Hist√≥ria A Marquesa ūüĎĎ - Cap√≠tulo 16


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Categorias Naruto
Personagens Chiyo, Fugaku Uchiha, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Juugo, Kabuto, Kakashi Hatake, Karin, Konohamaru, Madara Uchiha, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Samui, Sasuke Uchiha, Shion, Shizune, Suigetsu Hozuki, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Exibi√ß√Ķes 110
Palavras 2.135
Terminada N√£o
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
G√™neros: Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Cap√≠tulo 16 - Ci√ļmes de voc√™ . . .


Fanfic / Fanfiction A Marquesa 👑 - Cap√≠tulo 16 - Ciúmes de você . . .

O casal recebeu as boas-vindas do duque e da duquesa ao chegar a  Aldeia do Som. Sakura notou um olhar inquisidor por parte da sogra, mas nem ela nem o marido fizeram perguntas embaraçosas.

Uma vez em seus aposentos, Sakura considerou que não seria difícil atravessar o quarto de vestir, abrir a porta do outro cômodo e convidar o marido a fazer amor com ela. Não daria certo, porém.

A aproximação teria de ser mais sutil. Uma pena que não houvesse livros instrutivos sobre sedução...

Assustou-se ao ouvir uma batida na porta, embora soubesse que Sasuke não teria vindo seduzi-la no meio da tarde. Chiyo atendeu.

Sasuke vestira de novo roupas formais e, pela primeira vez em dez dias, gravata social. Sorriu-lhe.

— Está tudo bem com você? Não lhe falta nada?

— Tudo perfeito. Milorde vai sair?

— Sim, mas não me demoro. De acordo com o duque, é esperado a qualquer hora um encontro entre Hanzõ  e os aliados. Talvez possa estar acontecendo neste momento, sem que tenhamos notícias. Quero inteirar-me dos fatos.

Sakura estremeceu ao imaginar o destino das Nações  ameaçado. Em algum lugar, canhões poderiam estar matando homens e talvez até conhecidos.

— Por favor, veja o que pode descobrir. Sasuke beijou-a no rosto e foi embora.

A duquesa veio tomar chá no quarto da nora e não perdeu tempo em perguntar-lhe se estava em condições de retomar a vida social. Sakura não teve como recusar, e Mikoto logo delineou uma agenda extensa.

— Temos pouco tempo disponível. Afinal, quando estiver grávida, terá de ficar fora de circulação por meses. Será preciso apresentá-la enquanto sua cintura ainda está fina. Já viu o vestido?

— Não, milady.

— Lembra-se de que falamos em reformar o vestido da corte. É uma bobagem fazer um novo, pois não se poderia tornar a usá-lo. Venha.

Chiyo  abriu as portas, e elas foram até um quarto que não era utilizado. Um pacote enorme se achava embrulhado em musselina sobre a cama. Chiyo  abriu o volume, e Sakura teve certeza de jamais ter visto traje mais bonito e excêntrico.

O corpete era justo até a cintura, e a saia, muito franzida e longa. Fora confeccionado em seda azul estampada, com festões dourados e bordado com pérolas miúdas.

— Céus... Que exagero!

— Minha querida, na corte nada pode ser modesto. Sasuke odeia comparecer a esses eventos, sabia?

— Por qual o motivo?

— Perucas.

— O quê?

— Tudo lá é no melhor estilo antigo. Os cavalheiros usam pó-de-arroz, e como poucos têm cabelo suficiente para um rabicho, portanto, colocam perucas. — Com um gesto, a duquesa ordenou a Chiyo  que cobrisse o vestido. — Será preciso ensaiar com ele.

— Mas por que tenho de ser apresentada à corte? Não sou nenhuma jovem casadoura, nem tenho interesse por esses assuntos.

— Isso não importa, Sakura. Qualquer mudança em nossas vidas deve ser informada ao soberano. Não é por acaso que Sasuke e Fugaku são chamados formalmente pelo rei como "nossos primos confiáveis e muito amados".

