História A Mansão 2 - Interativa - Capítulo 15


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Detetives, Fanfic Interativa, Fic Interativa, Interativa, Investigação, Mansão, Mistério, Morte, Sequestro, Suspense, Terror, Tortura, Trilogia
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Palavras 5.185
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - A Proposta


Fanfic / Fanfiction A Mansão 2 - Interativa - Capítulo 15 - A Proposta

– A Proposta

 

As botinas pretas batiam no chão, estalando na madeira velha, Hannah Mars adentrou o escritório do refúgio de Victor D’Esposito, ela fizera seu serviço sujo, e agora estava para receber seu pagamento.

- Hannah, você fez um trabalho admirável.... Me faz pensar sobre se gostaria de trabalhar aqui, conosco, de maneira permanente? – Victor parecia feliz. – Tenho ótimos trabalhos, que irão satisfaze-la e nenhum que vai contra seus princípios! – Falou entusiasmado. – E é claro a remuneração!

- Parece interessante.... Mas deixe me pensar? – Perguntou distraída olhando pela janela atrás dele, sua intenção não era trabalhar para alguém permanentemente, se alguém tinha a lhe oferecer trabalho, ela ia, simples assim. – Minha remuneração? – O fitou estendendo a mão.  Victor suspirou desanimando seu bom humor, pegou um envelope amarelo, com uma grande protuberância nele, um gordo maço de notas. Pôs o pacote na mesa, Hannah caminhou até ele e o pegou. Desenrolou o papel, e o abriu, olhando as notas, não podia deixar de conferir, é claro. Tirou maço de dinheiro, e o segurou entre os dedos firmes, Victor observava atento, ela passou polegar sobre as notas verificando uma por uma ligeiramente. Sorriu forçado e saiu da sala, Victor suspirou.

Saiu do prédio, caminhando na rua, seu dinheiro guardado na sua mochila nas costas, sua arma bem escondida na calça, para ação rápida, virou num beco, e percebeu um carro preto parado na saída do mesmo, Hannah parou, colocando instintivamente a mão na cintura, encostando no cabo da arma, olhou por cima do ombro ao ouvir passos, dois homens de ternos e óculos escuros, em posição, seu olhar voltou ao carro, e uma porta abriu, os homens atrás de si se aproximaram, Hannah sacou a arma rápido e apontou para um deles, seu olhar atento, pronta para ação. Os homens levantaram suas mãos em rendição, o que não estava sobre a mira moveu –se, e fez Hannah arrancar outra arma, dum bolso secreto no encosto de sua mochila, o homem apenas apontou para a porta, o carro ainda a esperava.

- Quem são vocês? – Perguntou estreitando os olhos.

- Apenas seguranças, Srta. Mars, apenas entre no carro, você tem uma cliente. – Homem disse sério, extremamente profissional. Guardou suas armas, ainda desconfiada, e atenta a movimentos, caminhou até o carro, olhando o veículo, apenas o motorista, de vestimenta semelhante aos seguranças, eles seguiram Mars, e um deles sentou se no outro banco da frente, Hannah sentou se no banco traseiro, e o segurança que se pronunciara sentou ao seu lado, fechando a porta, os vidros eram escuros. – Teremos de venda –la, Srta. Mars, a sua cliente é muito sigilosa. – Um saco preto de pano foi colocado sobre sua cabeça. E em nenhum momento do longo percurso, Hannah deixou de prestar atenção em tudo a sua volta, com suas armas ainda em punhos.

...

Hannah morava em São Paulo, porem um grande serviço à levara a Nova York recentemente, aonde passava já a duas semanas, sua vó a aguardava no hotel, geralmente a senhora saia e passeava pela cidade, tinha uma guia com sigo, o que deixava Hannah aliviada. Porem seu trabalho era perigoso, e tudo que menos queria era sua avó em perigo, mas era discreta.

