História A Maldição de Lucélia - Capítulo 1


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Palavras 3.291
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


*História inteiramente minha, personagens, enredo, capa foi tudo de minha autoria. - por isso **Não faça plagio, sei que ai dentro da sua cabeça tem um mundo novo a se conhecer :)

*Postarei esta história no minimo uma vez por semana, se caso eu não vier a postar durante a semana, informarei cada leitor meu sobre o ocorrido.

*Aproveite a história e se encante com meus personagens e a magia que acontece.

Obrigada *-*

Capítulo 1 - O poço das águas negras


Lucélia corria floresta a dentro, esforçando-se ao máximo para não encostar em absolutamente nada vivo ao redor, sua facilidade em passar longe de cada planta ou tronco de árvore era engenhosa e até mesmo apavorante. Sua capa e capuz vermelho vivo escondia o que existia por de baixo daquela roupa. Em seu braço a alça de uma cesta de palha pendia chacoalhando conforme os movimentos calculados da garotinha. A cena poderia ser facilmente confundida com um conto de chapeuzinho vermelho, porém isto desaparecia rapidamente quando um passo em falso, Lucélia pula de mal jeito por entre galhos e pedras molhadas e o vento que corria contra ela joga para trás o capuz da pobre menina, fazendo assim seus cabelos brancos como algodões saltarem para fora. A primeira anomalia fazia com que uma personagem de contos de fada caísse por terra. Os olhos antes escondidos agora era muito bem visto, se logicamente, alguém acompanhasse os passos dela, eram castanhos de um escuro opaco, sem vida.

Ela não se importou em colocar o capuz de volta, pois simplesmente não teria reparado no detalhe, ela odiava que seus cabelos curtos de um branco brilhante pudessem ser vistos por alguém. Mal ela sabia que realmente não era a única na floresta.

Joseph com seu corpo cansado de arrumar a casa para seu pai enfermo, pobrezinho, deitado naquela cama de madeira morta, o menino já não sabia mais o que fazer vendo aquela situação que seu velho passava, com as noites de insônia sempre indo até a cama dele e cuidando de sua febre que parecia só diminuir quando o sol se colocava por entre as montanhas ao norte, iluminando a janela da cabana, Joseph sabia que poderia todo seu esforço ser em vão, não tinha noção de quanto tempo seu pai teria de vida, aquela doença era terrível demais para existir, porém, a vida era injusta com sua família. E ele poderia ser o último dos Moorh, pensar naquela possibilidade lhe era angustiante.

O menino coça sua têmpora sentindo uma leve dor de cabeça surgir, caminhando por entre os cascalhos e folhas secas no chão, segurando em mãos sua tigela de metal para levar de volta o líquido, ele tomou seu caminho até o bendito poço das águas negras, havia ouvido falar, mas não tivera coragem até hoje de provar de sua água amaldiçoada. Lendas estranhas sobre aquele poço, ele precisava saber a verdade, se aquele liquido tirasse de vez a vida de seu único familiar, pelo menos levaria embora a dor que sentia enquanto vivia com aquela enfermidade demoníaca.

Joseph tem sua andada interrompida quando bem à frente de seus olhos ele enxerga uma imagem embaçada, um vulto branco e vermelho voou bem diante de seus olhos. Ele não teve coragem de olhar para os lados a procura daquela imagem sem foco, estava absolto em imaginação e pavor do que poderia ser tão repentino, ainda mais vindo da direção do Poço. O garoto respira profundamente, já passando o trauma e retomando seu caminho pelos cascalhos, era longo o suficiente para fazer sua respiração ficar embasbacada.

