História A Matéria Perfeita - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Palavras 3.860
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá, gente! Olha esse capítulo honestamente não estava nos meus planos, mas eu fiquei tão feliz com os comentários de vocês que decidi que vocês merecem um agrado. Então, espero mesmo que gostem!
Nos vemos lá em baixo!

Capítulo 18 - Capítulo Dezoito


Se Fernando tivesse que escolher qual seu aroma favorito no mundo ele já sabia exatamente qual seria a resposta. O perfume de Luiza misturado ao cheiro de sexo era melhor do que qualquer outra fragrância no mundo. E Fernando podia jurar que cada vez que fechava os olhos aquela mistura inebriante voltava a atentar seus sentidos. Era isso ou o seu cérebro estava se diventindo pregando uma peça nele.

Fernando se apoiou contra o balcão de sua cozinha com um pedaço de bolo nas mãos. Ele mordeu a comida sentindo o doce se aflorar em sua boca. Ele gemeu. Como ele queria trocar aquilo por Luiza.

Louco. Era como o empresário se intitulava recentemente.

Ele não conseguia dormir sem pensar no corpo quente de Luiza ao seu lado. Não conseguia cozinhar sem lembrar do deleite em sua face quando provou uma refeição feita por ele. E, principalmente, não conseguia pensar sem lembrar das palavras provocantes dela.

Oh, céus! O que aquela garota havia feito com ele?

Mas essa era uma resposta que Fernando sabia muito bem. 

Talvez fosse cedo para dizer que ele estava apaixonado por ela, no entanto, ele sabia que estava no caminho para isso.

Fernando só não conseguia compreender quando isso havia acontecido. Em um momento ele e Luiza se odiavam e trocavam farpas a toda hora e no outro... no outro eles estavam enrolados um no outro fazendo um sexo maravilhoso.

Bem, talvez o amor fosse assim, não? Silencioso, mas fatal.

Contudo, Fernando não tinha pressa. Como Luiza, ele queria esperar e ver onde tudo aquilo iria dar. Parecia ser uma boa aposta essa. 

Entretanto, de uma coisa o empresário precisava: ver a garota. Ele se sentia como um drogado em abstinência, louco para ter em mãos a causa do seu desespero.

Era uma sensação horrível, e ao mesmo tempo maravilhosa. 

Assim, ele tinha mais uma palavra para caracterizar o amor: confuso.

Terminando sua refeição, Fernando pegou seu celular. Ele olhou para o relógio e decidiu que já era um horário decente o suficiente para ligar para ela.

A ligação chamou algumas vezes antes de finalmente ser atendida. No entanto, não foi a voz doce de Luiza que atendeu, mas sim Marcos.

  - Olá, Deus do sexo! 

Fernando não conseguiu conter a risada. 

  - Pelo visto você já está sabendo?

Fernando não duvidou, nem por um segundo, que Luiza informaria Marcos dos acontecimentos. Ele só não pensou que fosse ser tão rápido.

  - Sim, e eu sei de cada um dos detalhes mais sórdidos. - a voz provocativa dele soou novamente.

Ao fundo, Fernando pode ouvir um grito. Agora sim a voz de Luiza apareceu, e ela não parecia nem um pouco contente enquanto repreendia o amigo.

A linha ficou muda por um segundo até a voz de Luiza falar.

  - Desculpa - ela disse parecendo um pouco envergonhada. Fernando sorriu. O que ele não daria para ver o rosto dela nesse momento! - Eu estava no banheiro. Mas pelo visto a gente não pode nem se destrair por um segundo que já é traida. 

Fernando riu mais uma vez entendendo que a última frase não era para ele. 

  - Eu só atendi o telefone, não é o fim do mundo - ele ouviu Marcos gritando ao fundo. 

Luiza bufou antes de voltar sua atenção ao telefonema.

  - Apenas ignore cada palavra do que ele disse, tudo bem?

  - Por que? - Fernando perguntou, um sorriso provocador em seus lábios - Eu gostei do apelido de Deus do sexo.

Fernando podia imaginar as faces de Luiza tomando um rosado. E se ele estivesse a sua frente com certeza ela cobriria a sua vergonha e negaria até a morte que estava afetada por aquilo. 

