Hist√≥ria A Marquesa ūüĎĎ - Cap√≠tulo 18


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Categorias Naruto
Personagens Chiyo, Fugaku Uchiha, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Juugo, Kabuto, Kakashi Hatake, Karin, Konohamaru, Madara Uchiha, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Samui, Sasuke Uchiha, Shion, Shizune, Suigetsu Hozuki, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Exibi√ß√Ķes 89
Palavras 2.162
Terminada N√£o
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
G√™neros: Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Um ato de loucura.


Fanfic / Fanfiction A Marquesa 👑 - Cap√≠tulo 18 - Um ato de loucura.



Receosa de deixar Samui sozinha em casa, Sakura alegou dor de cabeça e ficou em seus aposentos, onde ambas dividiram o jantar.

O único lugar que lhe ocorria para deixar a moça era com os Uzumaki. Mas a amizade ainda recente não a encorajava a pedir-lhes tal favor. Entretanto, pareceu-lhe a única saída viável, exceto mandar a jovem de volta.

Emprestou uma camisola para Samui, que adormeceu, exausta.

Após preparar-se para dormir, Sakura dispensou Chiyo e sentou-se no sofá do quarto, para pensar no que faria. Só lembrou-se de Sasuke quando ele veio vê-la com uma garrafa de vinho e duas taças. Tinto, como na noite de núpcias.

— Coragem de ébrio... Embora eu não saiba qual de nós necessita de uma dose maior.

Assustada, Sakura considerou que Samui poderia entrar a qualquer momento. Agradeceu aos céus ter conseguido pegar a taça sem tremor aparente.

— Sua mensagem foi muito clara, Sakura, mas confesso que a estranhei. Prefere que eu vá embora?

— Eu... De maneira alguma. É que não o esperava a esta hora. Tem chegado tão tarde...

Sorridente, Sasuke sentou-se ao lado dela.

— Na verdade, pretendia não aborrecê-la com minha companhia.

— Ora, que bobagem! Senti sua falta. Sasuke tirou-lhe a taça já vazia das mãos.

— É mesmo? Nesse caso, talvez esteja certa sobre eliminar nossa ansiedade. Pensei que tinha se aborrecido comigo mais uma vez.

Sakura  sentiu o coração martelar no peito e um calor estranho invadiu-lhe o corpo quando Sasuke beijou-lhe as costas da mão e depois a palma.

— Eu deveria tê-la seduzido naquela manhã, não é, minha jovem radical?

—  Sim... — murmurou, sentindo os lábios dele em sua nuca. Tentou acariciá-lo, mas encontrou o tecido grosso do paletó. — Sasuke, quanta roupa!

— Minha querida! Teria sido muita ousadia ter vindo aqui com meu roupão, não é?

— E por que não se envergonhou de usá-lo antes?

— Porque eu tinha certeza de que não nos amaríamos naquele dia. Agora é diferente, munhas flor de cerejeira.

Sakura tocou-lhe a face.

— Nem sei se estou sendo lógica, milorde.

— E o que importa isso, na situação em que me encontro, meu amor.

Sakura sentiu a carícia nos seios sobre a seda da camisola. Em pleno desespero, só desejava estar nua e ser beijada.

Adivinhando-lhe o que ela queria, Sasuke fez uma trilha de beijos pela nuca e pelo pescoço.

— Tire suas roupas, Sasuke.

— Mas que esposa adorável! Quanto tempo perdido...

— Por que não fez isto antes?

— Nunca forcei uma mulher. Tudo aconteceu contra sua vontade e tive receio de contrariá-la mais. Agora tem certeza de que quer mesmo?

— Absoluta. — Enrijeceu-se ao se lembrar de Samui.

— Não é preciso pressa. — Sasuke recuou. — Lamento ter dado a impressão de negligência, mas eu não pretendia me impor a você.

— Ah, deixe de ser tão correto! Ele caiu na risada.

— Sakura, eu te amo.

— Isso é verdade?

