História A melodia do violinista - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Sasusaku
Exibições 110
Palavras 11.963
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Essa fanfic eu já tinha postando aqui, mais por algum motivo excluíram, aviso no final tem hentai, talvez tenha um capitulo extra...

Boa leitura esta é a primeira fanfic que escrevo hentai não sei se ta ok.....


Espero que gostem de suspense hehehe

Capítulo 1 - Capítulo Único.


Fanfic / Fanfiction A melodia do violinista - Capítulo 1 - Capítulo Único.

É perigoso se apaixonar

Mas eu quero queimar com você esta noite

Me machuque

Há dois de nós

Estamos repletos de desejo

A dor do prazer e fogo

Me queime

Queime comigo esta noite

Me amando]

 

Eu sabia de quem era a culpa. Todo esse tempo. Aquela melodia que me encantava, os mistérios que envolviam o duque. Sempre suspeitei que o sobrenatural rondava minha morada desde a chegada daquela família. Só não imaginei que fosse algo impossível - improvável - para a sociedade industrial que se construía. 

Ele era o que a antiguidade temia, por isso não saia de dia. Não enfrentava a luz, meu maior temor desde menina. Um monstro que me devoraria com a permissão de minha família. E a única escapatória que eu tinha era ele, o violinista. 

Infelizmente ele era só mais um subalterno daquele ardiloso ser.


Século XIX, 1840 - França. 


Nunca acreditei realmente em conto de fadas e os seus finais felizes para sempre. A minha crença absoluta desde pequenina era que sempre o vilão poderia ter chances de vencer, mesmo que remotas. Todas as pessoas tinham, sendo más ou boas. 

Cresci assim. Minhas suspeitas sempre reveladas através dos jornais - mostrando a forma absurda que nossa sociedade vivia. O mal vez ou outra triunfava, até mais vezes do que alguém positivista queria calcular.

Entretanto não sou do tipo de hipócrita que diz se importar com algo que não faz nada para mudar. Ignoro os operários - a nova classe da Revolução Industrial, como chamavam - e os camponeses. São proletários que não fedem nem cheiram para mim.

Não sou capaz de mudar minha própria vida, por que tentaria a de outro alguém que desconheço?


- Senhorita? - Chamaram-me. Pude fitar as vestes do mordomo antes de mirar seu rosto enrugado, gasto pelo tempo. - Deseja algo?

- Pode ir. Obrigada. - Respondi-lhe, inalando o ar à volta com mais vontade. O cheiro de rosas naquela estação primaveril era formidável. 

Ele não disse mais nada, curvou-se - educadamente - antes de se retirar.

Os meus olhos encararam o céu límpido, as nuvens dissipadas quase por completo, deixando o tom azul claro predominar. O Sol em breve iria se pôr. O mesclar alaranjado apareceria para a noite nos contemplar com sua presença. Os pássaros que passeavam já deixavam as vistas, recolhendo-se em seus ninhos.

Fitando à volta pude constatar o belo gramado verde, escurecendo aos poucos - ainda mais - por conta do crepúsculo. As flores pareciam sorrir de tão belas que estavam, algumas rosas - de todas as cores -, outras violetas até mesmo orquídeas presas nas árvores mais altas. 

Sentada no banco rústico, ajeitei a minha posição. Observei as pernas para então mirar os sapatos que calçava.

Meus pés coberto por botas, incomodavam-me. Iria retirá-las assim que chegasse nos aposentos feitos para mim. Aquela fazenda tinha algo de especial. Não sabia o que era realmente. 

A morada que me encontrava era antiga e passada há gerações em minha família. Estruturalmente tinha se mantido, entretanto as reformas foram necessárias. Caía aos pedaços. 

Mudamo-nos alguns anos atrás já que mamãe tinha uma doença realmente grave que necessitava do ar campestre. Meu pai compadecido com a situação abandonou parte dos negócios industriais - novos e lucrativos - para todos virmos.

Talvez aquilo fosse o amor que tanto as pessoas prezavam. Abandonar ambições pelo próximo. Entrementes devia haver algum interesse - sempre havia.

 

O melhor que eu tinha a fazer naquele fim de tarde era me recolher. Meu aposento abarrotado de livros escondidos de baixo de um lençol, surrupiados da biblioteca de papai. Não poderiam me julgar, aprendi a ler e escrever e necessitava - com todas as minhas forças - prosseguir com meus conhecimentos em dia. 

Como ler o jornal de manhã. Não queria esquecer tudo que aprendi. Mesmo - de fato - não correndo este risco.

