caminho se já sabe para onde está indo, apenas vai.

Talvez isto fosse assustador. Ou nem tanto assim. Não era o tipo de medo que paralisava, só trazia aquela sensação de nervosismo que nem era ruim de sentir.

Ainda assim, não conseguiria fingir ter confiança o bastante para me impor contra o seu corpo da forma como, inocentemente, tinha sugerido anteriormente. A simples ideia me parecia patética, não sabia nem como pedir para que ele assumisse o controle. Controle que ele me dava justamente para que não acabássemos em uma situação exatamente assim, com um de nós dando um passo maior do que achava que poderia dar.

Tudo bem, aquilo não iria dar certo. Não daquele jeito. Mas estávamos ali e era inaceitável para mim regredir qualquer passo. Eu só tinha que consertar aquilo e voltar a não pensar em nada além de como era bom fazer coisas com Akira que normalmente pareceriam fora de contexto, mas sempre terminavam com gemidos, mistura de sêmen e respirações entrecortadas.

– Sem pano. – disse soltando momentaneamente seu pênis para deslizar minhas mãos por sua cintura.

Subi a camiseta de Akira até o começo de suas costelas e depois disto deleguei o resto da tarefa para o próprio enquanto ficava de joelhos sobre a cama para conseguir fazer o mesmo com a minha. O movimento foi o bastante para fazer com que minha calça cedesse ainda mais e ficasse só um pouco acima do joelho, ela não me incomodava ali. Mas não seria justo se não fizesse o mesmo movimento com a calça de Akira, poderia a tirar, mas para isto teria que sair do meio das suas pernas, então apenas a abaixei junto com a cueca até o limite da posição.

Não foi bem pensado. Eu era incrivelmente menor que Akira e a escolha de não ter tirado suas calças até o fim não me favoreceu em nada, mas não importava. Inclinei-me para tomar os lábios antes que ele se queixasse da ausência do meu membro contra o seu, sustentando a irrelevância da ausência de contato com minha mão de volta ao entorno do membro teso.

Todavia, não foi tão simples chegar até a boca de Akira. O excesso de tecido no meio do caminho não apenas me impedia de ter um contato íntimo maior com Akira, como também me impedia de esticar completamente sobre o corpo do maior, bem como manter o equilíbrio sobre o mesmo.

Não era por causa da escuridão, eu sabia o caminho até a boca de Reita de cor e não precisava de luminosidade para isto. O problema foi ter sido parado pelo jeans dele que eu mesmo tinha deixado no meio do caminho, e a falta desta variável no meu percurso, fez o beijo que deveria ser dos lábios tocar algum ponto entre a mandíbula e o pescoço de Reita.

Um arfar diferente saiu dos lábios de Akira e automaticamente sua cabeça girou para cima como se o mesmo pedisse por mais beijos naquela região. A percepção de que ele estava gostando era o que se sobressaía enquanto eu pouco pensava no que estava fazendo ao prosseguir com beijos e mordidas por toda aquela região enquanto tentava encontrar algum tipo de sincronia nos movimentos que fazia em cima com a boca e embaixo com as mãos.

Quando ambos já estávamos bem à vontade com aquela forma de exploração outro raio caiu muito perto de casa. O chão e as paredes chegaram a tremer levemente, quis olhar para o quarto, mas fui impedido pela lembrança da escuridão. Outro gemido baixo se fez ouvido e foi estranho estar tão atento a ponto de saber que aquele som significava que Reita não queria que eu tivesse parado e virado a cabeça para fazer qualquer outra coisa que desviasse minha atenção.

Ri mudamente daquilo e como uma represaria por ele ter “reclamado” de algo minha mão se fechou em torno do seu pênis sem movimento algum até que meu rosto estivesse novamente de frente para si. Definitivamente sem pensar em nada, minha língua tocou em seu queixo e desceu em um movimento único até a incisura no alto de seu peito, na mesma velocidade e movimento ininterrupto com que meus dedos desceram da glande até a base de seu pênis.

Sem nenhuma brecha entre os dedos ou pressão no aperto, apenas o limite do diâmetro formado pelo arco dos dedos. Sentindo como se fossem os mesmos que cediam revelando o membro rijo que se impôs entre os mesmos em algum momento durante o movimento.

