História A Marca do Assassino - Parte 1 - O Cajado Da Vida - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Parabéns! Você é Um Campeão! Agora, Morra!


Noite. Dave, Jane e eu esperávamos pela grande final na arena. Havíamos vencidos os outros guerreiros com facilidade, ouvindo reclamações (lê-se: mimimi) deles. “Ah, não é justo, vocês tem um Mago do time”, ou “Ele é portador da Marca do Assassino”. Nós três morríamos de rir quando alguém nos dizia isso.

A competição dessa semana, porém, estava acirrada. A final não seria fácil. Na outra semifinal, tínhamos dois trios experientes: um deles era composto por Hugo March, um Titã abençoado por Faner, Elizabeth Pillgrim, uma Armeira, abençoada por Ellari, e Paul Bridges, um Arqueiro abençoado por Forge. O outro trio era composto por Alex Larosa, um Arqueiro abençoado por Magnum, Hans Zapata, um Titã abençoado por Arvânio, e Gina Eloy, uma Maga abençoada por Absorum. No fim, o trio de Hugo March acabou ganhando, mas a batalha foi tão equilibrada que apenas ele sobrou de pé.

_Então, o que esperam?_ Indagou Dave, depois da luta.

Dei de ombros.

_Eles são bons, sem dúvidas. Duas classes corporais e um Arqueiro pra dar suporte. Se não fosse por isso, talvez não tivessem ganhado.

_Então o plano é derrubar o arqueiro primeiro._ Disse Jane. _Você é um Mago, pode fazer isso melhor do que eu.

_Sim, você deve cuidar de Dave._ Falei pra ela. _Hugo e Liz vão tentar derrubá-lo. Tente derrotar Liz e dê suporte a Dave quando estiver lutando contra Hugo.

_Parece um bom plano._ Disse meu amigo Titã.

_E é._ Abri um sorriso, bem na hora em que Hugo, Liz e Paul fizeram sinal de que estavam prontos para a luta.

Os dois trios foram colocados em lados opostos na sala, de frente um para o outro. Houve uma contagem de três. E então, pandemônio.

Como foi definido, voei... ah, é, eu posso voar. Voei por cima do trio adversário indo direto ao encontro de Paul. Ele pareceu surpreso (O que me surpreendeu). Não foi necessário muito para derrubá-lo. Então olhei para meus amigos.

Liz estava lutando contra Jane. A Armeira usava uma lança de ouro, enquanto Jane tentava se defender com sua espada, que estava na mão direita, enquanto o arco estava na mão esquerda. Jane pode simplesmente conjurar as duas armas do nada quando quer, o que definitivamente é prático. Ela não parecia em grandes apuros contra Liz.

Dave, porém, não estava tão tranquilo. Ele podia ser poderoso, mas Hugo era poderoso e experiente. Tinha 30 anos, e estava no Refúgio a mais tempo do que qualquer um, menos de Charlie. Fui ajudar Dave.

Uma coisa que percebi em Hugo é que ele gosta de usar muito espaço nas suas lutas. Dave, por outro lado, sabe trabalhar com menos espaço. Então, fiz um círculo de fogo (Insira o meme do Capitão América aqui) ao redor dos dois. De vez em quando, lançava bolas de fogo ocasionais em Hugo.

Foi aí que as coisas fugiram do controle. Pelo canto do olho, vi Jane e Liz desabarem. Dave pareceu ter percebido também. Num momento de desconcentração, Hugo acabou acertando um soco poderoso nele, levando-o a nocaute. A luta realmente deve ter cansado Dave para ele ter caído tão facilmente.

Dei um sorriso.

_Isso é o que eu chamo de uma virada.

Hugo abriu um sorriso pra mim.

_Sabe, garoto, vocês são impressionantes. De verdade, são mesmo. Mas eu cansei de ver vocês ganhando o Duelo.

Arqueei as sobrancelhas.

_Você ainda não venceu. Tem de passar por mim antes.

Hugo bateu os punhos um no outro.

_Com prazer.

Ok, hora da confissão. Ele me acertou o primeiro soco.

Doeu. Muito.

Levantei ofegante, a tempo de ver Hugo vindo pra cima de mim e me acertando com um rolo compressor. Minha visão ficou turva. Senti outra pancada, e outra, e outra. Eu sabia que não duraria muito tempo.

Mas a Marca do Assassino, não.

Eu explodi num inferno de chamas (eu sei que o inferno é feito de chamas, mas é uma frase de efeito). Hugo voou pra longe. Meu corpo inteiro estava coberto em fogo, e não me incomodava nem um pouco.

Devo admitir, Hugo foi valente. Não desanimou, e veio pra cima de mim de novo. Tentou me acertar um soco, mas eu segurei o punho dele com minha mão direita. Acertei um soco nele com a minha esquerda. E pronto. Havia vencido a luta.

Houve uma explosão de vivas, outra de lamentações. Os outros competidores retornaram a consciência bem depois de eu ter me apagado (lê-se: ter tirado minha fantasia de Tocha Humana). Eu e meus amigos comemorávamos mais uma vitória, quando a porta se abriu com um som que cortou todos os outros. Na porta da arena, estava Charlie Normand, no líder, com uma cara que deixava claro como o conselho havia ido: muito mal.

Ele olhou diretamente para mim. Dica: quando isso acontece, você tá muito ferrado.

_Dennis, preciso falar como você._ Disse o líder do Refúgio, para minha surpresa (sarcasmo, para os lerdos de plantão).

Senti todos os olhos sobre mim. Olhei para Jane e Dave que me olhavam com caras de “Tava na cara”.

Charlie fez um sinal para que eu o seguisse, e eu obedeci. Ele me levou até a cantina. Apontou a mesa mais próxima, e nos sentamos em lados opostos dela, um de frente para o outro.

_Deu merda._ Declarei.

Ele fez uma cara como se fosse me repreender por falar palavrão, mas desistiu, e simplesmente assentiu.

_Começa a falar._ Disse.

Ele suspirou, e contou de forma calma e pausada.

_Quando eu cheguei ao Panteão, algo não parecia normal._ Disse Charlie. _Você sabe como é lá, você já foi lá. A floresta, as construções, o clima... Porém, hoje estava tudo diferente. As árvores não pareciam tão vivas, estava nublado lá, sendo que sempre é ensolarado.

_Continue._ Falei, percebendo que ele se enrolava com certas palavras. Guerreiros do Refúgio não discursavam bem.

_Quando eu cheguei lá os deuses me explicaram. Eles disseram que faz alguns meses que eles têm sentido essa presença, algo obscuro ascendendo.

_Lamanaski?_ Perguntei, sentindo a Marca queimar levemente em minha pele.

_Eles não sabem. No começo, pensaram que não era nada. Até que..._ Ele suspirou. _O cajado de Magnum desapareceu.

A informação me atingiu com um soco. O Cajado Da Vida. Magnum não é só a deusa da magia, mas também é a deusa da natureza. Sem o Cajado Da Vida, ela é praticamente inútil.  

_Já faz uma semana._ Charlie disse.

Suspirei, esfregando a mão na testa.

_E o que os deuses vão fazer quanto a isso?

Charlie mordeu o lábio inferior.

_A gente discutiu isso. Os outros deuses não podem interferir diretamente, Magnum é quase inútil sem o Cajado... Então um guerreiro do Refúgio tem de ir recuperá-lo.

Eu acho que vocês já sabem aonde isso leva.

_E é aí que eu entro na história?_ Perguntei.

Charlie assentiu.

_Você é o campeão dos deuses.

 



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