O carro parou numa estrada solitária, sem nada em volta, ótimo lugar para uma execução, pensou Hannah ao sair do carro, já sem o pano cobrindo seu rosto. Outros dois guardas são vistos, há um trailer branco na entrada de uma estrada de terra, enferrujado sujo e velho, os guardas a escoltam até o pequeno trailer, a porta foi aberta e escada desceu, ela subiu e entrou, por dentro o trailer era fresco e bonito, bem arrumado e de bom gosto, uma pequena salinha, com sofás de estofado branco, e uma decoração luxuosa, na mesinha de centro uma bandeja com um bule e xícaras de chá de porcelana branca decorada com dourado e lilás, uma mulher esguia de longos cabelos ondulados e compridos espalhados pelos ombros estreitos, usando um grande óculos de sol, parecia capa de uma revista, sua pose de empoderamento e sua visão inatingível, com um sinal, ele pediu para Hannah sentar se.

Hannah sentou, sua arma discreta e reposta na calça, ainda estava pronta para qualquer momento. Ainda estava surpresa por não terem tirado suas armas, ou verificado sua mala. Um dos guardas se aproximou e serviu o chá para elas, a mulher moveu- se, bebeu seu chá, levando até a boca a bonita cerâmica, com o seu pratinho logo abaixo, Hannah tomou um gole, e continuou a fitar a mulher, esperando.

- Desculpe toda a burocracia, Srta. Mars. – Ela disse suavemente. – Ouvi dizer que trabalhou, fez um serviço a Victor D’Esposito, certo? – Ela perguntou bebericando sua bebida. Hannah estreitou os olhos.

- Seu inimigo por um acaso? – Quis ir logo ao ponto, geralmente era isso...

- Longe disso, ele não é de longe uma ameaça, apenas intrometido. Mas isso não vem ao caso, soube que é excelente no que faz. – Pôs a xicara na bandeja. – Gostaria de lhe fazer uma oferta.... Está disposta...? – Sua voz ainda era suave e calma, a um ponto de ser irritante, Hannah não gostou da mulher.

- Depende, o que você quer que eu faça?

- Sei que tem regras restritas em relação ao seu serviço, pretendo definitivamente respeitar isso. – Jogou os cabelos por cima do ombro. – Gostaria de saber a princípio como é seu trabalho, na melhor das hipóteses antes de contratar você. – Mars arqueou a sobrancelha, e a mulher prosseguiu. – Quero que mate Audrey Montgomery.

- Montgomery? – Sua voz saiu um pouco exaltada demais, se recompôs. – Ela é uma mulher de idade... disse que não mato idosos!

- Audrey certamente não gostaria de ser dita como idosa! – Ela parecia ofendia pela outra, sua voz nunca alterando sua calmaria e macies. – Quero que seja discreto, e pareça tão remotamente aleatório que não causa transtorno para ser aberta uma investigação aprofundada, é capaz disso?

- Um assassinato, que não pareça um assassinato... quer que pareça com o que? Suicídio?

- Seria mais legal uma bala perdida...? – Pareceu mais uma pergunta a uma afirmação. – Acontece muito no seu país não? Balas perdida.... – Hannah sorriu cínica.

- Só isso? – Mars ainda estava desconfiada.

- Certamente não! – Sua voz calma parecia infantil as exclamações. – Terá mais um serviço antes, depois de matar Audrey.... Terá outra vítima.... – Suspirou pegando o controle da televisão, uma telinha se abriu na parede. – Já ouviu falar em Joseph Morgan Alexander? – Hannah assentiu olhando a telinha. – Ele é chamado carinhosamente de Advogado do diabo, sempre livrando grandes criminosos da prisão. – Ela disse sorrindo. – Infelizmente ele não conseguiu tirar Spencer Montgomery da prisão a um ano atrás. Sabe... – Gesticulou com as mãos. – Todo aquele caso do Navio Wonsp...

- Você está envolvida com Montgomery?  Trabalha para ele? – Hannah perguntou ainda cautelosa com tudo, essa sua cliente em questão era suspeita.

- Não e sim. – Sua voz saiu veludo, e espaçada, Hannah já começava se irritar com o jeito calma dela. – Estou de certa forma envolvida com algo, porém, esse advogado está fazendo um pequeno alarde, que pode atrapalhar meus planos. – Ela ligou a telinha, e um vídeo rodou:

Joseph estava em frente a microfones, sua filha – Megan Alexander Bella – estava desaparecida a uma semana, e eles parecia desesperado, sabendo de todo seu trabalho, como advogado, milionário como era, sempre livrando grandes criminosos da prisão, e o próximo seria Alison Bell, O anfitrião, havia grandes números de atentados a sua vida nos últimos dias, assim como ameaças, e junto o desaparecimento da sua filha, porem todos os fãs das vítimas eram contidos, mas ter livrado todos os criminosos, e até um canibal – O anfitrião - menos um sequestrador e torturador – Montgomery -  fez a desconfiança cair sobre Spencer Montgomery.