Oh, apenas duas semanas e ele já a conhecia tão bem!

  - Novamente, a sua prepotência está te cegando, senhor Lacerda - ela retrucou.

Fernando não pode evitar uma nova risada.

  - Talvez. Mas quer saber de uma coisa? - ele atiçou - Eu também acho você a Deusa do sexo. 

A linha ficou muda por alguns segundos e Fernando pensou seriamente que Luiza havia desligado.

  - Não diga uma coisa ou eu me sinto seriamente tentada a te encontrar agora apenas para provar essa teoria.

  - Eu adoraria isso - ele mordeu o canto de lábio.

Céus, ele definitivamente estava se sentindo como um adolescente em sua primeira paixão!

  - Mas, enfim - a voz de Luiza interrompeu sua auto reflexão - Tem algum motivo para eu ter recebido essa ilustre ligação?

  - Na verdade, sim - Fernando apoiou os cotovelos sobre o marmore frio do balcão - Eu queria te convidar para sair.

  - Um encontro? - Luiza provocou. 

Fernando sorriu.

  - Se você quiser chamar assim. 

Um suspirou soou pelo telefone.

  - Eu não quero deixar o Marcos sozinho - Luiza respondeu e Fernando se sentiu levemente culpado por apreciar a decepção na voz dela. Isso significava que ela também queria vê-lo.

  - Não se prenda por mim - a voz de Marcos soou distante nos ouvidos de Fernando - Eu não quero empatar a transa de ninguém.

  - Marcos! - Luiza gritou em reprimenda. 

Fernando, por sua vez, sentia que ele havia se tornado o intruso nessa conversa.

Marcos disse algo incompreensível e a linha ficou muda por algum tempo.

  - Você tem certeza? - a voz baixa de Luiza tornou a questionar. 

  - Luiza? - Fernando chamou, ansioso por saber a resposta dela.

  - Oi - sua atenção se voltou para o empresário - Eu conversei com o Marcos e ele disse que está bem para ficar sozinho em casa.

  - Isso significa que temos um encontro hoje?

  - Se você quiser chamar assim - ela repetiu as palavras dele e Fernando podia apostar como aquele sorriso malandro estava esposto em sua face. - Mas, então, onde nós vamos? Ou vamos só passar um tempo no seu apartamento?

Essa possibilidade lhe parecia maravilhosa. No entanto, Fernando queria realmente ter um encontro com a jornalista. Queria passar por toda a experiência e constrangimento. Queria definitivamente viver tudo isso.

Ele olhou para a enorme janela em sua cozinha. O sol brilhava perfeitamente em uma bela manhã de domingo. Fernando sorriu. Era como se o mundo estivesse conspirando ao seu favor. E, assim, uma ideia brotou em sua mente.

  - Apenas coloque roupas simples - ele disse - Eu passo para te pegar as três.

  - Tudo bem - Luiza respondeu, a curiosidade praticamente estampada em sua voz - Mas você não vai nos dizer aonde vamos? 

Essa foi a vez de Fernando sorrir malandramente.

  - Vai ser uma surpresa. 

 

               ☆             ☆             ☆

 

As três em ponto o carro de Fernando estava estacionado em frente ao prédio da jornalista. Ele pretendia descer para chamá-la, mas não foi preciso. Nem um minuto depois de ele chegar, ela havia descido. Assim, Fernando presupôs que ele não era o único ansioso ali.

Fernando observou a mulher enquanto ela se aproximava do carro. A primeira coisa que ele notou era que os óculos havia retornado ao seu lugar habitual. Ele sorriu. A verdade era que o empresário adorava o toque que aquele acessório dava ao rosto da jornalista, valorizando extremamente seus belíssimos olhos castanhos. 

Luiza tinha prendido os cabelos em um rabo de cavalo alto e usava nada mais do que um vestido leve e floral. Fernando respirou profundamente. Ele era um homem de sorte por estar acompanhado de uma mulher tão bonita.