— É, minha querida. Acho que me apaixonei no País do Vento . Senti falta dos dias que passamos juntos, de sua camaradagem e vivacidade. De sua inteligência, que sempre me vencia. Minha rosa, importa-se de ser amada por seu escravo?

— Importar-me? Eu?! Há semanas venho tentando persuadir-me de que não te amo. Tudo em vão. Acha que nada devemos revelar ao duque?

— E por quê? — Sasuke abraçou-a e beijou-a.

— Ele ficaria feliz demais.

Sasuke gargalhou, e iniciou uma provocação sensual com mãos e boca, mas Sakura não se esquecia de Samui.

— Sasuke!

— Sim, querida.

— Quero fazer amor em sua cama.

— Minha mulher é uma verdadeira caixa de surpresas. Qual será sua fantasia e onde encontrou a intrepidez para fazer esse pedido?

Não era hora de revelar a presença de Samui.

— Você  me inspira, meu amor.

Rindo, Sasuke tomou-a nos braços e caminhou até a porta, rodando sem parar.

— O que espera encontrar em meu quarto? Ele é idêntico ao seu. — Sasuke segurou-a no alto e chupou um dos mamilos intumescidos.

Sakura arqueou-se e gemeu.

— Milorde, quero que me ame agora — implorou, arfante.

— Minha deliciosa libertina ...

Sasuke inclinou-se para que Sakura pudesse alcançar a maçaneta e aproveitou para roçar-lhe os seios com os lábios.

Ela virou-se para alcançar o trinco com a mão trémula e sentiu o marido ficar tenso.

— O que...

O marquês largou-a no chão  com brusquidão, pegou o chapéu de três pontas que achou sobre a mesa e virou-se, furioso e pálido.

— Sasuke...

Ele deu dois passos e apanhou a gravata amassada de cima da poltrona.

— Isto faz parte de seus novos hábitos, milady? — Os olhos onix do marquês mostravam a dureza do aço.

— Milorde sabe que isso não é verdade!

— Ah, sei, sim! — Sasuke ironizou, virando o chapéu entre os dedos. — E sua encenação teria funcionado muito bem, minha senhora, se não fosse este pequeno descuido. Esta noite eu não teria notado que seus gritos eram fingidos, nem que uma ampola de sangue seria usada.

— Sasuke! — Sakura chorava, assustada. — Não sei ao que está se referindo!

Sasuke avançou, agarrou-a pelos braços e sacudiu-a.

— Chega! Chega de mentiras!

— Pare! Está me machucando! Eu não menti!

— Milady é uma mentirosa, e das piores. Onde foi que conseguiu estas porcarias?! — Sasuke  apontou o chapéu e a gravata velhos. — Com um cavalariço? Diga-me quais são seus gostos, milady. Preciso saber para que possa servi-la tão bem como ele!

— Não é nada disso, Sasuke! — Sakura procurava se soltar. — Nunca amei ninguém, a não ser você.

O marido a agrediu, jogando-a contra a parede. O grito da marquesa foi abafado pelo choque , seu corpo frágil ficou estendido no chão. Depois de um momento de estupefação pela própria violência, Sasuke afastou-se, com as mãos no rosto.

Em meio ao silêncio sepulcral que se seguiu, Samui entrou apavorada com um castiçal na mão e viu Sakura caída no tapete.

— Animal! Monstro! — Samui gritou e adiantou-se sem titubear.

Desorientado pelo que fizera, Sasuke não teve como evitar a pancada na testa com o castiçal. Recuperado do susto, agarrou a arma de Samui e prendeu-lhe os braços.

— Samui, pare! — Sakura conseguiu levantar-se. — Sasuke, deixe-a!

O marquês obedeceu, e Samui apressou-se para o lado de Sakura.

— Não pude deixar de ouvir. Ele lhe deu um soco!

— Sim, é verdade.

Sakura e Sasuke se entreolharam. Poderia a vida ser a mesma depois daquela explosão de brutalidade? A história absurda que ela inventara para fazê-lo desistir do casamento viera à tona.

Sasuke virou-se devagar e terminou de tomar o vinho esquecido.