Até que finalmente engolindo seco estava de frente para aquela pequena construção de pedra circular cinza e cheia de musgo. Joseph sente abaixo de seus pés um som oco, teria pisado em algo provavelmente, ele se abaixa e toca naquilo que topou. Um broche de cristal em formato de borboleta, a agulha atrás onde deveria prender no tecido, estava quebrado agora, seu material estava sujo e molhado, não pode entender o significado. Em sua mente ele lembra do vulto que teria visto antes, aquilo que passou a sua frente, era uma menina? Ele ficou pensando e pensando, tentando chegar em uma resposta, o broche poderia ser dela, ela pode ter perdido. Mesmo que sua visão embaçada não houvesse pego os detalhes daquela imagem misteriosa, ele sentia que era uma garota, não queria nem saber como tinha tanta certeza. Ignorando aquele fato, Joseph guarda o broche no bolso da calça de trapos, e fica a beirada da mureta de pedras do Poço.

Esticando ao máximo seu pescoço no buraco que parecia sem fim, ele pensa de novo se deveria arriscar a vida de seu pai em lendas de moradores supersticiosos, entretanto ele bate o pé e decide firmemente que assim o faria, seu velho ficaria bem, tinha que ficar, afinal, era só uma água. Certo?

O garoto se posiciona com cuidado e puxa com as mãos o carretel de corda grossa preso à duas vigas de madeira de cada lado do círculo. Joseph não percebe até então a força com a qual segurava sua tigela de metal, as pontas dos dedos brancos de tão forte que havia prendido desde o momento do vulto misterioso.  Enfim o balde velho ao fundo do poço está na beirada, o menino de olhos castanhos amendoados despeja a água escura de dentro para sua simples tigela, levando o máximo que podia carregar.

De volta a sua cabana, Joseph procura pelos cantos a vista da garota que passara voando minutos atrás, porém, não obtém sucesso. Desistindo de esperar, já na frente de seu casebre, ele sobe os pequenos degraus de tronco e adentra ao vestíbulo, a sala pequena e muito arejado por causa dos buracos no telhado, deixava o ambiente extremamente claro, a poeira também reinava, e por causa das temporadas chuvosas que assoavam a floresta, estragou os poucos móveis que ali estavam posicionados da maneira mais arrumada possível. O garoto respira profundamente sentindo o peso da tigela começar a deixar os músculos dos braços doloridos. Ele passa pelo mini corredor até o quarto do pai, encontrando o mesmo no lugar de sempre, deitado em sua cama com sua testa soando e o lençol branco caindo pelo chão pegando mais poeira, a criança sabia que aquilo não fazia bem ao pai, mas de nada podia fazer, ele sempre jogava para longe o que o cobria, dizia sempre sentir extremo calor, mesmo que as vezes sua pele branca e a boca roxa dissesse o contrário.

Os passos do menino não passaram despercebidos, Edwing entreabre seus olhos com dificuldade, acostumando-se a luz que mesmo com a cortina esfarrapada, os raios de sol conseguiam adentrar ao quarto. Ele ergue sua mão para frente e diz murmurando, lutando para que cada palavra soasse o mais normal possível, não queria deixar o pequeno filho mais preocupado.

—Joseph, onde esteve meu filho?

O garoto sente a bile subir a garganta, ver a força de vontade que seu pai tinha em fazer tudo parecer bem, era comovente e triste. Ele deixa sua tigela no chão, onde até o momento a cor do liquido que trazia, não havia sido observado pelos olhos cansados de Edwing.

—Fui buscar água. – Responde Joseph forçando um sorriso tímido.

—Avise-me que saiu da próxima vez, do jeito que estou não me admire que você fuja.

O pai solta uma risada curta, seguida de uma tosse incontrolável que faz o homem se erguer da cama segurando-se com o máximo de força que conseguia o colchão velho.

—O senhor está sendo dramático, está com uma aparência até melhor.

Diz o menino após a crise de tosse do velho pai. Edwing não havia chegado nem nos seus quarenta anos, porém aquela doença sem nome, que assolava algumas famílias que habitavam a floresta, os tornava com uma idade muito mais avançada do que parecia. A pele enrugava como um tomate podre, os olhos se tornavam muito mais sensíveis a claridade, febres e mudanças abruptas de temperatura do corpo, isso tudo poderia ser o suficiente, mas não era, além do que não existia cura para tal moléstia, e a morte era iminente.

