História A Melhor Versão de Nós Dois - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Hopega, Sope, Yoonseok
Visualizações 44
Palavras 3.265
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Antes de tudo, quero pedir desculpas pela demora com a atualização, porque ando um pouco sem tempo pra escrever. No mais, é isso. Espero que gostem! ♡

Capítulo 5 - Capítulo Cinco


Acordar às seis e vinte da manhã no domingo não estava nem no mais distante dos meus planos, e nem muito menos acordar às seis e vinte da manhã no domingo com um Taehyung me ligando aos berros. Era claro que ele ainda não tinha dormido, e o som do que eram claramente as vozes de vários bêbados ao fundo só confirmava que ele muito provavelmente estava a) esperando que o dono do bar se irritasse e mandasse todo mundo embora, b) sentado no meio fio acompanhado de uma porção de bêbados porque o dono do bar já havia se irritado e mandado todo mundo embora ou c) em casa depois de ter levado ao menos umas dez daquelas pessoas aleatórias para dar uma festa sem motivo nenhum, afinal de contas, dar festas sem motivo continuariam sendo sua especialidade. E era mais claro ainda que eu já estava com o “não” preparado para caso eu fosse chamado para aparecer na suposta festa sem sentido e, sei lá, tivesse de ficar sentado no sofá olhando um monte de pessoas desconhecidas ficando cada vez mais bêbadas como se suas vidas dependessem disso.

- Fala – eu disse mais dormindo que acordado, na verdade querendo que ele não falasse nada, apesar de saber que, de certo, Taehyung continuaria gritando por no mínimo mais três minutos seguidos.

- Te acordei?

- Você sabe que horas são?

Ouvi Taehyung rir do outro lado da linha. Eu estava muito sonolento para raciocinar, mas decididamente não havia feito nenhuma piada. Então, a menos que algum bêbado tenha tentado formar o número quatro com as pernas e caído pateticamente no meio da calçada depois de perder o equilíbrio, meu melhor amigo estava rindo sozinho.

- Hora de acordar – foi o que ele respondeu e, sendo franco, apesar de estar me ligando tão cedo e rindo de mim na cara dura, ele não parecia nem um pouco bêbado.

- É sério, você sabe que horas são?

- São exatamente... Seis e vinte e dois – me falou, certamente depois de espiar o relógio de pulso. – Hora em que você já estaria acordado em qualquer dia da semana, se eu te ligasse.

- É, mas acontece que hoje é domingo.

- Desculpa perguntar, mas e daí?

- E daí que eu não tenho aula, nem trabalho, nem nada, o que significa que eu poderia dormir tranquilo por, pelo menos, mais uma hora.

Taehyung riu de novo e eu me perguntei qual era a porra da graça. Isso até imaginar que a graça devia estar em me ver completamente puto às seis e vinte e dois de uma manhã de domingo, afinal de contas ele não teria nada melhor a fazer acordado por aqueles horários.

- Só queria lembrar que você prometeu assistir aqueles jogos comigo hoje, e tal, então eu acho que você não iria dormir mais uma hora, de qualquer jeito.

- Mas que raio de jogo é...

Balbuciei sonolento antes que Taehyung me interrompesse.

- Faculdade. Times. Jogos. Pegou as palavras-chave?

Com certeza eu não me lembraria, nem em um milhão de anos, de ter combinado de colocar meus pés naquela faculdade em pleno domingo pra assistir alguns universitários jogando com outros universitários, até porque eu era o tipo de universitário que, particularmente, não estava nem aí para os tais jogos universitários. O problema é que Taehyung era o tipo de universitário que estava totalmente aí para os tais jogos universitários e mais aí ainda para as festas relacionadas aos jogos universitários, apesar de mal aparecer na faculdade para fins acadêmicos.