— Precisamos ter uma conversa séria. Está disposta a isso?

— Sem dúvida.

Sakura indicou uma cadeira de espaldar reto para Samui e sentou-se no sofá. Tinha vontade de chorar, mas não pela pancada. Toda aquela paixão teria se esvaído na agressividade do momento?

O marquês ficou em pé, pálido e tenso. Pegou uma toalha e limpou o sangue do rosto.

— Quem é ela? E de quem é esse chapéu?

— É Samui, e veio até aqui disfarçada de menino. Eu a escondi dos pais.

Sasuke cerrou as pálpebras e inspirou fundo. Tornou a abri-las e mirou Samui com desagrado.— Deus...

Samui retribuiu com uma carranca feroz.

— Sakura, poderia perdoar-me? Tal atitude não se justificaria nem que...

— Sasuke, se eu encontrasse evidências da Pomba Branca em seu quarto, acho que teria feito a mesma coisa.

Sasuke endireitou-se e franziu o cenho.

— Como foi que... Bem, não vamos discutir. Sakura, não é a mesma coisa. Mulheres têm um direito tradicional de expressar seus ressentimentos no rosto do homem. Porém, elas não conseguem nada além de uma pancada leve. Enquanto seu rosto na certa ficará com um hematoma.

— Nesse caso, preciso praticar mais, para quando for necessário.

Sasuke deu uma risada triste, molhou o lenço na água da jarra e aproximou-se de Sakura. Examinou a face machucada e beijou-a com carinho.

— Eu te amo ainda mais por sua gentileza, mas jamais poderei me perdoar pelo que fiz. — Sasuke limpou-lhe o sangue com delicadeza.

Sakura entendia e perdoava, mas nunca mais poderia ficar segura em relação ao marido. Ele a espancaria da próxima vez que se irritasse?

— Não permita que a engane! Ele lhe bateu! — Samui  interveio.

— Entendo seus sentimentos Samui —Sakura respondeu com o melhor tom professoral —, mas acredito que não entende os nossos.

Depois de tranquilizar a garota, Sakura revelou a situação de Samui em detalhes.

— Querida, não há nada que possa fazer. Os pais dela têm direitos. Casamentos desse tipo realizam-se todos os dias.

— Então está mesmo tudo errado! Samui não se casará com Lorde Orochimaru se não quiser.

—Orochimaru! Isso muda tudo!

Sakura percebeu que até aquele momento não identificara o rico pretendente de sua ex-aluna.

— Como assim?

— Não podemos deixar que o miserável se case com nenhuma jovem de boa família. Com nenhuma mulher, a bem da verdade.

— Quer dizer que vai ajudá-la?

— Não será fácil. Poderíamos mantê-la fora do alcance de Orochimaru, mas não há meio legal de livrá-la dos pais. Será outra surra e outro Orochimaru .

— Ninguém poderá ser tão nojento como ele, — Samui estremeceu.

— Sou obrigado a lhe dar razão, srta. Samui.

— Se Samui escapar, Sasuke, Orochimaru encontrará outra vítima.

— E terei de passar o resto de minha vida resgatando inocentes das garras de vilões.—Sasuke quis descontrair o ambiente. — Será um processo infinito.

Sakura sorriu, apesar da dor.

— Querido, prometo que tentarei ignorar alguns dos problemas do mundo, mas não posso passar por cima de uma vítima que está a minha frente. No momento, o principal é um porto seguro para Samui. Você conhece o País do Som . Deve haver centenas de esconderijos para ela.

— Não que eu saiba.

— Pensei nos Uzumaki...

— Eles não titubeariam, mas há motivos para não envolvê-los em nada que diga respeito a Orochimaru. Espere um pouco... Sakura, o que sabe sobre a Pomba Branca?

— Ela é atriz do Teatro Otogakure. É bonita e sua amante.

— Foi. E como soube?

— Foi? — Sakura  entendeu que o marido não mentia. — Lorde Orochimaru contou-me.

