História A Mágica é o tempo - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Mortes
Exibições 17
Palavras 2.030
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olááááá! Como vai? Espero que esteja bem! Eu trago aqui uma coisinha coisada que eu fiz a partir de uma OC minha muitooooo querida <3 E quis compartilhar a história dela! Espero que goste!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction A Mágica é o tempo - Capítulo 1 - Capítulo Único

  " O que é o tempo? Quem controla o tempo? "

    São perguntas difíceis de responder, não? Se fossemos buscar uma resposta, o mais apropriado seria dizer: duração relativa das coisas que cria no ser humano a ideia de presente, passado e futuro; período contínuo no qual os eventos se sucedem.

   E se eu disser, que existe alguém, especificamente, uma mulher, capaz de tal poder? É verdade, seu nome, é como uma maldição. Diga seu nome em vão e terá o eterno sofrimento, caso contrário, a própria poderia te matar. Mágica. Um dos nomes e entidades mais perigosos, assim como Tempo.

    Essa história é sobre ela.

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P.o.v’s Mágica

- Saia de seu esconderijo Tempo... Uma hora te acharei, sou bem paciente para isso. – cantarolei batendo meus dedos nos adornos de ouro branco de meu trono.

- O que fazes já me importunando a esta hora? Tens o que na cabeça? Merda? -

- Oh, não, não meu querido! Diferente de você tenho um cérebro e o uso com frequência, seu velho nojento. Que hilário, uma garota de 16 anos, tem o ‘Grande Tempo’ em suas mãos.

    O velho logo jogou seu relógio precioso em meu colo, impaciente. Sorri vitoriosa e fui em sua direção.

- Vá logo! Antes que minha paciência acabe para você. – fiz uma pequena reverência para ele, e me concentrei em seu relógio.

    Sou a responsável de administrar todos os acontecimentos possíveis, basicamente o tempo. E exatamente agora, eu preciso que uma doce alma queime no inferno.

--x--

- Doutor, ela tem chance alguma de vida? – a bela moça dizia com lagrimas em seus olhos.

- Sinceramente, não. Só um milagre pode ajudar sua namorada. – ela colocou-se a chorar incessantemente. Isso irrita. Não sou ceifadora mas garantirei que a alma desta “pobre” mulher chegue no inferno.

    Para isto, eu preciso apenas beijá-la. O beijo é considerado como o selo de um acordo, ela se vai e eu apenas me fortaleço sugando suas forças. Assim o fiz, e logo ela morreu. Nada disto me causa um pingo de compaixão sequer. Eu gosto de dor, gosto de causar a dor.

- Eu sei que é você Mágica... – Mas como?!

- Quem ousa dizer meu nome? Que eu saiba, não sou uma “deusa” muito conhecida. – me mostrei para a mulher ali sentada quase se afogando em suas próprias lágrimas.

- E-eu sei sobre você, sobre seu marido, sobre tudo. É você quem controla tudo! M-me leve junto! EU imploro! – não posso de jeito algum tolerar que falem meu nome deste jeito, mas eu sei uma solução para esta outra pobre alma perturbada.

- Haha, claro! Acha mesmo que apenas sabendo sobre minha existência, se safará por ter dito meu tão sagrado nome em vão? Não mesmo! Eu tenho uma solução para ti minha querida. – eu me aproximei dela e afaguei seu rosto.

- O que é? Diga, DIGA! -

- EXIJO RESPEITO! SUA VAGABUNDA! – lhe dei um tapa na cara. – ACHA QUE TUDO FUNCIONA À SEU FAVOR? NÃO! AO INVÉS DE VOCÊ IR PARA O INFERNO COM SUA AMADA, FICARÁ AQUI NA TERRA, E SOFRERÁ A CADA DIA. Sabe por quê? Porque eu te condeno... não poderá morrer, terá de lidar com sua perda para sempre. Vamos, chore, implore, fique de joelhos para mim, quero ver-te sofrer.

- O-o que eu f-fiz pra merecer isso meu senhor? O quê? – ela murmurava para “Deus”.

    Me retirei daquele quarto asqueroso e levei comigo a alma daquela nojenta.

--x--

    É assim que eu vivo, é isso que eu faço. Mato, torturo, machuco pessoas. Ao longo da eternidade isso de algum jeito se tornou prazeroso, me lembro de como eu era antes de me casar com o Tempo, totalmente ingênua, boba, medrosa... Enfim, o que me foi dado como “missão” para hoje, era esquartejar um jovem, e aqui vou eu.

- Adeus velho nojento. -

-Adeus sua prostituta barata. – lancei um beijo para ele e logo depois o mostrei o dedo.

