História A Maldição do Imperador - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Personagens Originais, Sehun
Tags A Maldição Do Imperador, Baekbiassed, Baekhyun, Chanbaek, Chanhun, Chanyeol, Kris, Krisbaek, Magia, Maldição, Sehun, Sobrenatural, Universo Alternativo
Visualizações 110
Palavras 4.285
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá meu povooooo!
Aaaah que saudade de atualizar essa fic. Desculpem a demora, ainda sem PC e isso tá empatando pra eu escrever as coisas.
O capítulo cinco será o final e agora vocês vão ver um pouco mais sobre a treta palaciana com CHANBAEK.
Espero que gostem e estou grata pelos 97 favoritos e pelos comentários e pelos leitores fantasmas kk <3
Amo vocês e tenham paciência. O próximo capítulo chegará mais breve do que esperam e, repito, será o último.
Não tenho muito mais o que dizer. Enquanto não atualizo essa, fiquem à vontade pra ler outras das minhas fanfics e, paciência que eu vou atualizar todas o mais rápido possível.
Boa leitura.

Capítulo 4 - Net


Fanfic / Fanfiction A Maldição do Imperador - Capítulo 4 - Net

E jamais voltariam a ser o príncipe e o guarda.

Não depois daquela noite.

 

O nascer do sol clareava o dia, claridade esta que entrou no quarto, mesmo tendo a intensidade diminuída pelas cortinas.

Baekhyun acordou primeiro e respirou fundo, abrindo os olhos lentamente, havia dormido pouco; sentiu um peso sobre si e algo se mexer quando ele inspirou. Ao olhar, não pôde conter seu sorriso. Chanyeol estava com o rosto quase escondido em seu pescoço, o abraçando e com uma perna apoiada sobre si. Sentia a pele quente do mais novo, sabia que estavam nus e isso trouxe à tona as lembranças ternas da noite anterior, a melhor noite de sua vida inteira.

Havia dormido pouco por uma boa causa.

A claridade quase nula era confortável aos olhos do príncipe, mas conforto condizia com o humor do príncipe àquela manhã. Era como se sentia deitado ali, com ele.

Virou levemente o rosto para beijar a testa de Park, escondida por escuros cabelos desgrenhados. Abraçado a ele, acariciou suas costas e a lateral de seu corpo, o trazendo mais para si, queria sentí-lo o máximo possível antes que a realidade dura o roubasse de si, roubasse sua felicidade e seu prazer; Chanyeol não fora mero prazer sexual, ele fora e trouxera prazer em todos os sentidos possíveis, culminando na noite passada juntos no quarto do nobre.

Ele esperava que Yifan não descobrisse sua traição. Além disso, aquele ato sexual o deixara com mais dúvidas do que certezas de seguir em frente no plano inicial.

O que deveria fazer estava claro em sua cabeça: ter uma única noite com Chanyeol, casar-se com Yifan e gerar um herdeiro de uma concubina. No entanto, depois de tocar Park Chanyeol, seu plano parecia o maior erro que cometeria em vida. Estava dividido enquanto fitava o mais novo com um carinho e devoção como nunca dedicara a alguém antes.

Mudou o foco para o alto do dossel, que estava acima de si, pensando no que seria de si, de Chanyeol e em tudo que a vida lhe reservara, ele não percebeu os grandes olhos lhe observando.

- Bom dia - disse Chanyeol com a voz rouca, chamando a atenção e roubando a face séria do príncipe, o deixando com um sorriso carinhoso.

- Bom dia. - Respondeu delicadamente e beijou novamente a testa do outro.

- Dormiu bem?

- Sim e você?

- Também… o que achou de ontem à noite? - Chanyeol perguntou após segundos em silêncio e não sabia de onde havia saído firmeza para pronunciar aquilo sem gaguejar.

