Hist√≥ria A Marquesa ūüĎĎ - Cap√≠tulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Chiyo, Fugaku Uchiha, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Juugo, Kabuto, Kakashi Hatake, Karin, Konohamaru, Madara Uchiha, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Samui, Sasuke Uchiha, Shion, Shizune, Suigetsu Hozuki, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Exibi√ß√Ķes 63
Palavras 2.981
Terminada N√£o
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
G√™neros: Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - Milady em perigo


Fanfic / Fanfiction A Marquesa 👑 - Cap√≠tulo 19 - Milady em perigo

    Horas mais tarde, Sakura e Samui  saíram da casa pela escada de serviço para encontrar-se com Sasuke, que as aguardava nas proximidades.

O marquês conduziu-as até uma carruagem alugada e ajudou-as a entrar.

— Achei melhor não envolver os servos, exceto Konohamaru. Ele levou a mensagem para Karin e está esperando por nós lá.

— Teve coragem de mandar uma criança percorrer as ruas do Som a esta hora da noite? — Sakura protestou.

— Ele está mais bem preparado para sobreviver por aí do que eu.

Durante o trajeto, o marquês contou a elas como conhecera o menino.

— Deve haver muitas crianças como ele... — Sakura cismou. — Quem sabe se houvesse uma escola para treiná-los para um ofício?

— Quem sabe...

O veículo parou diante de uma fileira de casas. O marquês estendeu a mão para ajudá-las a descer e pagou a viagem ao cocheiro. Assim que o coche afastou-se, uma figura magra saiu das sombras.

— Tudo certo, milorde — Konohamaru  falou, orgulhoso. — A senhora está esperando.

— Muito bem. Aguarde na cozinha.

Sasuke adiantou-se e bateu com a aldrava na porta. Karin em pessoa veio atendê-los.

Sakura admitiu que era uma residência agradável e mobiliada com gosto. Nada como imaginara.

Constrangida, fitou a Pomba Branca de perto. Era ainda mais bonita de que no palco. A pele translúcida não trazia sinais de cosméticos. O vestido branco de musselina era simples e enfeitado com um pouco de renda, o que realçava ainda mais o pescoço delgado, o busto amplo e um traseiro gracioso. Os cabelos escarlates estavam presos no alto em um coque. Sakura sentiu-se profundamente inferior. Em tudo.

Pior. Karin dava a impressão de bondade e inteligência. Shizunem Yatzu  podia ter restrições contra mulheres que eram treinadas para agradar aos homens, mas o que dizer de uma que fora tão abençoada por Deus e que mantivera os poderes do cérebro?

Karin fechou a porta e esperou Sasuke tomar as rédeas da situação.

— Sakura, quero lhe apresentar Karin. A marquesa estendeu a mão.

— Prazer em conhecê-la, srta. Karin. E muito obrigada. Karin cumprimentou Sakura e sorriu com simpatia, mas arregalou os olhos ao ver a face da recém-chegada.

— Esta é Samui— Sasuke apressou-se. — Ela precisa de sua ajuda.

Samui não sabia o que fazer. Hesitou, antes de fazer uma pequena mesura.

— Venham sentar-se. — Karin conduziu-os até a sala de estar. — Digam-me do que se trata e farei o que estiver a meu alcance.

Sasuke resumiu o caso e, para espanto de Sakura, Karin apoiou Samui.

— Lorde Orochimaru  é uma pústula. Se a metade das histórias que ouvi sobre ele for verdadeira, é necessário impedi-lo de aproximar-se da rameira mais corrompida, quanto mais de uma jovem inocente. Fico satisfeita de poder hospedá-la aqui, srta. Samui, mesmo que seja por pouco tempo. Terá de decidir o que pretende fazer no futuro.

— Eu sei. — Samui estava exausta e pálida. — No momento, nem mesmo consigo raciocinar. Este foi o dia mais horrível de minha vida. — E irrompeu em lágrimas.

Sakura aproximou-se da amiga.

— Se não se incomodar, srta. Karin, acho que deveríamos deitá-la. Amanhã Samui poderá elaborar seus planos.

Karin subiu a escada e levou-as até um quarto pequeno e confortável. Verificou se havia tudo o que Samui poderia necessitar e saiu. Desceu, pensativa.

