História A Melhor Parte de Mim - Capítulo 11


Escrita por: ~ e ~Amazzon

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Itachi Uchiha, Neji Hyuuga, TenTen Mitsashi
Tags Gaaino, Nejiten, Praia, Romance
Visualizações 264
Palavras 2.502
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


FINALMENTE MEU POVO!!! Juro q esse cap vai compensar a demora 8D

Capítulo 11 - Capítulo 10


Fanfic / Fanfiction A Melhor Parte de Mim - Capítulo 11 - Capítulo 10

Gaara

Três semanas haviam se passado desde que eu e Neji descobrimos o que o Uchiha estava vendendo aos terroristas, porém, ainda faltava saber o porquê. Algumas teorias passavam pela minha cabeça, mas eram apenas hipóteses. Como não consegui encontrar mais nada dentro do pen-drive, irritado, dei fim às minhas investigações. Ao menos por enquanto.

Precisei também, ligar para um conhecido meu da marinha, dizendo que as missões estavam comprometidas e que por agora, era melhor os agentes recuarem.

Eu estava bastante frustrado, como a muito não me sentia. O buraco que Itachi tinha cavado era bem mais fundo que eu pensava. Além disso, também tínhamos que encontrar o paradeiro de Hinata. O único ponto positivo era que Neji sabia de todos os passos dele, e disse que ficaria de olho no chefe e me passaria todas as informações.

E ainda tinha Ino.

Suspirei. O fato dela ser a próxima vítima do Uchiha me deixava possesso, e eu nem ao menos sabia o porquê.

Já havíamos feitos umas sete ou oito aulas de surf, e até que elas estavam indo bem. Ino não estava sendo tão irritante quanto pensei – tinha certeza, na verdade – que seria, a loira conseguia até ser divertida.

Eu descobri, que deixá-la furiosa tornou-se um prazer particular e sempre que me chamava de grosso ou insensível, eu ficava ainda mais tentando em tirá-la do sério.

Tsc. Acho que tem algo de errado comigo.

Caramba, toda essa avalanche de problemas elevou o meu humor de ruim para péssimo. A combinação de frustração, irritação e incômodo não era a melhor coisa do mundo para uma pessoa como eu, de pavio curto e paciência. Eu queria respostas, mas esse jogo do Uchiha parecia um quebra-cabeça que sempre faltavam peças.

Baguncei os cabelos e voltei a prestar atenção na estrada. Eram por volta de cinco e meia da manhã e eu estava indo para a praia. A preguiça de ir andando foi maior que minha vontade de querer pegar umas ondas para relaxar, então passei primeiro na Cafeteria da Senhora Elliot e me encaminhei para Nye Beach. As ruas estavam desertas e um vento gélido esvoaçava as folhas.

Estacionei a caminhonete nas vagas disponíveis e peguei o embrulho que estava sobre o banco do carona. O cheiro do sanduíche natural com suco fizeram meu estômago – vazio – roncar em antecipação. Fazendo umas contas mentalmente, eu estava por volta de vinte e duas horas sem comer.

Dei a primeira mordida no sanduíche, enquanto que contemplava a vista. O sol começava a aparecer no horizonte a medida que os minutos passavam e o calor costumeiro do dia dava o ar de sua graça. Alguns pássaros começavam a sobrevoar a imensidão azul, mas nem sinal de pessoas transitando pela orla da praia tão movimentadas nas manhãs de domingo.

Passei a refletir sobre tudo que aconteceu, desde quando me mudei até agora. O quanto algumas coisas tinham mudado e outras nem tanto. Era um pouco assustador saber que as coisas estavam saindo do meu controle e o motivo disso tudo tinha nome e sobrenome.

Ino Yamanaka, definitivamente, apareceu na minha vida como um furacão e destruiu tudo por onde passou. Era incrível como ela parecia não se intimidar com a minha personalidade taciturna e grosseira. O brilho de seus olhos me deixava desnorteado quando ela me respondia a altura, em claro desafio. O riso dela espontâneo me fazia querer sorrir também e quando a via irritada, eu a incomodava ainda mais para ver suas diferentes expressões.

