História A Mediadora - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno
Tags Fantasmas, Naruto, Romance, Sasusaku, Sobrenatural
Exibições 84
Palavras 3.063
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 15 - Capítulo XV


O almoço já tinha quase acabado quando finalmente consegui pegar o Sai de jeito. Eu tinha passado quase a aula inteira com a cara enfiada num computador na biblioteca. Ainda não tinha comido, mas a verdade é que não estava com a menor fome.

—Ei — chamei, sentando ao lado dele e cruzando as pernas de um jeito que minha saia preta subisse só um pouquinho. — Você veio de carro para o colégio hoje de manhã?

Sai bateu no peito. Ele tinha começado a beliscar um salgadinho no exato momento em que me sentei. Quando finalmente conseguiu engoli-lo, disse, todo orgulhoso.

—Claro que vim. Agora que estou com a minha carteira, sou uma verdadeira máquina de dirigir. Você devia ter saído com a gente ontem à noite, Sakura. Foi o máximo! Depois que a gente saiu do Café Clutch, fomos dar uma volta pela Avenida Dezessete. Você já fez isso alguma vez? Cara, com a lua que estava fazendo ontem à noite, o mar estava tão bonito...

—Será que você topava me levar a um lugar depois da aula? - Sai levantou-se de repente, assustando duas enormes gaivotas que estavam perto do banco onde ele se sentara ao lado de Tenten.

—Está brincando? Aonde quer ir? É só dizer, Sakura, e eu te levo. Las Vegas? Quer ir a Las Vegas? Nenhum problema. Eu tenho 16 anos, você tem 16 anos. Podemos nos casar lá com a maior facilidade. Meus pais deixam a gente morar com eles, sem problema. Algum problema em ficar no meu quarto? Juro que a partir de agora eu tomo cuidado com as coisas...

—Sai — interferiu a Tenten. — Deixa de ser exagerado. Duvido muito que ela queira casar com você.

—Não acho uma boa ideia casar de novo antes de conseguir o divórcio do meu primeiro marido — concordei, com a cara mais séria. — O que estou querendo mesmo é ir ao hospital visitar Shikamaru. - Os ombros do Sai caíram.

— Ah — fez ele, sem conseguir esconder o desânimo. — Só isso?

—Sabe o que mais, uma matéria sobre Shikamaru e padre Hatake lutando bravamente para se recuperar dos ferimentos não seria uma má ideia para o jornal. Você se importa se eu for com você, Sakura?

—Claro que não — respondi, o que era, naturalmente, uma mentira.

Com Tenten do lado, seria difícil fazer tudo que eu tinha de fazer sem precisar explicar um monte de coisas... Mas que escolha eu tinha? Nenhuma.

Como eu já tinha garantido a minha carona, comecei a procurar o Soneca. Encontrei-o cochilando e o cutuquei com a ponta da bota para acordá-lo. Quando ele começou a piscar para mim por trás dos óculos escuros, eu disse que não esperasse por mim depois da aula, pois já tinha arranjado carona. Ele resmungou e voltou a dormir.

Dei um jeito então de achar uma cabine telefônica. Eu sabia que não tinha ninguém em casa, mas queria me garantir por todos os lados. Aí deixei gravada na secretária eletrônica a mensagem de que talvez me atrasasse na volta do colégio, pois estava saindo com dois novos amigos.

Eu tinha certeza de que a minha mãe ia adorar quando voltasse da estação e ouvisse aquela mensagem. Ela provavelmente morreria de alegria se estivesse no estacionamento depois da aula e ouvisse Sai quando me aproximei do seu carro.

—Olha só, Ten, aqui está ela — disse ele, abrindo a porta do carona do seu carro, que era simplesmente um New Beetle. — Venha, Sakura, você vai sentar bem aqui ao meu lado.

—Hmm, é mesmo? — disse. — Mas a Tenten chegou primeiro. Eu fico lá atrás mesmo. Não me importo.