Ele já havia se encontrado com diversas mulheres bonitas. Mas com Luiza a coisa era diferente. Além de linda, ela tinha algo no gênio divertido e provocador que o cativava profundamente. E ele já havia dito isso várias vezes, mas nunca se cansaria de falar do espírito independente da garota. Isso era algo que ele não encontrava em todas as garotas.

  - Oi - ela cumprimentou assim que entrou no carro. 

Um momento constrangedor se instalou. Fernando sabia que ela estava pensando se devia beijá-lo ou não. O empresário teve que suprimir a risada com isso. Ele queria, queria muito tocar os lábios rosados dela. Mas como ele mesmo havia proposto, aquele seria um encontro. E nos primeiros encontros o beijo só acorre no final. 

  - Você está linda - ele sorriu enquanto se inclinou para beijar as bochechas dela.  

Fernando se inebriou com o perfume que invadiu seus sentidos. Ele se afastou levemente e encarou os olhos da jornalista. 

  - Não vai mesmo me dizer para onde vamos? - ela perguntou se inclinando em sua direção. 

Eram tão poucos centímetros que os separavam que Fernando podia sentir a respiração da garota contra sua pele.

Ele se afastou mais um pouco e teve que segurar a risada ao ver a decepção que se espalhou na face da jornalista.

  - Eu já disse que é uma surpresa.  

Luiza virou o rosto suavemente e engueu a sobrancelha ao ver a enorme bolsa que estava sobre o banco de trás. Ela esticou uma das mãos em direção ao objeto, mas Fernando a impediu.

  - Isso faz parte da surpresa? - ela perguntou com um sorriso.

  - Sim, e não é para mexer - Fernando se sentia como se estivesse dando instruções a uma criança. Ele balançou a cabeça - Você precisa parar de ser tão curiosa.

A jornalista levou a mão ao nariz ajeitando os óculos.

  - É uma mania de jornalista.  

Fernando sorriu. Ele adorava quando ela citava esse bordão.

  - Pronta para ir? - ele perguntou, voltando sua própria atenção para o motivo de estar ali: o encontro.

  - Completamente - ela respondeu com os lábios precionados em diversão.

Fernando voltou-se para frente e deu partida no carro. Ele mal podia esperar para ver a cara de Luiza para o que ele havia planejado.

O caminho foi bem longo para falar a verdade. Fernando praticamente cruzou toda a cidade de São Paulo. E ele podia ver que a cada minuto que se passava a curiosidade ficava ainda mais estampada na face da mulher ao seu lado. Luiza definitivamente não tinha como dom a paciência.

O sorriso se espalhou na face de Fernando quando o verde tomou sua visão. Ele olhou para as enormes árvores espalhadas em um bosque que parecia não ter fim. Ele esperava que Luiza apreciasse tanto aquele lugar quanto ele.

  - Chegamos - Fernando anunciou enquanto estacionava o carro no estacionamento improvisado naquele nocal.

Luiza olhou em volta confusa.

  - Um parque?  

Fernando sorriu.

  - Sim, um parque - ele respondeu pegando a bolsa no banco de trás - Eu pensei de nós fazermos um piquenique. 

O queixo caiu consideravelmente.

  - Um piquenique? 

Fernando acenou.

  - Tudo bem - Luiza estendeu as mãos em um gesto dramático - Quem é você e o que fez com o canalha do Fernando? 

Fernando gargalhou com isso. Havia tanto sobre ele que ela não sabia. Fernando não se considerava um canalha. Ele era apenas um homem que gostava de se divertir com mulheres que tinham aquela mesma vontade. Ele nunca havia feito nada contra a vontade de alguém. Não havia iludido ninguém. Então, por que todos insistiam em apontar o dedo na sua cara? Ah, mas ele sabia essa resposta. Boas reputações não vendem jornais. 

  - Ele ainda está aqui - Fernando brincou. Ele passou a mão na nuca de Luiza, embolando a ponta dos cabelos macios entre seus dedos - Só está dando um tempo antes de atacar a donzela indefesa. 

Luiza riu.

  - Eu espero que essa donzela não seja eu, ou eu vou mostrar a ele que de indefesa não tenho nada.

  - Como se eu já não soubesse disso - Fernando acariciou os cabelos dela mais uma vez antes de soltá-los - Vamos? 