- Isso deve ter algo a ver com Montgomery! – Ele disse ao repórter. – Eu livrei todos... menos ele... Ele pegou minha filha! Eu tenho certeza! – Ele estava desesperado, muitos repórteres atrás de si, estavam em frente a um tribunal, onde ocorria o julgamento do canibal, protestos ocorriam nas proximidades, contra Joseph, por livrar um homem como esse da prisão.

- Pode ver que mesmo com tantas ameaças de morte e atentados, sua desconfiança cai sobre Montgomery, por ele ser o único capacitado as sequestrar sua filha, e o único grande criminoso que ele não conseguiu livrar da prisão. – Disse a mulher desligando a televisão. – Temos uma detetive investigando algumas coisas sobre Montgomery, mas podemos contê-la facilmente. Até por que ela quer sigilo, porem... – Sua voz desacelerou tornando se um suspiro tristonho. – Se Joseph continuar de alarde, acabara que o governo abra uma nova investigação, a mídia cairia em cima, e seria desastroso, e interferiria em mus planos.

- Quer que eu o mate? Não vai aparecer que o Montgomery mandou mata-lo para se calar?

- Ele tem recebido ameaças de mortes constantes por causa desse novo julgamento, se ele morresse com uma bala na testa, pareceria suicídio, não aguentou a pressão, não iam investigar por preguiça, e para não prolongar isso, Alison Bell seria liberado, indo para uma clínica para transtornos mentais, e tudo seria encerrado. Segundas opções achariam que uma das pessoas que ameaçou de morte via internet de fato o matou. Iriam investigar isso, porém, não encontrariam nada, e poderiam usar a primeira opção de qualquer forma.

- Quer que eu o mate e pareça suicídio? Sem ter mais suspeitas além disso? – Hannah Mars perguntou começando a compreender. A mulher assentiu ficando animada. – O que quer que eu faça depois de provar minha capacidade com esses dois?

- Simples, terá o trabalho de se infiltrar.

- Infiltrar?

- Sim, bem simples. Infiltrar se, misturar –se, e matar. – A mulher sorriu de modo infantil. – Não posso dizer nada além disso.

- Está bem.... Parece simples... – Ponderou um pouco pensativa. – Aceito o trabalho... e a remuneração?

- Ah! Claro. – A mulher catou uma maleta em baixo do sofá. Abriu –a, e Hannah arregalou os olhos ao ver a mala cheia de notas. – Suficiente? Isso é o adiantamento de ambos os assassinatos, e o resto depois de tudo feito. – Ela parecia uma criança brincando com fogo e sem medo nenhum da mãe pega-la, Hannah sentiu certo medo da mulher, mas sua arma ainda estava consigo, e a mulher não temia, porem.

Hannah levantou se com a mala na mão, nem sabia o que fazer com tudo, estava para sair já, saiu do trailer e caminhou um bocado de aturdida, indo e sendo escoltada pelos guardas.

...

Após deixar sua avó num hotel cinco estrelas, e após sua nova cliente mandar seguranças para ela, para mantê-la segura em todas aas situações daqui para frente. Seu dinheiro guardado num cofre, ela comprou um novo equipamento para o trabalho, com o dinheiro comprou uma moto, facilitaria sua viagem, sairia do centro de Nova York para Manhattam, onde atualmente se encontrava Audrey Montgomery. Vestindo suas botinas pretas, sua blusa e calça escura, pôs um par de luvas e subiu na moto, sua mochila guardada sob o banco, colocou o capacete, era entardecer, tomaria um caminho movimentado, assim não chamaria muita a atenção, se misturando com cidadãos locais apressados.

