História A Marca - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Suga, V
Tags Bts, Jeon, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Park
Exibições 100
Palavras 2.796
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Fantasia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


As provas acabaram, só falta saber se eu passei rçrçrç fé em deus.

Capítulo 3 - Será que você pode me responder?


 

Jeon ainda olhava para o mais novo ao seu lado, sabia que o garoto evitava retribuir seu olhar e podia sentir o nervosismo do mesmo. Suspirou alto para que Jimin ouvisse voltou a encarar a árvore do outro lado da rua onde um esquilo roía uma nóz incansavelmente, tentando abri-la para comer.

— Uma bússola. — Respondeu depois de minutos, se ainda estivesse encarando o loirinho teria reparado o momento exato em que seus olhos se arregalaram. — "Tendem a ser pessoas carinhosas, meigas, protetoras e carentes" já perdi as contas de quantas vezes já li isso, vivo procurando nas pessoas por essas características, mas até hoje nada. 

Jimin ainda estava chocado, então ele tinha encontrado seu cara metada em um tempo recorde, pensou que poderia aproveitar um pouco antes de esbarrar com ele pelos corredores de alguma faculdade, pode até parecer clichê mas era assim que Jimin imaginava e queria que acontecesse. Infelizmente a vida lhe pregava mais uma peça acelerando os acontecimentos e fazendo-o "esbarrar" com Jeongguk nos corredores de um colégio apenas um dia depois da maldita marca aparecer em seu pescoço.

— E qual é a sua? — Jeon perguntou notando o silêncio repentino do garoto ao seu lado que agora segurava com força as bordas do banco metálico onde eles estavam sentados.

— E-eu... — No mesmo instante o garoto ouviu o som de um ônibus se aproximando e nem quis saber se era aquele que o levaria ao centro, apenas se levantou e fez sinal para que o transporte parasse. — Tenho que ir, desculpa.

— Tudo bem. — O mais velho se levantou e enfiou as mãos em seus bolsos, encarava atentamente o baixinho que mantinha um braço erguido e o olhar no ônibus que se aproximava cada vez mais. 

Até que o transporte parou e as portas se abriram, Jimin levou uma mão até o corrimão da porta e se impulsionou para frente levando um pé até o degrau que o levaria ao interior do ônibus, mas antes que pudesse terminar sua subia sentiu uma mão sobre seu ombro e a respiração tranquila do outro contra sua nuca.

— Sabia que as almas gêmeas sentem quando estão perto uma da outra? 

Foi a última coisa que Jimin ouviu Jeongguk dizer já que ele apenas se desvencilhou do toque e entrou definitivamente no ônibus sem nem mesmo olhar para trás, nem mesmo perguntou para onde estava indo, apenas queria se distanciar do mais velho o mais rápido possível. Entregou o dinheiro sem saber se estava certo e foi se sentar nos fundos, sabendo que quase ninguém estaria lá e poderia ficar com sua cara de besta sem que alguém ficasse lhe encarando descaradamente.

O balançar do ônibus começou a lhe dar sono, como a se lembrar de quando era um bebê e sua mãe lhe balançava no berço, ele dormia rapidamente e foi exatamente assim que ele pegou no sono, os movimentos que o ônibus fazia o fez abrir e fechar os olhos diversas vezes tentando se mantes acordado, mas logo ele estava cochilando com a cabeça apoiada no vidro da janela que começava a tremer sempre que o transporte parava.

— Garoto, acorda, ponto final. — O motorista avisou distante gritando para o garoto que ainda dormia no último banco.

Jimin despertou um pouco perdido, não sabia onde estava, definitivamente tinha pegado o ônibus errado, mas não poderia ficar ali para sempre apenas desceu e olhou para todos os lados, não reconhecia nenhuma das lojas e nem casas daquela região, não sabia se estava perto de casa ou se tinha ido parar em outra cidade. Ele começou a se desesperar e fez o que com certeza não foi sua melhor ideia, começou a andar achando que chegaria a algum lugar, mas apenas serviu para que ele se perdesse ainda mais, se sentia preso em um labirinto, quanto mais entrava mais perdido ficava.