Luiza acenou e logo os dois já estavam fora do carro. Fernando colocou a alça da bolsa em seu ombro e seguiu para o lado de Luiza. Em um gesto deliberado ele passou a mão pela cintura dela - ele sabia o quanto aquela região era sensível para ela - enquanto guiava o caminho.

O estabelecimento ficava na área mais externa do parque o que significava que eles teria um belo caminho para percorrer. Ali dentro, mesmo com o bosque de ambos os lado, havia algumas espécies de ruas para bicicletas ou mesmo pessoas passeando. Era um ambiente calmo e prazeroso, repleto de pessoas de todas as idades. 

  - Sabe o que eu percebi? - começou Fernando enquanto eles andavam. Ele tinha em mente exatamente o exato local onde queria que eles parassem.

  - O que? - perguntou Luiza levantando o rosto para ele.

  - Faz duas semanas que estamos juntos e eu percebi o quanto eu sei e ao mesmo tempo não sei sobre você.

  - Como assim?

Fernando tirou a mão da cintura da garota, aproveitando para passar o braço sobre seus ombros.

  - Por exemplo, eu nem sei se você prefere café ou chá.

  - Café com certeza - Luiza respondeu de prontidão - Não tem bebida melhor do que essa.

  - Vou anotar isso.

Luiza encarou o rosto do empresário. Os olhos castanhos presos um no outro.

  - Vamos fazer um jogo - disse a jornalista - Cada um de nós tem direito a uma pergunta para o outro. Acho que isso vai resolver um pouco esse problema.

Fernando riu. Ele pensou por um instante em qual seria sua primeira pergunta.

  - Qual sua cor favorita? 

  - Vermelho - ela respondeu - E a sua?

  - Preto.

  - É por isso que você está sempre com ternos pretos? - ela perguntou com um sorriso.

  - Talvez - o empresário respondeu divertido.

  - Tudo bem. Minha vez - Luiza levou a mão ao queixo em uma pose pensativa. Enquanto isso ele continuava os guiando por entre aquelas "ruas". Eles andavam sem pressa aproveitando o caminho e a companhia um do outro - Nome do primeiro bicho de estimação?

Fernando balançou a cabeça levemente.

  - Eu nunca tive um bicho de estimação.

  - Nunca? - a garota abriu a boca em choque.

  - Meu pai nunca deixou - ele respondeu.

Fernando sentiu a figura de Luiza inrrigecer um pouco com a menção ao seu pai. Ele a olhou confuso, mas acho melhor não perguntar. Ele não queria falar do pai agora. 

  - Isso é lindo! - exclamou a garota. Fernando seguiu o olhar de Luiza e viu o enorme lago cercado por uma área enorme de grama. Ele sorriu. Ele sabia que Luiza iria gostar desse lugar.

  - Vem - ele pegou a mão dela - Vamos arrumar um lugar para a gente.

A borda do lago estava repleta de pessoas sentadas e fazendo outras milhares de atividades. Então, ele decidiu que seria melhor ficar em um lugar um pouco mais afastado. Fernando estendeu um lençol que toruxe embaixo de uma grandiosa árvore. Assim, eles teriam tanto privacidade quanto um sombra os protegendo do sol.

Fernando se sentou sobre o lençol e Luiza o acompanhou. O empresário tirou de dentro da bolsa varias potes com comidas que havia encontrado em sua casa. Tinha desde algumas frutas até metade de uma deliciosa torta de limão ali.

Luiza assim que viu a torta se serviu de um pedaço. Ela comia com tanto prazer que parecia uma criança privada de comer doces por vários dias.

  - Está gostosa? 

  - Muito - ela respondeu ainda de boca cheia. Ela mastigou e terminou de engolir antes de continuar - Foi você quem fez?

  - Não. Infelizmente, essa dai foi comprada na padaria ao lado da minha casa.

Fernando se inclinou na direção de Luiza e, com a ponta dos dedos, limpou um pouco de torta que sobrou no canto de sua boca.

  - Eu tenho mais uma pergunta - disse Luiza, seus olhos lhe encarando profundamente - Onde aprendeu a cozinhar?