Joseph pode ver o bom humor que seu pai tentar manter, aquilo doía em seu coração. É quando por um descuido, ao estar sentado em sua cama, Edwing pode ver aquilo que estava dentro da tigela de metal. O líquido negro e cintilante. Ele conhecia muito bem o que era, e encara seu filho com uma fúria que o menino não via há tempos.

—Foi buscar água naquele poço? – Sua pergunta retórica poderia ter sido dita com mais violência se não fosse pelo seguinte ataque de tosse, desta vez acompanhado de um cansaço que o faz bater as costas com força contra o colchão fino. Dali ele desiste de agir de forma grosseira com o menino.

—Mas pai, soube das lendas, elas mudaram há muito tempo. Tenho certeza que essa água poderá te deixar melhor!

Edwing não contesta, até por que não poderia, sua garganta parecia fechar aos poucos, a respiração fica descompadecida e o mundo gira ao seu redor. O filho percebendo a falta de resposta do pai e sua postura agonizante se desespera e corre até a cozinha, o cheiro de comida podre lhe afagava as narinas dando um leve enjoou no estomago, ele saí de lá tão rápido quanto entrou. De volta ao quarto enquanto o pai parecia estar tendo um ataque de asma, Joseph agiliza pegando com um copo que havia encontrado na pia e o enche de água negra, com um pano ao lado onde o garoto já usara noites passadas para resfriar o pai com febre, ele mergulha o tecido esfarrapado e o torce frenético, em seguida acalenta na testa de seu único familiar vivo, tentando a todo custo manter as lágrimas de desespero contidas, e rezando internamente para qualquer deus que existisse no universo que as lendas sobre a água negra do Poço fosse verdade. Por alguns segundos a asma de Edwing foi passando, levando com ele o desespero de ambos ali naquele cômodo minúsculo.

E no instante seguinte aproveitando a deixa, Joseph levanta o copo até a boca do pai que não mais tenta discordar do filho, o liquido desce bem-vindo por sua garganta, era frio, mas o suficiente para refrescar, parecia agradável e o homem pode sentir levemente um peso se esvair de seu peito, com um pouco de força que lhe preencheu o corpo, ele pega com as próprias mãos o copo do filho e bebe todo a água com avidez.

Joseph não sabia dizer o quão aliviado estava em ver que estava tudo bem, que seu pai não estava se revirando na cama dando seus últimos suspiros.

As lendas sobre o poço haviam percorrido de muito longe até sua velha cabana, aquele buraco revolto de pedra e musgo já havia sido um dia local para suicídios, onde crianças, velhos e adultos decidiam que acabariam com suas vidas para tentar renascer, não se sabia ao certo quem começou com as histórias de que sua água era milagrosa levaria quem se jogasse por vontade própria, para um novo mundo, sem dor e de pura energia. Magia! A verdade é que tantas pessoas se jogando para a morte certa, fez certamente algo com aquela água, antes era de um azul intenso e límpido que se transformara em negro e espesso. Os corpos que jamais eram retirados do poço permaneceram lá para que a decomposição fosse feita sem interrupções pelo ser humano, então realmente uma lenda se tornou verdade. Aquela água negra podia matar quem a bebesse em poucos segundos, a maldição dos corpos esquecidos foi jogada pelos espíritos que não obtiveram a magia que procuravam no outro mundo. Mas por incrível que parecesse, mudou novamente, e a água negra se tornou estranhamente curadora, mais lendas se formaram ao redor do poço, porém ninguém possuía certeza, exceto Joseph e seu pai.

