História A Máscara - Capítulo 23


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Mistério, Romance, Suspense, Terror
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Palavras 2.086
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, amores. Esse episódio é um episódio natalino e eu gostei muito de escrever. Infelizmente, essa história está acabando e no dia 14/08 eu vou postar os últimos. Eu vou fazer outra fic mas desta vez de drama. Beijos e muito obrigada por tudo, de verdade.

Capítulo 23 - Noite infeliz


Fanfic / Fanfiction A Máscara - Capítulo 23 - Noite infeliz

Kristen chegou em casa, um pouco perplexa com o que havia acontecido. Ela deixou o presente de grego no balcão. Não iria abrir aquilo sozinha. Ela começou a decorar sua casa com as coisas que havia comprado, colocou 7 meias na lareira. Colocou o papai noel ao lado da lareira, aquilo parecia um programa de natal. Ela ligou para Bailey para saber da árvore:

- Oi, Bailey. Já achou uma árvore?

- Oi, achar eu até achei. Mas elas estão feias. Falei que a gente deveria ter pegado antes. Vou ver o que consigo aqui. Beijos, te amo se caso morrer.

- Ok. Te amo se caso morrer.

Kristen sentou e foi ver programas de natal e ficou se perguntando como seria se sua vida fosse igual a da Martha Stewart.

Bailey rodou por 2 horas atrás de uma árvore descente. Mas acabou que não achou uma bonita. Então, ela pegou a menos feia entre todas que tinha visto. Demorou quase duas horas para colocar ela em cima do seu carro vermelho, o homem que cuidava das árvores tentou ajudar ela mas acabou que atrapalhou mais ainda. As casas da rua de Kristen estavam todas enfeitadas. Esse com certeza era seu feriado favorito. Luzes bonitas, roupas bonitas e o espírito natalino. Tudo parecia mais calmo e amoroso no natal. Era como se Deus desse um enorme abraço na Terra e enchesse todos de amor e esperança. Estava sendo um ano difícil, para todo mundo.

Bailey bateu na porta de Kristen e ela atendeu com uma cara de sono. Bailey  sorriu e disse:

- Foi aqui que pediram uma árvore nem tão feia assim?

- Deixa eu te ajudar com isso.

Elas levaram a árvore para dentro e colocaram perto da lareira.

- Daria para fazer um filme natalino aqui. Está incrível.

- Muito obrigada, Bailey. É... Aconteceu uma coisa.

O sorriso de Bailey se fechou e apareceu uma cara de pânico no lugar.

- O que?

- Ah... Eu... Eu vi o Kyle. - Omitiu Kristen.

- Nossa Kristen, não me mata do coração. Achei que você tinha visto o assassino ou algo assim. Mas e aí?  O que aconteceu quando você viu ele?

- A mãe dele estar com  Alzheimer. E ele descobriu que também estava naquele dia em que eu disse que ele estava estranho.

Bailey arregalou os olhos.

- Sério? Meu Deus, eu sinto muito. - Ela deu um abraço em Kristen.

- Está tudo bem. A gente vai arranjar um jeito.

- Vão sim, pode ter certeza.

- Sobre a ceia amanhã. O que os outros vão trazer?

- Josh vai trazer bebidas. E Filip vai trazer comida.

- E a Kendra?

- Ela disse que iria fazer Eggnog para amanhã, alguns com álcool para mim e outros sem para vocês.

- Eggnog é muito bom. Eu roubava um pouco do da minha mãe quando era pequena. Achava que era leite condensado.

- Mas é o com álcool?

- Foi. Todos estavam conversando quando eu pensei "é agora que eu tomo esse leite condensado."

Bailey arregalou os olhos e sorriu.

- O Kyle vai vir?

- Ele disse que não sabe. A mãe dele está doente e ele gostaria de passar com ela. - Kristen disfarçou um pouco da decepção - Ei, quer ver algo muito legal?

- Claro.

- Ok, mas você tem que fechar os olhos.

Kristen pegou uma das meias e disse:

- Ok, pode olhar.

- Aí que lindo. É uma meia com meu nome. Muito obrigada, é muito fofa. Fico feliz de fazer parte dessa pequena família.

Elas se abraçaram e choraram um pouco.

Kristen e Bailey passaram o dia inteiro - e um pouco da madrugada - assistindo filmes de natal. Sempre acontecia maratona de filmes de Natal na TV. E Kristen e sua família sempre assistiam juntos. Quando era lá para as 04:30 da manhã. Bailey acordou com um barulho na porta, como se um carro estivesse raspando de leve a porta. "Deve ser algum animal." Tentou pensar assim. Seu pescoço doía por dormir de mal jeito no sofá. Ela fechou os olhos e tentou não se concentrar nesse barulho, e de novo, ela dormiu.