Cada vez mais eu me sentia confortável com sua presença e julgaria até normal, sempre a procurar com o olhar quando ia visitar Luke, se não me achasse um completo idiota.

Na conversa que tive com Neji, depois de contar que Ino era o próximo alvo de Itachi e de fazermos uma cópia de tudo que estava no pen-drive, ele me disse que eu estava diferente. Ou que pelo menos parecia. Estava mais leve, sem aquela aura tensa e distante que eu sempre mantinha comigo.

Ele perguntou sobre como iam as coisas com Ino, já que Tenten havia lhe contado que a loira estava tendo aulas com um “ruivo delícia”. Nessa parte eu revirei os olhos em desdém, fazendo o moreno rir alto. Neji jogou um verde para colher maduro, mas fui treinado para não soltar uma informação sequer diante de qualquer tortura.

No final de tudo, eu não lhe contei nada e ele ficou emburrado resmungando que eu era um péssimo amigo.

O Hyuuga entendia e sabia os motivos de eu ser distante e não gostar de criar laços fortes com alguém. Jamais admitiria, mas eu sentia medo. Medo de viver tudo que vivi de novo, de ser ignorado, humilhado e ferido de novo.

E então, acabei me tornando o que sou hoje. Contudo, creio que se não fosse por Luke e Neji, eu nem estaria aqui.

Acabei de tomar meu café da manhã e saí do carro. Desprendi as pranchas das cordas que as sustentavam e rumei para a praia. O vento tinha dado uma trégua e o mar mais parecia uma piscina de tão calmo que estava. Finquei a prancha na areia e retirei minha blusa.

Fechei os olhos apreciando o cheiro de maresia e o rosto dela me veio à mente. O bico infantil nos lábios mostrando o quanto estava aborrecida por não conseguir ficar em pé na prancha, ou quando eu ria de mais uma de suas tentativas falhas.

Voltei a abrir os olhos e percebi estar sorrindo para o nada. Algo parecia transbordar dentro de mim e eu procurava respostas para entender esse sentimento novo. Ino tinha o poder de embaralhar minha mente e confundir meu corpo e meus sentidos mesmo que não estivessemos juntos.

Passei a mão pelos fios ruivos e bufei frustrado comigo mesmo. Decidi ignorar o frio no estômago e a vontade de vê-la, e fui em direção a imensidão azul à minha frente.

Eu queria mergulhar e poder desfrutar da mesma calmaria do mar e quem sabe conseguir um pouco de paz de espírito.


•••••


Ino

Acordei assustada, sentando de uma vez na cama. Pisquei algumas vezes, até meus olhos se acostumarem com o escuro do quarto. Parecia estar de noite ainda.

— Droga. Achei que estava atrasada… — Murmurei comigo mesma.

Peguei meu celular em cima do criado-mudo e olhei o horário. Constatando que eram quatro e meia da manhã, bufei irritada. Malditas quatro horas da manhã e eu já estava acordada em pleno domingo!

Esfreguei meus olhos com as costas das mãos e bocejei, me espreguiçando em seguida. Nem sei porque fiquei brava em acordar esse horário, eu já devia estar acostumada com isso. Era sempre assim quando ia encontrá-lo.

Aquele ruivo além de tirar minha paciência, conseguia tirar meu sono e estava começando a fazer o mesmo com minha sanidade.

Após algumas aulas de surf já estávamos acostumados com a presença um do outro. E confesso que estava gostando da companhia dele, mesmo com as provocações e suas típicas respostas ácidas, ele era agradável quando queria. Ainda que isso fosse bem raro.

Mas eu sempre tive a certeza de que Gaara era muito mais do que aparentava.

Aquela máscara de durão e inabalável era apenas um disfarce para o indivíduo gentil e protetor, preso dentro daquela casca grossa. Acredito isso era o que mais me atraía nele, além de ser um deus grego, como diria Tenten.

Eu sentia a necessidade de descobrir porque o ruivo se portava daquela maneira. Eu precisava saber o motivo que levou-o a trancar seus sentimentos.