O sorriso de Baekhyun aumentou com a preocupação demonstrada por Park. Dentro do abraço de Chanyeol, ele se virou um pouco mais para ficar quase de frente ao outro, ainda com o guarda sobre seu peitoral, o encarando e esperando resposta. Passou uma das mãos pelo rosto alheio, admirando os traços e ainda sorrindo, ora mostrando os dentes, ora não; segurou o rosto dele e selou os lábios, deixando que o ato evoluísse para um beijo.

- Foi a melhor noite da minha vida.

Foi a vez de Chanyeol de sorrir, pois, para ele, fora o mesmo.

- E você, gostou?

- Sim. - Respondeu rapidamente, voltando a selar os lábios do futuro imperador, o abraçando ainda mais.

Sentiam o coração alheio pulsando e o carinho com o qual se tocavam, apenas toques leves e sem maiores intenções, os deixavam relaxados e felizes. Era como se o mundo não os pudesse atingir.

A manhã estava cada vez mais próxima e logo teriam de se levantar, mesmo desejando prolongar pelo maior tempo possível. Se os poderes de Baekhyun permitissem, ele desejaria parar no tempo com Chanyeol para que aquela manhã, que findava seu encontro, nunca chegasse. No entanto, deveriam separar-se e isso ficou ainda mais claro quando ouviu-se uma batida na porta.

Baekhyun temeu que fosse Yifan ou a empregada que ele lhe confiara para o atender naquele momento desde seu luto.

- Vossa Alteza… Chanyeol… acho melhor irmos… creio que logo será a troca da guarda. - Disse Jongin, do outro lado da porta, para alívio de ambos os envolvidos.

- Nos dê um minuto - pediu Baekhyun.

Ambos se trocaram e ajudaram um ao outro a colocar as vestes. Baekhyun colocava com cuidado a armadura de seu guarda e este lhe pendurava as proteções de couro ao redor do corpo.

- Meu bravo soldado - brincou o Byun, sorrindo quando terminou de arrumar o homem diante de si.

Seus lábios brincavam com um belo sorriso, carinhoso, enquanto seu rosto estava corado e a expressão feliz, a qual Chanyeol nunca havia visto. O Park sentiu as mãos alheias em seu rosto e virou-o de lado para beijar a palma da mão do futuro imperador. Não interessava o que Baekhyun fosse ou deixasse de ser, Chanyeol o amava muito.

Então, enlaçou a cintura do mesmo com delicadeza e o trouxe para perto, sorrindo e o admirando, admirando os belos traços que formavam aquele rosto angelical. Quer existam ou não tais criaturas, Chanyeol tinha certeza que seu amado era um deles.

O beijou com todo o carinho do mundo, um beijo que ele sabia que não esqueceria nunca. Em seu íntimo, desejava que não fosse o último, mesmo que, se usasse a lógica, sabia que sim, esse seria sim o último beijo que compartilharia com Baekhyun. Por isso a sede de guardar o sabor e os gestos na memória e em seu corpo, para que pudesse lembrar disso e dele todas as vezes em que adormecesse.

Findado o beijo, colaram as testas e respiraram fundo, juntos.

- Aconteça o que acontecer, esteja sempre ciente que eu estou com você e sou seu. - Baekhyun sussurrou olhando seriamente, tentando passar segurança, nos olhos do outro, bem de perto.

- Por que diz isso, meu príncipe? - Perguntou Chanyeol em dúvida.

- Porque eu vou tentar tomar a melhor decisão possível e preciso que saiba que eu te amo, independente de tudo.

- Eu sei, eu senti.

- Ótimo. Isso, para mim, já é suficiente. - Sorriu novamente.

- E eu também te amo, nunca esqueça disso, mesmo que eu não possa voltar a dizer. Eu te amo. - Suplicou o Park, ainda achando estranha a fala de Baekhyun.

Não queria ter esperanças em algo que talvez não acontecesse, por isso, não sabia como interpretar a fala do Byun. Ele apenas queria que o príncipe soubesse de seu sentimento sincero e o guardasse consigo, mesmo que uma eternidade os separassem. Mesmo que qualquer coisa se colocasse em seu caminho, ele jamais deixaria de amar Byun Baekhyun e sabia que jamais deixaria de ser amado.