Mesmo apoiando os princípios igualitários, Sakura ficou impressionada com a ideia de que o monarca estivesse interessado em algo que lhe dissesse respeito. Foi honesta o suficiente para admitir que ser apresentada na sala de estar da rainha seria excitante, mas a apavorava.

— Não tenho noção do que deverei fazer, milady.

— Muito simples. Uma cortesia formal e algumas palavras, se lhe forem solicitadas.

Sogra e nora voltavam à tomar o chá. Mikoto examinou a pilha de convites que trouxera.

— Teremos de ir a Bailes. Alguns destes envelopes são dirigidos à marquesa, na expectativa de uma resposta. Talvez possa reconhecer alguns amigos.

Sakura examinou as mensagens.

— Nenhum. Nem mesmo ex-alunas da escola da srta. Senju. Irei aos eventos que milady achar convenientes.

— Querida, se me der o nome de alguns amigos, será possível contatá-los. Podem ser aceitáveis, mesmo sem pertencer a nosso círculo social.

Sem esperança, Sakura listou cinco nomes de jovens damas. Duas haviam se casado com militares, e não deveriam estar no País do Som . Das outras três, apenas uma, casara-se com um nobre, e havia muitos anos não se tinha notícias dela.

A duquesa despediu-se para Sakura descansar antes do jantar. Depois iriam ao Teatro Otogakure.

Sakura retomou a leitura de Autodomínio. Prometera a tia Tsunade uma avaliação crítica, e quanto antes o fizesse, melhor.

Em meio à leitura, Chiyio interrompeu-a para anunciar uma visita:

— Milady, trata-se de uma jovem desacompanhada, porém respeitável. Srta. Samui.

— Samui! Que maravilha! Por favor, traga-a até aqui.

A mocinha entrou e, não obstante o traje caro e elegante, não parecia feliz.

— Que bom vê-la, Samui! Afinal, conseguiu sua temporada —exclamou.

— É...

Sakura pediu chá e acomodou a visita.

— Está se divertindo?

Samui caiu de joelhos aos pés da antiga mestra.

— Oh, não, querida srta. Haruno... isto é, milady. Por favor, ajude-me!

Sakura a fez erguer-se.

— O que houve, meu bem?

— Estou sendo forçada a me casar.

Sakura sentou-se com Samui em um sofá. .....Nem sempre nos casamos com quem escolhemos. Veja o meu caso.

— Mas você teve de casar-se com o marquês de Konoha , e eu estou em vias de desposar lorde Orochimarul!

— Orochimaru?! — Sakura ficou horrorizada. A jovem afundou a cabeça entre as mãos.

— Vejo que milady o conhece. Não posso. Nem que fosse para salvar a todos do demônio! — Samui tirou um papel de dentro da bolsa. — Ele me deu isto.

A marquesa leu o conteúdo. Eram as regras para a esposa de Orochimaru. Submissão total. Punições para qualquer ato agressivo, na maior parte físicas. Assemelhava-se mais a regras da mais severa casa de correção.

— Imagino como se sente... Chiyo vem vindo. Procure controlar-se, meu bem.

Chiyo entrou, seguido por uma criada que trazia bolo. Sakura disse a si mesma que teria de fazer alguma coisa pela amiga.

Por um lado, admitiu que deveria agradecer ao destino, que fora muitíssimo mais bondoso com ela. O duque teria forçado casamento mesmo que o filho fosse um idiota, ou pior: um outro Orochimaru.

Serviu o chá é adoçou a bebida com vontade.

— Beba isto, Samui, e vamos conversar.

A infeliz bebeu um gole e deixou a xícara, para torcer as mãos.

— Meus pais não têm misericórdia. Eu implorei tanto! Papai perdeu quase tudo no jogo. Não temos nada, e ainda há meus dois irmãos... Mamãe diz que é o dever de uma filha.