O gemido obtido em resposta não apenas agradou meus ouvidos, mas atingiu algo em meu âmago. Algo como se fosse capaz sentir o mesmo prazer que ele havia sentido apenas por ter sido o executor do gesto. Não era um sentimento novo, apenas uma nova forma de sentir aquilo.

As mãos de Akira voltaram para meu quadril depois disto. Ele queria nossos corpos colados um ao outro, eu sabia disto porque também queria sentir mais da pele quente dele contra a minha, por isto não houve contradição quando depois da pequena traquinagem em seu pescoço, suas mãos me puxaram com certa brutalidade contra si. Claro que ali nós já não nos lembrávamos mais que o jeans no meio do caminho não permitiria aquilo; não do jeito que desejávamos pelo menos.

Não que o choque contra o tecido rígido não tenha atingido de alguma forma meu próprio pênis igualmente carente de toques e cuidados. O choque ápero contra a pele sensível foi o que me fez arquear de alguma forma o corpo sobre o de Akira, mas foi a forma como as mãos dele subiram e desceram sobre meu tronco em busca de qualquer tipo de contato mais prolongado que me fez apenas descer os lábios novamente sobre seu corpo.

O movimento havia me feito descer e ficar com os lábios à altura de seu peito. Não era mais capaz de calcular, apenas me pareceu obvio que com o corpo ainda mais arqueado sobre o dele, o alcance da minha boca seria ainda mais curto.

O toque sutil de alguma proeminência macia dobrando-se ao raspar exploratório dos meus lábios deixou claro em que ponto da anatomia de Akira minha boca tinha caído. Eu nunca havia tocado em seus mamilos, em parte porque estar ali fazia com que me lembrasse o que ele me fazia sentir quando focava suas carícias naquele ponto.

Apenas pensar em como uma região tão pequena podia fazer com que praticamente me descontrolasse em seus lábios, deixava-me constrangido o suficiente para evitar o assunto mamilos. Fossem os meus ou os dele. Mas estava ali, em meio a escuridão havia encontrado aquele caminho por acaso.

Era tão sutil. O toque macio da pequena estrutura massageando os lábios, eu não quis lambe-los, nem chupá-los ou morde-los. Apenas sentir o frágil mamilo inchar enquanto percorria toda superfície dos meus lábios com a fricção leviana tornando-o mais quente com o movimento contínuo. Somente então a língua quis unir-se à carícia.

Circundando e jogando o mamilo já totalmente enrijecido e sensível, a língua diferente do lábio, não tinha um ar devoto e romântico ao que acontecia ali. A língua tinha uma personalidade muito mais ferina e precisava de mais força no contato para ter a mesma sensação obtida anteriormente. Escorregadia e úmida, a língua deixava apenas um recado claro que o corpo precisaria de mais; o meu e o dele.

Eu não sabia se Akira seria tão sensível naquele ponto quanto eu era. Mas depois de sentir suas reações em resposta daquele abuso totalmente exploratório, eu descobri. Com seus gemidos e movimentos quase desesperados, ah, eu sabia, apenas pela forma como estar ali me fazia sentir o mesmo banho de lava quente que sentia quando era ele quem abusava despudoradamente daquela região do meu corpo, que nisto éramos iguais.

E isto me deu coragem para raspar meus dentes na frágil estrutura, como um aviso, antes de finalmente abandoná-la apenas para repetir cada movimento com seu outro mamilo. E com uma ânsia desconhecida em saber se fazer aquilo comigo dava à Akira o mesmo tesão que estava me dando ao fazer com ele, vi-me abusando daquela região com menos paciência e devoção do que havia feito na primeira vez.

Embalado no frenesi dos gemidos, que alguns talvez até fossem meus, percebi ter soltado o membro de Akira apenas quando um dos movimentos do mesmo jogou seu quadril tão bruscamente para cima que fez seu membro se chocar contra minha barriga. O contato breve deixou a impressão de algo úmido. Minha mão fez o caminho mais curto entre o colchão e seu corpo, colando-se às suas costelas antes de se arrastar pelo tronco até conseguir confirmar o estado de excitação de Reita completamente. A umidade começava a se espalhar a partir da glande e eu não tinha feito nada tão extraordinário quanto o que ele costumava fazer comigo, nem mesmo nossas calças eu soube tirar direito.