 

Quando pediu que Jongin entrasse em seu quarto, o príncipe percebeu, no mesmo instante, que ele sabia. Kim Jongin, guarda que fazia sua segurança durante a noite e madrugada com Chanyeol, sabia o que havia acontecido.

Se ele não havia contado da maldição, acreditou que não contaria também da tórrida noite de amor vivida com o Park.

- Bom dia, espero que tenha cumprido minhas ordens. - Começou Baekhyun.

- Claro, vossa majestade. - Curvou-se. - Inclusive impedi a vinda da empregada que Yifan envia a cada duas horas para verificar o senhor. Disse-lhe que desejava estar sozinho depois de ter se deitado com a concubina, que ela não havia visto ir embora mais cedo.

- Ótimo. Espero que não conte a ninguém o que houve neste quarto, mantenha segredo da mesma maneira que guarda minha maldição. Qualquer questionamento por parte de Yifan à vocês dois, me reportem imediatamente.

- Sim, alteza - disseram ambos em uníssono, curvando-se para sair.

- Estão dispensados - lhes disse com um sorriso tranquilo e feliz, como havia tempos não ficava.

Recebeu retribuição no sorriso de Park e Jongin apenas olhou de um a outro, até que saíssem do quarto, deixando o jovem príncipe sozinho para pensar o que faria dali em diante.

Ele sabia o caminho que seu coração escolhera, não adiantava negar, por mais veemente que fosse.

Quem nasce com um grande poder nas mãos, da natureza que for, tem grandes responsabilidades e ele sabia isso de cor e salteado.

O que lhe restava, então, era pensar em como resolver aquela situação e nas consequências de seus atos, mas tentaria ir até o fim para fazer ao menos uma coisa por si mesmo e para sua própria felicidade.

 

- Ei. - Chamou Jongin enquanto iam em direção à suas casas no alojamento.

- Sim? - Perguntou Chanyeol.

Ele imaginava o que o amigo gostaria de lhe dizer ou perguntar, mas queria encorajar Jongin a o fazer.

- Aconteceu o que eu penso… ?

- Sim. - Sorriu abertamente. - E eu posso me considerar a pessoa mais feliz e sortuda deste mundo, mesmo que tenha sido apenas essa noite, não me importa se alguém mais encostar no corpo dele, eu o marquei de uma maneira que ninguém mais fará. Sei que seu coração é meu.

- Como pode saber? - Falou mais baixo quando a ronda passou por eles, olhando ao redor à procura de mais guardas.

- Se ouvisse tantas declarações em praticamente todos os momentos que está com a pessoa que ama, saberia assim como eu sei. Cada toque, mesmo quando ele nada dizia, já era de grande valor e eu sentia o carinho dele.

De repente, o semblante triste tomou conta de Chanyeol, que sorriu de igual modo.

- É só uma pena que eu talvez não possa retribuir da maneira que ele merece. Que eu não possa fazer nada mais por ele a não ser ter dado todo meu sentimento como fiz hoje.

Jongin suspirou pesadamente. Queria muito poder fazer algo, mas não sabia o que e menos ainda tinha poderes diante da corte para qualquer ação. Ele sequer havia estado apaixonado antes para saber o que Chanyeol sentia, mas via o quanto aquilo o afetava.

Esperava do fundo do coração que seu amigo seguisse em frente e que encontrasse alguém mais acessível a ele, assim como esperava o mesmo para si.

- Eu sinto muito, se eu pudesse, sabe que ajudaria. Não se culpe. - Colocou a mão no ombro do amigo, procurando confortar Park.

- Eu só desejo que ele seja feliz como me fez durante esse tempo em que soube o que eu sentia e, especialmente, essa noite. - Ergueu o rosto, olhando o palácio por sobre os ombros em seguida.

 

Semanas se passaram e, se de um lado, Chanyeol tinha mais certeza de que seu romance havia acabado de maneira trágica, com uma bela despedida, por outro, Baekhyun tinha ainda mais certeza de suas decisões e do que faria para estar com quem amava.