— Você não pode se casar com lorde Orochimaru. Se o matrimônio for indispensável, sem dúvida um par melhor poderá ser encontrado.

Sakura sabia que um dote era necessário para uma boa união. Só alguém como Orochimaru  pagaria para conseguir uma esposa. Samui não era nenhuma beldade que faria um homem esquecer as vantagens de um dote, mas era jovem e inteligente.

— Para quando é o casamento?

— O noivado será anunciado na próxima semana, e o enlace será em setembro.

— Ainda não sei como, mas encontrarei um meio de ajudá-la, Samui.

— Ah, milady! — Samui sorriu, animada.

— Por isso, deverá chamar-me de Sakura. Afinal, somos conspiradoras.

Quando Samui se despediu, Sakura teve a impressão de que o peso saíra do ombros da ex-aluna para depositar-se nos seus. A moça demonstrara muita fé, e ela nem mesmo imaginava o que teria de fazer.

Tornou a ler as regras de lorde Orochimaru , que Samui  deixara na poltrona. Nenhuma mulher íntegra poderia permitir urna vida de estupro e escravidão legalizados. Pensativa, guardou a folha dentro de seu livro.

Lembrou-se de Konohomaru. Estivera tão voltada para seus problemas que por semanas não dedicava um só pensamento ao rapaz.

Tocou a sineta para chamar Chiyo, e ambas foram até a área atrás do quarteirão, onde todas as casas grandes guardavam seus cavalos e suas carruagens. Na estrebaria destinada aos Uchiha havia lugar para dez animais e três veículos. Bastante modesto para os padrões Uchiha.

As contas pagas pelas propriedades, por seus cavalos e veículos levariam à bancarrota a maioria das pessoas.

Sakura repreendeu-se por tal conjectura ácida e acariciou seu cavalo, recém-chegado do País do Vento . Dali a pouco, Konohamaru  saiu de uma baia, carregando um balde. Assobiava e parecia saudável.

— Konohamaru?

O rapaz virou-se, deixou o vasilhame no chão e tocou no topete.

— Milady...

Sakura aproximou-se, ciente da desaprovação de Chiyo.

— Eu não estava certa de que se lembraria de mim.

— Mas claro que sim! Eu a vi viajar depois do casamento. Que festa bonita!

— Quer dizer que esteve lá?

— Ah, não, milady! Toda a criadagem teve uma tremenda festança no dia seguinte. Perdão, senhora... — Ele não parecia arrependido por ter usado uma linguagem grosseira. — Foi uma maravilha.

Um homem entrou no recinto, de cenho franzido. Devia ser o cavalariço-mestre.

— Será melhor cuidar de seus afazeres, Konohamaru  — Sakura aconselhou-o.

— Sim, milady. Tudo de bom para a senhora.

— Obrigada.

O rapazote saiu, alegre, e Sakura voltou, perguntando-se como resolver o problema de Samui. Para fazer os pais da moça desistirem do intento seria preciso encontrar dinheiro ou um marido generoso. A marquesa não estava em posição de encontrar nenhum dos dois.

Quem poderia ajudá-la? O marquês? O duque ou a duquesa? Mesmo que ficassem cientes da perversidade, não iriam interferir nos assuntos entre pais e filha. Seria contra a lei.

Sakura preparou-se para jantar, ainda sem noção do que faria para ajudar Samui.

Sasuke chegou, sem informações do paradeiro de Hanzõ. O déspota impusera um embargo nos portos, impedindo que pessoas, mercadorias e notícias saíssem do País da Chuva. Podia esperar-se o pior. Uma confrontação poderia ocorrer a qualquer dia. Os preços na Bolsa flutuavam com cada novidade surgida.

Porém, a vida tinha de continuar, e a temporada alcançava as semanas finais. As notícias de que o País do Som eram acompanhadas de bailes e recepções. Sakura achava aquilo extraordinário

Naquela noite foram assistir a Otelo no Teatro Otogakure. A marquesa procurou por pássaros engaiolados, e não achou nenhum Talvez as palavras de lorde Orochimaru  não tivessem sido significantes.