O lugar era adequado a uma dama. As paredes claras e a cama de casal forrada com uma coberta branca e escondida por um mosquiteiro real - tudo de madeira era rústico. O chão também emadeirado e as duas cômodas no canto, uma de cada lado.

Descobri meus prazeres, observando atentamente as obras de William Shakespeare jogadas no canto do quarto. Aqueles livros eram inspirações para leitores ávidos e cheios de sonhos. Infelizmente vivo em um fruto chamado realidade. Acreditava em casamento arranjado, histórias complexas. Mas não no amor de Romeu e Julieta, mesmo que eu pudesse senti-lo no fundo de minha alma - vazia.

Peguei uma das obras dele em mãos. Recordando-me de que se não fosse os ensinamentos extras que sofri, não os entenderia. Inglês é uma língua fascinante. Entretanto a população francesa desgostava. Conflitos, sempre apareciam - mesmo que encarnados através de memórias. 

Assim que descalcei os pés, retirei as vestimentas que me pesavam, deitei-me. Encostei no colchão macio abaixo de meu corpo. Movi meus dedos pequeninos e pude sentir uma leve brisa - graças a janela aberta - passar por eles. 

Finalmente, aquelas botas me matavam! 

Espreguicei antes de pegar o livro para leitura. Estava ao meu lado, pedindo-me em murmúrios silenciosos para lê-lo. Entrementes fui interrompida, um quase inaudível som invadiu meus tímpanos. Atentando-me a porta - de onde vinha o barulho. 

- Quem está aí? - Tive de questionar.

Franzi meu cenho, curiosa. Antes de mais nada voltei a trajar algo que escondesse meu corpo. Joguei - também - o lençol de volta sobre meus livros. 

- Sou eu, Sakura. - Escutei a voz de papai. 

Sem perder mais tempo caminhei até a soleira da porta e a abri. 

O conde Haruno - vulgo, meu genitor - adentrou no quarto, completamente pomposo em suas vestes tradicionalmente reais e francesas, enquanto observava tudo à volta. Os cabelos claros movimentaram-se um pouco quando virou o pescoço alvo para mim. Seus olhos esmeraldinos - tão semelhantes aos meus - miraram-me. Sua atenção estava completamente direcionada a minha silhueta, atento. 

- Creio que tenha algo importante a dizer - Comentei, intrigada. -, já que não esperou até amanhã. 

- Tenho. - Disse, depois pausou. Trouxera consigo uma vela a qual acomodou na cômoda mais próxima a porta. Parecia analisar as palavras que usaria. - Você recebeu uma proposta de casamento. 

Ergui a sobrancelha direita. Não era a primeira vez, outros já me queriam em seu leito - como esposa ou não. 

- Então, aceitou? 

Nenhum dos outros pretendentes haviam lhe agradado. Era certo que as posses pareciam-lhe poucas ou até mesmo o sangue não era puro. Tivera um marquês rico, entretanto, velho. 

Papai queria que eu fosse capaz de me apaixonar, sentir algo que nunca fui capaz. Talvez fossem só desculpas esfarrapadas que dava aos outros quando dizia da necessidade de riqueza ou legitimidade sanguínea. Não me enganava.

Entrementes, poderia haver negócios - sonhos ou ambições - em jogo. Não acreditava que ele fosse recusar se pudesse voltar ao ramo industrial sem abandonar mamãe.

Se não pudesse ser ele, quem sabe alguém que fosse de sua linhagem? Oh, papai era ingênuo! 

- Seu... - Engoliu seco, antes de prosseguir. - Possível futuro marido, filho do duque Uchiha passaram um período conosco. 

- Não confirmou o negócio?

Minha pergunta pareceu lhe atingir como uma adaga. Sua face empalideceu um pouco - constatei por conta da vela que tinha trazido consigo. 

- Acha que a trataria como uma mercadoria, minha filha? - Ele parecia em choque. - Não acredito, és a minha única filha! Como pensa isso? Francamente, Sakura. 

Calei-me. Aliás não deveria dizer nada, poderia magoá-lo ainda mais. 

- O rapaz é gentil, querida. Deverá conhecê-lo em breve. - Murmurou, sentido. - A família é inglesa, então para que ele se sinta em um âmbito agradável... 

- Utilize o inglês. Eu sei, papai. Foi para isso que aprendi. 

Seu rosto aqueceu, os olhos esbugalharam um pouco. 

- Boa noite, querida. - Papai disse e antes de sair, completou: - Você não é um objeto, Sakura. É minha filha e quero o melhor para você.

