História A Magia do Futebol e do Amor - Capítulo 1


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Tinker Bell, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Fantasias Sexuais, Futebol!, Regina Mills, Swan Mills, Swan Queen, Swen
Visualizações 401
Palavras 2.313
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


- A história é levemente inspirada nos filmes Febre de Bola (1997) e Amor em Jogo (2005), que se basearam no livro "Fever Pitch" de Nick Hornby.

- É o seguinte: essa fic foi postada no Nyah na época da Copa do Mundo de 2014, mas a encerrarmos sem dar um desfecho digno a ela. Decidimos republica-la no Spirit com algumas mudanças e desta vez pretendemos finalizá-la.

- Nessa história, chamaremos Tinker de Tina.

- Sem mais, boa leitura!!!

Capítulo 1 - Uma aposta e uma proposta.


Fanfic / Fanfiction A Magia do Futebol e do Amor - Capítulo 1 - Uma aposta e uma proposta.

Futebol, a paixão de muitos. O esporte mais popular do mundo. Sua origem é reivindicada pelos chineses, mas há registros de experiências na Grécia Antiga, na França e na Itália, muito antes que Ebenezer Cobb Morley se reunisse em 1863 com representantes dos doze clubes existentes na Inglaterra à época para criarem as regras que são utilizadas hoje, com pequenas alterações ao longo do tempo. A partir daí a coisa ficou séria e esse tornou-se um dos mercados que mais movimenta dinheiro atualmente.

Não só com as contratações milionárias que a mídia especializada costuma alardear ou com a venda dos mais diversos artigos relacionados, mas também aquecendo economias locais, aumentando o movimento de bares e pubs em dias de jogos mais importantes.

E é justamente em um pub, na Inglaterra, o berço do futebol moderno, que a nossa história começa. Um lugar banal, totalmente despretensioso. Mas foi exatamente ali que as vidas de Regina Mills e Emma Swan mudaram para sempre.

Uma acabara de sair de relacionamento longo e não queria embarcar em nada mais sério tão cedo. A outra não era exatamente uma romântica, mas depois de tantos envolvimentos superficiais recentes, queria ter uma namorada de novo.

Falando assim, essas parecem pessoas que estão em momentos diametralmente opostos da vida, não é? Só que quando Emma encontra alguém que mexe tanto com os seus instintos, seu primeiro impulso é levá-la para cama, principalmente se for desafiada… O que ela não imaginava é que fosse tão fácil. O problema era o que viria depois.

O Pub fervilhava naquele fim de tarde. Estava repleto de torcedores do Arsenal, embora não tão satisfeitos àquela altura, já que o time havia jogado contra o  Middlesbrough e a partida terminara empatada sem gols. 

Emma e seu irmão David são dois desses torcedores. Fanáticos pelo clube desde sempre, paixão que herdaram do pai, eles geralmente assistiam aos jogos importantes acompanhados da noiva de David, Mary Margaret, carinhosamente chamada por todos de Maggie, e por seus amigos Killian e Ruby, a quem conheciam desde a infância.

Mary era a única do grupo que não apreciava o futebol desde cedo. Tendo ganhado alguma intimidade com o esporte apenas por influência do noivo. Por isso, não raro, era alvo de piadas e brincadeiras feitas pelos outros quatro em virtude da sua quase total ignorância das regras, o que ocasionava gafes memoráveis.

O Arsenal foi muito mal durante o primeiro tempo e no segundo não conseguiu se recuperar. Já no final, todos estavam achando que o empate era o melhor que conseguiriam.

Todos menos Emma. Não sei se foi pela quantidade de álcool que ingeriu durante a partida ou pela confiança no time, mas o fato é que apostou contra os demais que os Gunners venceriam, no entanto, como isso não aconteceu, eles agora lhe cobravam a paga.

