História A MELHOR PARTE DE MIM. - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Himawari Uzumaki, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kiba Inuzuka, Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju
Tags Sasunaru, Yaoi
Exibições 175
Palavras 1.946
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Hentai, Josei, Lemon, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa noite minna-chan!
Tem capítulos todos os dias e boas leitura.
Beijo da Mikka-chan de arco-íris para vocês!

Capítulo 3 - O ESTRANHO IRRESISTÍVEL.


Fanfic / Fanfiction A MELHOR PARTE DE MIM. - Capítulo 3 - O ESTRANHO IRRESISTÍVEL.

Acordei com o toque de alguém que cheirava muito bem. Podia sentir o perfume no ar e o peso daquela mão no meu ombro. Mas o medo tomou conta de mim do mesmo jeito e a explosão de terror me trouxe de volta á consciência aos gritos.

Eu não sabia o que era, mas o pânico foi maior do que qualquer outro pensamento. Como sempre. Era o mesmo sentimento que eu trazia comigo havia anos.

_ Acorda, Naruto.

Aquela voz. De quem era? Abri os olhos e dei de cara com toda a intensidade dos olhos ônixs de Sasuke Uchiha, a não mais do que um palmo de distância. Me encolhi no banco, tentando abrir mais espaço entre meu corpo e aquele rosto lindo. Eu lembrava. Ele comprou meu quadro. E me levou para casa.

_ Droga, desculpe, eu dormi?- Procurei a maçaneta, mas não conhecia direito aquele carro. Tateei ás cegas para tentar fugir dali.

Sasuke pôs a mão em cima da minha, com firmeza.

_ Calma! Você está segura. Você cochilou, só isso.

_ Ok, desculpa.- Respirei fundo algumas vezes, olhei para fora do automóvel e depois de volta para ele, que observava cada movimento meu.

_ Por que você fica se desculpando?

_ Não sei, respondi baixinho. Eu sabia, mas não podia pensar nisso naquele momento.

_ Você está bem? – Ele sorriu devagar, com a cabeça inclinada para o lado.

Podia jurar que ele tinha percebido claramente o efeito que causava em mim. Precisava sair logo dali, antes que concordasse com qualquer coisa, algo mais ou menos parecido com “ tira a roupa e deita aí no banco de trás do meu carro, Naruto”. Esse homem conseguia me controlar com uma facilidade que me deixava maluco.

_ Obrigada pela carona, e pela água. E pelas outras coi...

_ Se cuida, Naruto Uzumaki.- Ele apertou um botão e trava abriu.- Você já pegou a chave? Vou esperar você entrar. Qual é o seu andar?

Catei minha chave de dentro da bolsa e aproveitei para guardar o celular, que ainda estava no meu colo.

_ Moro no último andar.

_ Divide com alguma amiga?

_ Sim, mas ela não deve estar em casa.- De novo, me perguntava o que tinha dado na minha língua para sair dividindo informações pessoais com alguém que mal conhecia.

 _ Vou esperar você entrar acender as luzes, então.- O rosto dele era impassível. Não tinha ideia do que passava pela cabeça dele.

_ Boa noite, Sasuke Uchiha.- Abri a porta do carro e fui em direção á entrada do prédio, sentido o olhar dele me acompanhando  enquanto andava. Enquanto destrancava a porta, olhei por cima do ombro e não dava para enxergar por dentro, mas ele estava lá, me esperando entrar.

No hall, cinco lances de escada me aguardavam. Entrei no apartamento, acendi a luz e tranquei a porta. Foi o que conseguir fazer, porque em seguida despenquei, me apoiando na porta de madeira.  O que diabos aconteceu comigo?

Demorei um tempinho para me desencostar da porta e chegar até a janela. Afastou a cortina com um dedo, mas o carro já não estava mais lá. Sasuke Uchiha tinha ido embora.

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Uma corrida de oito quilômetros era exatamente o que eu precisava para esfriar a cabeça depois da viagem que foi a noite de ontem, digna de uma Alice pelo buraco da toca do coelho. Aliás, eu me sentia mesmo como se tivesse cumprido todo aquele ritual de “coma-me” e “beba-me”. Céus, será que tinha alguma droga no meu champanhe? A julgar pelo meu comportamento, diria que sim, entrar no carro com um desconhecido, deixa-lo me levar até em casa e escolher o que eu ia comer? Bom, foi uma burrice toda e ele também. A vida já era complicada o bastante para eu arrumar ainda mais confusão.