***

Os dias iam se passando em uma velocidade surpreendente, Edwing se recuperou quase que completamente, e Joseph estava mais uma vez levando a vida que deveria ter, lidando com a idade certa que possuía. O garoto passou a ter um novo hobbie, ficar sentado naquele caminho de cascalhos à espera da garota fantasma, fora este o apelido que dera a garota que teria supostamente visto quando caminhava até o poço. Não obteve sucesso em sua espera, parecia que os dias o estavam pregando peças. O menino não havia voltado ao poço, mas temia que fosse obrigado a retornar, ainda tinha medo da situação do pai. E se aquela água só retardasse a doença? E se houvesse um tempo que funcionaria, logo depois ele estaria de volta com aquela enfermidade? Joseph ainda tinha muitas perguntas, o medo de ter as respostas lhe eram agoniantes.

Era final de uma tarde, o véu negro e estrelado estava próximo de cobrir os céus, Edwing havia feito com as próprias mãos um pequeno instrumento para o filho, um violão construído com madeira da árvore mais branca e as cordas dissera o pai ter conseguido com um amigo que trabalhava com o material especifico do lado de fora da floresta. O menino ainda não sabia tocar, mas estava tentando com muita vontade e paciência, sempre foi fã de qualquer tipo de música ou som que pudesse fazer batendo até mesmo nas panelas de casa. Sentado em um tronco cortado ele praticava isento do ambiente quando sente algo esquentar em sua pele. Ele solta um gemido de dor crescente ao se deparar com o broche de borboleta que encontrara outro dia, Joseph não ficava longe do objeto nunca, e na hora em questão, o havia colocado no bolso da calça de trapos. A quentura que estava sentindo na pele era do mesmo, o cristal transparente começara a mudar de cor, um roxo escuro que se transformava em negro incandescente. Ele tentou pegá-lo na mão, mas não pode suportar por muito tempo a dor na palma, soltando o broche que caiu com um estalo em meio aos gravetos.

Não compreendendo o que teria acontecido, ele tenta pegar o objeto com algumas folhas secas a sua volta, mas ele tem a surpresa de ver as folhas se transformarem em poeira ao encostarem no pequeno e aparentemente inofensivo broche de cristal.

Joseph olha para aquela cena e fica curioso demais para se apavorar, ao ouvir passos por perto ele finalmente sente o coração querer sair do peito, olhando para os lados, ele fica alerta para saber quem estava andando pela floresta tão perto e tão silenciosamente. Uma doce voz feminina o tira de seus medos.

—Isso me pertence.

O garoto força seus olhos a encontrarem a dona da voz, não acham ninguém. As árvores estavam quietas, a ventania havia cessado e parecia que a chegada da noite parou naquele estado para observar a cena abaixo. Joseph engole seco, aprendeu que não se devia falar com estranhos, mas temeu ser mal-educado, no fundo talvez soubesse quem falava com ele.

—Me desculpe, mas eu não o roubei se está pensando isso, estava guardando pra você.

—Não acredito. – Argumenta a voz, estava por trás de algum tronco ou arbusto, a cada palavra parecia que a garota mudava de lugar ao pronunciar, era estranho estar tão perto da garota fantasma. -Eu o deixei cair perto do poço, preciso dele de volta.

—Qual seu nome? – Indaga ele ignorando momentaneamente o pedido dela. A hesitação se fez no ar, e uma gota de suor desceu pela nuca do menino que sem perceber seu dedo toca suavemente uma das cordas de violão, fazendo a menina se assustar e mexer um dos arbustos onde estava escondida.

O som ecoou pelo silêncio do bosque e aquela ação deu resultado para a situação. No momento em que a fantasma tocou no arbusto as folhas imediatamente começaram se cair e mudar do verde para um marrom ferrugem. Um gemido se ouviu dela, pareceu mais com um xingamento, ela parecia triste, já Joseph não compreendeu o que aconteceu. Permaneceu inerte em pensamentos apenas observando.

—Lucélia. – Responde ela enfim, mas logo repreende. -Viu o que você fez, menino?

—Foi você. – Acusa ele sentindo-se ofendido, estava longe dela, não entendeu por que ela o culpou. – Eu sou Joseph.