Ele pensou inúmeras vezes no que fazer e, antes que mais alguma coisa do casamento fosse preparada, ele resolveu se manifestar.

O príncipe convocou uma reunião de emergência, que pegará inclusive Wu de surpresa. Eram seis da tarde e a reunião começaria em meia hora, enquanto aconteceria a troca da guarda. Logo Chanyeol estaria próximo a si novamente e poderia contar que, finalmente, rompera com o noivado e decidira tomar ele mesmo as rédeas da própria vida.

O conselheiro saiu às pressas de seu quarto, deixando a porta entreaberta sem se dar conta de que Koji, sua coruja de estimação, saíra pela porta quando ele estava longe da mesma.

Koji não costumava voar sozinha pelo palácio. Era um animal noturno e havia acabado de despertar de seu sono, portanto, tomando cuidado ao pousar em ornamentos de pedra ou sobre quadros e móveis.

A coruja fora parar na sala principal, onde o príncipe, e anteriormente seus pais, recebiam o povo, um a um, para ouvir, junto à Yifan, as reivindicações e dar-lhes respostas satisfatórias ou possíveis para cada situação apresentada.

Ela pousou sobre o trono vazio, onde o irmão de Baekhyun deveria estar.

Logo no.mesmo instante, Sehun a viu ali enquanto começava sua ronda. - O que esse bicho faz aqui? - Perguntou seu colega - É a coruja do conselheiro Wu, mas é estranho porque ela não costuma sair sozinha. - Respondeu Sehun ao outro guarda. - Não é melhor avisá-lo que ela escapou? - Ele está e m uma reunião de emergência…

Dito isso, tentaram tirar Koji de cima do trono, tomando cuidado para não pisarem no assento do mesmo ou quebrarem alguma parte ornamentada.

Koji lhes dava bicadas dolorosas e que começaram a sangrar e arder. Não queria ser tirada dali.

Sehun já estava com raiva e cogitando matar aquele bicho quando, pela lateral, na intenção de se dirigir à sala de reuniões para fazer a troca da segurança, entraram Chanyeol e Jongin.

Sehun, assim que os viu, os chamou atenção:

- Ei, vocês!

Chanyeol revirou os olhos e interrompeu seu caminho para verificar o que o outro queria. Eles tinham que conversar o mínimo, ao menos, já que eram parte da guarda do palácio.

- O que quer?

- Precisamos continuar a ronda e encontrar Chen para pegar esse animal e devolvê-lo ao local onde deveria ter ficado.

- Não consegue cuidar de uma coruja e ainda se diz guarda do palácio? - Zombou Jongin, que se aproximava à coruja junto à Chanyeol.

- Cale-se ou lhe arranco a língua e esse sorriso cínico. Já traremos Chen aqui, vigiem.

 

Chegando à sala de reuniões, acompanhado de seus guardas daquele turno, que ficaram do lado de fora para serem substituídos por Chanyeol e Jongin, Baekhyun foi o último a entrar e rumou ao seu lugar.

A maneira segura e firme com que ele irrompeu a porta e andava pelo salão, causava à Wu um certo estranhamento. Havia tempos que não via o príncipe com aquela atitude madura, própria de si, em especial depois do falecimento de seu pai.

Colocou-se em seu lugar e deu boa noite a todos os presentes.

- Primeiramente, agradeço a presença de vocês. O assunto é um tanto delicado, mas eu tenho certeza que me farei entender. - Pausou, encarando cada um dos conselheiros mais velhos que ele mesmo.

- Diga-nos, vossa Alteza. Tenho certeza que nada será perigoso ou arriscado demais que não possamos resolver com a urgência que deseja. - Disse um ancião, ao se levantar e apontar para todos os seus colegas.

O mesmo se sentou quando viu um sorriso de escárnio no belo rosto do príncipe.

