História A Mediadora - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno
Tags Fantasmas, Naruto, Romance, Sasusaku, Sobrenatural
Exibições 82
Palavras 1.460
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Capítulo XIV


 Tenten estava completamente enganada. Padre Hatake não estava morto. Nem Shikamaru. E o que havia acontecido não tinha nada a ver com acidente.

Como praticamente qualquer um podia imaginar, acontecera o seguinte: Shikamaru entrou no gabinete do diretor por algum motivo, ninguém sabe qual. Shikamaru estava de pé em frente à escrivaninha da secretária, embaixo do crucifixo gigante que, segundo Sai, derramaria lágrimas de sangue se alguma vez houvesse uma formanda virgem na Academia Missionária quando aquela enorme cruz de quase dois metros de altura de repente se soltou da parede. Padre Hatake abriu a porta do seu gabinete exatamente na hora em que ela estava caindo para a frente, a ponto de esmagar o crânio de Shikamaru. Mas, como o padre Hatake deu um empurrão nele, só a sua clavícula foi atingida.

Infelizmente, o padre Hatake acabou recebendo todo o peso da cruz, que o projetou no chão, esmagou suas costelas e quebrou uma de suas pernas.

O professor Asuma e um grupo de irmãs ficaram tentando fazer com que voltássemos para a sala de aula em vez de ficar atravancando o corredor, à espera que padre e Shikamaru saíssem do gabinete. Uma parte do pessoal se afastou quando irmã Anko ameaçou todos com um castigo, mas não eu. Eu não dava a menor bola se ficasse de castigo.

Eu precisava saber se eles estavam bem. Irmã Anko disse alguma coisa desagradável, dando a entender que talvez a srta. Haruno não se desse conta de como era ruim ficar de castigo na Academia Missionária. Eu respondi que, se ela estivesse me ameaçando com castigos corporais, eu diria à minha mãe, que era apresentadora de um jornal local e chegaria lá com um câmera tão depressa que não daria nem tempo para alguém rezar uma Ave Maria. Irmã Anko ficou bem calada depois disso.

Foi pouco depois que vi que o Mestre estava pertinho de mim. Como as crianças menores têm de ficar bem longe, do outro lado do colégio, olhei para ele.

— E o que você está fazendo aqui?

— Quero ver se ele está bem — respondeu, estava tão pálido.

— Você vai arranjar problema — adverti.

— Não dou a mínima — fez o Mestre. — Quero ver.

Dei de ombros. Aquele Mestre era mesmo um cara engraçado. Não tinha nada a ver com seus irmãos e não era só por causa do cabelo claro. Lembrei-me do comentário maldoso do Dunga sobre as chaves do carro e o “fantasma do Konohamaru”, e fiquei me perguntando até que ponto Mestre sabia, se é que sabia, sobre o que estava acontecendo ultimamente em seu colégio.

Finalmente, quando parecia que já tinham passado várias horas, eles saíram lá de dentro. Shikamaru foi o primeiro a aparecer, amarrado a uma maca e gemendo, lamento dizer, como um bebezinho. Eu já quebrei e desloquei um bocado de ossos, e podem ficar sabendo que dói, mas não a ponto de ficar lá deitada gemendo. E vou ter de reconhecer que eu meio que parei de gostar tanto do Shikamaru depois de vê-lo agir daquela maneira como um bebê...

Especialmente quando vi o padre, que foi trazido em seguida pelos paramédicos numa cadeira de rodas. Ele estava inconsciente, com os cabelos brancos caindo para o lado e um corte parcialmente coberto por gaze acima do olho direito.

— Fique tranquila. Eu também fico enjoado quando vejo sangue.

Mas não foi a visão do sangue do padre Hatake vazando pelo curativo em sua cabeça que me deixou enjoada. Foi a constatação de que eu havia fracassado. Eu tinha fracassado terrivelmente. Foi por pura sorte que Temari não tivesse conseguido matar os dois. Era exclusivamente por causa da rápida reação do padre que ele e Shikamaru ainda estivessem vivos. E não havia sido por minha causa. Pois se na noite anterior eu tivesse agido melhor, aquilo não teria acontecido. Foi aí que fiquei furiosa.

De repente, entendi o que eu tinha de fazer.

— Há algum computador aqui no colégio? Um computador com acesso à Internet?

— Claro — respondeu Mestre, parecendo surpreso. — Na biblioteca. Por quê? - Eu larguei sua mão.

— Esquece. Volte para sua sala.

— Sakura...

— Quem não estiver na sala de aula dentro de um minuto será suspenso por tempo indeterminado — anunciou irmã Anko imperiosamente. Mestre puxou a minha manga.

— O que está acontecendo? — quis saber. — Para que você quer um computador?

— Para nada — respondi.