Era natal, as pessoas felizes nas ruas, crianças querendo abrir logo seus presentes. As ruas estavam tranquilas, em algumas casas dava para ver as pessoas preparando as coisas para a ceia e outras assistindo "A Felicidade Não Se Compra." Passando pela milésima vez na TV a cabo. Bailey acordou e viu que Kristen montava uma casinha de gengibre. Ela olhou para Bailey e disse:

- Oi, toma café da manhã para você poder me ajudar aqui.

- Por que só a gente que vai fazer? Por que não chamamos um dos meninos?

- Ahn, conta comigo? - Uma voz máscula veio de dentro do banheiro.

- Oi, Robbie. Não pensei que você fosse o tipo de cara que faz casa de gengibre.

- Não sou. Na minha casa, a minha irmã faz o doce e eu o salgado. Estou fazendo os aperitivos.

- O que vai fazer?

- Vou fazer um bolinho que eu aprendi com a minha tia. Bolinho de bacalhau.

- Parece gostoso. O que você quer que eu ajude, Kristen?

- Me ajuda a montar essa casinha que eu já quebrei ela toda.

- Haha, perai, só vou tomar café da manhã.

Quando foi escurecendo, as luzes foram acesas e as casas estavam lindas e brilhantes. O Natal tinha oficialmente chegado. Depois de terminar os bolinhos, Robbie foi buscar a namorada, ele tinha consertado a March e ela estava mais bonita que antes. Kendra chegou lá para as 18:30 e trouxe com ela os ingredientes para fazer o Eggnog. Fez um com álcool para a Bailey e o resto puro, e ela realmente sabia fazer. Elas se sentaram no sofá e ficaram vendo especial de Natal. Kendra virou e perguntou:

- Quando eu vou conhecer o Robbie?

- Você não conhece ele não? - Perguntou Bailey.

- Foi você que saiu com ele em uma aventura, lembra?

- Não chamaria salvar a Kristen da morte de aventura, mas ok. - Disse Bailey.

- Ele foi buscar a namorada. Daqui a pouco está aí. - Disse Kristen.

- Vou no banheiro rapidinho.

Ela se levantou pegou a sua bolsa e foi no banheiro. Quando ela se distanciou, Bailey cochichou:

- Você já percebeu que toda vez que ela come ou bebe algo ela vai ao banheiro?

- Sim, isso é meio estranho.

Elas escutaram Kendra vomitando.

- Será que a Kendra está bem?

- Não sei. Vamos ver.

Elas caminharam até a porta do banheiro aonde elas escutaram Kendra vomitando mais uma vez. Elas bateram na porta e disseram:

- Kendra, você está bem?

- Ah, claro, eu só estou escovando os dentes.

- A gente ouviu você vomitar, abre a porta. - Disse Bailey.

Kendra deu uma descarga.

- V-vomitar? Eu não vomitei. - Gaguejou Kendra.

- Por favor, abre a porta. - Disse Kristen.

Kendra abriu a porta, ela estava com a escova na boca. Bailey abriu o vaso e viu resquícios de vômito no vaso sanitário.

- O que é isso, Kendra? - Disse Bailey. Calmamente.

- Na-nada.

- Você vai continuar mentindo para a gente? - Disse Kristen.

- Deixa eu ver a sua barriga. - Disse Bailey. Sem aumentar nem um pouco o tom de voz. Como se estivessem falando de filmes.

Kendra segurou a blusa. Bailey chegou calmamente nela e puxou levemente sua blusa, quando viu, Kristen colocou a mão na boca disfarçando o seu choque. Os ossos dela eram visíveis. Bailey tentou não se abalar com a cena e perguntou:

- Por que você fez isso?

- E-eu não sei. Já faz anos que faço isso.

- Quando começou?

- Quando fiz 16 eu comecei. No começo, eu só queria ser magra como as outras garotas. E eu encontrei esse jeito de emagrecer. Eu fazia todo final de semana. Aí depois passou para duas vezes na semana, depois três, quatro e por aí vai.

- Você nunca desmaiou não? - Perguntou Kristen.

- Sim, mas quando acontecia isso eu comia um pouco. E não vomitava.

- Você precisa de um médico. - Disse Bailey. - É isso que o padrão de beleza da sociedade faz com o mundo.

A campainha tocou, Kristen foi lá e Bailey ficou sozinha com Kendra. Ela se agachou perto dela que estava chorando e disse:

- Olha, vai ficar tudo bem tá? Você vai comer e sem vomitar. Você é linda do jeito que é, não precisa ficar magra para isso.

Elas ouviram a voz do Josh e do Filip na sala.

- Vamos voltar para lá? - Disse Bailey limpando uma lágrima do rosto dela.

- Só vou lavar o rosto.