- Não posso concordar, infelizmente. - Disse e endireitou-se, encarando Yifan. - Conselheiro Wu…

- Sim? Vossa Majestade?

- Eu pensei muito… Muito sobre o destino que temos pela frente. Sobre o que quero e que posso fazer e cheguei à uma conclusão que… Me impede de selar nosso matrimônio. Eu sinto muito e agradeço a disposição em servir o império, mas terei de declinar. Espero que não haja ressentimentos de sua parte.

A decisão chocou a todos, que ficaram calados pos bons minutos.

 

Próximo ao salão principal, Chen andava praticamente escoltado por Sehun e o outro guarda.

- A coruja não é de responsabilidade minha.

- Mas Wu está em reunião com o príncipe e os conselheiros - lhe respondeu Sehun.

- E você é o guarda, pago para resolver problemas dessa ordem ou piores.

- Ninguém consegue pegar esse animal.

Ao chegarem de fato no salão, os guardas e Chen observaram uma cena um tanto incomum. Koji estava pousada na parte de couro do braço da armadura de Jongin.

Eles se encaravam fixamente e, apesar de Jongin parecer receoso, a coruja aparentava estar calma.

- Jongin e Chanyeol, me acompanhem, vamos até os aposentos de Wu levar Koji até onde ela deveria estar. - Virou-se para Sehun e o colega deste. - Vocês, voltem a seus postos.

Obedecendo a ordem de Chen, Chanyeol e Jongin caminharam com ele à frente. Koji parecia despreocupada pousada no braço ainda erguido de Jongin, enquanto ele ainda tinha medo que ela o bicasse.

- Pare com isso, Jongin, é só uma coruja. - Disse Chanyeol, num tom brincalhão.

- É, diz isso porque ela não está empoleirada em você.

- Calem a boca os dois ou ela vai sair voando e não conseguiremos apanhá-la mais. - Pediu Chen, revirando os olhos para a aparente infantilidade de Jongin.

Como um guarda, selecionado para a escolta da mais alta posição da corte, o príncipe, podia ter esse receio com aves de rapina que eles eram obrigados a domar? E se houvesse alguma guerra e Jongin estivesse cuidando das aves mensageiras ou de ataque? Ou ainda se ele fosse responsável pelas aves que detectam invasores ou inimigos próximos até certos quilômetros de distância, treinando ou sendo quem gerencia esse tipo de coisa?

Seria algo que seria hilário se não fosse sério.

 

Enquanto isso, depois de muito discutir, Baekhyun estava a ponto de dar a reunião por encerrada.

- Está certo disso, meu príncipe? Poderá enfrentar a irá dos anciãos e do povo, caso descubram sua maldição? Foi certo enganar a todos nós sobre isso por tanto tempo? - Perguntou um dos anciãos, o principal deles, exaltado e batendo na mesa, olhando para o príncipe com certa raiva. - Vossa Alteza e seu falecido pai não tiveram consideração para conosco.

As regalias dos cortesãos não poderiam ser retomadas, como acontecera quando o pai de Baekhyun caíra doente.

Aqueles homens chamados anciãos tinham cargos vitalícios passados de pai para filho a cada geração, nunca mulheres. Eles deveriam formar um conselho deliberativo que ajudaria a casa principal da Coréia - no momento, a casa Byun - a governar. No entanto, sempre que podiam, alguns membros eram corruptos, alguns membros faziam coisas que até Deus poderia duvidar e a vida seguia como se nada tivesse acontecido.

Quando o pai de Baekhyun assumira o trono, cortara as asas daquele conselho, tentando, por toda sua vida, formar um conselho com representantes das províncias, tanto os nobres quanto os plebeus. Porém, os homens em seu encalço sempre o impediram de tal ato e essa era um ideal que Baekhyun carregava em si, tendo, em seu interior, a certeza de que seu pai se orgulharia, assim como sua mãe e irmão, onde quer que este estivesse.