Encontrou Sasuke na poltrona preferida dele, tomando conhaque.

— Posso dizer que gostei de sua esposa?

— Diga o que tiver vontade. Após romper as leis da sociedade, subterfúgios serão inúteis.

Karin não imaginava o que o deixava tão descontente.

— Está em apuros, não é, amor?

— Ficou aborrecida por eu ter trazido a garota aqui? — Sasuke fitou-a com tristeza.

— Não. Apenas espantada com sua preocupação a respeito. Nunca imaginei que fosse um filantropo.

— O casamento fez de mim um novo homem.

— Então por que sua esposa ostenta uma mancha roxa na face?

Sasuke endireitou-se, com olhar fulminante. Ouviram as batidas de um relógio e vozes no andar superior.

— Eu bati nela. — Sasuke engoliu o resto do conhaque de uma só vez.

Karin serviu-lhe mais uma dose.

— Porque ela estava querendo ajudar a garota?

— Não.

— Daqui a pouco milorde sentir-se-á melhor.

— Eu? Não sou eu quem está sofrendo!

— Não mesmo, querido?

— Estou, sim, Karin. E quanto a Sakura? Não se compadece dela?

— Pude deduzir que milorde desculpou-se, mas acredito que um fato desses não se apaga com facilidade. Deus permita que me engane, mas se erguer de novo a mão para ela, espero que Sakura lhe arrebente a cabeça com o atiçador de brasas.

— É o que teria feito?

— Isso e pior. Meu pai bateu em minha mãe a vida inteira. Prometi a mim mesma que nenhum homem encostaria a mão em mim e sairia impune.

Ouviram uma porta abrir-se no pavimento superior.

— Ainda bem que jamais caí na tentação de bater-lhe.

— E por que não o fez? Tivemos nossas brigas, e já o vi muito irado, mas poderia jurar que milorde nunca batera em uma mulher.

— Quer mesmo saber por quê?

— Sim.

Sakura desceu os primeiros degraus e parou.

— Jamais havia amado uma mulher. 

—E?

— Nunca fui tão infeliz como nessas últimas semanas. Já nem me lembro de quando tive uma boa noite de sono.

— Bom...

— Mas não é pelo que está pensando!

— Ah!

Sakur corou. A curiosidade a fez continuar parada.

— Bem, apesar da hóspede, ainda tenho uma cama livre. Se fosse milorde, resolveria logo o assunto. Sentir-se-ia muito melhor.

O marquês riu alto. Sakura enrubesceu de vergonha e... de desejo.

— Acertou em cheio. Sou mesmo um tolo, mas acredito que deve haver um pouco de decoro em tudo.

— O que o decoro tem a ver com isso?

— Deus é quem sabe. Tenho de sair daqui, antes que me corrompa.

Sakura deduziu que o marido se levantara. Respirou fundo, continuou a descida e encontrou-o no hall.

— Há quanto tempo esteve escutando?

— Um pouco só.

— Devemos aceitar a oferta de Karin?

Sakura sacudiu a cabeça. O momento passara. E não retornaria naquele lugar. Aproximou-se de Karin.

— Obrigada, srta. Karin. Por tudo.

Karin sorriu, e Sakura teve de admitir que gostara dela. Apesar da situação estranha, sentira em Karin uma amizade ainda maior de que em tia Tsunade ou em qualquer outra mulher.

— E agora? — Sakura perguntou a Sasuke, na rua.

— Não temos condução, não é?

Konohamaru  chegou correndo, com um pedaço de pão entre os dedos.

— Konohamaru, pode-se conseguir uma carruagem por aqui a esta hora?

— Duvido um pouco, milorde.

Seguiram em direção à  Mansão, seguidos por Konohamaru  uma distância discreta.

— Eu poderia tê-la deixado na casa de Karin e  ido à procura de um coche.

Ao lado de Sasuke, Sakura não sentia medo de assaltantes, e o passeio a agradava.

— E por que não o fez?

— Karin é cheia de ideias perigosas.

— Eu também. Não se esqueça que sou seguidora de Shizune Yatzu . 

— Então não precisa de estímulos.

— Por acaso leu os escritos dela?

