História A Madrasta - Capítulo 1


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Categorias Cúmplices de um Resgate, João Guilherme Ávila, Larissa Manoela
Personagens João Guilherme Ávila, Larissa Manoela, Personagens Originais
Tags Brigas, Jolari, Madrasta, Romance
Visualizações 53
Palavras 1.566
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HELLOOOOOO!

Estou muito animada com essa história! Prometo que vocês vão gostar dela... Já que estão aí pertinho do botão de "Favoritar", por que não fazem esse favorzinho pra mim hein? Hahaha!

*Vou postar sempre em dias terminados em 5 e 0, porque... Sei lá o por quê;

*Larissa Manoela: 24 anos.
*João Guilherme: 26 anos.

BOA LEITURA!

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction A Madrasta - Capítulo 1 - Prólogo

Finalmente chegou!

O dia do meu casamento.

Minha respiração estava acelerada e de minuto em minuto enxugava minhas mãos no meu gigantesco vestido branco que aumentava ainda mais o calor. Meu corpo inteiro parecia em chamas.

— Oi, noiva — Mharessa entrou no meu quarto seguida de Julia — Meu Deus! Como você está linda!

— Obrigado — sorri nervosa.

— Noivas atrasam, mas nem tanto assim — Julia se aproximou e pegou a cauda do vestido a levantando — Vamos logo.

— Preciso mesmo?

— Já mudou de ideia? — Mharessa riu — O noivo vai ficar triste.

Revirei os olhos e saímos do quarto. Um carro nos esperava. Eu e as meninas entramos e fomos levadas pra igreja. Durante o caminho elas conversavam e brincavam comigo na esperança de acalmar-me, mas nada adiantava. Estou feliz. Muito feliz! Esperei muito tempo pra casar com João Guilherme Ávila, mas sinto algo ruim, um mal pressentimento...

Assim que o carro parou olhei pela janela vendo que havíamos chegado ao nosso destino. Minhas madrinhas saíram do carro, mas colocaram a cabeça pra dentro pela janela.

— Respira fundo e entra. Vamos estar lá dentro pra qualquer coisa — Julia disse e Mha assentiu.

— Okay, estou nervosa mas acho que não vou fugir — elas riram e entraram.

Olhei pras minhas mãos trêmulas e respirei fundo contando até dez.

— A senhorita está pronta? — o motorista perguntou. Sua voz era familiar...

— Acho que sim.

— Ótimo. Nossa lua de mel não pode nos esperar por muito tempo — enruguei a testa confusa.

— Como? — ele retirou a boina que estava em sua cabeça e se virou.

Arregalei os olhos.

— Eduardo? — ele sorriu maleficamente.

— Saudades, meu amor?

Fui abrir a porta pra sair do carro mas ele as travou e negou com a cabeça.

— Nada disso. Temos que nos divertir antes — riu e deu a partida.

Abaixei o vidro da janela e comecei a gritar por socorro. Logo vi meu pai e João Guilherme saírem correndo da igreja, seguido por Mharessa, Julia e alguns convidados. A janela foi levantada novamente e Eduardo pisou no acelerador ao ver outro carro nos seguindo.

O pânico e adrenalina tomou conta do meu corpo. Eu já sabia que Eduardo era louco, mas nem tanto assim. Ele já fez muitas coisas ruins pra mim, esse dia ele não pode estragar.

— Para esse carro agora! — ordenei.

— Vai me obrigar, docinho? Relaxa, Larissa. Eu seria incapaz de machucar você. Só vamos nos divertir um pouco longe de todo mundo daqui.

Pus os olhos no freio de mão, o puxando em seguida. Assim que o carro parou, destravei as portas e corri pra fora dele. O que estava atrás de nós parou também e João saiu dele correndo até mim. O abracei rapidamente.

— MERDA Larissa! Você sempre estraga tudo! — Eduardo saiu do carro e se aproximou com o olhar furioso.

— Nem mais um passo, Eduardo — meu pai alertou — Você vai pra cadeia!

Riu irônico e retirou uma arma da cintura.

— E você direto pro cemitério — apontou pro meu pai.

— Pai, não faça isso — João pediu.

— Você... você não tem o direito nenhum de me chamar de pai. NÃO MERECE SER MEU FILHO! — gritou. — Me tirou tudo que eu tinha. Minha noiva, meu dinheiro, minha dignidade. TUDO! Mas eu vou pagar na mesma moeda e tirar sua vida — direcionou a arma em nossa direção e João me empurrou pro lado.

— Pode tirar — abriu os braços.

Meu coração parou por um segundo quando vi Eduardo engatilhar a arma. Isso tudo é culpa minha. Não, não posso deixar isso acontecer.

— Eduardo, para. É a mim que você quer. Ele é seu filho! — comecei a chorar.

— Não mais — negou com a cabeça e olhou pro filho.

E atirou.

— NÃO! — gritei e não consegui pensar em mais nada. Só em evitar que o homem que mais amo no mundo morresse.

Em um movimento rápido me joguei na frente de João sentindo uma ardência pontiaguda atingir meu peito e eu ser jogada pra trás com força sentindo o impacto com o chão. Meus sentidos foram se perdendo de pouco em pouco e só tive tempo de ver Eduardo sendo agarrado por meu pai e João se ajoelhar ao meu lado pondo minha cabeça em seu colo e falando não repetidamente. Meus olhos se embaçaram por conta das lágrimas e soltei um eu te amo para meu noivo.

E uma escuridão tomou meus olhos.