A pouca luz do pôr do sol em meio as montanhas foi mais do que o suficiente para iluminar Lucélia, seu capuz vermelho sangue foi o que os olhos dele enxergaram primeiro, seguidamente dos cabelos brancos da criança que deveria ter sua idade mais ou menos. Um som de excitação saiu do peito de Joseph, a menina recoloca seu capuz com rapidez ao se lembrar que estava abaixado, deixando a mostra suas madeixas platinadas. Tentando recuperar um pouco de controle que possuía, Lucélia se move para o lado ficando atrás de um tronco grosso de árvore negra e espinhosa.

—Eu não perguntei seu nome, menino. Só quero que devolva o que é meu.

A forma rude que ela se referiu a ele, não o deixou irritado, pelo contrário, manteve ele ainda mais curioso e entretido com a presença da garota fantasma, quer dizer, Lucélia.

—Não posso pegá-lo. Está muito quente.

Joseph nota a cabeça da garota de lado para ver se ele dizia a verdade, em sua expressão esboçavam sobrancelhas unidas e os lábios em uma linha dura de raiva.

—Se afaste que eu pego...

—Por que seu broche ficou assim, Lucélia?

A intromissão e pergunta do menino tirou-a de seu plano de ir embora correndo caso o garoto não sucumbisse ao seu desejo de ter seu objeto de volta, ela não iria encostar nele, e muito menos se aproximar enquanto estivesse ali. Mas seus planos haviam mudado.

Ele ouviu um suspiro, talvez tenha bufado, era difícil dizer. Joseph viu quando ela saiu lentamente de trás da árvore e deu pequenos passos a sua direção, ele pode reparar na forma cuidadosa com a qual ela caminhava, parecia que tinha medo de encostar nas coisas, já havia se esquecido completamente do episódio com as folhas segundos atrás. Esperando por uma resposta que não veio, ele tentou novamente mais um contato enquanto assistia a menina se aproximar com cautela.

—Você é um fantasma?

—Logico que não. – Nega ela com um tom raivoso. – Eu sou só uma menina.

—Então é uma bruxa? Você tem poderes?

Enfim Lucélia para em seu lugar, e Joseph pode notar que há dor nos olhos castanhos dela, estava bem próxima dele, mas não o suficiente para conseguir tocar. De repente ele parece sentir que pode ter perguntado algo que a deixava triste. A menina hesitou em prosseguir, passou por sua cabeça em deixar seu broche com aquele menino insolente e voltar para casa, um dia poderia pegá-lo de volta, mas não poderia jamais deixa-lo lá, além de ter sido sua avó quem lhe deu, ele poderia acabar vendendo por algum feitiço inútil com qualquer charlatão pobre da floresta.

—Olha, - Começou ela de cabeça baixa – Me deixa pegar meu broche e eu te mostro o que sei fazer. Ele só esquenta quando estou por perto. -Suas últimas palavras foram mais direcionadas a ela mesma, como se houvesse pensado alto de mais.

Os olhos de Joseph se encheram de felicidade e tentando entender e obedecer a garota de cabelos brancos, ele se afasta consideravelmente do broche quase tropeçando nas pedras que estavam logo atrás. Mantendo o equilíbrio o máximo que podia, e vendo Lucélia se abaixar lentamente e pegar seu broche, a cor roxa de antes mudara completamente, voltando a seu cristal transparente. Ela olha para seu objeto aliviada e parece se abster por um momento que estaria acompanhada, Joseph estava pronto para pedir que a menina fizesse o que prometera, mas a voz de seu pai o chamando para o jantar o faz se distrair momentaneamente, ele olha para trás e grita que já estaria entrando e ao retornar para frente, Lucélia havia desaparecido, deixando sobre o tronco seu broche de borboleta. O pobre menino não compreendeu o que a fez fugir sem levar o que tanto queria, mesmo com a tristeza reinando sobre seus ombros ele se lembra do que ela dissera.

“Ele só esquenta quando estou por perto. ”

Joseph tinha uma chance de vê-la novamente, e agora sabia como, era só uma questão de tempo. Não importasse quanto tempo levasse, ele a encontraria novamente.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, sinceramente *-*


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