Chegou a noite, Audrey morava numa casa germinada, ela podia ver a mulher entre a cortina, subiu no terraço do prédio em frente, com os cabelos bem presos, cobertos por uma touca, mãos com luvas, uma roupa preta, cobrindo cada rastro que poderia deixar como prova de seu crime. A cozinha ficava logo na janela da frente, pelo horário estaria ela fazendo o jantar, sozinha, incomum, sabia disso. Esperava alguém então? Isso atrapalharia, poderia acabar acertando a pessoa errada.... Olhou através da mira de seu rifle, vendo um taxi parar na frente da casa, e de lá saiu uma mulher, era a filha de Audrey, sua empregadora fizera questão de lhe dar informações necessárias sobre Audrey, eles a vigiavam a alguns dias.... Tinha que se apresar, suspirou, deixando o ar sair lentamente entre os seus lábios, se posicionou, colocou o rifle em cima de um pano no parapeito do terraço, o pano para não marcar o cimento, é claro, Megan começava a subir os degraus com dificuldade, tinha que atirar antes da campainha ser tocada.

Audrey estava lavando os pratos, o vento fresco fez as cortinas balançarem e se abrirem um pouco, a pia ficava em frente à janela, aproveitando a abertura, ela ergueu um pouco mais a janela, Hannah observava pela mira, cautelosa, Audrey se colocou um pouco sobre a pia e olhou para a rua abaixo, vendo sua filha subindo os degraus, Hannah se preparou, o dedo no gatilho, Audrey pôs a cabeça para dentro da casa novamente, pegando um pano de prato enxugando a mão, ela se virou por um instante para soltar o avental. Megan chegou a porta, apertou a companhia, Audrey se apressou com seu laço. Num último suspiro, Hannah puxou o gatilho.

O tiro estourou ecoando pela rua abaixo.

...

Megan subiu os degraus com dificuldade, sua coluna ainda era dolorida, chegou a porta, e apertou a campainha, um tiro ecoou, e Megan Montgomery se assustou se abaixando rapidamente contra a porta. Olhando para todos os lados e sentidos, não viu nada, os vizinhos logo apareceram nas janelas com feições assustadas, cachorros latiam, e podia ouvir o som do choro de um bebe, Megan se levantou se recuperando do susto. Apertou a companhia de novo, sua mãe tinha que abrir logo, não gostaria de ficar ali do lado de fora por mais tempo. Passou se dois minutos e nada, sua mãe não podia estar fora de casa.... Pegou o celular e ligou para ela, o telefone chamou, chamou e caiu na caixa postal, ligou para o celular dela, e a mesma coisa. Megan sentiu um frio na espinha e desceu as escadas rápido demais, gemendo pela dor que afligiu a si mesma, parou na calçada em baixo a janela... aberta, luz acesa, mas nenhum sinal de sua mãe.

- Mãe! – Chamou sua voz embargada. – Mãe! – Gritou entrando em desespero. – Mãe! – Correu como pode de volta a porta, forçando a fechadura, tentando desesperadamente abrir –la, se abaixou, se ajoelhando e com a mão boa começou a puxar o tapete, e revirar o vaso de flor logo ao lado afim de achar uma chave reserva. Achou entre as pedras de um dos vasos a chave, suas mãos tremiam, e a chave escorregou entre seus dedos. Grunhiu desesperada recolhendo a chave, suas mãos tremulas dificultaram a suas tentativas de encaixar a chave em sua fechadura, quando finalmente abriu a porta andou rápido entrando na casa sem nem mesmo fechar a porta, subindo as escadas até chegar a cozinha no andar de cima. Algo no fundo de sua mente dizia que algo muito ruim ocorrera, tremia temendo o pior, adentrou a cozinha:

Megan sentiu algo forte lhe atingir o peito, seu coração apertou, caiu de joelhos a mão boa cobrindo a boca, ela não conseguia respirar, tremendo descontroladamente as lagrimas embaçaram sua vista e escorrendo. Sua mente em choque em completa negação do que via: sua mãe estirada no chão, um tiro na lateral da cabeça o sangue escorrendo e espirrado em tudo, seus olhos abertos....

No fogão a comida fervia e transbordava a panela sujando tudo, o cheiro de queimado fez seu cérebro voltar ao alerta... ainda tremula, enxugou as lagrimas e pegou seu celular, discando rapidamente para a emergência.

- Alô? No que posso ajudar?

- Minha mãe.... – Sua voz saiu engasgada e chorosa, engoliu com dificuldade, sal garganta doendo, tentando segurar as lagrimas.

- O que tem a sua mãe? Pode dizer seu nome moça?