A mão dele buscou de qualquer jeito que conseguia pelo meu próprio membro, massageando o mesmo com vontade. Aquela não era uma carícia como as que dividíamos no meio das brincadeiras, era a masturbação que terminaria com a mesma. Era o que eu deveria fazer com ele também, em mesmo ritmo e mesma força. Os gemidos ficariam mais intensos e em algum momento eu não seria mais capaz de manter os movimentos em seu mamilo, tão concentrado estaria em estender a masturbação mútua e então, como já não era nenhum tabu, gozaríamos um na mão do outro.

Era o que eu deveria fazer, mas não fiz. Estar no controle era algo que por si só era prazeroso, ainda mais com o bônus de se quer ser visto. Eu ainda estava em dívida, tinha nos colocado em uma situação que temia não saber lidar, mas que tinha em mãos um meio de consertar. Eu sabia que para ele não havia problemas aquilo terminar como sempre terminava, mas eu não ficaria satisfeito se não fosse capaz de fazer diferente; pelo menos um pouco diferente.

Havia uma alternativa. Havia tesão. Havia a curiosidade. Havia o poder de um blackout geral. Havia também uma similaridade muito tentadora entre a textura do excesso de saliva minha sobre a sua pele e o pré-gozo que se espalhava em minhas mãos.

Acima de tudo, havia acabado de descobrir que a distância entre onde estavam meus lábios e onde estava minha mão era muito mais curta do que parecia ser quando pensava, esporadicamente, em percorrê-la. Percebi-me mordendo o espaço de pele entre o peito e o rebordo das costelas de Reita, eu queria fazer aquilo, mas era difícil arrumar a coragem. Sabia o que tinha que fazer, isto era bem óbvio, mas não sabia como; seria melhor se fosse rápido então.

Rápido o suficiente para não dar tempo de pensar e voltar atrás por vergonha, e para pular todos os passos eróticos da ação que deixariam claras minhas intenções. A mordida em um segundo, a ausência do contato entre meus lábios e seu corpo em outro, e tão rápido quanto possível o retorno do contato. A mão foi a guia que fez a glande unida encontrar o caminho de uma boca já aberta em sua espera.

Um começo singelo e exploratório, a glande revelaria o sabor e a textura. Não era ruim e nem estranho, tampouco algo banal ou fácil. Não sabia direito como fazer aquilo, mas o próximo passo me parecia ser obviamente, descobrir o quanto de seu tamanho caberia em minha boca e sem altas expectativas apenas desci meus lábios, engolindo-o pela primeira vez.

– Ruki... – pude ouvi-lo chamar meu nome, sua voz soou como uma mistura de alerta com gemido, sua mão parou a masturbação em mim no mesmo instante, mas não dei atenção ao detalhe.

– Você precisa me avisar caso machuque você. – disse absolto na curiosidade por seguir com aquilo adiante.

– Espera... – disse e no momento seguinte se movimentou.

A mesma escuridão que protegia, confundiu quando senti seu corpo se afastar. Ele tinha insinuado aquilo no começo, se não quisesse mais depois de eu ter começado toda minha coragem iria pelo ralo. Mas depois de sentir seu corpo se afastar do meu, pude perceber o som dos travesseiros sendo ajeitados e de alguma forma, poucos segundos depois suas mãos guiaram as minhas para a parte mais alta de suas coxas. Um ato simples que deixou em aberto o fato de que se quisesse continuar o que tinha parado, bastava seguir o caminho entre minhas mãos.

Um lampejo rápido e fraco de um raio distante invadiu o quarto o suficiente para eu perceber que Reita havia se sentado no limite da cama com o corpo muito bem acomodado contra os travesseiros. Minhas mãos delimitavam suas pernas livremente abertas; o movimento sobre o colchão havia concluído a tarefa de remover apropriadamente sua jeans.

Eu tinha começado aquilo e não iria parar. A vergonha era maior depois de deixar claro que iria mesmo chupá-lo, mas nada que tenha sobrevivido tempo demais depois de sentir a pele fina e sensível deslizando entre meus lábios, a glande rija tocando o céu da minha boca e a língua sentir a textura de veias de grande calibre se destacando sobre o membro teso.

A saliva se misturava com o fluido amargo, facilitando o movimento. Por vezes a mão ajudava a completar o movimento, outras tomavam o membro todo para si enquanto apenas a glande recebia a atenção da boca. Eu não sabia ao certo o que estava fazendo, mas também não era como se nunca tivesse encontrado nenhum filme pornô na minha pasta de “Download” depois de emprestar meu notebook para Miyavi.