Ele andou e andou e andou até parar em frente a um prédio cinza enorme, os portões estavam abertos e várias pessoas passavam por eles, talvez ali tivesse um telefone que ele pudesse usar para ligar para sua avó e pedir ajuda, com certeza a senhora não iria gostar de deixar a loja sozinha para ir buscar o neto burro que pegou o ônibus errado porque estava com medo de sua alma gêmea no ponto do ônibus. Entrou um pouco receoso, olhando para todos os lados, todas aquelas pessoas não passavam de adolescentes que pareciam cansados naquela tarde de sexta.

Os corredores eram enormes e haviam várias salas, no final uma fila com quatra elevadores o que facilitava chegar aos andares mais altos sem precisar subir as escadas de emergência. Todas as salas estavam abertas e Jimin conseguia ver com perfeição as carteiras escolares, aquele lugar era uma escola? Com certeza a mais estranha que já tinha visto. De repente alguém apressado esbarrou no garoto que era o menor no meio de tanta gente, a pessoa parou e olhou para trás para se desculpar e se espantou ao ver que se tratava de uma "criança".

— Me desculpe, está tudo bem? — O garoto tinha cabelos azuis chamativos e usava um óculos redondo de armação dourada, Jimin o achou lindo.

— S-sim. — Engoliu em seco quando o garoto se aproximou e tocou seu ombro, ele era bem maior que si, mas parecia inofensivo. — Isso é uma escola?

— Escola? Não, é uma faculdade. — Ele riu achando graça na confusão do garoto baixinho que usava um uniforme estranho que o deixava parecido com um personagem de anime. — O que faz aqui?

— E-eu peguei o ônibus errado e não sei onde estou. — Resmungou querendo não parecer tão burro na frente de um universitário. — Queria achar um telefone para ligar para minha avó vir me buscar.

Jimin tinha o péssimo hábito de esquecer as coisas e o objeto da vez esquecido sobre a escrivaninha de seu quarto tinha sido seu celular, era definitivamente um péssimo dia para o garoto que recém completara seus 15 anos e estava começando a entrar em um colapso com a quantidade exacerbada de informação que estava recebendo desde o dia anterior.

— Ah, eu te em- — O garoto de cabelos azuis foi puxado para trás sendo obrigado a se afastar do garoto baixinho. — Mas o que... Ah, é você.

Jimin deu um passo para trás e se virou de costas quando notou se tratar de Jeongguk, o garoto tinha chegado ali bem rápido. Tentou se afastar devagar, mas sentiu uma mão segurar seu ombro e puxa-lo para trás fazendo com que suas costas batessem contra o peito de alguém.

— Ônibus errado, é? — A voz de Jeon alcançou os ouvidos do loiro e todos os pelos de sua nuca se arrepiaram quando ele o hálito quente lhe tocou a bochecha. — Deveria prestar mais atenção, pirralho.

— Não fale assim com ele, Kookie-ah. — O de cabelos azuis tinha um tom manhoso e um bico firmado em seus lábios finos e brilhoso por causa do gloss incolor que usava. — Qual seu nome, pequeno?

— Ji-jimin... — O mais novo dos três engoliu em seco e abaixou a cabeça, queria desesperadamente sair correndo, mas a mão em seu ombro não permitia que ele se afastasse. — Eu só quero ir para casa.

— Ah, eu te empresto meu celular. — O mais simpático enfiou a mão no bolso do moletom de Hogwarts que usava já tirando o aparelho prateado.

— Não precisa, eu levo ele para casa. — Jeongguk finalmente soltou o ombro do menor e ajeitou a postura. — Não se preocupe Su, quando eu voltar a gente almoça.

Jimin levantou um pouco a cabeça conseguindo ver com perfeição o momento em que Jeongguk levou dois dedos até o queixo do tal "Su" e aproximou seu rosto do dele para selar os lábios brevemente, o de cabelos azuis pareceu envergonhado com o ato já que seu rosto enrubesceu no mesmo instante e ele sorriu pequeno parecendo até um pouco tímido, nesse momento Jimin conseguiu ver perfeitamente um desenho de um trevo um pouco abaixo da maxilar do garoto, ele não era a outra metade de Jeongguk, mas eles estavam juntos de certa forma. Depois de presenciar aquela pequena demonstração de afeto Jimin sentiu-se estranho querendo mais do que nunca sair correndo, e isso teria sido possível se Jeongguk não tivesse agarrado seu pulso e passado a puxa-lo para fora do local.

— Ei, espera, eu não vou a lugar algum com você. — O mais novo reclamou tentando soltar seu pulso da mão forte do outro que nem sequer olhava para trás.