E ele pretendia continuar com as igualdades dentro da corte, o máximo possível; isso enfurecia cortesãos mais ricos e mais próximos a ele como os conselheiros. E um conselheiro só poderia ser expulso do cargo caso cometesse crimes comprovadamente ou ainda se houvesse alguém com melhores indicações ao cargo, coisa que o Byun não tinha por não ter convivido tanto com outras pessoas da nobreza ou plebe como gostaria.

E era como seu pai dizia: para conhecer um homem, dê poder a ele.

Aquela frase se encaixava àqueles homens à sua frente e o que antes ele não compreendia nas falas de seu pai sobre política, disputa de poder, ganância e intriga, fazia então todo o sentido.

- Não creio que foi certo, mas necessário, ou me tirariam o trono sem ter oportunidade de governar.

- De fato, até porque, o trono era, originalmente, de Kyungsoo, seu irmão mais velho.

O tom do velho era de deboche e ele dizia o que os demais pensavam, fato esse comprovado pelos acenos de cabeça e murmúrios em concordância.

- Eu sei disso. - Começou, batendo uma vez na mesa e ele se levantando de sua cadeira, exaltado e olhando firme, sustentando os olhares alheios, quer fossem de temor ou com brilho de desafio. - Sei que não sou como meu irmão, mas devem dar-me um voto de confiança e ainda assim, é o sangue real que corre por minhas veias, eu sou o herdeiro natural do trono, não podem e nem devem me impedir de tomá-lo, sendo essa minha responsabilidade.

- Então nos desafiará e governará sozinho? - Um dos outros senhores se levantou indignado.

- Sim, vou. E vocês não tem como me impedir. O povo estará a meu lado, qualquer conflito com ele, eu saberei resolver, inclusive eu fui treinado e instruído a vida toda a defender os interesses do povo e da corte, a me defender fisicamente, se for o caso e a conceber estratégias e alianças políticas. Saberei lidar com minha carga e, certamente, terei pessoas realmente leais a meu lado.

Dito isso, ele saiu de seu assento e abriu as portas duplas da sala de reuniões com força. Sentia fúria pelas palavras dos anciãos. Deveria falar rapidamente com os ministros e líderes provincianos antes que eles o fizessem. Deveria fazer um plano junto a Wu e Chen, que também era ótimo estrategista e que saberia perguntar ao oráculo qual melhor caminho tomar; assim estaria pronto e cercado de possibilidades e defesas para tudo que acontecesse.

Mesmo que o palácio estivesse uma loucura e seus pensamentos também, ele estava aliviado de ter quitado de seus ombros e dos de Wu essa responsabilidade de um casamento arranjado. E ele ainda não havia contado de Chanyeol aos demais cortesãos, menos ainda ao conselheiro Wu, mas tinha uma certeza: seria o primeiro de sua linhagem a casar-se por amor.

 

Encontraram os aposentos de Wu e Chen viu a porta entreaberta, por onde Koji notavelmente havia escapado.

- Vamos colocar Koji em seu lugar. - DIsse ele.

Abriu ainda mais o quarto e adentrou, seguido dos dois guardas do príncipe.

O quarto era tão grande quanto o seu e de Baekhyun, mas a decoração era feita com móveis escuros e tinha um tom exuberante de vermelho, carmim mais precisamente, com detalhes em dourados. Estátuas de dragões de jade, dragões dourados com olhos de pedras preciosas formavam a decoração, além de incensários ornamentados e a própria cama ser coberta das melhores sedas chinesas.

Aquilo tudo devido à ascendência do mesmo. Sua mãe havia sido uma camponesa e feiticeira chinesa muito humilde e honrada e seu pai um conselheiro coreano muito respeitado.

Foi daquela maneira, mostrando-se humilde, mostrando-se sempre benevolente que o pai de Wu havia se tornado o favorito do antigo imperador. Adotando o sobrenome de sua mãe desde criança em respeito à linhagem, acreditando ser nobre o ofício de feiticeira porque apenas a alguns era dado o raro dom, ele tornou-se o próximo braço direito dos Byun e inclusive do príncipe regente.