A única incumbência que me dei naquele instante foi sentar e analisar minhas palavras aos poucos. Para então, averiguar as dele. 

Eu iria casar. Mesmo que não estivesse apaixonada, afinal, eu já estava passando da idade para fazê-lo e seria uma decepção - ainda maior que meu diálogo ácido - ao homem que me fez ser quem sou. 

Relaxei no leito. Não tive vontade de apreciar nada, nem ao menos um texto. Nem uma poesia. 

Só precisava dormir e não pensar. Já que se eu o fizesse iria encher minha cabeça de imagens nada agradáveis. A principal delas seria no altar, trajada de branco e por debaixo do véu lágrimas escorrendo.
.
Alguns Dias Depois.


A noite era uma criança, disseram alguns dos subalternos quando finalmente o duque Uchiha, seu filho e empregados chegaram no meio da noite. 

Entrementes não tive vontade de descer e cumprimentar os convidados. Hospitalidade no meio da madrugada era algo que eu não tinha. Recobri-me de livros, abarrotando-me em suas histórias fantasiosas enquanto o barulho não me deixava dormir.

Pareciam ter trazido a sua morada. As pessoas passavam de um lado para o outro. Ouvi batidas a minha porta, suaves. Até a voz de papai adentrar minha cabeça: 

- Deve estar dormindo, não iremos incomodá-la. Não é cortês. 

Não escutei a resposta. A curiosidade pareceu tomar meu corpo juntamente com a sonolência. Tentei manter os olhos abertos, entretanto eles se cerravam sem comando. Apagando-me de vez.

A melodia invadia-me deliciosamente. Os meus ouvidos apuraram atentos aquele doce som que cortava a manhã nublada e calma. 

Ainda era cedo quando levantei e abri a janela próxima a cama - mesmo estando fechada escutei o violino ressoar. Um pouco distante pude ver um homem encostado no corrimão das escadas que levavam ao jardim. Seus ombros eram largos, o braço direito movia-se com suavidade enquanto moldava e ritmava a música. Não pude parar de apreciar e ambicionar por mais. 

- Um violinista? - Sussurrei, encantada. 

Depois de aprontar-me, ainda lhe escutando, só pude descer as escadas e alcançar o mais breve aquele rapaz. O jardim não era longe - muito menos as escadas.

Quando cheguei ainda estava lá, finalizando seu ato encantador. Respirou fundo e coçou os cabelos negros e lisos de leve. A tez alva chamava o ambiente ensolarado para acompanhá-lo onde quer que fosse. 

De costas parecia ser um ser estupendamente belo. E não ousei me arrepender de minhas palavras quando se virou. Esteticamente surpreso. 

Seus olhos cor de ônix afogaram minha alma em eterno martírio. Eram frios, inóspitos. Porém paradoxas. Tinham um ar convidativo, como um passeio dentro de um profundo lago negro cercado de criaturas malévolas, capaz de desvendar os mistérios e sentimentos que aquele olhar transmitia.

Quando o choque momentâneo - que durara segundos - passou, sua boca fina se contraiu em um delicado sorriso de canto. O nariz fino e reto pareceu se mover para cima: empinado e enfadonho.

 

- Quem é você? - Investiguei. Observei-o de cima baixo, seus trajes não eram franceses e nem sofisticados. - Um dos empregados do duque? 

Seu olhar demonstrou pirraça. Pareceu achar algo cômico, mas não retrucou o que eu havia lhe dito. Observou-me atentamente: 

- É contigo, suponho, que meu patrão irá casar? - Seu inglês fluente me deixou sem palavras. Parecia dotado de refinação. Entretanto pareceu-me vulgar, como se falasse com uma qualquer. 

- Talvez sim, talvez não. - Ergui a sobrancelha, marota. - E você, violinista, seria um subalterno qualquer dele? 

- Não. - Disse-me, indiferente. - Sou apenas seu violinista particular, como pôde ver estou com o objeto em mãos. 

- Eu vejo. Só faz isso? 

Mesmo dizendo de forma esnobe, não pude negar a beleza da música.

- Você gostaria de me dar outras utilidades? - O tom sensual de sua voz não me agradou. Senti meu rosto esquentar com tamanha insolência. 

Retorqui, irada: 

- Talvez queira limpar o esterco dos cavalos. Ou então lavar a boca imunda que tens de vulgaridades. O que prefere fazer?

- Nenhum dos dois. - Seu corpo se moveu à direção do meu, equivalente a um caçador encurralando sua presa. - Só sirvo uma única pessoa. Quem sabe depois de favores, eu também não possa deixá-la me comandar? 