— O infame! Tenho vontade de matá-lo!

— Não faça isso!

— O cretino está um pouco velho para um duelo, mas estou pensando em fazê-lo desafiar-me.

—Sasuke! Isso se chama assassinato!

— Execução, melhor dizendo.

Desanimada, Sakura percebeu a seriedade do marido e nem chegou a desfiar todos os argumentos contra os males do duelo.

— Voltando ao principal — Sasuke pareceu animar-se com a perspectiva de matar alguém —, Karin poderia ajudar-nos.

Sakura não gostou. Sasuke poderia ter desistido da atriz, mas não havia como provar a ausência de sentimentos por ela.

— Karin poderia hospedar Samui, e ninguém iria proocurar a senhorita lá.

— Uma meretriz?!—Samui engasgou.

— Atriz — Sasuke corrigiu-a, seco. — Uma mulher de carater. A casa dela é o único lugar seguro que terei a oferecer-lhe. Se seus pais souberam que veio visitar  Sakura, estarão aqui amanhã cedo.

— Acho que deveria aceitar a ajuda, querida — Sakura apoiou o marido, embora com reservas. — Parece-me livre de perigo, e acredito que não é hora de pensarmos em sua reputação. Não imagino o que pretende fazer daqui para a frente, mas, como já afirmou, qualquer coisa será preferível a casar-se com Lorde Orochimaru.

— É isso mesmo. O que devo fazer?

— Vestir-se. — Sakura foi firme e esperou a moça sair. — Ela pode ir para lá agora? Ou madame Karin precisa ser avisada?

— Não acredito que ela já tenha um novo protetor, mas mandarei um aviso. De qualquer forma, Karin estará no teatro. Teremos de esperar uma hora ou duas. Quanto ao mensageiro, Já sei!

Sasuke foi até a porta e virou-se.

— Pode me perdoar?

— Já o perdoei. De qualquer modo, tudo começou quando tentei convencê-lo de que eu havia conhecido uma dúzia de amantes. Milorde estava certo. Uma vez pronunciadas, as palavras adquirem vida própria.

— Pois vamos superar tudo isso com Virgílio: "O amor tudo vence". Eu te amo, Sakura. Deus me perdoe, mas acredito que a amaria mesmo que fosse uma devassa. É isso o que me deixou desvairado. Mesmo pensando que fosse uma à-toa, eu a desejava.

Sakura pendurou-se no pescoço do marido.

— Eu te amo meu amor.

— Sei que é virtuosa e virgem.—Sasuke deu uma piscadela.

— Infelizmente... Sakura deu risada.— E eu o amo, apesar de você ser um bárbaro.

— Se fosse mesmo bárbaro, teria atirado Samui para fora e carregado a marquesa para a cama. Sou um babuíno em minha floresta, e agirei de acordo com meu código.

— Será que nunca me permitirá esquecer isso?

— Jamais. Foi a coisa mais certa e rude que alguém já me disse.

— E qual é o código de um babuíno?

— Pensei que soubesse. Será que vou me decepcionar?

— Um babuíno — Sakura inventou depressa — é sempre indulgente com sua companheira. Sempre ajuda os mais fracos, sobretudo as jovens, e nunca procura matar, exceto em casos extremos de autodefesa. E é também monogâmico.

— Hum... Em qualquer meio primitivo os pobrezinhos seriam extintos.

— Mas não na Aldeia do Som, a cidade mais civilizada do mundo.

— O que me lembra que não devo deixá-la sair desacompanhada, minha intelectual ingênua. Tenho de fazer alguns preparativos.

Sakura sentiu que o marquês não queria deixá-la.

— Vá vestir-se, minha querida. Não levarei Samui sozinho, e quero que conheça Karin. Não diria isso a nenhuma outra mulher na face da terra.

— Isso é um cumprimento?

— O maior que eu poderia dirigir-lhe.


Continua . . .


Notas Finais


E aí meu amores, o que acharam do capítulo de hoje. Não esqueça de deixar sua opinião. Até o próximo. . . Beijos‚ô°


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