—Não quero nem saber — cortou Sai, segurando a porta aberta para mim. — Você é que é a garota nova. A garota nova sempre senta no banco da frente.

—Isso mesmo, até se recusar a dormir com ele — soltou Tenten lá do fundo. — Aí também será relegada ao banco de trás.

—Finja que não está ouvindo esta voz das profundezas. - Sentei no banco da frente e Sai educadamente fechou a porta para mim.

—Está falando sério? — perguntei a Tenten, virando-me para trás enquanto Sai dava a volta no carro para entrar.

—Você acha realmente que alguém seria capaz de dormir com ele? - Tratei de processar a resposta.

— Quer dizer então que a resposta é não — disse.

—Acertou na mosca — respondeu Tenten no exato momento em que Sai entrava no carro.

—Muito bem — disse o motorista, aquecendo os dedos antes de ligar a ignição. — Acho que essa história toda com a estátua, padre Hatake e Shikamaru, deixou todo mundo muito estressado. Meus pais têm uma jacuzzi, o que é perfeito para a tensão que todos nós sofremos hoje, e sugiro então que a gente passe primeiro lá em casa para um bom banho...

—Sabe o que mais? — disse eu. — Vamos deixar a jacuzzi para outra vez e ir direto para o hospital. Talvez depois, se der tempo...

—Uau! — fez o Sai, parecendo que estava nas nuvens. — Existe um Deus lá no céu!

Ela disse talvez, seu otário. Minha nossa, tente se controlar.

— Estou forçando a barra?

— Hmm — respondi. — Talvez...

—O problema é que há muito tempo não aparecia uma garota nem de longe interessante por aqui — enquanto Sai dizia isto, eu constatava aliviada que ele dirigia com muito cuidado. — Há dezesseis anos estou cercado de Inos e Hinatas. É um enorme alívio ter uma Sakura Haruno por perto para variar. Você simplesmente acabou com a Ino hoje de manhã quando disse que anjos não deixam marcas de sangue.

Sai continuou com seu discurso até o hospital. Eu não entendia como Tenten era capaz de aguentar aquilo. A menos que eu estivesse muito enganada, ela sentia por ele exatamente o mesmo que ele sentia por mim. Só que eu não achava que o interesse dele por mim era muito sério, pois se fosse, ele não estaria brincando com o assunto. Já o interesse da Tenten por ele me parecia ser verdadeiro. Claro que ela o provocava e até o insultava, mas eu tinha olhado pelo espelho retrovisor umas duas vezes e vi que ela estava observando-o de um jeito que só podia ser considerado abobalhado.

 

 

Quando Sai estacionou em frente ao hospital de Carmel, pensei que tivesse parado num clube ou numa casa particular por engano. Claro que seria uma casa daquelas muito grandes mesmo, mas lá na Califórnia não seria assim nada de mais...Foi então que eu vi uma discreta plaqueta com a inscrição “Hospital”.

No balcão de informações, perguntei pelo quarto de Shikamaru Nara. Eu não tinha certeza de que ele havia dado entrada, mas sabia por experiência própria, infelizmente, que, em caso de acidente com ferimentos de cabeça, geralmente a pessoa passa a noite no hospital para observação. E estava certa. Shikamaru estava lá, assim como o padre Hatake, em quartos de frente um para o outro.

Nós não éramos os únicos a estar visitando os dois, nem de longe. O quarto do Shikamaru estava cheio. Aparentemente não havia limite para o número de pessoas autorizadas a entrar num quarto de paciente, e parecia até que quase toda a classe dos veteranos da Academia Missionária Junipero Serra estava ali com Shikamaru.

Bem no meio daquele quarto ensolarado e alegre, com flores por todo lado, Shikamaru estava deitado com o ombro engessado e o braço direito pendurado acima da cabeça. Estava com aparência muito melhor do que de manhã, principalmente, suponho, porque o haviam enchido de analgésicos. Quando me viu na porta, ele abriu aquele sorriso largo.

—Sakura!