O meu corpo estremeceu assim que o ar quente que vinha de seu corpo atingiu meu rosto. Sua voz invadiu meu âmago como um relâmpago. Minhas bochechas queimaram e minhas entranhas reviraram. 

Que tamanho abuso! - Quis gritar. 

- Não traia a quem serve, ou será escorraçado como um animal. Talvez até pior. 

Não me respondeu, simplesmente saiu andando. Ora, quem pensava que era? Só um subalterno!

Mordisquei o lábio inferior, contendo um sorriso. Só um subalterno, um infeliz. Mesmo assim meu corpo ainda estava quente, o sangue corria rápido por minhas veias. Cada vez que lembrava de sua respiração batendo contra minha face a pulsação acelerava. 

Porém não podia fazê-lo. Ele não me era permitido. 

Fitei suas costas largas indo de encontro as portas da mansão. Seu rosto se virou, os olhos negros encontraram os meus. E uma fração de segundos constatei que se divertia as minhas custas. 

Maldito, pagaria-me.



Todas as três manhãs que se seguiram pude escutar sua música. Desde que o duque chegara o sol não apareceu no céu, sempre coberto por nuvens acinzentadas. Aquilo me frustrava, eu gostava de me banhar com os raios solares. Beneficiavam-me de alguma forma. 

Todavia graças a sua chegada, eu podia escutar aquela melodia. E meus instintos adormecidos desde sempre, despertaram. Provando-me que não era uma mulher de aço e sim com: carne, ossos e sangue. Tal que corria por minhas veias abalado e pulsante toda vez que dirigia a palavra a mim. 

- Até agora não descobri seu nome. - Comentei, olhando o céu. Estava sentada sobre o corrimão, encantada mais uma vez. Como se ele fosse o flautista e eu a serpente.

Parou de tocar, analisando-me de cima abaixo - ainda encostado onde eu me sentava. Senti seu olhar e voltei com o meu a mirá-lo. Não entendi porque parara de tocar... Eu queria mais. 

Tudo que pudesse me proporcionar. 

- Por que quer saber? - Insolência sempre transparecia em sua voz. Todas as outras manhãs mantive-me longe para não escutar seu tom desagradável... 

...Entretanto eu não podia mais me segurar. 

- Curiosidade. - Respondi, sem mais. 

- Alguém já lhe disse que a curiosidade pode matar? - O violinista ergueu a sobrancelha, sorrindo. - Chamo-me Sasuke. E você, dama do duque?

- Sakura. - Não pude evitar de retribuir a resposta, também sorri. - Achei que soubesse, não é o homem que entra no quarto do duque sem problemas?

 

- Sou o mais importante dos criados. - Desencostou do corrimão e caminhou à minha direção. Suavemente como se quisesse me dar o bote, com seus passos leves. Ficou a centímetros de mim. Ele era alguém proibido, mesmo que no fundo de sua íris eu pudesse me ver: olhava-o como um objeto, almejando-o. - E o mais leal deles. 

Senti sua respiração quente próxima a minha. Encostou a mão onde eu me amparava. O meu coração acelerou, totalmente insano. 

Proibido! - Gritei internamente. 

- Então não se aproxime do que não lhe pertence. - Disse, porém a voz que saía de mim era sedutora. E pedia mais dele. Algo incontrolável. 

Olhou-me por alguns instantes, arredio. Não queria ter de obedecer, mas fez. Um suspiro quis partir dos meus lábios abertos. Minha dúvida indubitável era: seria alívio ou chateação? 

Eu não queria - mesmo - saber a resposta.

- Devo cuidar de seu futuro marido, aquele que não saí do quarto. - Sua faceta me demonstrou o quão desagradável aquela frase parecia ser. 

O que acontecia lá dentro para se preocupar tanto? Não era de meu interesse. Eu sabia disso!

Meus pensamentos foram deixados de lado quando observei dois canários parecendo se refrescar na fonte mais a frente. Nela, um anjo segurava um arco e uma flecha. Pomposo, sua face parecia orgulhosa enquanto tentava mirar algo. Notei que estava à minha direção e lembrei-me, estupidamente dos contos gregos antigos. 

Cupido? Que ideia estúpida! 

Meu olhar voltou a silhueta que ainda se afastava. Eu ainda era uma criança que via um homem qualquer e tentava inconscientemente me rebelar. Só uma menina rebelde. 

Voltei minha visão a janela onde o duque se hospedava. Até aquele momento não pude vê-lo, não sei como é e nenhum desses dias que desci para jantar ele apareceu. Nem seu pai. Pessoas esquisitas.