Era o que a tia Tsunade sempre falava. Imaginar a reação dela ao ver as fotos me fazia sorrir. Tinha certeza de que minha tia-avó iria se chocar menos do que a minha própria mãe. Tia Tsunade não era nenhuma puritana. Botei o IPod no modo automático e fui correr.

Pouco depois, o encontro esquisito da noite anterior já tinha sido deixado para trás na calçada. Aquele esforço físico me fazia bem, deviam ser as endorfinas. Maldizendo em silêncio a minha própria capacidade de fazer referências sexuais, imaginei se esse era o meu problema e a razão pela qual dei tamanha intimidade ao Sasuke ontem, talvez eu precisasse ter um orgasmo. Você está tão fodida. Imediatamente pensei nos dois sentidos- literal e figurado- dessa expressão.

Segui em frente e passei para a pista que dava de frente com um lindo rio. O iPod também ajudava. Ouvir músicas é uma ótima maneira de esvaziar o cérebro. Nos meus ouvidos, Eminem e Rihanna discutiam se vale a pena mentir em nome do amor. Mantive firme e comecei a admirar a arquitetura ao meu redor. Em Londres, a história estava presente em todos os lugares, sempre foi contrastando com a face mais moderna e cosmopolita da cidade, em equilíbrio. Dualidade. Eu amava viver aqui.

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Posar como modelo não era meu único trabalho. Todos os alunos matriculados no programa de pós-graduação em Moda comunicativa de mercado e Designe de styling da Universidade de Londres somos obrigados a estagiar na Vogue Intensive Summer Course. Na minha opinião, não existe lugar mais bonito para estudar.

Passado pela entrada de funcionários, mostrei o crachá primeiro para o segurança, depois para o encarregado dos estúdios de moda.

_ Bom dia, senhor Naruto.

Jugo, sempre tão educado e formal. O guarda me cumprimento do mesmo jeito que fazia todos os dias. Ficava sempre esperando a ocasião em que ele falaria alguma coisa diferente. “ Deu uns amassos em algum milionário mandão ontem á noite, senhor Naruto?”

_ Oi, Jugo.- Dei o meu melhor sorriso enquanto ele abria o espaço para eu passar.

 Felizmente. Logo conseguir me concentrar nas tarefas do trabalho. O tecido da futura peça de roupa da minha autoria era fascinante. A ideia era se inspirar na nossa modelo que tinha um cabelo platinado e dona dos olhos da cor dos céus que conseguia enxerga de longe de tão bonito que era. A modelo não era uma moça exatamente bonita, mas expressiva e atraente. Quero poder dar para ela o melhor vestido sexy em dose certa de carinho e cuidado- e eu teria a sorte de poder dar isso a ela.

Estava quase na hora do intervalo quando o celular tocou “ Chamado não identificada” Desconfiei. Não tinha dado esse número para ninguém e a agência Lorenzo, que tratava dos meus trabalhos como modelo, tinha regras bem rígidas para preservar a privacidade dos clientes.

_ Alô?

_ Naruto Uzumaki.- A cadência sexy daquela voz britânica me pegou.

Era ele. Sasuke UCHIHA. Como, eu não fazia ideia. Ou por quê. Mas era ele, com aquele sotaque sedutor do outro lado da linha. Eu reconheceria aquela voz mandona onde quer que fosse.

_ Como você conseguia esse número?

_ Você me deu ontem á noite.- Uma vacilada na voz estregou que ele mentia.

_ Não- falei, bem devagar, tentando frear as batidas do coração, que eram cada vez mais rápidos.- Tenho certeza de que não te dei o telefone.

Por que ele estava ligando?

_ Talvez tenha pego seu celular sem querer enquanto você dormia... E liguei dele para o meu. Você me deixou distraído, desidratado e faminto do jeito que estava.- Ouvi vozes abafadas ao fundo, como se ele falasse de um escritório.

_ É muito fácil pegar o celular errado, quando todos eles se parecem.