Eu tive a sorte de experimentar uma gota de sua preocupação quando ele salvou Deidara na primeira vez que nos vimos, a pouco mais de dois meses. E pude repetir a dose em nossa última aula de surfe, quando novamente tentei ficar de pé em cima da prancha, mas acabei falhando miseravelmente e caí no mar.

Naquele dia a maré estava um pouco mais forte que o normal, então não consegui voltar a superfície sozinha. O desespero se apossou de mim, eu me debatia contra a maré. O ar começou a fazer falta e senti que logo perderia a consciência.

Na hora que senti dois braços fortes circundando minha cintura e me impulsionando para cima, o alívio encheu meu peito. Assim que minha cabeça entrou em contato com o ar, puxei com força o oxigênio que me faltava, engasgando e tossindo um pouco de água salgada, sentindo a ardência em minhas narinas e garganta. Me apoiei na prancha que boiava perto de nós, quase deitando na mesma, e Gaara repetiu o gesto, me olhando assustado.

— Você está bem?

— S-sim. — Consegui responder ainda atordoada.

— Acho que já acabamos por hoje. Vamos embora. — Ele disse, segurando a prancha empurrando-a comigo em cima, em direção a areia.

— Obrigada. — Disse baixo.

Ele não me respondeu, mas nem precisou. E naquele dia ele deixou de ser o guardião de Deidara e passou a ser o meu também.

Depois disso, ele não me deixou entrar no mar sozinha novamente.

Como já sabia que não iria conseguir pegar no sono, me levantei da cama e comecei a arrumar minhas coisas para ir à praia. Apanhei minha bolsa, colocando alguns itens indispensáveis, que incluíam óculos de sol e protetor solar. Assim que terminei, abri uma das portas do meu guarda-roupas e tirei de uma das gavetas meu biquíni azul escuro, despindo-me e o colocando, peguei também um short jeans curto e uma regata branca.

Já trocada, olhei em meu relógio e havia se passado apenas uma hora, suspirei descontente.

Não estava com fome, mas era melhor comer algo antes de sair. E eu ainda iria fazer esforço físico, precisava de energia, então desci até a cozinha preparando um pouco de café e sanduíche de frango.

Depois de comer, subi novamente até meu quarto, penteando meu cabelo e prendendo-o em um coque. Escovei os dentes e olhei o visor do meu celular, seis horas da manhã. Ótimo, já era hora de ir até o Gaara! Quer dizer, até Nye Beach.

Peguei minhas coisas e saí de casa, entrando rapidamente no carro, e saindo para a rua. Mas não sem reparar no peculiar carro azul saindo logo atrás de mim. “Será paranóia minha ou esse cara está mesmo me seguindo?” Pensei.

Decidi ignorar esse pensamento, ligando o rádio e prestando atenção na estrada a minha frente.

Cheguei rápido ao meu destino, avistando a caminhonete de Gaara estacionada, parei o carro na vaga ao lado e desci do mesmo, observando a orla. A praia estava vazia, comparando a como fica lotada nos domingos de manhã. Se bem que era melhor assim, menos pessoas pra rir da minha cara quando eu caísse da prancha igual a uma jaca. Tirei minha roupa ficando apenas com o biquíni e caminhei em direção a areia, procurando pelo ruivo.

Andei alguns metros e logo vi sua cabeleira vermelha. Ele estava sentado à frente de sua prancha, olhando para o mar, aparentemente já molhado pela água salgada.

Me aproximei e sentei-me ao seu lado.

— Oi! — Disse, olhando-o.

— Ah, oi. — Respondeu. — Hoje você vai tentar ficar em pé de novo.

— Sozinha? — Disse.

— Não, eu vou estar ao seu lado caso precisar de ajuda, mas você precisa conseguir pelo menos se equilibrar sozinha. — Falou sério.

— Oh… Entendi. — Falei ainda um pouco insegura.

— Hoje o mar está bem calmo e não tem muita gente, vai ser mais fácil. — Não respondi. — Isso é o básico Ino, se não conseguir nem ficar em pé na prancha, como vai surfar? Se quiser, pode desistir. — Falou me olhando pelo canto do olho com um sorriso desdenhoso.

Olhei-o com irritação. Ino Yamanaka desistir? Nunca! Levantei-me em um pulo  e chamei-o.