Mas Chen sentia algo de muito estranho naquele quarto, que causava-lhe arrepios e ele não estava se sentindo bem ali.

Acharam então a galiola onde Koji ficava. Era uma gaiola de mais de dois metros de altura, branca e ornamentada. Sua largura e um divã dentro da mesma, fizeram os três homens presentes ficarem confusos com o carinho pelo qual ela era tratada.

Chanyeol abriu a gaiola e Jongin entrou na mesma, colocando-a lá dentro, num poleiro que havia no centro e saiu.

Não perceberam quando Chen vidrou os olhos ali e paralisou.

Ao fecharem a gaiola, ouviram um baque surdo e ao se virarem, viram Chen caído, começando a convulsionar. Tentaram o socorrer em seguida, virando seu corpo para o lado para que ele não ficasse batendo as costas no chão e não sufocasse.

Juntamente ao barulho do corpo contra o chão, ouvia-se o farfalhar de asas de Koji, aparentemente agitada com o que acontecia à sua frente.

- Vai buscar ajuda, eu fico aqui. - Ordenou Chanyeol segurando a cabeça do mago.

Jongin se ergueu rapidamente saindo por aquela porta e minutos depois, Chen já não convulsionava mais, mas ainda permanecia inconsciente.

Chanyeol o deitou novamente de barriga para cima no chão e checou o coração e a respiração. Aparentemente normais, apesar do corpo estar suado; via isso pela tez do outro.

Momentos depois, ouviu passos calmos e pensou ser Jongin com a ajuda, mas antes que pudesse falar, viu o próprio dono do cômodo entrando. O rosto de Wu aparentava seriedade, no entanto era mais sombrio do que o Park se lembrava.

Tudo bem, ele não gostava de Yifan, mas aquele olhar parecia esconder alguma coisa, ele parecia não gostar de vê-los ali.

- O que fazem aqui? - Perguntou soturno, examinando com o olhar o mago no chão e o guarda agachado ao lado do homem inconsciente.

- Viemos trazer Koji, ela escapou.

- Já pode ir.

- Ele está inconsciente!

Antes que Yifan pudesse responder, Jongin voltou, abrindo ainda mais as portas duplas do quarto com mais dois homens e uma maca de pano grosso preso em madeira que se usava em hospitais de camapanha, em campos de batalha.

- Os médicos e as enfermeiras do palácio já estão de prontidão no quarto de Chen - alegou um dos guardas.

- Está bem, vamos logo com isso. - Pediu Chanyeol.

O homem foi colocado na maca e levado dali.

Quando estava saindo, antes de fechar as portas duplas, Chanyeol poderia jurar que a coruja parou de farfalhar as asas e ele ouvira uma voz que não era de Yifan.

 

Yifan sentara-se em sua cama com calma, analisando a situação.

Se Chen era tão bom mago e tinha os dons que dizia possuir, com certeza vira a verdade que ele tentava esconder havia anos.

Ele olhou para frente e vislumbrou aquela imagem do jovem nu à sua frente. O corpo o qual já havia tocado diversas vezes e que se conformara por ser tocado. Um corpo belo, pálido e esguio.

A linhagem Byun era maravilhosa para si.

Ele já havia provado e ainda provava de um deles, então jurara a si mesmo que provaria do irmão e da riqueza e poder que ele poderia proporcionar.

Baekhyun cancelou seu matrimônio, mas o faria voltar atrás.

Mas antes, tomaria novamente aquele que era seu velho passatempo.

Abriu o hanbok, ainda sentado, exibindo seu corpo como veio ao mundo; estava excitado pela imagem à sua frente e chamou aquele jovem para ficar sobre si, o tomando mais uma vez, para provar a si mesmo, a ele e aos Byun, que Wu Yifan poderia ter tudo e todos que quisesse.


Notas Finais


E aí, o que acharam? Espero que tenham gostado.
Quem sacou, sacou, quem não sacou, por favor, tenham paciência que tudo será explicado no próximo capítulo.
Beijinhos e até o próximo.


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