     Quando eu cheguei em meu destino, me deparei com um garoto, provavelmente com a mesma idade que a minha. Naquele momento eu senti algo diferente, DEFINITIVAMENTE não pode ser amor, NÃO!

- Ahn? Tem alguém aí? – o jovem tinha acabado de sair do banho, estava secando os cabelos médios castanhos e observava com atenção o quarto.

- Haha, eu estou aqui – como ele não pode me ver, apenas me apoiei em seu ombro e sussurrei em seu ouvido.

- Uma entidade? Ou paranoia minha? – ele passou a mão pelo rosto em sinal de frustação.

   Resolvi aparecer para ele, o que deu em mim hoje? Argh.

- Não é paranoia sua. – eu fiquei sentada em sua cama, olhando para ele profundamente.

- Quem é você? O que está fazendo na minha ca--

- Cale-se por favor, poupe sua saliva. Sou Mágica, prazer. – estendi minha mão.

- Prazer... Gustavo. – ele desconfiado apertou minha mão, eu sorri docemente.

- Sabe, o que eu vou fazer com você Gustavo? Não? Te esquartejar! – num pulo eu puxei minha “tesourinha”.

- C-como assim? E-eu vou gritar sua lunática! – ele foi se afastando devagarinho.

   Por algum motivo, eu senti que tinha alguém tentando controlar meu corpo, aquele velho dependente de fralda... EU vou matar ele.

   Soltei a tesoura, e colei meu corpo no de Gustavo. Olhei ele, coloquei meus braços ao redor de seu pescoço e selei brutalmente meus lábios contra o dele. MAS... ESSE FILHO DA PUTA DO TEMPO ESTÁ COM OS DIAS CONTADOS.

- Tá louca garota? – ele me empurrou.

  Isso foi um choque pra mim, nem beijo o merdinha do Tempo... nem ninguém, essas coisas não me importam mas dessa vez foi... Bom. Eu peguei  “meu” relógio e sumi.

-  Eu vi tudo sua... sua, vadia! Como ousa me trair? -

- Ora essa! Pelo amor de deus, acha que eu não sei que foi VOCÊ quem se apoderou do meu corpo? -

- Sim fui eu, mas onde quero chegar é... você sentiu algo. VOCÊ TEVE SENTIMENTOS QUE NÃO DEVIA POR ELE! -

- CALA BOCA SEU VELHO GORDO FILHO DE UMA PUTA! VOCÊ ACHA QUE EU NÃO SEI O MOTIVO DE IR DORMIR “CEDO”? ACHA QUE EU NÃO SEI, DAS PROSTITUTAS QUE SÃO AMIGUINHAS DE AFRODITE???? SEU MERDA! SE OLHE NO ESPELHO ANTES DE FALAR DE MIM! – eu enfiei uma adaga no coração dele e fiquei esfaqueando ele até eu não poder mais.

   Assim que eu terminei, fui pro “nosso” quarto e vi cada prostituta suja, com roupas indecentes. Em um movimento só eu já estava rasgando a pele delas e o chão se sujou por completo de sangue. Eu estava apática olhando para toda minha obra-prima. De repente, um sorriso enorme surgiu em meu rosto, aquilo era por vê-los sentindo a dor, aquilo me excitava. Eu ri muito, mas... e agora quem será o velho chato que me fará companhia? Se eu não controlo o tempo... o que eu controlo?

- Oh Tempo, seu velho imundo, sentirei saudades de você me importunando! Mas espero que agora esteja queimando no fogo do inferno, em um calor anormal. – lhe dei um beijo em sua testa e logo após, rasguei suas costas com minhas unhas. – É aqui que me despeço seu velho gagá.

  Joquei seu corpo na imensa escuridão, no Nada.

--x--

    Eu parei de matar pessoas apenas por alguns dias, para me recuperar do baque... Mas, enquanto isso eu fui conhecendo Gustavo e considerando a possibilidade de ter me apaixonado. Era o que eu mais temia, me apaixonar e voltar a ser aquela garotinha.

- Olá Gustavo – eu me posicionei atrás dele fazendo-o levar um susto e se arrepiar caindo na cama. – Se tomou um susto era porque estava fazendo coisa errada.

- Que nada Má....gica. – pra ele eu abri a exceção de me chamar assim.

- Enfim Gusta...? Posso te chamar assim? – ele assentiu.- Você já se apaixonou? – perguntei como quem não queria nada e comecei a olhar minhas unhas.

- Não... mas posso estar considerando a possibilidade, por quê? – ele me olhou com um sorriso malicioso.