- Minha mãe está.... Sangrando.... – Não podia, não conseguia, jamais sairiam da sua boca a palavra morta, dizer isso faria sua mãe de fato morta. – Sangrando muito... ela levou um tiro...- Chorou.

- Moça, moça? Qual seu nome? Onde você está?  - Megan suspirou, dizendo o endereço da casa da mãe. – O que aconteceu? Estamos mandando uma ambulância.... Há relatos do som de um tiro nessa região a poucos minutos.... Foi isso?

- Acho que sim... – Disse tremula. – Eu cheguei e ela já estava no chão....

- Ok, moça, aguarde a ajuda está a caminho, você consegue conter o sangue? Ela está reagindo? – Megan ficou em silencio processando.... – Moça? – Silencio, a mulher começou a ficar preocupada do outro lado da linha, o som da ambulância na rua foi ouvido. – Moça, eu posso ouvir que eles chegaram... está tudo bem? Moça...?

- Eles chegaram... – Desligou o telefone, ouviu os paços dos paramédicos apressados entrarem na cozinha, dois logo foram em direção a Audrey, e um foi até Megan. – Vocês podem salva –la? – Sua pergunta inocente, os olhos vermelhos e lacrimejando. O paramédico a levantou e a ajudou a levar até a sala, onde a pôs sentada no sofá, examinando. Ela estava na fase da negação...

- Sra. Tem alguém que eu possa ligar? – Ele perguntou olhando para ela, procurando sinais de entendimento. Megan chacoalhou a cabeça em concordância. Ela não falava, seus olhos agora estavam vidrados, ela seguiu com o olhar os paramédicos passando com sua mãe numa maca, coberta por uma lona. O paramédico arrancou o celular da mão rígida e tremula de Megan, indo nos contatos dela, indo ao último número que ela havia se comunicado. Ligou para os dois primeiros, descobrindo em segundos se tratar dos contados da vítima, ligou para um terceiro número, e um homem atendeu.

 

Hugh chegou em minutos, a casa tinha sido ocupada pela perícia da polícia, e vizinhos eram interrogados sobre o incidente. Ele foi até Megan na ambulância, o médico a liberou e permitiu que ele a levasse, colocou a no carro e dirigiu a sua casa alguns minutos de lá. Na casa deixou a no quarto de hospedes, onde ela adormeceu, não disse nada a suas filhas e a nova companheira, ainda essa noite explicaria a namorada, e na tarde do dia seguinte após a escola diria as crianças: sua avó havia morrido.

No quarto, escuro apenas com a luz da rua iluminando, Megan chorou, se encolhendo na cama, escondendo se entre as cobertas do mundo a fora, seu corpo doía, seu coração estava vazio, ela sentia, parte de si morrera, ela sentia se sem vida, mesmo com brigas e desavenças entre ela e a mãe, jamais suportaria a sua perda, a mulher que sempre esteve lá para ela, que fez de tudo para dar a volta por cima e ganhar a vida, dar a Megan tudo do bom e do melhor, que nunca a deixou. Sua amada mãe... sua mente sabia que ela havia morrido, mas seus sentimentos faziam a negar tudo, suas emoções e pensamentos em conflito, causando um grande distúrbio emocionou, ela chorou e gritou no travesseiro, Hugh ficou quieto em silencio em quanto ouvia, as crianças não comentaram, mas sabiam que algo estava errado com a mãe. A noite fora longa.

...

Hannah voltou de moto ao seu hotel, era madrugada já, não foi muito questionada na recepção, e foi logo ao seu quarto, sua avó dormia tranquilamente, guardou suas coisas e tomou um banho, sentada na banheira, deixando a espuma massagear lhe, tornara se triste, pensamentos, a mulher tinha netos, crianças que provavelmente a amavam, que ela mimava... seria certo fazer isso? E bastou isso para seu humor se tornar raiva. Irritada saiu da banheira se secando e vestindo um pijama, pulando na sua cama para dormir, ainda tinha serviços a fazer, não podia ficar se lamentando!