E tinha outro guia também. Um que falava tão alto quanto os gemidos do meu namorado com suas pernas cada vez mais abertas e seus dedos pressionados contra meus ombros. O melhor guia daquilo era o prazer que eu mesmo estava sentindo sem ser tocado da mesma maneira sexual com que tocava ele.

Era gostoso senti-lo em minha boca. A consciência da fricção, os lábios já quase tão adormecidos quanto a garganta continha um fundo erótico tão poderoso que não faltava muito para eu mesmo me desmanchar.

Akira já tinha recolhido suas coxas e aberto as pernas o máximo que podia. E por mais gostoso que fosse tudo o que já tínhamos feito até ali, eu nunca tinha ouvido aquele tipo de gemido saindo de sua boca. Eram poucos, mas extremamente profundos, e tudo o que eu sabia era que queria muito mais deles.

Com isto em mente, fechei meus olhos e me concentrei nos sons que deixávamos para trás. Como cada movimento seguinte sendo embalado pelo desejo do som do gemido anterior e por algum tempo não houve mais nada em minha mente, senão isto. Impossível precisar quanto tempo se passou, acho que só voltei a mim quando as mãos que apertavam os músculos dos meus ombros se forçaram a me afastar de si.

Não entendi exatamente no mesmo momento, mas me senti muito satisfeito comigo mesmo quando senti alguma parte de seu gozo acertar partes de uma das minhas mãos, colo e pescoço. A coisa comigo não estava muito diferente, podia sentir o excesso de líquidos saindo do meu pênis. Sabia que se apenas encostasse ali gozaria, mas não o fiz, a boa adrenalina de ter feito algo a mais com Akira por minha própria conta e vontade era suficiente naquele momento.

– Hey – chamei tentando não ligar para a coisa gosmenta escorrendo pelo meu pescoço – Isto é um tipo de sexo de qualquer forma, não é? – eu estava satisfeito, com a garganta ardendo, mas satisfeito de qualquer forma.

– É. – concordou recuperando o próprio folego, ao mesmo tempo em que o senti se movimentar sobre a cama mais uma vez.

– O que... – comecei sentindo meu corpo sendo jogado de costas sobre o colchão enquanto ele nos girava.

– Sexo se faz a dois. – foi o que ele disse como justificativa antes de começar a puxar o restante da minha calça com pressa.

Iria abrir a boca para dizer que ele não precisava fazer aquilo comigo também, mas a verdade, bem bem na verdade, eu queria experimentar isto também. Só de ter conseguido fazer com ele eu já estava satisfeito comigo mesmo, mas pareceu ser tão bom que eu se quer raciocinei antes de remexer as pernas para que Akira conseguisse passar o tecido pelas mesmas com mais facilidade.

Eu estava excitado, duro como se ele estivesse todo aquele tempo fazendo coisas comigo, quando era na verdade eu que estava fazendo com ele. Eu não sabia se aquilo era algo para se envergonhar, ou não, mas com certeza estava me deixando mais impaciente que o normal.

Antes de qualquer coisa, Akira subiu até os meus lábios e massageou meu pênis de qualquer jeito espalhando o líquido do pré gozo por onde seus dedos passaram. Ciente disto, a massagem foi substituída por movimentos do seu polegar sobre a glande, no intuito único de espalhar ainda mais toda a umidade.

– Akira, eu não estou muito longe. – avisei, ah, eu certamente deveria me envergonhar.

Não havia razão para parar. De uma forma muito cômoda a escuridão servia como um abraço aconchegante; amiga cúmplice que omitia na ausência de luz, um prazer que poderia ser muito constrangedor.

Não houve resposta de sua parte senão o fim dos movimentos que fazia. Um beijo breve foi deixado em meus lábios e logo em seguida pequenos e delicados estalos deixavam para trás uma trilha de beijos molhados, espalhados pela superfície da minha barriga.

Um arrepio mais forte do que eu era capaz de controlar, fez com que todos os músculos do meu baixo ventre se contraíssem por antecipação quando a língua morna resolveu participar da expedição. Quanto mais seus lábios desciam, mais difícil era controlar como meu corpo reagiria.

Eu sabia que nada que Reita tivesse feito comigo até então tinha conseguido me deixar tão arrepiado quanto sentir seus lábios tocaram o limite entre o baixo abdome e minha virilha. Todavia, nada seria capaz de me preparar para o momento em que todo o calor da boca que eu tanto amava, se fez pressente e totalmente devotada em encobrir minha intimidade.