—Puxa, e aí, Shikamaru? — respondi, encabulada.

Todo mundo tinha se voltado para ver com quem ele estava falando. Praticamente só havia garotas ali. E todas fizeram o que garotas costumam fazer: me mediram da cabeça aos pés. E todas deram aquele sorrisinho afetado. Não de um jeito que Shikamaru tivesse notado. Mas deram.

Mas ainda que não desse a menor bola para o que pudesse estar pensando de mim um bando de garotas que nunca tinha encontrado e provavelmente nunca voltaria a encontrar, eu fiquei vermelha.

—Pessoal — Shikamaru falou, meio alto, mas de um jeito simpático. — Esta é Sakura. Sakura, este é o pessoal.

— Ah — respondi. — Tudo bom?

—Ah, você é a garota que salvou a vida dele ontem. A meia-irmã do Yahiko.

—Isso aí, eu mesma.

Não havia a menor, mas a menor possibilidade de que eu conseguisse perguntar ao Shikamaru o que precisava com todas aquelas pessoas ali no quarto. Tenten tinha empurrado Sai para o quarto do padre Hatake, para que eu pudesse ficar um pouco sozinha com o Shikamaru, mas parecia que não tinha adiantado nada. Não havia a menor possibilidade de eu conseguir ficar um minuto sozinha com o cara. A menos que... A menos que eu pedisse.

—Bom — falei. — Preciso conversar com Shikamaru um instantinho, à sós. Será que vocês se importam?

—Olha aí, rapaziada. Vocês ouviram o que ela disse. Podem ir saindo.

A classe dos veteranos foi então saindo de má vontade, todo mundo me lançando olhares fulminantes. Shikamaru ergueu uma das mãos, que estava presa a alguma coisa.

—Vem cá, Sakura. Dá só uma olhada nisso.

Eu me aproximei da cama. Agora que estávamos sozinhos, dava para ver que Shikamaru conseguira um quarto bem grande. Era também muito alegre, pintado de amarelo, com a janela dando para o jardim.

—Viu só o que eu consegui? — perguntou Shikamaru, mostrando-me um pequeno aparelho que cabia na palma da mão, com um botão no alto. — Uma bomba de analgésico só para mim. A qualquer momento que eu sentir dor, basta apertar este botão e ela libera codeína direto no meu sangue. Legal, não?

—Beleza, Shikamaru — respondi. — Fiquei mesmo muito triste quando soube do seu acidente.

—Uau! — fez ele, com um risinho de satisfação. — Pena que você não estava lá. Talvez pudesse ter me salvado como da outra vez.

—É — respondi, pigarreando meio sem jeito. — Parece que você está atraindo acidentes ultimamente...

—É mesmo — concordou ele, fechando os olhos e deixando-me em pânico ante a ideia de que estivesse adormecendo. Mas logo depois abriu os olhos e me olhou com ar meio triste. — Sakura, acho que não vou conseguir. - Caramba que bebezão.

—Claro que vai. Você só está com a clavícula quebrada, mais nada. Não demora nada e vai ficar bom.

—Não, não... Estou dizendo que acho que não vou conseguir ir ao nosso encontro de sábado à noite.

—Ah!... — falei, piscando. — Claro, claro que não. Eu nem estava mais pensando nisso. Preciso te pedir um favor, Shikamaru. Talvez você ache estranho... — na verdade, dopado do jeito que estava, duvido que achasse estranho — mas eu estava aqui me perguntando se, quando você e a Temari ainda namoravam, ela... ela lhe deu algo? - Ele ficou piscando para mim meio desorientado.

— Se ela me deu algo? Você quer dizer um presente?

— Sim.

— Claro. Ela me deu um suéter de caxemira no Natal.

— Tudo bem. Mais alguma coisa? Talvez... um retrato dela?

—Ah, sim! — respondeu ele. — Claro, claro. Ela me deu seu retrato no colégio.

—É mesmo? — perguntei, tentando não parecer muito excitada. — E por acaso você está com ele aqui? Na sua carteira, talvez?