Por trás do portão de ferro forjado que dava para o estacionamento, os paramédicos estavam fechando as portas das ambulâncias que levariam padre Hatake e Shikamaru. Um segundo depois, estavam se afastando em meio a sirenes e luzes piscando.

— É que... São coisas que você não entenderia, Konohamaru. Não são coisas científicas.

— Sou capaz de entender muita coisa que não é científica. Música, por exemplo. Aprendi sozinho a tocar Chopin em meu teclado eletrônico. Isto não tem nada de científico. O gosto pela música é puramente emocional, assim como o gosto pela arte. Sou capaz de entender arte e música. Portanto, corta essa, Sakura. Pode me contar. Tem alguma coisa a ver com... aquilo que a gente estava comentando na outra noite? - Eu baixei o rosto e olhei para ele surpresa. Ele deu de ombros. — Era a conclusão lógica. Fiz um rápido exame da estátua e não encontrei marcas de serra ou qualquer outro sinal da maneira como a cabeça foi cortada. Não existe a menor possibilidade de cortar bronze tão certinho sem usar instrumentos pesados, que nunca poderiam ter sido levados até ali...

— Sr. Namikaze! Está querendo ser anotado! — ameaçou irmã Anko, que não parecia estar brincando. Konohamaru fez um ar de irritação.

— Não — respondeu.

— Não o quê?

— Não, irmã. — Ele olhou em minha direção, como se pedisse desculpas. — Acho melhor ir andando. Mas será que podemos voltar a falar deste assunto à noite em casa? Eu descobri umas coisas sobre... bem, sobre aquilo que você me pediu. Você sabe. — E arregalou os olhos, cúmplice. — Sobre a casa.

— Ah, sim — respondi. — Genial. Ok.

— Sr. Namikaze! - Konohamaru voltou-se para ver a freira.

— Espere só um minuto, Ok, irmã? Estou tentando conversar aqui com ela.

— Faça o favor de me acompanhar, rapazinho! — disse, puxando-o pela orelha. — Estou vendo que sua meia-irmã pôs em sua cabeça algumas ideias muito interessantes da cidade grande sobre como os meninos devem falar com os mais velhos...

Eu juro que não teria feito nada, nada mesmo, se de repente não tivesse visto Temari de pé por trás do portão, rindo às gargalhadas.

— Minha nossa! — exclamou ela, meio engasgada, de tanto que estava rindo. — Se você tivesse visto a sua cara quando disseram que Shikamaru estava morto! Juro! Foi a coisa mais engraçada que eu já vi! — Ela parou de rir para ajeitar seus cabelos e prosseguiu: — Sabe o que mais? Acho que vou esmagar mais algumas pessoas hoje. Talvez comece com aquele carinha ali... - Eu avancei em direção a ela.

— Se encostar a mão no meu irmão eu enfio a sua cara de volta naquele túmulo de onde saiu rastejando.

Temari limitou-se a rir, mas a irmã Anko, que, só então me dei conta, pensou que eu me dirigia a ela, soltou Konohamaru tão depressa que parecia que o garoto de repente tinha pegado fogo.

— O que foi que disse? - Irmã Anko estava ficando meio roxa. Atrás dela, Temari se escangalhava de rir.

— Agora você conseguiu mesmo. Detenção por uma semana! - E sem mais nem menos desapareceu, deixando mais uma enorme confusão para eu resolver.

Para a minha surpresa, e a dela própria, suponho, a irmã Anko apenas me fitou. Konohamaru estava ali esfregando a orelha com ar de espanto.

— Agora vamos voltar para a sala. Só estávamos preocupados com o padre Hatake e queríamos acompanhá-lo até a saída. Obrigada, irmã.

Irmã Anko continuou olhando fixo para mim sem dizer nada. Era uma mulher grande, e não muito corpulenta, com aqueles seios enormes. Entre os dois pendia uma cruz de prata. Inconscientemente, irmã Anko tocava a cruz com os dedos enquanto me olhava.

Mais tarde, Sai, que tinha visto a cena toda, diria que irmã Anko segurava com força a cruz, como se quisesse proteger-se de mim. O que não é verdade. Ela limitou-se a tocar a cruz, como se quisesse ter certeza de que continuava lá. E estava. Com toda certeza.

Acho que foi naquele momento que o Konohamaru deixou de ser Mestre para mim, e passou a ser mesmo Konohamaru.

— Não se preocupe — disse-lhe pouco antes de nos separarmos, pois ele parecia tão preocupado e tão engraçadinho com suas orelhas pontudas. Estiquei a mão e desarrumei aquela cabeleira escura — Vai dar tudo certo. - Konohamaru olhou para mim.

— Como você sabe? — perguntou.

Recolhi minha mão. Pois é claro que a verdade é que eu não sabia. Quer dizer, que tudo ia dar certo. Muito pelo contrário, na realidade.

 

 

 

 

 

 



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