História A maior palavra do mundo - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, D.O
Tags Baekhyun, Baeksoo, Kyungsoo, Trans*
Exibições 429
Palavras 1.074
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Drabble - Maior que três degraus.


Drabble – Maior que três degraus.

 

Teu jeito rima com o meu

O tom albino da tua pele me contrasta

Meu toque até te escolheu

Pra te fazer casa.

(Anavitória – Tua)

 

Eu conheço Baekhyun. Ela costuma ser aquela que sonha em ganhar o mundo com palavras. Garota boba, acha que consegue tirar dos dicionários o segredo para enfrentá-lo!

Baekhyun tem cabelos de um castanho suave, mas é o tom dos lábios dela que me conquista de verdade. Baekhyun certa vez veio com um papo de que queria ser escritora, que queria capturar pessoas, amarrá-las bem forte em personagens e arremessá-las em histórias que em sua vida jamais aconteceriam. Ela tinha um lápis na mão, toda tarde sentada ao meu lado ela inventava viagens novas, aterrizagens imaginárias. Ela descia o olhar pro papel e se perdia ali, mas incrivelmente voltava a me fitar nos olhos porque sabia que era ali onde encontraria a boa realidade.

Baekhyun percebia quando eu passava uma cor nova de batom, sabia quando minha roupa era nova e dizia que eu ficava muito bem de vestido ou de bermuda. Baekhyun e eu éramos inseparáveis, as mensagens eram constantes. Crescemos á base das poesias de Fernando Pessoa e as letras de Barão Vermelho. Até que bateu, bateu o coração forte demais ao vê-la se olhar no espelho, enquanto se ajeitava para o primeiro encontro. Eu dei meu sorriso mais torto, forcei pela primeira vez o meu melhor conselho, quando na verdade eu sabia que era o pior que eu daria para mim mesma.

Ela foi. Foi tão linda que eu achei que eu nunca havia chorado tanto como naquela noite, mas tudo bem, acho que existe um pouco de muito drama de todo mundo em mim. Sempre foi assim, eu era carregada nos braços do meu silêncio.

No outro dia eu acordei achando que havia passado um furacão no meu quarto, quando na verdade aquilo havia devastado só a mim. E eu sabia, sabia que o nome daquele sentimento era outro. Eu corri o mais rápido que pude para debaixo da nossa árvore e lá estava ela, chorando porque o tal do sentimento que ela sentia não era correspondido e o encontro não passava de uma aposta suja para conquistá-la e jogá-la fora como lixo. Eu me ajoelhei e a abracei, abracei porque eu a considerava como o diamante mais valioso que eu não tinha e fazia de conta que sim. Talvez eu sentisse algo tão desesperador em meu peito como ela sentia, acho que eu tinha esse costume de sugar as tristezas dos outros, no fundo, talvez fosse uma forma de também criar personagens dentro da minha história, certo?

Tentei a semana inteira levá-la em todos os lugares divertidos que conhecia, mentindo a mim mesma que de fato eu achava que diversão se resumia a gastar o nosso dinheiro e nossos gritos em montanhas-russas e rodas-gigantes, mas quando chegava à noite e ela se despedia de mim na porta de sua casa, eu só desejava subir os três degraus e beijá-la, porque bem, encontre outra coisa que mais faça acelerar o coração do que os segundos anteriores ao de tocar os lábios de uma pessoa e depois venha me julgar.

Baekhyun tinha um dicionário no colo, foi o presente de seu último e vigésimo aniversário que eu dei para ela. Um caderno estava abaixo e ela tentava elaborar um texto que tínhamos como dever de casa.

– Baekhyun, qual a maior palavra do mundo?

– É a palavra de 182 letras que registraram no Guiness Book. Algo como Lopadotemamachoselachogaleokranioleipsanodrimhypotirmmatosilphioparaomelitokatakechymenokichlepicossyphophattoperisteralektryonoptekephalliokigklopeleioagoiosiraiobaphetraganopterygon.