Então, aparentemente eu havia concordado que seria uma boa ideia acompanhar Taehyung em um domingo inteiro de jogos de outros estudantes, e como se já não bastasse, eu também não iria conseguir pedir desculpas e dizer que preferia ficar dormindo sem que ele ficasse muito puto comigo por no mínimo uma semana. Não que ele não pudesse assistir todos os jogos sozinho, o que tecnicamente aconteceria, já que eu nunca havia sido o tipo de amigo com quem ele pudesse comentar o que estivesse acontecendo em qualquer esporte de forma muito interativa, mas eu já sabia que se não estivesse presente de corpo, teria que ouvir longas horas de “você nunca quer fazer nada com seu melhor amigo”.

- Yoongi?

- Oi. Tô aqui.

- Não tá pensando em dizer que vai me deixar sozinho, né?

- Isso nem passou pela minha cabeça. Que horas começa esse negócio?

- Passo aí em cinco minutos.

Taehyung nunca fora do tipo super-hiper-mega-pontual, mas considerando que 1) pelo barulho de gente bêbada ao fundo da ligação, ele ainda estivesse próximo ao bar e que 2) o bar em questão estivesse a, no máximo, uns cinco minutos de caminhada vagarosa da minha casa, deduzi que 3) ele não demoraria mais do que cinco minutos pra começar a gritar no meu portão como se não houvesse amanhã.

Eu ainda não entendia o motivo de ele querer chegar lá tão cedo, até porque, na minha cabeça, poderíamos aparecer no meio de uma daquelas arquibancadas no horário que quiséssemos sem que ninguém enchesse o saco, mas não questionei. Afinal de contas, cada minuto era precioso para que eu me arrumasse depressa e evitasse que meus tímpanos estourassem antes das sete da manhã com um cara berrando meu nome no meio da rua e que a barulheira desnecessária fizesse os vizinhos surtarem em conjunto.

Só tive o tempo de, literalmente, lavar o rosto, entrar num jeans decente e no primeiro moletom que enxerguei jogado no quarto antes de ouvir o primeiro “Yoongi” vindo da rua e correr pra janela pra dar um jeito avisar que já ia descer e que, pelo amor de Deus, não precisava continuar gritando. Então, pra evitar que Taehyung ignorasse completamente meu conselho e quisesse pagar pra ver um monte de vizinhos revoltados xingando nós dois, terminei de me arrumar o mais rápido que podia pra chegar no portão no menor tempo possível.

- Demorou – Taehyung disse, recostado num carro aleatório como se não tivesse medo de disparar algum alarme sem querer e, aí sim, acordar a vizinhança inteira.

- Desculpa se eu tinha acabado de acordar e ainda precisava me vestir – falei. – Aliás, correção: desculpa se eu acabei de acordar e ainda precisava me vestir.

- Não é por nada, mas eu tô acordado e vestido desde ontem.

- Devo fingir surpresa? – perguntei.

- Na verdade, não – ele falou, finalmente desencostando do carro aleatório assim que terminei de fechar o portão.

Me arrastei até o ponto de ônibus mais próximo junto com um Taehyung conversativo sobre como assistir universitários jogando seria muito interessante, e eu, particularmente, estava mais preocupado com o fato de algum vizinho colocar a cara na janela e berrar para que ele gritasse mais baixo. Era claro que eu já havia me arrependido no mínimo trinta e cinco vezes de ter acordado cedo sem ter um motivo agradável para isso, já que além de ter de sair da cama às seis e vinte e dois para ir para a universidade em pleno domingo, eu também teria de pegar um ônibus para chegar lá. O que também incluía, é claro, esperar que o ônibus passasse e torcer para estar vazio.

- A pergunta que eu me faço é só uma – falei, enfiando as mãos nos bolsos. – Como você não tá bêbado?

- A resposta é muito simples, meu amigo – ele começou. – Eu não fico bêbado.

- Ah, tá. Faz de conta.

- Na verdade, eu não bebi. Quer dizer, só um copinho de cerveja, talvez uns dois – fez uma pausa. – Margem de erro de dois pra mais – silêncio de novo. – Só que isso foi ontem, então tecnicamente eu não bebi.