— Estou lhe fazendo um favor, então fique quieto, Jimin. — Foi a primeira vez que ele ouviu seu nome ser pronunciado pelo mais velho e nunca imaginaria o quão lindo ele poderia parecer saindo dos lábios tão atrativos de Jeongguk.

Ele apenas parou de tentar se soltar e permitiu continuar sendo arrastado no meio de um monte de pessoas mais velhas que olhavam a cena um pouco curiosas. Quando finalmente estavam do lado de fora o garoto continuou sendo arrastado até o estacionamento externo do local, andaram mais um pouco até chegarem em uma moto. Ele passou os olhos no veículo de duas rodas e depois para Jeongguk que tirava as chaves do bolso como quem não quer nada.

— Eu não vou andar nisso, você está maluco? — Perguntou chocado ao garoto que já se ajeitava sobre a modo relusente e o olhava esperando que ele se sentasse atrás de si. — É perigoso.

— Não gosta de um pouco de perigo na sua vida? — Sorriu divertido para o garoto, aproximou seu rosto do dele e olhou profundamente nos olhos castanhos que avaliavam cada pedaço seu. — Toma, coloca o capacete.

Os olhos de Jimin se desviaram para o capacete preto que o garoto tinha em sua mão esquerda, pensou por poucos segundos até que decidiu se render e colocar o capacete devidamente, respirou fundo algumas vezes antes de se sentar atrás de Jeongguk e esperar que ele desse a partida.

— Se segura em mim. — Jeongguk falou calmo esperando que o outro envolvesse os braços em sua cintura, mas ele demorou demais.

— O que? Não. — Jimin rapidamente cruzou os braços e virou o rosto para o lado.

Impaciente como sempre o mais velho procurou cegamente os braços do garoto atrás de si passando as mãos pelas pernas e aproveitando para apalpar aquela parte que já tinha chamado sua atenção no ponto de ônibus, mesmo coberta pela calça do uniforme, subiu mais um pouco e encontrou o que queria. Os puxou com um pouco de força para que se descruzassem e o puxou mais para perto o forçando a abraçar sua cintura. 

Jimin se sentiu envergonhado, mas se obrigou a aperta-lo ainda mais quando a moto "rugiu" e passou a correr. O coração do garoto batia tão rápido com medo que Jeongguk conseguia sentir com perfeição as batidas contra suas costas, suspirou em compreensão e diminuiu a velocidade sentindo os braços em sua cintura se afrouxarem um pouco. Jimin passou a se acalmar um pouco e observar a paisagem urbana, nunca tinha visto tantos prédios juntos antes, nem mesmo na capital, era assustador, mas incrível. O viagem se seguiu naquele mesma velocidade e Jeongguk se segurava para não acelerar novamente, gostava de ir rápido para chegar logo ao seu destino, mas com Jimin atrás de si o apertando sempre que ele ameaçava correr.

— Para! Para! — Jimin começou a gritar o que assustou o mais velho e o fez frear bruscamente assustando as pessoas que estavam na calçada.

— O que foi? — Jeon se virou procupado com o garoto que encarava um local específico onde a moto tinha parado. O acastanhado olhou para o edifício de dois andares... Uma livraria.

Jimin desceu da moto tirando o capacete e correndo para dentro do local que era duas vezes maior do que a que ele costumava a frequentar pelo menos uma vez por mês. Eram dois andares recheados dos mais diversos livros, ele poderia passar horas lá dentro lendo superficialmente e escolhendo quais levaria. Jeongguk estacionou a moto adequadamente e foi atrás do garoto que parecia uma criança perdida em uma loja de doces, ele não sabia por onde começar. O mais velho respirou fundo e foi até o loiro encantado, levou sua mão até a cabeça de Jimin e se abaixou um pouco para que ele pudesse ouvir  o que iria falar.

— Diga que você não causou um quase acidente por causa da merda de uma livraria, por favor. — Sussurrou de uma forma impaciente próximo ao ouvido do garoto consideravelmente mais baixo que si.

— Desculpa, é que eu estava indo até uma livraria antes de pegar o ônibus errado. — Jimin parecia tranquilo ao responder o garoto que estava louco para arrasta-lo de volta para moto e ir embora.

— Falando nisso, você não me respondeu. — Jeon se afastou e enfiou as mãos em seus bolsos, disposto a seguir o pagaro que estava animado dentro daquela loja. — Qual a sua marca, Jimin?