Como ela havia decorado e conseguia dizer tudo aquilo sem perder o fôlego?

– Não! – Sorri. – A maior palavra do mundo é “euteamo”.

Baekhyun sorriu e bateu seu ombro contra o meu, aparentemente sentindo-se enganada. Eu também sorri, sabia que Baekhyun era sempre pé no chão, o melhor resumo de livros didáticos enquanto eu era muitas páginas de diário, palavras informais, poesias rabiscadas no banheiro.

– Isso nem é uma palavra, – Riu. – é uma frase, idiota! Mas... pra quem vai dar a sua maior palavra do mundo, Kyungsoo? –  Ela me questionou curiosa.

Eu abaixei o olhar um pouco tímida.

– Isso é um segredo.

– Ei! Melhores amigas não podem ter segredos.

– Como não? Acha que eu te conto tudo?

– Pois deveria! – A voz havia saído irritada dessa vez.

Baekhyun se levantou de uma só vez, bateu uma das mãos atrás de si para tirar os resquícios de grama do vestido e com a outra mão segurou os livros para que não caíssem de si. Ela me olhou com aquela expressão de emburrada que costumava fazer quando eu não dividia um pedaço de bolo com ela ou simplesmente dizia um “não” para qualquer pergunta que me fizesse.

Ela saiu em passos firmes da minha presença com um bico adorável. E eu a acompanhei de longe, com minhas mãos dentro da calça jeans rasgada e o pouco de cabelo solto atrapalhando minha visão. Eu a chamei, até tentei algumas vezes fazer uma piadinha e outra até que saiu, a maior palavra do mundo saiu e... nossa! Eu me senti tão diminuída e ao mesmo tempo vazia do turbilhão que aquela frase esganava na minha mente.

– Baekhyun, euteamo.

E ela parou, parou no lugar, parou de correr de mim como sempre fazia em meus pesadelos porque em meus sonhos ela continuava ali, aqui, do meu lado esquerdo ou direito, fazendo morada comigo a cada minuto. Incrivelmente ela não era como um filme irritante de segunda-feira, pois poderia vir a se repetir incontáveis vezes em meu dia que eu jamais enjoaria de assisti-la.

– A maior palavra do mundo eu quero dar á você. – Completei.

Ela se virou e deu aquele sorriso espaçoso, aquele que merecia a minha maior alegria, o meu motivo em excesso, minha loucura em demasia, meu exagero em elogios, a minha abundância de olhares. Ela deu aquele sorriso que me desmontava dos pés á cabeça e eu fui em peças ao chão, quebrando-me em insanidade.

– Eu também te Lopadotemamachose...

– Baekhyun! – Interrompi a piada e ela sorriu. – Posso subir os três degraus?

Ela olhou para os nossos pés, analisando a distância entre eles.

– Você demorou! – Sussurrou em sarcasmo e me encarou como se eu não precisasse ter pedido permissão.

A maior palavra do mundo podia até estar nas minhas frases bobas ou nas complexidades que ela lia no Guiness Book, mas eu vim a entender que a melhor não-palavra do mundo era aquela dita toda vez que eu a beijava.


Notas Finais


E essa vida de bloqueio de Tententender, Lasther? Cadê a vergonha na cara, n é mesmo? q
Eu até tentei me segurar, mas eu tinha esse título há tanto tempo na mente que precisei colocar pra fora de uma vez e achei que Baeksoo combinou tanto com esse plot que eu não resisti. Alguns podem até dizer "mas você deu elementos brasileiros á história", e? Na verdade, Fernando Pessoa, Barão Vermelho e a letra de Anavitória do início são coisas que eu amodoro, então me deixa. ;v;
Espero que tenham gostado, logo logo (assim que minha criatividade parar de graça) eu postarei o último capítulo de Tententender e já inicio projetos novos.
Livro de MPC tá ficando lindão, só pra avisar mesmo. q

Beijinhos e até! <3


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