  - Essa devia ser a minha vez de perguntar, mas vou deixar passar - Fernando brincou. Ele voltou a se sentar agora um pouco mais próximo de Luiza enquanto as lembranças invadiam a sua mente - Eu tinha uma babá quando era pequeno, o nome dela era Célia. Minha mãe sempre foi muito presente não me leve a mal, mas tinha vezes que eu tinha que passar o dia todo com a babá. E sempre que eu ficava triste ou algo assim ela me levava para cozinha e fazia alguns dos meus pratos favoritos. A partir dai eu acho que fui pegando o gosto pela coisa. Sabe, hoje cozinhar é quase natural para mim. 

Luiza suspirou.

  - Eu queria poder dizer a mesma coisa, mas a verdade é que o fogão e eu estamos brigados permanentemente. 

Fernando riu.

  - Pode até ser, mas você tem muitas outras habilidades - ele pegou também um pedaço da torta e colocou na boca - Mas, me diz, por que jornalismo? Quer dizer, o que te fez decidir por essa profissão?

  - Certamente não foi o salário - ela zombou e, em seguida, passou a mão pelo topo da cabeça ajeitando os pequenos fios que escapavam do penteado - Honestamente, eu não sei como foi que decidi. Desde de criança eu já dizia que queria ser jornalista. Tem até alguns vídeos de quando eu era pequena que mostram eu entrevistando meus familiares, fingindo que trabalhava para um jornal. Eu não sei - a balançou a cabeça com um sorriso - Eu acho que eu simplesmente nasci para fazer isso. 

Fernando a acompanhou no sorriso. Ele adoraria ver essas cenas de uma Luiza criança. Ela devia ser tão linda quanto era agora.

Com esse pensamento em mente, Fernando se aproximou da jornalista. Seus olhos estavam se encarando enquanto ele passou com delicadeza a mão em seu rosto. Ele sentia as feições delicadas dela relaxarem com o toque e não pode evitar sentir certo prazer com isso.

  - Você vai ficar brava se eu te beijar agora? - ele perguntou encarando os lábios dela que estavam a menos de dez centímetros de distância.

  - Eu fico brava por você ainda perguntar uma coisa dessas.

E, seguido dessa resposta, vieram os lábios da garota. O beijo que se seguiu foi leve como a brisa que os atingia. Foi suave como as ondas do lago. E intenso como o sol que aquecia suas peles. 

Ambos não tiveram pressa em começar ou terminar o contato. E, quando as bocas não estavam mais coladas, seus olhos fizeram questão de se encontrar.

Luiza passou a mão por entre os cabelos de Fernando e ele sentiu o deleite lhe atingir por esse gesto que era ao mesmo tempo sedutor e carinhoso.

  - Eu adoro beijar você - Luiza sussurrou.

  - E eu adoro você. 

Fernando não conseguiu conter as palavras dentro de si e antes de poder raciocinar elas já havia ganhado vida. Talvez fosse cedo demais para algo assim. No entanto, quando um sorriso se formou na face de Luiza, as dúvidas se esvairam.

Ele amava aquele sorriso. E amava ainda mais ser a causa dele.

Fernando se inclinou mais uma vez, prestes a retornar ao paraiso que era os lábios daquela garota, quando um impacto lhe atingiu na cabeça. 

O empresário levou a mão a área atingida e gemeu levemente percebendo que havia sido atingido por uma peteca.

  - Desculpa - dois garotos, de aproximadamente doze anos, gritaram para ele.

  - Tudo bem, só temem mais cuidado - ele gritou de volta enquanto jogava a peteca para seus donos. 

Ele se voltou para Luiza e viu o ar divertido na face dela. 

  - Eu gosto de você assim.

  - Assim como? Machucado? - ele zombou.

  - Não - ela riu - Descontraído. 

  - Isso vai para a minha lista, então. 

 - Lista de que? - ela arqueou uma sobrancelha.

  - Lista das coisas que te agradam.

 - Fernando Lacerda - ela cerrou os olhos, provocativa - Você não passa de um conquistador barato.