 

 

NOVE MESES ANTES            

 

 

LARISSA MANOELA POINT OF VIEW            

Londres, Inglaterra — 12h06min          

 

Olhava o movimento das ruas enquanto o táxi se locomovia. Cada segundo que passava mais gotas de suor eram formadas no meu rosto, e minha tensão aumentava. Já havia visto algumas vezes o Eduardo, mas nunca poderia imaginar que um dia nos tornaríamos noivos. Ele parece ser legal e gentil, mas é impossível não sentir repúdio diante da situação em que eu me encontrava. Fui praticamente vendida. E ele tem a idade de ser meu pai... Ah, meu pai. Não deve nem fazer ideia de que isso está acontecendo.

Ele e minha mãe se divorciaram antes mesmo de eu nascer, e eu o vi poucas vezes durante toda a minha vida. Sempre foi ausente, mas quando estamos juntos, nos divertimos muito.

O carro estacionou diante de uma mansão gigante. Supondo que essa seja a casa, desci sendo seguida pelo motorista que abriu o porta-malas e pegou minha bagagem. Que não eram poucas. Se ofereceu pra me ajudar a levar para dentro, e relutante aceitei. A casa não é minha, e não posso permitir estranhos dentro dela, mas sozinha eu só conseguiria levar as malas depois de meses.

Assim que terminamos de colocar tudo na residência, ele se retirou. Olhei em volta. Tudo estava muito organizado e realmente a casa era muito bonita. Recebi algumas ligações de meu "noivo" dizendo que iria se atrasar pra chegar aqui, pois ficou preso em alguma reunião.

Não sei se tenho autorização pra isso, mas comecei a explorar o local. Já que seria minha nova casa, preciso pelo menos conhecê-la. Subi as escadas indo para o andar de cima e ouvi uns barulhos estranhos, parecidos com... Gemidos.

Vinham do final de um corredor, e fui até lá em passos leves. Parei em frente a porta quem saíam os barulhos, respirei fundo, e entrei. Vendo uma cena muito constrangedora. Um casal estava fazendo sexo na cama. Estava tão impressionada com aquilo que não consegui me mover. Assim que recuperei os sentidos, soltei um pigarro e o casal parou.

A garota, que estava em cima do cara, se virou e arregalei os olhos.

— Julia? — perguntei estática.

— Oi... Lari — sorriu sem graça e se levantou, enrolando o corpo em um lençol.

— Eu pedi pra vir ficar comigo um tempo e me fazer companhia, não transar com... Seja lá quem seja — olhei pro cara que nos encarava confuso. Lindo.

— Ah, é que... Conheço ele há muito tempo, e temos uma amizade colorida — sussurrou a última parte.

— Sei... Você deve ser o João Guilherme, certo?

— Certo. — vestiu uma calça e aproximou-se apertando minha mão — Larissa, né?

— Larissa Manoela. Um prazer finalmente conhecê-lo. Você não faz ideia do quanto seu pai fala de você.

— Sem esses papinhos clichê, amiga — Julia balançou a cabeça — Que tal tomarmos uma bebida pra vocês se conhecerem melhor?

— Adolescentes bebem? — João Guilherme perguntou irônico, e percebi que se referia a mim. Pelo visto ele também não está satisfeito com esse casamento.

— Não sou adolescente — respondi o mais sútil possível.

— Quem disse que me referi a você? Carapuça serve rápido — sorriu.

— João, se veste e depois desce tá? — Julia percebeu o climão — Depois continuamos — sussurrou em seu ouvido e puxou meu braço pra fora.

— Parece que ele não gostou muito de mim.

— Ele também não foi com a minha cara quando nos conhecemos. Não se preocupa que é só fase.

— Se você diz...

Me sentei no sofá e ela foi para o cômodo que parecia a cozinha e voltou trazendo uma bandeja que colocou na mesa de centro.

— Whisky, Julia? Não estou afim de beber álcool — neguei.

— Vai acabar dando razão a ele — apontou com a cabeça pra escada, ao qual João descia — Adolescentes bebem sim.

Encheu um copo e me deu.

Beberiquei lentamente. Sério. Não estou nem um pouco afim de beber.

— Então, Larissa — João iniciou uma conversa — Você é da Geórgia?

— Sim — respondi.

— E saiu de lá pra vir casar com um velho? — ele tá me testando...

— Não estou casando por opção.

— Pelo que, então? — me calei.

Não tenho autorização pra falar que estou sendo obrigada a isso.

— Por dinheiro?

— O quê? Não. Claro que não! Pelo menos não da minha parte — me lembrei de mamãe.

— Então meu pai que é o interesseiro?

— Não foi o que eu disse.

— Mas foi o que deu a entender.

— O dia está lindo né? — Julia riu nervosa — Mais uma rodada?

Apontou pro Whisky.

Eu até ia aceitar, pois esse garoto me deixou irritada, mas a porta que foi aberta nos interrompeu. E de lá entrou Eduardo. Meu estômago quis jogar tudo pra fora ao ver aquela figura. Nada contra ele. Mas seu rosto enrugado me dava a entender que eu realmente estava pra casar com um velho.

— Larissa... Como é bom vê-la de novo — sorriu e se aproximou.

Tentei me recompor e ficar de pé, pois me senti completamente zonza após receber um selinho do mesmo.

Meus olhos arregalados foram em direção a Julia — que já sabia de tudo — com cara de nojo. E a João Guilherme, que revirava os olhos.

 

ONDE FUI ME METER? — gritei interiormente.


Notas Finais


Se gostou não esquece de comentar.
Não sou movida a comentários, mas eles me estimulam a escrever capítulos maravilhosos pra vocês!

KISSESSSS <3


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