– Vamos, Swan, já faz quase uma hora que o jogo acabou e você ainda não se mexeu. Mulheres gostosas não costumam cair do céu para serem beijadas. – Killian faz a cobrança, depois de tomar mais um gole da cerveja.

    – Calma… Estou avaliando as opções. – Ajeita a jaqueta tentando mostrar que está no controle da situação.

– Sei… Fique aí enrolando, mas não pense que vamos esquecer. – David se pronuncia, enquanto puxa Mary mais para si e a abraça.

– Ora, David… Você não conhece a sua irmã? – Aperta os olhos, parecendo ofendida.

– Conheço… Você age, só que antes fala muito. E nós queremos voltar para casa ainda hoje. – Brinca, pois, na verdade, não tinham pretensão de ir embora tão cedo.

– Emma, se quiser desistir, a gente entende… Estamos vendo que não há nenhuma mulher suficientemente bêbada aqui para aceitar que você a beije. – Killian volta a falar e recebe um forte tapa da loira como conseqüência.

– Eu não só beijo, como levo qualquer mulher que eu quiser para a cama, Jones!

    Ele, ainda massageando o local do braço onde a loira bateu, retruca: – Duvido!

– Para de provocar, Killian. – Mary pede, embora esteja se divertindo com a “briguinha” dos dois.

Ruby, vendo o rumo que a conversa está tomando, interfere:– Pessoal, vamos manter o foco!? A aposta se resume a Emma beijar uma perfeita estranha, que não esteja ébria – frisa – e seja escandalosamente bonita. Se começarmos a propor novos desafios, a loira convencida aqui – aponta para Swan – vai acabar dizendo que consegue ser pedida em casamento pela tal desconhecida até o final da noite.– Conclui, rindo debochadamente.

Nesse momento, Emma, já cheia de tanto descrédito quanto às suas habilidades de conquista, bebe de um só gole o resto de cerveja que há no seu copo e declara:- Acabou o papo! Estou pronta para à caça! – decidida a calar a boca de todos.

Ela olha para todas as mesas ao redor em busca de uma mulher com beleza capaz de parar o trânsito caótico de Londres.

De repente, seu olhar se fixa em uma mesa mais distante, onde uma morena elegantíssima, usando blusa branca, saia cinza, saltos bem altos e com um blazer de grife, colocado sobre os ombros, está sentada. Os cabelos são negros e não muito longos. Ela claramente destoa dos demais frequentadores do bar, já que todos ali, à exceção dela, estão vestidos de forma despojada.

A morena está com a cabeça inclinada, aparentemente lendo o cardápio.

Emma percorre com os olhos verdes aquele corpo escultural, detendo-se nas pernas da mulher que estão cruzadas por baixo da mesa. – Divina! – Pensa.

– O que vocês acham dela? – Sinaliza com a cabeça a bela morena, para que os outros possam avaliá-la.

Quando os quatro pares de olhos se viram na direção apontada pela loira, todos ficam boquiabertos, impressionados com a beleza de traços latinos.

Mas Ruby é a única que fala:  – Uau! – ainda com olhos vidrados na mulher sentada sozinha do outro lado do pub. – Emma, querida, você é linda, confiante e atrevida, mas não acho que aquela morena faça o tipo que beija desconhecidas em um bar. Para falar a verdade, nem sei o que alguém como ela faz aqui. Se você não quiser levar o maior fora da sua vida, é melhor escolher outra.

– Não, eu já escolhi. – E lançando um olhar malicioso para os que permaneceram calados, completa: – E vocês, apenas fiquem aí sentados e aprendam. – Emma fala, levantando-se da mesa, decidida.

(...)

A morena, distraidamente, analisando as opções do cardápio, repassava em sua mente a conversa que teve com a irmã no dia anterior e que a fez aceitar o convite para encontrar Zelena e as amigas naquele lugar que não tinha nada a ver com ela.