— Não mesmo! Vamos lá foguinho. — Observei seu cenho franzido por conta do apelido. — Se eu não conseguir surfar, você é que foi um mau professor.

— Tsc. — Monossilábico como sempre, levantou-se também.

Pegamos a prancha e rumamos em direção ao mar. Paramos em uma parte onde a água estava batendo um pouco acima do meu peito, ele então posicionou a prancha em cima da água e me olhou.

— Sobe.

Logo apoiei a palma das mãos na prancha e me impulsionei para cima, passando uma das pernas para o outro lado, montando-a.

— Agora é só tentar ficar de pé. — Falou com um sorriso de lado, segurando a prancha com as duas mãos, para a manter firme.

Rolei os olhos em resposta.

Respirei fundo e coloquei um dos pés sobre a superfície de resina e logo em seguida o outro, me mantendo agachada. Bem devagar, comecei a levantar meu corpo.

Estava tremendo um pouco, não sei se era por medo, ansiedade ou nervosismo. Talvez todos juntos. Finalmente consegui erguer o tronco todo, mesmo com os tremores. Olhei para baixo, mirando Gaara.

— Agora eu vou soltar, ok?

— Tudo bem. — Respondi, ainda que um pouco insegura.

Gaara soltou um das mãos e me olhou, e então ele tirou a outra. Me mantive em pé, ainda que com dificuldade, sorri satisfeita. No entanto uma onda pequena nos alcançou, fazendo a prancha balançar e consequentemente me fazendo perder o equilíbrio. Caí na água, mas logo senti as mãos de Gaara me puxando pra cima. Não pensei duas vezes em agarrá-lo pelo pescoço e circundar sua cintura com as pernas, colando meu corpo ao dele.

Quando passamos por uma situação onde nossa vida corre perigo, nunca mais queremos sentir a sensação novamente, e era apenas isso que eu mantinha em meu pensamento quando Gaara me puxou, não cair na água.

No momento em que minha consciência se fez presente de novo, arregalei meus olhos, percebendo como estava grudada no ruivo. Meu coração disparou na hora, querendo fugir do meu peito. Não sei se foi ilusão, mas parecia que o do ruivo estava igual.

Afastei devagar o tronco do seu e soltei minhas pernas, ficando outra vez em pé à sua frente. Com as mãos ainda sobre seus ombros, fitei-o diretamente nos olhos, ofegante pelo susto e pelo contato.

Como se ele fosse um imã e eu um pedaço de metal, dei um passo em sua direção, me aproximando mais, hipnotizada por aqueles olhos quase translúcidos. Como um reflexo, Gaara apoiou as mãos em minha cintura, colando mais uma vez nossos corpos. O ruivo abaixou o rosto e findou a distância entre nossos rostos, colando seus lábios aos meus. Correspondi de imediato, entreabrindo a boca para que sua língua abraçasse a minha.  Senti que suas mãos apertaram-me ainda mais contra si, quando arranhei de leve sua nuca, querendo provocá-lo.

Gaara prendeu meu lábio inferior entre os dentes, chupando-o em seguida, voltando a invadir minha boca. Assim que o ar fez-se necessário, ele desceu a boca para meu pescoço, mordiscando-o de leve. Ofeguei com o toque de sua língua quente com minha pele fria, e me segurei mais a ele.

Puxei seu cabelo entre meus dedos e ergui seu rosto para o meu, beijando-o sofregamente. Não conseguia pensar em mais nada a não ser nos toques e gosto de Gaara. O corpo másculo e definido prensado contra o meu, suas mãos firmes me apertando tanto que com certeza deixariam marcas, sua língua exigente, querendo cada vez mais.

Realmente, esse ruivo estava acabando com a minha a sanidade.


Notas Finais


Gente, nos perdoem pela demora. Queríamos muito ter atualizado a fic antes, mas estava complicado. Caso queiram saber mais está aqui nesse jornal que eu postei: https://spiritfanfics.com/jornais/sobre-a-melhor-parte-de-mim-9875424
Espero q tenham gostado e vamos tentar não demorar tanto pra att! Beijos :3


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