- Tecnicamente, você bebeu sim – respondi.

- Que seja, foi ontem – ele rebateu.

Tivemos que esperar coisa de cinco minutos até que o ônibus passasse. Felizmente estava vazio, afinal de contas, aparentemente ninguém além de mim e de Taehyung estava na rua por aquelas horas em pleno domingo. Eu não me surpreenderia se nem as pessoas que fossem jogar pela manhã aparecessem, e, nesse caso, Taehyung escutaria aproximadamente uma hora de sermão por ter me tirado da cama cedo sem motivo algum. Isso se, por acaso, ele parasse de falar por no mínimo uma hora para me deixar dar um sermão nele – coisa que eu cheguei a pensar ser impossível de acontecer.

A boa notícia daquela manhã é que a faculdade estava cheia de pessoas, tanto para jogar quanto para assistir. Mas a má notícia é que além de eu ter saído da cama às seis para assistir pessoas jogando, sem nem ao menos gostar de assistir jogos, também teria que dividir espaço nas arquibancadas do ginásio com mais uma multidão de pessoas que provavelmente gostavam de assistir jogos, ou que estavam ali porque simplesmente não tinham nada melhor para fazer. A questão é que eu tinha.

- Onde você tá indo? – Taehyung perguntou atrás de mim enquanto eu caminhava na direção do refeitório, única e exclusivamente por não ter a menor noção do que estava fazendo e nem de onde ficava aquele raio de ginásio.

- Sei lá – dei de ombros, tentando disfarçar. – Talvez comprar um café.

- A quadra fica pra lá – ele apontou no sentido oposto. – E sempre passa alguém vendendo alguma coisa pra comer, e tal.

- Ah, é claro. Vamos.

Taehyung certamente não se enganou com minha tentativa de fingir que sabia sim onde ficava a quadra. Segui junto dele para o lado certo, que particularmente era um canto do campus onde eu nunca havia colocado os pés antes.

- Sabe qual a melhor parte? – ele me perguntou. – Nisso aqui, e tal.

- Não faço a menor ideia – falei. – Existe uma parte boa?

- Conhecer pessoas novas – Taehyung disse. – Você deveria tentar, sabe? Vai por mim.

- É assim que surgem as suas festas?

- Boa ideia. Sexta que vem, na minha casa, às dez.

Caminhamos por cerca de cinco minutos no campus até eu conseguir visualizar o que certamente era a quadra. Certamente os jogos ainda não haviam começado, até porque estava cedo demais para isso, mas a movimentação barra falação por ali já era grande ao ponto de me trazer uma sensação próxima à de estar na casa de Taehyung cercado por um monte de gente desconhecida. A diferença é que não estava de noite, as pessoas não estavam bêbadas e nem haviam luzinhas de natal penduradas em cima da minha cabeça.

Driblar todas aquelas pessoas não seria difícil se Taehyung não parasse a cada cinco segundos para falar com alguém que conhecia e, de quebra, querer me apresentar sempre que tinha a oportunidade enquanto eu pensava numa forma de desaparecer dali e brotar em casa. Então, basicamente, a cada passo dado eu era obrigado a conferir se Taehyung ainda estava do meu lado, porque de certo não seria muito interessante me perder dele no meio de um campus enorme, muito menos quando se está numa parte do campus enorme onde você não sabe bem como andar sozinho. No fim das contas, conseguimos entrar na quadra depois do que me pareceu uma eternidade, e, bem, eu já podia até imaginar que as próximas horas de jogo me pareceriam mais eternas ainda.

Depois de muita discussão, porque eu queria me sentar num lugar mais vazio da arquibancada e Taehyung queria justamente o contrário disso, ele conseguiu me convencer que, se não calássemos a boca e sentássemos de uma vez, iríamos acabar tendo que ficar de pé do lado de fora, e que mesmo o lugar mais “vazio” logo ficaria cheio, então não teríamos pra onde correr. Eu não queria acreditar que um domingo de jogos universitários pudesse encher tanto assim aquela quadra, mas não demorou nem cinco minutos pra eu perceber que podia sim.