Droga! Aquela era uma sensação de perder a cabeça. Eu, com certeza, não iria aguentar aquilo por muito tempo.

A saliva ainda úmida deixava para trás uma sensação gélida sobre pontos do meu abdome antes agraciados com o calor dos seus lábios. O ar encontrava todos estes pontos cada vez que me movia; fosse pela respiração forçada ou por algum espasmo involuntário do corpo.

Por um momento não acreditei no que estava acontecendo entre nós. Minha garganta ainda estava seca por minha ousadia anterior, enquanto não se preocupava em liberar gemidos nada condizentes ao meu real constrangimento por senti-lo em mim daquela forma. Não havia definição apropriada para descrever como era sentir seus lábios escorregarem por todo comprimento do meu pênis.

O mesmo ar gélido que deixava evidente os vestígios da passagem dos seus lábios por outras partes do meu corpo percorria a área exposta do membro teso antes do mesmo ser novamente abocanhado e sugado. Saliva e fluidos constrangedores eram espalhados por sua boca faminta que trabalhava de forma nervosa. Apenas queria mais daquela que estava sendo a mais prazerosa de todas as experiência que tínhamos feito até então.

Eu queria apenas me largar na cama e desejar que aquilo não terminasse jamais. Ao mesmo tempo, sentia como se pudesse apenas cercar sua cabeça com minhas pernas e descer minhas mãos até seus cabelos, havia uma ânsia cheia de agonia que implorava por isto, por mais. Foi um ato inconsciente, ou nem tanto, meus dedos de repente estavam entre as mechas loiras, mas eu não cheguei a ter tempo ou raciocínio para fazer mais do que puxá-las com alguma força.

As subidas, as descidas, a umidade da saliva escorregadia; a escuridão omitindo que eu já estava quase chorando de tanta força para não gozar. Eu queria que aquele prazer apenas durasse.

Mas bastou meus dedos chegarem aos seu cabelos para Akira resolver mudar aquilo. Seus lábios se ausentaram e no momento seguinte voltaram para o meu corpo com um chupão inesperado nos meus testículos. O choque foi bom, não esperava de forma alguma que seu lábios chagariam até ali, e nem que isto pudesse me arrancar reações ainda mais intensas.

O gemido foi vergonhosamente alto e minhas pernas, que antes desejavam aprisionar a face de Akira entre minhas coxas, fizeram o completo oposto, abrindo-se para dar-lhe mais espaço par repetir a façanha anterior. Sua mão se ocupou em prosseguir com os movimentos no meu membro e o chupão em minhas bolas se transformou em lambidas em meus testículos, virilha e coxa.

E quando eu tive a certeza de que não seria mais capaz de manter aquilo, sua língua desceu de forma indecente pelo caminho entre minhas nádegas, encontrando com facilidade a entrada escondida ali. Senti minhas duas mãos cobrirem meus rosto como se aquilo fosse capaz de abafar suficientemente o gemido que ato inesperado causou, ou me fazer aguentar mais.

Mas sua língua insistiu em testar, provocar e até mesmo invadir minimamente aquele local tão íntimo. Antes que pudesse raciocinar ou avisá-lo de qualquer coisa, me senti desmanchar em suas mãos sentindo a mistura entre vergonha, surpresa e um nível muito diferente de prazer.

Intenso. Sentia minha cabeça girar em um sentido e cama girando em outro. Consegui suspirar ao sentir o peso do corpo de Reita sobre o meu, subindo entre minhas pernas até conseguir meus lábios. Não consegui raciocinar quando sua boca exigiu a troca de um beijo com a minha, apenas sei que correspondi.

Prazer; é a sensação que torna certas substâncias ilícitas tão viciantes. Com certeza não era o mesmo prazer que resultava em sêmen sujando corpos e lençóis, mas era o bastante para entender como algo pode ser mesmo altamente viciante.

Porque era assim que eu estava começando a descrever a sensação de dormência que se alastrava pelo corpo todo e o formigamento que havia ficado para trás em alguns pontos muito específicos do meu corpo. A audaciosa troca da mão pela boca; mostra eficiente que talvez esta fosse a primeira vez que eu verdadeiramente tive um orgasmo.