- Ah, é? Eu estou, e não é segredo. – me levantei e me joguei em seus braços. – Você sabe exatamente quem é.

    Eu o beijei com todas as minhas forças, nesse caso, não selando um contrato de morte. E pensar que beijei aquelas prostitutas e aquele asqueroso. O beijei com muita determinação esperando que houvesse resultado, sinceramente, eu só preciso desse mortal, só ele.

    Ele delicadamente segurou minha cintura com as suas mãos firmes, eu fui percorrendo seu corpo com minhas mãos ágeis. Eu queria muito aquilo, só... precisava de um pouco de dor para eu me excitar mais um pouco. Acontece que eu não quero que ele sinta dor.

- M-Mágica, é isso que quer? -

- Sim. – eu respondi com firmeza.

- É sua primeira vez? Se for, pode ser que doa um pouco. -

- Sim... eu gosto de dor, não se preocupe. – sorri e ele me olhou surpreso.

    Continuamos a nos beijar, mas dessa vez era com muito desejo das duas partes. Eu tirei a camiseta dele e ele a meu vestido de sempre, afinal, pra quem vive na eternidade e continua sempre com a mesma roupa e rosto, não muda nada né? Pude sentir sua respiração em meu pescoço e deslizei minhas mãos para suas costas, arranhando-as suavemente. Ele tirou minhas roupas íntimas e a dele e tudo aconteceu da melhor forma possível.

- Está doendo? -

- Sim... é tão bom! – não pude deixar de gemer. Ele sorriu meu sem graça e fizemos tudo que tínhamos que fazer.
--x--

    Depois de um longo ano, eu e Gustavo começamos a namorar, mas eu continuei a tirar vidas, aquilo era meu prazer pessoal, e ninguém podia me tirar meu lado sociopata de mim.

    Eu amo muito ele, uma coisa que achei que nunca fosse sentir, e também, as vezes consigo achar pequenos indícios daquela garota dócil. Mas, o que eu me pergunto é: quando o meu primeiro beijo com Gustavo aconteceu, o meu sentimento o salvou de um contrato ou Tempo fez aquilo exatamente para ele morrer...? Não sei. Prefiro não saber.

    Gustavo ia a escola enquanto eu ficava entediada, sem ter o que fazer. Foi aí que o desastre começou...

    Neste dia, ele foi como qualquer outro, mas eu sentia a necessidade de dizer à ele o quanto eu o amava, caso algo acontecesse. Eu disse, e adivinha? Qual foi a notícia que recebi hoje a tarde, quando ligaram da escola dele? Ele sofreu um acidente, e não resistiu ao impacto do carro contra seu corpo. Ele trazia flores para uma garota, mas andava distraído pelas ruas... Nesse momento, eu desabei. Chorei como quando roubam o doce de uma criança. Ele não podia ter morrido, eu não vou suportar, NÃO!

/......../

    Assim que Gustavo morreu, eu deixei de matar várias pessoas que precisavam ser mortas, para o ciclo temporal continuar, pessoas que já haviam selado seus destinos... mas elas viveram. Eu criei a destruição. Eu quis isso. E a cada dia que se passava, eu voltava a ser apenas uma mera mortal, sem ter poder algum, estava fraca. Quando eu olhava para o mundo, ele estava em desespero, pedindo por socorro.

    Eu assisti ao fim do mundo. E sabe o que mais? Eu vivi. Acho que com certeza, os deuses decidiram me dar um castigo por todas as palavras sujas, todas as minhas atitudes, tudo de ruim que eu já fiz. Agora, essa dor não me oferece prazer, apenas um grande vazio no peito, se eu soubesse, preferiria voltar a ser aquela Mágica... Se eu voltar a ser uma mortal, eu posso me matar não? Só sobrou eu aqui. Se eu me matar ficarei ao lado de Gustavo, assim como deveria ser.

    Eu peguei minha faca, com minhas iniciais gravadas nela, e a direcionei ao meu peito. O que me lembro é: eu com a minha visão turva, e o Gustavo me abraçando... mas... não na terra. Era digamos.. o céu, me surpreendi por não ter ido ao inferno.

- Vem meu amor... agora tudo está melhor! – essas, foram as palavras que ele disse antes de me puxar em direção de um novo começo...uma nova vida, só que uma vida dos mortos.


Notas Finais


Hardcore até né? A Mágica é hardcore cá entre nós, mas o core dela amoleceu aí em... Super shippo ela e o Gusta <3 Tempo se fodeu graças à tudo que é sagrado!!! Beeeem, se você gostou, muito obrigada e um até mais! Goodbye!


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