Talvez eu fosse o único deslocado o suficiente naquele lugar ao ponto de não ter a menor ideia de quantos times tinham naquela faculdade, então eu apenas me limitei a apenas observar e ser o universitário que não estava nem aí para os jogos universitários e nem tinha a menor ideia do que estava fazendo naquele ginásio às sete da manhã.

- Vai ser legal – Taehyung disse, empurrando um saquinho de pipoca na minha direção.

Depois de muita cantoria, dança, gritos e pompons de líderes de torcida voando, os times em questão finalmente entraram. Só fui entender que se tratava de futebol e não de qualquer outro esporte quando começaram a correr na quadra atrás da bola, e eu, que primeiramente não entendia nada sobre futebol e nem sobre qualquer outro esporte, achei que comer as pipocas de Taehyung seria uma boa maneira de não precisar falar nada durante todas as horas que se seguiriam.

O que eu não sabia é que Taehyung iria querer conversar sobre coisas completamente aleatórias enquanto observava o jogo, porque só me dei conta disso quando me peguei ouvindo ele falar alguma coisa sobre um cara do curso dele que levou dez anos para se formar e sobre como ele tinha medo de acabar demorando tanto assim.

- Sério – ele disse, pegando mais uma pipoca. – Se eu demorar dez anos...

- Então eu acho que você devia começar a frequentar as suas aulas – falei. – Quantas vezes você já reprovou por falta?

- Nem sei – ele respondeu. – Mas eu só tenho, tipo, um ano na faculdade. Quer dizer, dois.

- E você tá em qual período?

- Tá aí outra coisa que não sei – Taehyung falou, pegando mais pipoca. – Acho que em todos.

Rolei os olhos, fingindo estar prestando atenção no jogo enquanto Taehyung mudava de assunto. Perdi as contas de quantas vezes me assustei com as pessoas em volta ficando ou muito felizes ou muito putas quando saía algum gol, e, francamente, devo ter aprendido no mínimo meia dúzia de xingamentos diferentes em meia hora naquele lugar.

- Você tá atrasado – ouvi Taehyung dizer.

Foi aí que olhei pro lado e me dei conta de que ele estava falando com Jeongguk, que passava por entre as pessoas na arquibancada equilibrando um copo na mão e um sanduíche em outra.

- Dá pra eu sentar aí? – ele perguntou para Taehyung, que afastou um pouco para o lado, ficando grudado em mim e me fazendo considerar se devia me arrastar mais cinco centímetros para a direita e ficar grudado em um cara que eu nunca havia visto na vida. Concluí que seria melhor ficar colado em meu melhor amigo como se fôssemos um casal.

- Yoongi, esse é o Jeongguk, meu outro primo. Jeongguk, esse é...

- Yoongi, você por aqui? – Jeongguk disse, largando o sanduíche em cima das pernas para me cutucar por cima de Taehyung.

- Pois é – eu disse.

- De onde vocês dois se conhecem? – Taehyung soltou, parecendo muito confuso com aquela situação.

Foi aí que eu percebi que 1) eu não iria conseguir inventar uma história qualquer, 2) se eu inventasse uma história qualquer, Jeongguk provavelmente acharia que eu era o cara mais louco naquela faculdade, e 3) se eu deixasse Jeongguk contar a história verdadeira, Taehyung iria ficar puto.

- Ele foi lá em casa ontem – Jeongguk disse, enfiando metade do pão na boca. – Com o Hoseok – falou de novo, tapando a boca cheia.

- Ok, Yoongi, eu não vou nem perguntar o que você foi fazer na casa do Hoseok, porque com certeza deve ter sido mais interessante do que ir no bar comigo – Taehyung falou normalmente enquanto observava o jogo.