 

“Audrey Davis Montgomery foi encontrada morta em sua casa em Manhattam, vítima de uma suposta bala perdida que fora ouvida durante a noite. Megan Victoria Montgomery a encontrou na casa ao ir visita-la, chamando imediatamente a emergência. [...]. Segundo testemunhas o tiro foi ouvido pelas oito e quinze da noite, a rua não tinha movimento nenhum na hora. [...]. Outras fontes dizem que Hugh Hope, ex- cunhado da vítima recuperou a ex-esposa. [...]. Megan V.M. não se pronunciou ainda. [...] O tiro que Audrey levou atravessou seu crânio pela lateral direita e alojou se em seu cérebro, segundo a perícia ela teria morrido pela perda de sangue, pela demora de ser encontrada. Apesar disso, se ela fosse encontrada a tempo as chances de salva-la eram pequenas, e se acontece ela ficaria com sequelas terríveis. [...].”

...

Hannah terminou seu café da manhã com sua avó.

- Ainda farei mais uns trabalhos vó, estão se cuide e se comporte! – Riu abraçando ela. – Não saia por aí gastando... – Beijou sua bochecha, a senhora sorriu.

- Não seja tola, Hannah, se cuide... ouviu? – Apertou a bochecha da neta e a beijou. Hannah saiu, iria ver sua empregadora, a mesma insistiu de parabeniza-la pessoalmente. Desta vez com endereço, se encontraram no trailer, saiu pela manhã, chegando lá por volta do meio dia.

- Srta. Mars! – Disse ela entusiasmada com sua voz jovial e suave. – Estou tão feliz! – As emoções de felicidade eram infantis aos ouvidos de Hannah, o seu falar, temia que sua empregadora fosse alguma adolescente mimada de um criminoso, mas jamais perguntaria sua idade. Porém, isso fazia se preocupar com a sanidade da mesma. – Você fez um excelente trabalho! – Disse felicitando, dando uma taça fina de champanhe. – Agora basta se livrar do meu último problema, Sr. Joseph Alexander, logo todo esse drama de Audrey será esquecido e substituído pelo drama do Advogado, ele tem recebido ameaças de morte realmente preocupantes... – Ela riu alegre. – Fara isso em ainda hoje, certo? Quanto mais rápido melhor. Não pode parecer planejado, ou que as mortes têm relação... – Disse seria, porem sua voz ainda era suave e calma. – Atire nele umas cinco vezes? Fica parecendo uma execução por vingança não? – Sua empregadora havia mudando os planos.

- Sim... – Assentiu e concordou sem muito saber o que fazer, tomando o champanhe. Hannah sentia se mais cautelosa a cada instante, sua empregadora era um bocado de louca, para não dizer pior.

Saindo lá, voltou a nova York, tinha que montar um plano, obvio que advogado como ele, tinha seguranças, invadir o hotel onde ele estava hospedado não era opção, tinha que o encontra se em algum lugar. Obviamente sua empregadora sabia onde encontra –lo, dando lhe fotos de lugares que ele costuma ir. Nos últimos dias, com toda sua tenção o homem ia com constante frequência a uma casa de apostas, beber e jogar, distrair sua mente. Mais fácil... sorriu diabólica.

 

Usando uma bota de cano alto até os joelhos, branca e reluzente, um vestido justo e branco, tomara que cai, acentuando suas curvas, com a bota, apenas deixando suas coxas aparecerem, as cores se destacava se em sua pele parda, fez tranças em seu cabelo, enrolando as, e cobrindo com uma touca fina e grampos, colocou uma peruca de cabelos negros, pretos quase azulado, o cabelo falso caia em casacas em ondas reluzentes em suas costas, passando um batom de um tom marrom escuro, deixando os olhos com sombras igualmente escuras, e um lente de contato que deixava seus olhos num tom castanho esverdeado. Pegou um punhal e o escondeu num pequeno bolsinho improvisado dentro da bota, escondendo o bem ali. Pegou uma de suas armas e escondeu –a na outra bota. Amarrou um faixa na coxa, onde prendeu coldre com uma arma menor e discreta, desdobrou o vestido cobrindo, a arma estava entre suas pernas, assim não ficaria a mostra no vestido. Por último vestiu um par de luvas de látex transparente.