—Li e concordo com alguns itens. Porém acredito que Shizune é intolerante, tanto em relação a homens quanto a mulheres. Nem todos os homens são brutamontes sem coração, e nem todas as mulheres são descerebradas e preocupadas apenas com trivialidades. Pergunto-me até onde ela valoriza suas companheiras de sexo, além daquelas que seguem seu modelo estrito de comportamento.

— Tem certeza do que está afirmando?

— Claro. Shizune diz: "As mulheres têm por hábito ser indolentes".

— Mas Shizune se refere à pouca educação que a mulher recebe e a seu destino de subserviência.

— Pode ser, mas não especifica nada no contexto. Tive a impressão de que a escritora encara a raça humana, tanto homens quanto mulheres, como crianças que precisam ser ensinadas por ela mesma. Os comentários sobre a aristocracia são do mesmo modo tendenciosos.

— Bem, como nobre, milorde tem o direito de interpretar dessa maneira.

— Certo. Mas não se pode esperar que eu seja favorável à eliminação da nobreza.

— Devo confessar que, depois de conhecer a fidalguia, vi que muitos são responsáveis e laboriosos. Mas você há de convir que é ridículo esperar que as mulheres se tornem escravas dos homens. Veja o caso da pobre Samui.

— Concordo. Eu jamais agiria dessa forma. E devo dizer-lhe que nada me agradou menos até hoje.

— E por que ameaçou bater-me por duas vezes?

— Talvez eu considere a força apropriada em determinados casos, mas,não vejo desculpa ou justificativa para o que aconteceu esta noite. Não sei como pude fazer uma coisa daquelas, mesmo pensando que minha esposa iria trazer escândalo para dentro da família. Se servir de paliativo, acredito que também ameaçaria um homem nas mesmas condições.

— De qualquer maneira, a violência não faz sentido para mim. — Sakura suspirou, — É  tarde e estou cansada.

Sasuke abraçou-a ali mesmo, no meio da rua. Sakura encostou-se no marido, sem conseguir raciocinar direito.

— Foi mesmo uma barbaridade e uma total falta de controle o fato de eu ter lhe batido. Prometo que isso jamais se repetirá. Mesmo que resolva ter uma dúzia de amantes... Sakura!

Ela percebeu que cochilara por alguns segundos. Levantou a cabeça e a chacoalhou. O marquês tomou-a nos braços.

— Não pode me levar no colo até em casa!

— Estamos bem perto, sua tolinha.

— Será melhor entrarmos pela porta lateral... a da entrega de carvão.

— Não pretendo me esgueirar para dentro de minha própria mansão. — Sauke a pôs de pé. — Será melhor entrar andando, senão o criado pensará que está bêbada. Konohamaru , pode ir. Direi a Ibiky que o deixe dormir.

O marquês abraçou Sakura e ajudou-a a subir os degraus até as portas enormes e entalhadas.

— O que o servo vai pensar?

— Uma das vantagens de nossa posição, minha querida, é não termos de nos preocupar com isso.

Sakura, que não se considerava membro da nobreza, enrubesceu diante do olhar atônito do jovem criado. Porém, o rapaz não fez o menor comentário, apesar de o casal chegar a pé, àquele horário e sem ninguém saber que a marquesa havia saído.

— Boa noite, milorde. Milady...

Eles foram até os aposentos de Sakura, e Sasuke deitou-a na cama. Quase adormecida, ela não reagiu quando o marido descalçou-lhe os sapatos e despiu-lhe o vestido.

— Eu fui sincera... na... mensagem.

— Não se preocupe, querida. Eu lhe prometo que amanhã à noite trataremos de saciar nossa ansiedade.



Ao entrar nos aposentos da nora, a duquesa se espantou ao encontrar Sakura de penhoar e com chapéu. O hematoma, no entanto, já quase não se via. Chiyo o tratara com hamamélis e disfarçou o resquício com maquiagem.

— Chiyo  e eu estávamos experimentando o efeito de um penteado diferente — Sakura explicou com um sorriso que não se refletia nos olhos.

— Hum, não sei se me agrada, meu bem... Faz seu rosto ficar muito redondo.

— Foi o que também achei. Em que posso ajudá-la, milady?

— Já está mais do que na hora de você me tratar por mamãe, querida, como seu marido.

Sakura assentiu.

— Claro, mamãe. Será um prazer.