  - Não mesmo - ele respondeu enquanto voltava a se aproximar dela - E você adora isso. 

E, no segundo seguinte, seus lábios estavam unidos novamente.

 

             ☆                ☆                ☆

 

Devia ter se passado mais uma hora até que o casal resolveu ir embora. Eles juntaram as coisas e voltaram para o carro. 

Fernando podia dizer que adorara cada segundo do tempo que passaram juntos. E se pudesse ainda prolongaria esse momento.

Fernando se acomodou do lado do motorista e deu a partida. Luiza, por sua vez, parecia extremamente concentrada no celular em suas mãos.

  - Eu só estou checando se o Marcos mandou alguma mensagem - ela justicou.

  - Ele mandou algo?

  - Não.

  - E isso significa que está tudo bem ou tudo ruim?

  - Tudo bem, eu espero - a garota sorriu.

Fernando continou dirigindo,  ouvindo apenas a música animada que embalava o carro.

  - Para onde você está indo? -perguntou Luiza quando ele virou em uma esquina.

  - Te levando para casa - ele falou como se fosse óbvio.

Luiza sorriu e Fernando não conseguia descrever aquela expressão com uma palavra diferente de maliciosa.

  - O que foi? - ele perguntou.

  - Eu pensei que você estava nos levando para a sua casa. 

A garota pronunciou as duas últimas palavras como se fossem um convite extremamente sensual. Fernando se permitiu encará-la enquanto parava no sinal. Ela estava insinuando o que ele pensava que estivesse?

  - Eu posso te levar para lá, se você quiser claro. 

Luiza sorriu, dessa vez mais amplamente.

  - Eu pensei que você não fosse convidar.

 Infelizmente, Fernando não teve a chance de encarar Luiza por mais um tempo, pois o sinal abriu. Contudo, ele podia dizer que não havia nada mais sensual do que aquela expressão dela de que estava prestes a fazer algo errado. 

Fernando guardou o carro no estacionamento de seu prédio e desceu o mais rápido que pode. Seria um eufemismo dizer que ele estava ansioso. Ele estava prestes a ter Luiza em seus braços novamente. Ansiedade não chegava nem perto para descrever o que sentia.

Os dois subiram pelo elevador mantendo a decência de não se agarrarem como na última vez. Quando alcançaram seu andar, Fernando seguiu para seu apartamento. Ele abriu com destreza a fechadura e deu espaço para Luiza entrar.

Ele entrou logo atrás, focando sua atenção em trancar a porta novamente. Da última vez eles haviam esquecido a porta destrancada, qualquer um que quisesse poderia ter entrado no apartamento. E Fernando não queria correr o risco novamente. Pelo menos não quando ele tinha em mente fazer coisas nem um pouco puritanas.

  - Se você quiser algumas coisa... - ele começou a dizer, entretanto, sua fala foi totalmente cortada quando ele se virou e deu de cara com a cena de Luiza em pé a sua frente vestindo nada menos do que uma lingerie rendada preta. Seu vestido já estava no chão e o cabelo solto envolvendo totalmente seus ombros. 

Fernando olhou de cima a baixo para aquela vista magnífica a sua frente. As curvas definitivamente pareciam ter sido feitas sobre medida para ele.

  - Acho que eu adivinhei que essa seria sua cor favorita - ela disse sedutoramente - E, então, está esperando o quê?

Realmente, o que ele estava esperando? Assim, saindo de seu estado de topor, Fernando seguiu até a garota. Aquela com certeza seria mais uma noite memorável.


Notas Finais


Olá, de novo! E ai, o que acharam desse capítulo? Eu queria mostrar um pouco como o Fernando estava se sentindo com tudo isso e espero que tenham gostado.
Olha, dessa vez eu decidi fazer uma coisa diferente: vou propor um desafio. Vou adiantar para vocês que o próximo capítulo está bombando e se esse capítulo bate uma meta de 20 comentário (sim, eu sei que essa meta não é fácil,mas se fosse não seria um desafio, né?) eu vou adiantar para vocês o próximo capítulo. Mas mesmo se não baternos a meta podem ter certeza que no próximo fim de semana tem atualização.
Beijos 😘


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