O loiro fingiu não ouvir e seguiu direção a escada que levava ao segundo andar da livraria. Jeongguk apenas aceitou o silêncio e seguiu o garoto por cada canto que ele ia, ainda se ofereceu para segurar as dezenas de livros que ele pegava animado e prometendo ler cada um com todo o cuidado. Não sabia quanto tempo passara dentro daquele local que cheirava a madeira polida, só sabia que foi tempo suficiente para que "Su" enviasse uma mensagem para Jeongguk avisando que não poderia almoçar por tinha que trabalhar, o que deixou o garoto bastante aliviado, não queria deixar o amigo na mão e ainda ouvi-lo reclamar de seu atrasado.

— Acho que já está bom, podemos ir agora. — Jimin sorriu pela primeira vez ao garoto que o olhou um pouco espantado, mas retribuiu.
Os dois caminharam, cada um com uma pilha de livros nos braços, até o caixa para que Jimin pudesse paga-los. O mais novo ainda pegou diversos marcadores de diferentes tipos, já que era de graça ele quis pegar muitos já que gostava de colecionar.

O caminho até a casa do garoto foi calmo, Jeongguk não tinha mais problemas com a velocidade em que pilotava e Jimin estava mais a vontade agarrado a cintura do mais velho e a cabeça deitada em suas costas, ainda fechou os olhos para aproveitar o vento gelado que tocava a parte de seu rosto que estava exposta pelo capacete. Só quando a moto parou que Jimin abriu os olhos e percebeu estarem parado em frente a sua casa.

— Você seguiu o caminho direitinho. — Saiu do veículo de duas rodas e tirou o capacete o entregando a seu dono.

— Dá para você parar de me ignorar e responder qual é a droga da sua marca? — Pergunto ríspido tomando o capacete bruscamente da mão do garoto que se assustou. A paciência não era o ponto forte de Jeongguk.

— É um... — Jimin olhou para todos os lados querendo achar uma desculpa qualquer, até que encontrou a luz dos seus problemas pregado no post do outro lado da rua. Um folheto da loja de sua avó com um desenho de uma torta de... — Um morango.

— Um morango? — Jeongguk encarou o garoto com uma sobrancelha erguida e uma vontade contida de rir da ignorância do mais novo. — Sensualidade e forte apetite sexual, Jimin, você não tem cara de quem ama uma foda a cada hora do dia. — Jimin arregalou os olhos e Jeon sorriu com a expressão do mais novo. — Na verdade, você tem cara de virgem.

— Eu tenho 15 anos óbvio que ainda sou virgem. — Tentou se defender, mas sua defesa fez o sorriso de Jeongguk triplicar de tamanho, fazendo seus dentes perfeitos aparecerem.

— Isso não tem nada a ver, com 15 anos eu não era mais virgem. — O mais velho se apoiou no guidão da moto e escondeu a cabeça entre os braços.

Jimin o olhou em um misto de curiosidade - queria saber o que ele pensava - e admiração, estava realmente espantado por Jeongguk ser tão bonito de todos os ângulos possíveis, até mesmo curvado daquele jeito. O loiro passou os olhos por cada detalhe do corpo do mais velho, parando bastante tempo em suas coxas marcadas pelo jeans de lavagem escura. Ele queria tocá-lo, mas sabia que não deveria se atrever a se aproximar um passo sequer.

— Eu tenho que ir. — O garoto finalmente se pronunciou ajeitando sua postura sobre a motocicleta e já virando a chave. — Mas antes, Jimin...

— Sim? — Ele já estava prestes a abrir o portão quando fora chamado novamente.

— Avise-me quando estiver pronto para me contar a verdade... — O capacete cobriu o rosto de Jeon deixando apenas seus olhos a mostra, mas mesmo assim Jimin ainda o ouvia. — Eu já te esperei por muito tempo.

E então Jeongguk arrancou com sua moto sumindo rapidamente na esquina da rua. Jimin permaneceu parado em frente ao seu portão ainda chocado com o que tinha ouvido. Ele já sabia, estava apenas o esperando.

 




Notas Finais


eu juro que dou um beijo em quem souber quem é o amigo do Jeon na fic kkkkkkkkkk

Não tenho muita coisa a dizer, então até a próxima.

https://twitter.com/bakjimiin <3<3<3


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