— Bem, trago à baila um assunto desagradável. Sir Seiko esteve aqui à procura da filha. Insistiu com a governanta para  falar comigo. A moça desapareceu, e eles acham que ela poderia ter vindo até aqui.

Sakura rezou para que o olhar atento da duquesa não captasse alguma mentira.

— Aqui? Por que Samui viria para cá? — Sakura caprichou na expressão de inocência. — Eu lhe asseguro que a jovem não esta aqui. Será que fugiu mesmo?

— É o que eles estão dizendo. Não posso imaginar os motivos para tanto escândalo.

— Pois eu estou contente. Nenhuma jovem deveria ser forçada a desposar Lorde Orochimaru.

— Tem razão. É um homem detestável. Ele também veio aqui, mas a governanta  tratou de dispensá-lo.

Um exército de criados tinha lá suas vantagens, Sakura concluiu.

— Minha querida, tem algum compromisso? Pretendo ver a coleção de jóias medievais de Lorde Zabuza. Dizem que é uma das melhores do mundo. Não gostaria de vir comigo?

— Obrigada, mamãe, mas prefiro descansar.

— Mas querida, tem certeza de que está bem? Tem se cansado com facilidade. Será que...

— Ah, nada disso...

— Nunca se sabe. Itachi nasceu após exatos nove meses do casamento.

— Não acho que seja esse o caso.

— Está bem. Há muito tempo pela frente, e depois do nascimento dos filhos, a vida muda por completo.

A duquesa se foi, e Sakura consultou o relógio. A tarde ainda estava pelo meio. Como podia sentir tanta falta de Sasuke?

— Algo errado, milady?

— Não. Vamos dar um longo passeio, Chiyo.

— E para onde, milady?

— Não sei.

— Quem sabe até a Biblioteca Municipal?

— Não. Perto demais. Talvez até o Teatro Otogakure . 

— Milady, são quilómetros até lá! E teríamos de passar por regiões não muito agradáveis. Será melhor irmos de carruagem.

— Já sei! Vamos visitar Samui. Preciso falar com ela.

— Para onde levou a srta. Samui, milady?

— Para a casa da srta.Karin. Chiyo  não demonstrou conhecer o nome.

— Vai querer a carruagem, não é, milady?

Sakura só desejava um pouco de exercício. Não precisava envolver mais criados na aventura.

— Não é longe. Oh, céus! Não sei o endereço! Chiyo pareceu aliviada, mas Sakura não se deu por vencida.

— O menino! Konohamaru, o garoto da estrebaria. Mande chamá-lo — pediu.

— Um cavalariço! Aqui?

— Está bem, Chiyo. Iremos até lá.

— Na estrebaria?

— Isso mesmo!

A criada reconheceu que a paciência de milady estava no fim. Saíram pelas majestosas portas de entrada da mansão e foram falar com Kako, o responsável pelas cavalariças.

Ibiki saíra com o marquês e Aoda, mas Konohomaru estava lá.

— Aquele sem-vergonha! — O homem magro e encovado torceu os lábios. — Passar a noite fora, e o marquês ainda disse que ele poderia dormir. Se fosse eu... Ei! Konohamaru! Venha cá!

O garoto veio correndo, envergando um avental grosseiro e grande para ele, uma correia e um pedaço de pano com que lustrava o couro.

— Pois não, sr. Kako.

— A marquesa deseja falar-lhe.

— As ordens milady. — O menino deu um sorriso engraçado.

— Quero o endereço de onde estivemos ontem à noite.

— Pois não. Oto no Sato, número 8. Mas como pensa encontrar a rua?

— Chiyo  não saberia?

— Não. A rua é pequena e nova.

Sakura divertiu-se com a esperteza de Konohomaru.

— Quem sabe poderia ser nosso guia?

— Acho que seria melhor, milady.

— Sr. Kako, o senhor se importaria se eu afastasse um pouco Konohamaru de suas ocupações? Necessito dele como guia até meu destino.

— O cocheiro está disponível, milady. — A carranca deixava o rosto de Kako ainda mais franzido. — Ele conhece o País do Som  como a palma da mão.

— Gosto de andar — Sakura disse, com firmeza.

— Um dos servos seria mais adequado que esse fedelho.

— Prefiro levar Konohamaru.