_ Então você mexeu no meu telefone e discou para você mesmo, só para gravar o número na memória? Isso é meio assustador, senhor Uchiha. – Falta de limites do Moreno Alto e Bonito com os lindos Ônixs começava a me irritar.

_ Por favor, me chame de Sasuke, Naruto, Eu quero que você chame de Sasuke.

_ E eu quero que você respeite minha privacidade, Sasuke- grei bem o nome dele ao falar.

_ Quer mesmo, Naruto? Já eu acho que você está muito grato pela carona de ontem- disse ele, numa voz mais suave,- E você me agradeceu. Naquelas condições, acho que nunca teria conseguido chegar em casa sozinho.

Sério? Aquelas palavras me trouxeram de volta a mesma emoção incontrolável que havia sentido á noite, quando ele me trouxe e o comprido. Por mais que eu detestasse admitir, ele estava certo.

_ Ok. Olha, Sasuke, te devo uma pela carona de ontem. Foi uma boa decisão da sua parte ter insistido e realmente agradeço a ajuda, mas...

_ Então venha jantar comigo. Uma refeição decente nada embaladinho em plástico e papel alumínio, e muito mesmo menos dentro do carro.

_ Não. Sinto muito, mas não acho que seja uma boa ideia.

_ Você mesmo acabou de dizer “ Sasuke, te devo uma pela carona”, e o que quero em troca é isso, que você venha jantar comigo hoje.

Meu coração disparou. Não posso fazer isso. Ele mexia demais comigo, era estranho. Não era difícil perceber que Sasuke Uchiha era território branco faminto atrás do banhista solitário na beira do mar.

_ Tenho compromisso á noite- respondi abruptamente, Era uma mentira deslavada.

_ Amanhã, então.

_ Na-não posso. Tenho que trabalhar á tardinha e essas sessões de fotos sempre me deixam exausto.

_ Perfeito. Te pego na sessão, a gente como e te levo para casa a tempo de você deitar cedo.

_ Você me interrompe toda vez que falo! Não consigo pensar direito quando me dá ordens, Sasuke. Você é assim com todo mundo ou eu sou especial? – Não gostei nada como a conversar mudou de rumo a o favor dele. Era de enlouquecer. E o que quer que ele quis dizer com “ deitar cedo” me deixou pensando em todo tipo de safadeza.

_ Sim, Sim, Naruto, você é especial.- Podia sentir a energia sexual pulsando na voz dele através do meu telefone me apavorei. Sou um idiota por fazer essa pergunta desse jeito. Muito bem, Naruto, Sasuke disse que você é especial.

_ Tenho que trabalhar agora.- Minha voz soou fraca, com certeza. Ele tinha acabado de me desarmar com tanta facilidade. Tentei de novo:- Obrigado pelo convite, Sasuke, mas não posso...

_ Dizer não para mim- ele me interrompeu.- Por isso, vou busca-la amanhã na sessão de fotos para jantarmos. Você já reconheceu que me deve um favor e estou cobrando agora. É o que eu quero, Naruto.

O filho da mãe conseguiu outra vez! Suspirei alto e o deixei em silêncio por um momento. Eu não ia ceder assim tão facilmente.

_ Ainda aí, Naruto?

_ Agora quer falar comigo? Você muda de ideia com facilidade. Toda vez que eu digo alguma coisa, você me interrompe. A sua mãe não te deu bons modos?

_ Ela não pôde. Morreu quando eu tinha quatro anos.

Puta Merda.

_ Ah, isso explica tudo. Sinto muito. Olha Sasuke, preciso mesmo voltar para o  trabalho agora. Você se cuida.- Fiz uma de covarde e desliguei o telefone.

Baixei a cabeça na mesa e descansei por um minuto, ou cinco. Sasuke me deixava exausto. Não sei como conseguia, mas não falhava. Levantei da cadeira e fui para a copa. Peguei a maior caneca que achei, enchi com uma quantidade insana de leite e açúcar, e completei com café. Talvez uma injeção de cafeína e carboidratos me ajudasse ou, pelo menos, me colocasse em coma.

Dei uma olhada no estúdio e vi o encantador futuro vestido me esperando, vai ser lindo e elegante, do jeito que se deve ser. Com o café na mão voltei e comecei a desenha a forma do vestido.



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