Saiu com a moto, chegando na casa de apostas, não foi impedida de entrar, a casa não era exatamente de apostas, havia musica luzes, o cheiro de maconha, whisky e sexo. Homens sentados em mesa rodeados de mulheres com roupas minúsculas, umas se esgueiravam entre as pernas dos mesmos, outros tinham rapazes jovens demais para estarem ali. Eles fumavam, bebiam, jogavam pôquer, e distribuíam dinheiro. Arrastavam garotas e garotos de programas para quartos.... Um homem passou a mão em si, ela não gostou, mas fez que sim, precisava se misturar. Não demorou para encontrar Joseph Alexander, envolto de bebidas, com olhos fundos, seu rosto parecia ter envelhecido mais, muita pressão.... Uma mulata que vestia vermelho era seu alvo, magra e mais alta que ele, dizia coisas em seu ouvido, ela segurava em sua coxa e sorria. Ele riu tentava se distrair, ainda estava nervoso e ansioso.

Ele era um homem soberbo, mas atualmente vivia do medo e da constante vontade de fugir dele, sua única filha Megan Bella sumira, era ameaçado de morte constantemente, era o advogado do diabo.... Sentou se no bar, olhando para ele disfarçadamente, se ele iria com uma garota a um quarto seria melhor, bastava seguir, se tivesse que ela se submeter a tal, seria trágico, até porque ficariam provas de si sobre ele.... Tomou um copo de Vodca, limpando o copo com um lenço anticéptico. Levando um olhar desconfiado do barman, principalmente após ele perceber que ela suava luvas. Porem ele não interferiria, não seria primeira vez que morreria um ali, afinal.

Joseph se levantou e foi seguido pela alta morena, eles iam para os fundos, Hannah os seguia a distância entre a multidão. Eles chegaram a uma porta, um segurança os deixou entrar, empurrando pessoas para passar, sabia que teria que convencer ao homem de entrar... E rápido, a porta foi fechada, e não podia perder onde eles entraram...

Foi indo direto para a porta, pronta para abrir –la, e foi barrada. – Onde pensa que vai?

- Para um quarto, estarei aguardando alguém! – Disse ríspida. – Por favor moço eu tenho hora! – Estreitando os olhos o homem deixou ela passar, o corredor era mal iluminado, a música que vinha de fora era abafada, o chão e paredes cobertos de um veludo preto, tendo portas vermelhas, o corredor era longo e estreito, viu então a mulata de vermelho entrar num quarto ao fundo. Caminhou até lá, passando pelas portas trancadas, ouvindo gemidos e palavrões abafados. Chegou em frente a porta deles, torcendo ser a certa.

Pegou sua pistola na bota esquerda, deixando a destravada, chutou a porta e ela abriu bruscamente, revelando um homem com as calças abaixadas até os tornozelos, em quanto a mulher alta estava em seu colo segurando sua gravata, as mãos dele seguravam a cintura da mulher prestes a levantar seu vestido justo. Hannah entrou fechou a porta os assustando, a garota pulou do colo dele para a cadeira ao lado, contendo um grito ao ver a arma.

- Entre no banheiro, tranque a porta e não faça um som. – A morena levantou se assustada indo ao banheiro. – Deixe o celular na cadeira. – Ela o fez correndo ao banheiro em seguida, ainda mirando a arma a sua vítima. – Levante as calças se deseja morrer com honra. – O homem tremeu e levantou as calças desajeitadamente.

- Quem é você?! Quem te mandou!? – Ele perguntou com a voz estrangulada.

- Hm... Não importa... – Hannah disse já sem paciência. O Homem se ajoelhou juntando as mãos sobre o queijo, preste a implorar, Hannah soltou a respiração calmamente e puxou o gatinho, um tiro no estomago, depois um no ombro, outro na coxa dobrada, ele gritava e por último um tiro na cabeça. A arma tinha um silenciador, o som fora abafado, a mulher no banheiro dava gritos mínimos e abafados. Joseph Alexander caiu morto sobre a cama sangrando e manchando tudo. Guardou a arma na bota, e pegou a arma reserva sobre a coxa, mirou baixo na porta do banheiro, imaginando a garota estar encolhida no chão. Um tiro e a garota gritou alta, e continuou gritando assustada. Como gritava alto, logo alguém viria, guardou a arma. E saiu do quarto como se nada tivesse acontecido, a porta do quarto ao lado se abriu, um homem estava ali olhando horrorizado aos gritos.

- Deus! Ele deve estar agredindo ela! – Hannah disse fazendo sua melhor feição de preocupação... – Deveria chamar ajuda? – Perguntou ao homem que se esgueirava na porta.