Talvez Jeongguk tenha achado que me oferecer um pão mordido seria uma boa forma de fingir que não tinha me entregado quando eu não queria que Taehyung soubesse que eu havia deixado de sair com ele para sair com Hoseok, mas deu de ombros e enfiou a outra metade de pão na boca assim que eu disse que não queria.

- Então, Yoongi – Jeongguk disse, agora bebendo um gole do que parecia ser café com leite. – A gente precisa conversar um pouco melhor.

- Claro – falei –, mas eu achei que vocês queriam assistir os jogos.

- A gente tá vendo o jogo. Dá pra conversar numa boa enquanto isso – Taehyung falou.

Por um momento eu achei que Taehyung fosse querer me explicar que olhos e ouvidos são coisas diferentes e que eu podia assistir dez caras correndo atrás da bola numa boa enquanto falava sobre portais para outra dimensão existirem ou não. Eu não duvidaria mesmo que Taehyung pudesse sugerir esse assunto, já que com certeza “o cara que levou dez anos para se formar” havia sido o tópico mais aleatório que ele trouxera em muitos anos de amizade.

- Eu acho que a gente deveria conversar sobre coisas profundas – Jeongguk começou –, como obras de arte, ou sobre qual é a melhor banda de rock dos últimos quarenta anos, ou, quem sabe, se você quer pegar o Hoseok.

- Até você? – Perguntei.

- Escuta, a gente tá vendo o jogo. Não dá pra conversar numa boa enquanto isso – Taehyung falou.

A vontade que eu tive foi a de que um portal pra uma outra dimensão se abrisse, não para a gente começar a falar dele, mas sim pra eu conseguir sumir dali e não passar mais nenhuma vergonha. Minhas bochechas estavam queimando e ainda não eram nem oito da manhã, e, bom, a única forma que consegui encontrar para tentar escondê-las foi apoiando a cara nas mãos e os cotovelos nos joelhos, fingindo estar muito concentrado numa coisa para a qual eu não dava a mínima, ou seja, o jogo.

- Vai dizer que você não quer? – Jeongguk insistiu.

- O Hoseok é meu amigo – falei.

Provavelmente o som da minha voz saiu abafado demais para os dois ouvirem, já que eu estava praticamente tapando a cara inteira com as mangas do moletom e, além disso, os gritos do jogo barra torcida sobressaíam. Só que eu não iria parar de segurar a cara como se ela fosse cair, não porque ela estava prestes a cair de verdade, mas porque eu não precisava de um espelho para saber que ainda estava pateticamente vermelho.

- Isso não impede que vocês dois se peguem – Jeongguk continuou. – Ele fala muito de você.

- A gente não vai se pegar.

- Vocês deveriam – ele continuou.

- Olha, Yoongi, eu super quero que você pegue alguém, e até consideraria sair com vocês e ficar de vela – Taehyung começou, pegando o café com leite da mão de Jeongguk para tomar um pouco. – Só que o Hoseok é meu primo.

- Mas não é primo do Yoongi – Jeongguk deu de ombros, pegando o café com leite de volta.

Considerei levantar dali disfarçadamente e sair como se eu nunca tivesse estado naquele lugar, mas não tinha como passar despercebido fugindo dali e passando por entre um monte de estudantes que queriam ver o jogo e provavelmente reclamariam por eu estar atrapalhando. Então, concluí que a melhor coisa a fazer seria fingir que não estava nem aí até que os dois resolvessem falar sobre outra coisa que não envolvesse eu pegando alguém, muito menos Hoseok.

- Eu acho que a gente tá deixando ele com vergonha – Jeongguk disse.

- É muita gentileza da sua parte perceber isso – falei.

Foi aí que Jeongguk soltou um “que fofo” e me cutucou no braço mais uma vez, por cima de Taehyung mesmo, por mais que eu não estivesse achando nada fofo ali.

Não era como se antes eu achasse que iria prestar atenção no jogo, mas naquele momento eu tive certeza de que meus pensamentos estariam mais do que distantes pelas próximas horas naquela quadra.

Não que eu estivesse pensando em Hoseok. Claro que não.



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