Era uma aposta arriscada, eu sabia perfeitamente, mas muitas pessoas só arrumavam suas carteiras uma vez por ano, se muito...Ele fez uma careta. Provavelmente pensar era doloroso para ele, pois logo em seguida tratou de injetar o analgésico umas duas vezes. Em seguida, ficou com a expressão relaxada.

—Sim — disse então. — Ainda tenho a foto dela. Minha carteira está naquela gaveta ali.

Eu abri a gaveta da mesa ao lado de sua cama. E lá estava realmente a carteira, fininha, de couro preto. Eu a apanhei e a abri. Temari estava toda glamorosa, com toda aquela cabeleira loura e olhando insinuante para a câmera. Nas minhas fotos de colégio, eu sempre fico parecendo como se alguém tivesse gritado “Fogo!”. Não conseguia entender como um cara que estava saindo com uma garota como aquela podia convidar alguém como eu para sair.

—Você me empresta esta foto? — perguntei. — Preciso dela só por um tempinho. Devolvo logo. - O que era uma mentira, mas achei que de outro modo ele não me emprestaria.

— Claro, claro — disse ele, sacudindo uma das mãos.

—Obrigada.

Enfiei a foto na minha mochila no exato momento em que uma mulher alta, com seus 40 anos, entrava, coberta de joias e trazendo uma caixa de doces.

—Shikamaru, querido — disse ela. — Onde estão seus amiguinhos? Eu fui até a padaria para trazer uns beliscos.

—Daqui a pouco eles voltam, mãe — respondeu Shikamaru meio sonolento. — Esta é a Sakura. Ela salvou a minha vida ontem.

—Prazer em conhecê-la, Sakura — disse ela, mal tocando os meus dedos. — Você consegue acreditar no que aconteceu com o pobrezinho do Shikamaru? O pai dele está furioso. Como se as coisas já não estivessem suficientemente complicadas, com aquela maldita garota... bem, você sabe. E agora isto. Juro que fica parecendo que aquele colégio está amaldiçoado ou algo assim.

—É. Bem, prazer em conhecê-la. É melhor eu ir.

Encontrei Sai e Tenten em frente a um quarto do outro lado do corredor. Enquanto eu estava me aproximando deles, Tenten levou um dedo aos lábios — Ouça. - Eu fiz exatamente o que ela sugeria.

—Simplesmente não podia ter acontecido em pior hora — dizia uma voz conhecida, de homem mais velho. — E agora que faltam menos de duas semanas para a visita do arcebispo...

—Sinto muito, Hiruzen — dizia o padre Hatake com a voz fraca— Sei perfeitamente que isto deve estar sendo estressante para você.

—E ainda por cima com o Shikamaru Nara! Sabe quem é o pai dele? Simplesmente um dos melhores advogados de Salinas!

—Padre Hatake está levando uma bronca — sussurrou Sai para mim. — Pobre coitado.

—Ele bem que podia simplesmente dizer a monsenhor Hiruzen que fosse se afogar no lago — Tenten comentou com os olhos faiscando.

—Vamos ver se a gente consegue ajudá-lo. Talvez vocês pudessem distrair o monsenhor. E aí vou ver se o padre Hatake precisa de alguma coisa. Sabe como é, rapidinho antes de a gente ir embora.

— Por mim tudo bem.

—Estou nessa — concordou Sai.

Então chamei o padre Hatake em voz alta e fui entrando no quarto. O quarto não era tão grande nem tão alegre quanto o de Shikamaru. Não sei que tipo de plano de saúde os padres têm, mas posso dizer que não eram tão bons quanto deveriam.

Seria pouco dizer que o padre Hatake ficou surpreso com a minha entrada. Seu queixo simplesmente caiu. Ele não parecia capaz de dizer coisa alguma. Mas não tinha problema, pois atrás de mim entrou a Tenten.