- Acho que sim.... Isso está insuportável! Ouvi até batidas! – Ele reclamou. Oh, tolo, eram tiros, pensou Hannah saindo apressada. Chegou no segurança ao lado de fora.

- Moço! Uma garota grita la dentro, ouvimos batidas... – Disse desesperada. – Faça alguma coisa! -  O homem olhou desconfiado, adentrando pela porta ouvindo os gritos, e vários dos ocupantes dos quartos reclamando no corredor. Aproveitou para sair de lá rápido, a mulata daria com a língua nos dentes, porém, seu disfarce não seria encontrado novamente, saiu do estabelecimento, subiu na moto e se mandou.

“Joseph Morgan Alexander foi executado durante essa madrugada na boate de apostas ‘Devil Legs’, ele levou cinco tiros em pontos diferentes, segunda a garota de programa com quem ele estava, uma mulher de branco entrou e atirou nele, fora tudo rápido e sem explicação. A polícia acredita que tem a ver com as ameaças que ele vinha recebendo nos últimos dias desde o início do julgamento do Anfitrião. O caso será arquivado até chegarem ao culpado da execução do Advogado Morgan Alexander. [...] A notícia do arquivamento causou protesto esta manhã, Alison Bell o Anfitrião ficara sobre vigilância em sua casa. ”

...

A casa era uma mansão luxuosa aos pés das montanhas canadenses, Hannah Mars foi convidada a ir à casa de sua empregadora após cumprir seu trabalho, sua vó fora deixada num dos melhores Spa e hotel da região.

- Você foi excelente! – Ela disse sorridente, era a primeira vez que a via sem cobrir os olhos. A garota animada justou as mãos perto da bochecha sorrindo – Agora o Anfitrião está de volta aos seus serviços, gratificante.... – Disse, e Hannah sentiu seu estomago revirar de pensar no canibal solto novamente. A fã, pensava obviamente nos serviços dele, com os negócios de volta aos trilhos, sem contar que em breve pretendia usar o anfitrião para outra coisa…- Agora podemos discutir tudo corretamente. Carter! – Disse ela apaixonada e sorridente. Um homem desanimado entrou com uma maleta. Abrindo –a para Hannah ver seu dinheiro. – Obrigado querido! – Ela disse com a voz mais fina que o usou, beijando a bochecha dele, ele resmungou saindo.

- O que será agora?

- Bem como disse terá de se infiltrar em um local... se misturar... e matar... – Ela disse gesticulando com suas mãos. – Sua remuneração será entregue toda a sua avó, ela estra sob nossa proteção.... – Hannah tinha certo medo de confiar assim nela.... Principalmente a vida da sua avó, o dinheiro pouco importava se eles pagariam a ela ou não...

- Que tipo de pessoa terei de matar?

- Jovens.... Um bocado de debilitados mentalmente..., mas nada sério.... Apenas drogados... – Falou pausadamente.  – Algum problema com isso?

- Não. – Disse olhando em volta. – Apenas isso?

- Sim.... Porem você terá de ser treinada. – Ela fitou Hannah intensamente. – Já ouviu falar em Lev Belikov? – Perguntou.

- Sim... um dos melhores assassinos de nova York... – Disse vendo uma movimentação na outra sala.

- Terá de ser melhor que ele.... Será inclusive treinada pela mulher que cuidou dele. – Ela sorriu. Hannah ficou surpresa... isso era sério? Tanto investimento nela, mas para que?

- Tudo bem... – Suspirou. – Mas me diga afinal... O Porquê disso tudo?

A mulher soltou sua risada infantil – Estou recriando a mansão, querida! – Ela disse, o sorriso doce em sua face rosada, Hannah sentiu um arrepio na espinha.

 


Notas Finais


Hannah está prestes a engajar num trabalho para lá de estranho e louco, a fã está mexendo com suas peças e tudo está indo como ela deseja... A mãe de Megan Montgomery foi morta, deixando uma Megan já desestabilizada pior do que antes. Joseph Alexander foi executado, e agora o Anfitrião: o Canibal Alison Bell está praticamente livre novamente, o que a fã de Montgomery planeja com ele? E como ficaram seus pobres prisioneiros após a primeira morte?

Aparência dos personagens https://spiritfanfics.com/jornais/a-mansao-2-9509097

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