— Sim, milady.

Em minutos os três saíram. Sakura e Chiyo na frente, Konohamaru alguns passos atrás.

— Não sei como poderá indicar-nos o caminho aí de trás.

— Sakura falou, quando chegaram à via pública. — Vá na frente.

Era o que Konohamaru queria. Assobiando, saltitou e deixou as duas a segui-lo.

Nenhum deles notou que um indivíduo de feições duras os acompanhava a certa distância.


— Eu gostaria de oferecer-lhe uma bebida, Lady Sakura, mas não creio que nada razoável possa sair da cozinha nos próximos minutos. — Karin arregalou os olhos e estreitos os lábios.

— A situação é bastante inusitada...

— Escandalosa, eu diria — Sakura acrescentou, amável.

— Nem imagina o trabalho que tive para sair da  mansão e chegar aqui.

— Sasuke sempre me dizia isso. — Karin arrependeu-se de imediato do comentário.

— Srta. Karin, acredito que não será possível falar o que quer que seja sem tocar no nome dele, não é? Contudo, devo deixar bem claro que, se ainda tiver algum interesse em meu marido, eu me encarregarei de fazer com que desista.

— Esqueça. Isso faz parte do passado. Importa-se de chamar-me de só de Karin, milady? 

— Se me chamar de Sakura...

— Está bem, Sakura. Veio ver a srta. Samui?

— Isso mesmo.

— Ela está no quarto, e eu a chamarei em um minuto. Essa menina se encontra em situação muito difícil. Tem algum plano para Samui?

— Não. Primeiro, quero falar com ela para conhecer suas intenções. Quero avisá-la de que os pais e Lorde Orochimaru  iniciaram uma busca em larga escala. Tive esperança de que fossem mais discretos, para evitar um escândalo.

— Dinheiro e desejo deixam pouco espaço para discrição. A srta.Samui perguntou-me se eu poderia dar-lhe algum treinamento para a arte teatral. Além do fato de não ser adequado, o palco está longe de ser um esconderijo.

— Ela poderia tornar-se professora ou governanta, embora não me pareça ter qualidades para isso.

— Talvez a senhora pudesse dar-lhe referências.

— Como assim? Karin deu de ombros.

— Se Samui pleiteasse um cargo com recomendações da marquesa de Konoha, decerto o conseguiria.

— Não posso fazer isso.

— Se está pensando em tais melindres, a pobrezinha vai acabar casando-se com Orochimaru . Ela não pode ficar escondida aqui por muito tempo sem que escape algum boato. Ainda mais se eles espalharem cartazes com recompensa. É preciso que vá para longe, com nova identidade e algum tipo de emprego. Será preciso forjar alguma coisa.

Sakura sentiu-se na beira de um precipício.

— Se eu agir com correção, estarei condenando uma jovem.

— Regras para regular o comportamento e para preservar a reputação, com frequência, suplantam obrigações morais.

— Shizune Yatzu! Karin sorriu.

— Como deve saber, ela diria para ajudar Samui, e a sociedade que se danasse! A situação da srta. Samui não pode deixar de lembrar-me a da Maria do romance Os Crimes Contra a Mulher.

— É verdade. Samui acabaria em um asilo de loucos, se Lorde Orochimaru conseguisse seus propósitos. Mas não se trata de reputação, Karin. É a lei.

As duas iniciaram um debate sobre certo e errado até serem interrompidas por uma batida na porta. Shion. a criada, passou por elas para atender.

— Isso está me parecendo o início de uma amizade extravagante — Sakura considerou.

— Sasuke teria ataques histéricos. — Karin deu risada.

— Na realidade, seria difícil imaginar uma parceria mais imprópria — alguém ironizou.

As duas se viraram e depararam com Lorde Orochimaru  na entrada, com uma pistola na mão. Dois homens mal-encarados postavam-se atrás dele. Um deles tinha cabelos brancos e esbelto kimimaro. O outro, mais baixo possuía uma máscara de ataduras no rosto Dosu, segurava Shion e tapava-lhe a boca.

— É meu dever tirar minha noiva deste antro de perdição.


Continua . .


Notas Finais


O que será da nossa querida Rosada e da sua mais nova amiga??
Deixa sua opinião. Um grande beijo, bye👋👋


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