—Puxa, monsenhor, estávamos procurando o senhor por toda parte. Gostaríamos de fazer uma entrevista exclusiva, se o senhor concordar, sobre as consequências do ato de vandalismo da noite passada na visita que o arcebispo está para fazer. Consequências negativas, certo? O senhor tem algo a dizer? Talvez o senhor pudesse vir até o corredor, onde eu e meu colaborador poderemos... - Meio atarantado, monsenhor Hiruzen acompanhou Tenten até a porta, bem irritado.

—Escute aqui, mocinha...

Eu mais que depressa me aproximei do padre Hatake. Não posso dizer que estava exatamente feliz por encontrá-lo. Quer dizer, eu sabia que ele provavelmente não estava lá muito satisfeito comigo.

—Sakura — disse padre Hatake com sua voz meiga. — O que está fazendo aqui? Está tudo bem? Eu estava muito preocupado com você...

—Eu deveria ter esperado isso. Padre Hatake não estava zangado comigo, absolutamente. Só estava preocupado. Mas era ele o verdadeiro motivo de preocupação. Além daquele horrível corte acima de um dos olhos, ele estava completamente pálido. Ainda assim, fiquei de novo furiosa por vê-lo daquela maneira. Temari ainda não sabia, mas ia se ver comigo, e como!

—Preocupado comigo? — perguntei, olhando fixo para ele. — Por que está preocupado comigo? Não fui eu que quase fui esmagada hoje de manhã por um crucifixo. -Padre Hatake sorriu, pesaroso.

—Não, mas acho que você talvez precise explicar uma coisa. Por que não me contou, Sakura? Por que não me contou o que pretendia fazer? Se soubesse que pretendia aparecer na Missão sozinha no meio da noite, nunca teria permitido.

—Foi exatamente por isso que eu não lhe contei. Ouça, padre, sinto muito pela estátua e pela porta da sala de aula do professor Asuma e tudo mais. Mas eu precisava tentar falar com ela pessoalmente, entende? De mulher para mulher. Eu não sabia que ela ia ficar completamente ensandecida comigo.

—Mas o que você podia esperar? Sakura, você não viu o que ela tentou fazer com aquele rapaz ontem?...

—Sim, mas aquilo dava para entender. Quer dizer, ela gostava muito dele. Ela realmente o ama loucamente. Mas eu não imaginava que fosse me perseguir também. Afinal, eu não tinha nada a ver com aquela história. Só estava tentando mostrar quais eram as opções dela...

—O que era exatamente o que eu vinha fazendo desde que ela começou a aparecer na Missão.

—Certo. Mas a Temari não está a fim de aceitar nada que lhe propomos. É como estou lhe dizendo, a garota pirou. Agora está quietinha porque acha que conseguiu matar Shikamaru e provavelmente também está exausta, mas daqui a pouco vai começar a atacar de novo, e só Deus sabe o que poderá fazer agora que sabe do que é capaz.

— Como assim, “agora que sabe do que é capaz”?

—Bom, dá para perceber que a noite passada foi apenas um ensaio geral. Pode estar certo de que muito pior virá da Temari, agora que ela sabe o que pode fazer.

—Você a viu hoje? Como sabe tudo isto?

Eu não podia falar sobre Sasuke para o padre Hatake. Não podia mesmo. Não era da conta dele, para começo de conversa. Mas eu também tinha a impressão de que poderia chocá-lo, saber que havia um sujeito vivendo no meu quarto. Sabe como é, ele era um padre...

—Escute só — eu disse. — Tenho pensado muito nisso, e não vejo outra maneira. O senhor já tentou argumentar com ela e eu também. E veja só no que deu. O senhor está no hospital e eu preciso ficar o tempo todo prestando atenção ao redor, onde quer que vá. Acho que chegou a hora de resolver isto de uma vez por todas.

—O que está querendo dizer, Sakura? De que está falando?

—Estou falando do que nós, mediadores, fazemos como último recurso.

—Último recurso? Acho que não estou entendendo o que você quer dizer...

—Fazer um exorcismo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


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