As palavras da ruiva martelavam em sua mente: “Regina, você foi casada durante doze anos e eu tenho certeza que, além de Kathryn, só deve ter transado com mais umas duas mulheres durante toda a vida. Na sua casa não tem espelho, não?! Você é incrivelmente linda, mulher. Além disso, é inteligente, bem-sucedida, muito sexy… Você tem 34 anos, sis. É muito nova ainda pra ter parado de viver. Olha, amanhã, vou encontrar a Belle e a Tina naquele pub que fica próximo ao Emirates Stadium e a senhorita vai com a gente. O local sempre bomba nos dias de jogos do Arsenal e eu vou te apresentar ao maravilhoso mundo do sexo sem compromisso. Porque você não transa desde que se separou de Kathryn e, levando em conta que já não transavam nos últimos seis meses, você está na seca há mais de um ano. Isso tem que acabar”.

Mas aquilo não era bem verdade, pois Zelena não sabia que Regina teve um caso passageiro com uma das advogadas júnior da firma de advocacia da qual é sócia, uma moça chamada Lily Page. O envolvimento durou pouco tempo e, embora a jovem quisesse uma relação séria, a morena não queria embarcar de cara em outro relacionamento assim, além de ser um envolvimento antiético do ponto de vista da advogada mais velha.

Mas, a ruiva estava certa quando dizia que a morena tinha transado com poucas mulheres na vida. Sexo casual precisava entrar na sua agenda, porque namoro só daqui a um bom tempo. E Zelena era a pessoa que ela conhecia que mais entendia do assunto, por isso estava ali para encontrá-la.

No entanto, nem a irmã, nem as outras duas mulheres estavam no pub quando chegou. Então, pediu uísque para passar o tempo.

Tinha tomado duas doses da bebida, quando percebeu uma mulher loira bastante atraente, vestindo uma jaqueta vermelha do Arsenal aproximando-se da sua mesa. Seus olhos eram de um verde fascinante e encaravam Regina com firmeza.

– Oi! – A loira cumprimenta sorrindo, sentando-se sem a menor cerimônia.

– Olá! – Regina responde, espantada com a atitude da outra.

– Está esperando alguém? – Emma é direta.

– Sim! Já deveriam ter chegado, inclusive. Você não se importaria de… – Ela ia pedir educadamente que a loira atrevida se retirasse, mas foi interrompida antes que terminasse a frase.

– Você não vai ter a coragem de me mandar ir embora, vai? – A loira faz sinal para um garçom que está passando para que lhe traga uma bebida.

Por mais que a mulher fosse muito bonita e claramente estivesse interessada nela, Regina achou que o seu atrevimento beirava a má-educação. “Como alguém senta na mesa de outra pessoa assim sem ser convidada e vai pedindo uma  bebida?” – Não estava acostumada a essa dinâmica.

– Se eu mandar, você obedece? – Regina alça as sobrancelhas.

– Não, eu não sou muito obediente. – Emma rebate com um sorriso sacana nos lábios.

Algo naquele sorriso faz a morena lembrar o que, afinal, a levou ali naquela noite e uma expressão mais simpática se desenha em sua face. “Por que não?”

   – Então, só me resta dizer que fique à vontade, senhorita…

– Ótimo! Que tal agora começarmos do início? – Para um momento enquanto o garçom passa deixando a sua bebida, mas depois continua: – Meu nome é Emma Swan, sou policial e vim aqui lhe fazer uma proposta. – Declara, olhando sem pudor para o decote da morena e tomando o primeiro gole do uísque.

  Regina percebe o olhar pousado sobre ela e, inesperadamente, a ousadia da loira passa a deixá-la mais interessada.

  – Prazer, srta. Swan! – Ela responde, com uma de suas mãos repousada na mesa e a outra em cima de uma das pernas que permanecem cruzadas. – Meu nome é Regina Mills, sou advogada, e estou esperando que você diga qual a sua proposta.

– Está vendo aquelas quatro pessoas sentadas ali, olhando para cá sem disfarçar nem um pouco? – Aponta os amigos. Ruby e Killian acenam quando veem que elas os estão observando. David e Mary apenas sorriem.