Sempre era gostoso, sempre terminávamos ambos sujos e molhados. Mas eu tenho certeza que nem mesmo na primeira vez em que a barreira inicial fora quebrada e nossos corpos foram mutuamente tocados, o prazer se estendeu até esta letargia em que até mesmo a própria falta de comando sobre o corpo era como um prolongamento do prazer.

– Você tá duro de novo. – comentei tentando não terminar o beijo com o corte, sentindo o membro nada discreto acomodado no espaço da linha lateral da minha virilha.

– Esses teus gemidos... – respondeu intercalando a fala com um selinho – muita sacanagem eu não ser capaz de ver seu rosto quando você resolve fazer essas coisas. – concluiu sem voltar a aprofundar o beijo.

– Se fossemos capazes de enxergar alguma coisa, eu provavelmente não teria tido coragem de fazer nada disso. – respondi movimentando meu quadril, comprovando que já era capaz de coordenar meu corpo, usando do movimento para instigar seu pênis que logo se acomodou naturalmente no espaço entre minhas nádegas.

– Tsc... Eu deveria pedir para você parar de me provocar agora. – disse, mas seu único movimento foi para acomodar a testa contra meu ombro.

Sem nenhum esforço para me fazer parar com os movimentos que agora arrastavam pele macia contra pele macia entre seu membro e o vão ainda molhado com sua saliva. Não pensei no quão íntimo era o que estava fazendo, toda aquela região pélvica estava sensível, formigando ainda pelo o que tínhamos feito até ali.

Apenas era bom e estava quase me deixando aceso. E tal como descobrir que oferecer-lhe prazer causava prazer, após senti-lo em mim assumi completamente a teoria de que “se era gostoso para um, seria para nós dois simultaneamente”.

– Por que? – perguntei sem nenhuma vontade de parar com aquilo.

– Acho que depois do que fizemos, posso perder algum controle.

– Minha cabeça ainda está aérea demais pelo orgasmo, mas estimular o pau duro do seu namorado até que ele perca o controle e goze para você não é o objetivo da brincadeira.

– Taka...

– Vai ser a primeira vez que que vou sentir você gozando duas vezes.

– É sério Ruki, isto está intenso demais para mim. Se continuar me provocando é provável que a brincadeira termine de um jeito sério.

– Não sinto vontade de parar agora. – disse com sinceridade, abraçando suas costas depois de guiar sua face em direção à minha.

– Não vou me responsabilizar por isto. – advertiu antes que seus lábios tocassem os meus, tive que rir por aquilo.

– Eu me responsabilizo. – respondi ainda antes de beijá-lo, tão certo sobre ao que ele se referia quanto estava sobre a ideia de que apenas não queria parar ainda.

Era controverso, eu sabia. Mas não podia assumir o fato de onde aquilo terminaria, só queria um pouco mais. O quanto mais ainda não era claro, minha cabeça ainda estava sob efeito do que tínhamos feito antes; até os cantinhos dos meus lábios ainda ardiam pelo sexo oral que lhe fiz.

Naquele exato segundo tinha apenas uma coisa que eu queria, e eu seria sim egoísta o bastante para pedi-lo sem pensar nas possíveis consequências:

– Me deixa duro de novo também, Akira. – pedi trocando o beijo por uma mordida que puxou minimante seu lábio inferior.

– Merda Taka!

Foi a última coisa que ouvi antes de ter minha boca invadida com afinco. Naquele momento eu sabia que se havia mesmo um botão chamado “foda-se” dentro da minha cabeça, Reita iria dar o seu melhor para encontra-lo.


Notas Finais


Juro que não corto mais esse chap, no próximo vai ter lemon sim.
Já disse para vcs que não gosto de escrever primeiras vezes, né.. pois é. Mas eu admito que curti fazer a do Ruki pq ele é chato, mas eu gosto da forma como ele tá sempre com a cabeça cheia de tudo e ele tb faz coisas que são amadoras e dão errado.. gosto disso nele.
Bom... eram 26 páginas eu postei 14 delas aqui e lá o texto já está na parte em que bem... a parte em que todos lemons são iguais sabem,,, é a mesma coisa que entra no mesmo lugar... então... foi aí que eu parei e lado bom disso é que é a parte rápida de escrever, a parte ruim é, como sempre, fazer um tempo para escrever.
Mto obrigada para quem segue firme na fic e os reviews.... SERÃO SIM TODOS RESPONDIDOS


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