O grande ator Masao interpretava lago. A atriz que fazia Desdêmona era uma visão etérea. Cabelos escarlates desciam-lhe pelas costas. O vestido branco e prateado flutuava, diáfano.

Sakura comparou-se a Desdêmona, que fora caluniada. Mas em seu caso ela mesma destruíra sua reputação. Por sorte, o marido compreendera, e ambos haviam resolvido de maneira favorável o conjunto de circunstâncias. Estremeceu no final, quando Otelo estrangulou a esposa em um acesso de ciúme.

Admirou a interpretação digna e inteligente da atriz. Consultou o programa e constatou tratar-se de madame Karin Uzumaki. Entre parênteses constava "A Pomba Branca do Otogakure ".

Gelada, Sakura moveu os olhos para o lado. Absorto na peça, nada no rosto de Sasuke traía envolvimento pessoal.

Foi quando Desdêmona começou a executar uma dança com elegância clássica e fluidez de movimentos. Sakura observou o marido de novo e viu-o embevecido. Teria sido por isso que desaparecera naquela tarde e não trouxera nenhum fato novo?

Tornou a olhar para a criatura fantástica no palco. Não se deveria culpar nenhum homem por amar tanta beleza. O interesse de Sasuke por Sakura Haruno só poderia ser dever marital, como ele mesmo dissera. Se antes ela não se incomodava, naquele momento ir para a cama por dever parecia-lhe insuportável.

Teriam sido as razões para não consumar o casamento apenas uma simulação educada para disfarçar a pouca vontade de Sasuke em amar a esposa?

Uma dor profunda surpreendeu-a. E o marquês nem poderia compreendê-la, visto que sua amada deslizava no palco a sua frente.

Sakura teve certeza de que o marido a achava enfadonha. Na realidade, Sasuke só queria retornar a seus amigos e a seu verdadeiro amor. Se houvesse uma saída, Sakura teria fugido para nunca mais vê-lo.

Respirou fundo e, no primeiro intervalo, conseguiu discutir as atuações com naturalidade. Sasuke nada disse de excepcional sobre a Pomba-Branca.

Sakura comportou-se de maneira exemplar. Demonstrou calma e ignorou o gelo que lhe invadira o coração.

A família retornou à  Mansão. Depois da ceia, Fugaku e Mikoto se retiraram. A sós com Sasuke, Sakura o encarou. Ele a analisava, atento, e ela se apavorou. Teria Sasuke escolhido justo aquela noite para reclamar seus "direitos"?

— Parece cansada, minha querida. Não deveríamos ter saído nesta primeira noite. Não deve ceder a nossas pressões, Sakura.

— A duquesa falou que eu deveria preparar-me para ser apresentada.

— Eu sei. — Sasuke sorriu. — Mas isso não se traduz em socialização constante. Mamãe é uma criatura de extremos.

Tanto pode viver no maior sossego em Uchiha Park como atingir ao País do Som  feito um furacão. Não se importe, se não puder acompanhá-la.

— É preciso ocupar o tempo, caso contrário... — Sakura arrependeu-se de ter dito o que poderia soar como um pedido de companhia.

— Há muitas palestras agendadas para este mês. Posso apresentá-la a Temari, uma intelectual e irmã de Lorde Gaara.

— Eu preferia visitar os Uzumaki.

— Ótima ideia! Que tal amanhã à tarde? Se eles não estiverem em casa, poderemos almoçar fora. Talvez lhe interesse comprar um quadro. Bem, se está com sono, vou me retirar.

Sakura sabia o destino do marido. Mesmo assim, sorriu, despediu-se e foi para a solidão de seus aposentos.

Sasuke decidiu ir para o clube e passou uma noite miserável. Não parava de imaginar o que teria acontecido se cedesse aos instintos básicos e carregasse Sakura para o leito.


                  💔💔💔


Notas Finais


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