Josh estava com uma camisa verde e o Filip com uma rosa. Eles carregavam comida e refrigerante. Bailey abraçou eles.

- Faz tempo que não vejo vocês. O Filip a mais tempo ainda. Como vocês estão?

- Estamos bem, nos entendendo.

- Meu casal está vivo. Aeeeee. - Disse Kristen.

- Se ela ficou feliz assim pela gente,  imagina por ela e pelo Kyle. - Disse Josh.

- Ele disse a mesma coisa. Conexão. - Disse Kristen.

- Acho que eu dei o Eggnog errado para ela. - Disse Kendra.

- Também acho. - Disse Bailey.

- Tem Eggnog? Cadê? Eu quero. Quer um também, amor? - Disse Josh.

- Não, eu não curto Eggnog. Aonde coloco os salgadinhos? - Disse Filip.

- Deixa aí mesmo. - Disse Kristen.

Quando Filip colocou a sacola em cima do balcão. A luz acabou.

- Caralho, que susto. - Disse Josh.

- Ok, isso é normal e não tem nada de estranho nisso. - Disse Bailey.

A respiração acelerada, era angustiante e estranho. Mas era natal, havia muitas luzes ligadas. Isso acontece.

- A Bailey tá certa, não tem nada de estranho nisso. - Disse Kristen.

Quando Kristen disse isso, o enorme papai noel que Kristen havia comprado começou a cantar Jingle Bell Rock.

- Tá, isso é estranho... E previsível. - Disse Filip.

- Acho melhor a gente sair né por que eu não quero morrer. Estão todos aqui? - Disse Kristen.

- Kendra? Cadê a Kendra? - Disse Bailey.

- Gente, a luz acabou. - Disse Kendra.

- Shhh, eu estou escutando algo. - Disse Josh.

Passos, lentos e calmos nos tacos de madeira do segundo andar.

- Vamos embora, rápido. - Disse Bailey. Tateando procurando a porta. - Aqui, achei a porta. - Disse Bailey. Tentando abrir. - Droga! Tá trancada.

- Eu não sei o que me assusta mais, o fato dele ter a chave da sua casa ou o fato dele ser totalmente previsível. - Disse Filip.

- Janelas! Cadê as janelas? - Disse Bailey.

Lá em cima, começou a tocar uma música de Jazz. Os passos calmos e lentos continuaram.

- Não está trancada. - Disse Kristen. Aliviada.

Eles passaram pela janela. Um por um e Kendra era a última. Os passos de lentos e calmos foram para rápidos e pesados. Quando ela estava quase saindo. Ele conseguiu alcançar ela, e deu uma facada. Bailey, que estava ajudando Kendra a sair viu que olhos dela arregalaram. Ela puxou Kendra com cautela e o assassino deu tchau com a mão.

- A pergunta que não quer calar. Por que vocês não fizeram Torta de abóbora? - Disse Josh.

- Sério? De todas as perguntas importantes que você poderia fazer você fez essa? - Disse Filip.

- Desculpa. Precisamos levar ela no médico. - Disse Josh.

- Kendra fala comigo, você está bem? - Disse Bailey.

- Claro, quem nunca ficou bem depois de levar uma facada? - Disse Kendra.

- Não é só por que você levou uma facada que eu não tenho o direito de dar na sua cara. Alguém chama a polícia? - Disse Bailey.

Todos tatearam os bolsos atrás do aparelho. Mas não encontraram.

A March passou ao lado deles, mas estava rápida demais.

- Droga! O Robbie. - Disse Bailey.

- Eu vou lá. - Disse Kristen.

Todos esperaram ali aonde estavam, Bailey tentava fazer Kendra parar de sangrar.

- Robbie! - Gritou Kristen.

Ele virou o rosto e arqueou a sobrancelha.

- O que você está fazendo aqui?

- O assassino, ele estava ou está aí dentro.

- Então por que você me mandou essa mensagem? - Robbie mostrou seu telefone para Kristen.

- Oi, Robbie. Me encontre na porta dos fundos. Beijos.

- Não fui eu, ele está com nossos celulares. Precisamos levar a Kendra pro hospital.

- Tudo bem. Mas antes... - Ele abriu o porta - malas da March e pegou um taco - Vamos ver o que tem na porta dos fundos.

- Robbie? O que está acontecendo, amor? - Uma voz doce veio do carro. Era a namorada de Robbie.

- Fica aí, amor.

Eles foram com cautela até a porta de trás, a caixa de presente. A mesma que ele tinha dado para ela ontem. Eles pegaram essa caixa e correram para ajudar a amiga. Ele queria que ela visse o que tinha ali. E Kristen ficou extremamente curiosa para saber o que era.


Notas Finais


Fale aqui nos comentários o que vocês acharam. De novo, muito obrigada. Amo muito vocês. 😍


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