– Sim, é um grupo simpático. Mas o que tem eles? – Regina pergunta intrigada.

“Será que ela vai me propor uma orgia? Por essa eu não esperava…”

– Então... Fiz uma aposta com eles de que beijaria a mulher mais gata que entrasse no pub, caso o Arsenal não vencesse a partida. A princípio, fiquei muito chateada, claro, mas depois que a vi aqui sozinha, confesso que comecei a adorar ter perdido a aposta. – Acrescenta, sorrindo cinicamente, enlaçando as mãos e curvando um pouco o corpo sobre a mesa.

Regina solta uma sonora gargalhada. Deveria estar chateada por ter sido objeto de uma aposta tão idiota, no entanto achou a sinceridade de Emma muito divertida. E não podia negar que o sorriso cínico dela era muito excitante.

   – E o que lhe fez crer que eu aceitaria essa proposta? – Decide provocar e morde um pouco o lábio quando termina de falar.

“Quem diria… Talvez nem precisasse da ajuda da minha irmã para conseguir um bom sexo casual!”

– Nada em especial… Pode chamar de excesso de confiança, se quiser – Ela lança outro olhar invasivo para os seios da morena, enquanto ajeita-se na cadeira. – Está em suas mãos me dar um fora na frente daqueles olhos ansiosos lá atrás ou estabelecer uma nova reputação para mim.

– Srta. Swan… Esta é uma responsabilidade muito grande. – Comenta brincando. – Mas eu estou tentada a aceitar a sua proposta, mediante uma condição!

A loira fica surpresa, mas tenta não demonstrar.

– É justo! Qual a sua condição?

– Não vou beijá-la aqui na frente dos seus amigos voyeurs. Quero que me leve para outro lugar, porque talvez eu não queira apenas um beijo. – Ela joga todo o seu charme.

Regina estava agindo de forma impetuosa, e não sabia se era por causa da conversa com a irmã, que a havia acusado, indiretamente, de ser puritana; por causa das duas doses de uísque que tomara ou devido aos olhares de desejo da mulher sentada à sua frente, fixados nos seus seios e, eventualmente, nos seus lábios também.

Emma tragou saliva. Apesar de exalar confiança, no fundo, não achava que ia ser tão fácil convencer aquela morena espetacular a beijá-la e, agora, claramente a mulher dizia que queria algo mais.

– Bem, Regina Mills, e o que você deseja de mim além do beijo? – Banca a inocente.

– Você quer mesmo que eu diga ou prefere descobrir?

Emma adora a resposta, realmente era muito melhor descobrir.

– Espere aqui só um pouco –  A loira diz virando o copo na boca e voltando para a mesa dos amigos.

  –Já vou, crianças! Depois eu falo com vocês! – E jogou umas notas de dinheiro em cima da mesa para pagar o consumo, enquanto os demais olhavam atônitos para ela.

– Filha da puta, você conseguiu não foi? – Killian pergunta, incrédulo.

Mas ela não responde, apenas sorri de canto e vira as costas novamente.

– Ei, para onde você vai? – David pergunta já com ela se afastando.

– Não sei ainda, mas não estranhe se eu não voltar para casa hoje. – Ela alteia um pouco a voz para ser ouvida.

Depois, só viram quando a loira se dirigiu à mesa da bela morena e as duas saíram juntas do bar, sem olhar para trás.

Já na calçada, Regina enviou uma mensagem para Zelena.

"Você demorou demais para variar… Mas eu me virei sem a sua ajuda. Estou saindo do pub agora… Muito bem acompanhada! Te amo, sis!"


Notas Finais


– Gunners: Tbm como é conhecido o time/ torcedores do Arsenal.
– Emirates Stadium: atual estádio do Arsenal.
E aí, o que acharam? Comentem! Isso é importante para o bom andamento da história. :)


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