 

Por que ele não vinha ao meu encontro de vez? Oras, aquela baboseira não era para que finalmente eu fosse capaz de me apaixonar? Por que não me mostrava o que o amor significava? Mas não, ao invés disso deixava o trabalho para seus... 

O melhor que eu tinha a fazer era não terminar a frase mental. Bem melhor.

Depois de pensar, relaxei. O que eu passava naquele instante eram culpa de minha idade. Vinte e dois anos e ainda não tendo ninguém ao meu lado, o interesse carnal que nunca me impressionara em contos que já li, agora parecia falar mais alto.

Talvez a insolência, o porte e o olhar daquele violinista fizessem-me crer em algo infame, inoportuno e errôneo. Completamente fadado ao fracasso. 

Não podia mais pensar de forma tão banal. A honra de minha família estava em jogo - desde sempre tradicionais. 

Passeei um pouco pelo jardim florido. As plantas pareciam estar agradecidas pelo tempo ameno e incomum nesta época do ano, neste lugar - onde normalmente o sol estava a todo instante e o calor abalava as pessoas mais frágeis. 

As rosas estavam abertas, algumas tão róseas quanto meus cabelos longos. Tinha aquelas com cor tão bege quanto minha tez. Outras vermelhas, com coloração intensa quanto ao do vestido que trajava. Sempre deveria andar elegante, principalmente agora com meu futuro marido em minha morada. 

Não podia fazê-lo desistir. Eu não poderia deixar isso ocorrer. 

Observei em volta, impressionada que o violinista ainda não havia entrado pelos portões. Parecia me observar, algum pensamento doentio passou por minha mente nebulosa: não me importei com sua presença, eu queria que me fitasse. 

Eu desejava como qualquer mulher de sangue quente ser objeto de fascínio, sentia-me lisonjeada.

Tirei os sapatos, como uma dama. E delicadamente pousei meus pés na relva verde e macia. Adentrei mais no jardim, tentando não vê-lo mais - tentando apagar o inconsciente insano. Porém meus planos pareciam me levar mais até ele, pois toda vez que me virava podia ver que Sasuke ainda estava lá, observando-me. 

Tentei não me importar, de fato, não consegui. Afastei-me até ver só árvores, flores e um pequeno lago. Soube que estava no centro do jardim. A água cristalina balançava um pouco pelo movimento dos peixes grandes - pareciam brincar entre si. 

O ambiente estava cercado de plantas maiores, por isso não me importei em deitar no gramado. Aproveitando a sensação de liberdade, fascínio e excitação. 

- Não sabia que havia um lugar tão agradável. - Escutei sua voz, pensando (por mim mesma) ser uma alucinação. - Não sabia que gostava de lugares assim, Sakura. 

Evitei - com custo - dar-lhe atenção. Mas meus olhos me traíram, abriram-se e o fitaram. Estava acima de mim. Pude ver seu queixo másculo erguido, mirando a tudo, atento.

Se fosse outro dia, até mesmo com a neblina minhas vistas ficariam incomodadas, entretanto desta vez não o fazia. 

- O que sabe sobre mim, Sasuke? - Questionei. - Há quatro dias não devia nem saber de minha existência. 

Ele se agachou, ficando mais próximo a mim. Suas pestanas se cerraram alguns instantes antes de demonstrar as bilhas negras. Mordiscou o lábio, como se tivesse que ter controle. 

- Eu sei mais do que imagina, condessa. - Sussurrou. Mesmo que seu tom me fosse desagradável, um frio corroeu minha espinha, deixando-me completamente arrepiada. Igual a um gato encurralado, prestes a dar o bote. 

- O que sabe? - Levantei um pouco, aproximando-me dele. Sorrateira. 

Eu estava completamente encantada por sua presença. A racionalidade havia me abandonado, deixando-me as graças de um plebeu. Estava ao léu, como uma qualquer. Não parecia ser eu mesma, o medo me corroeu. O que ele estava fazendo? Ou melhor, o que eu fazia?

 

- Somente o que eu necessito. - Respondeu-me. O que necessitava saber? Ele não iria dizer? 

- E... Seria? 

Seus lábios quase encostaram nos meus, sussurrando:

- Segredo, condessa. - Sua mão prendeu meu queixo, segurando-me a sua mercê. - Sou menos do que aparento ser. 

Ora! O que ele tinha? Qual era seu problema? 

Meu sangue esquentou, furiosa tirei sua mão. Meu ato impensado o aturdiu. Minha fibra era mais do que poderia calcular. Encantada ou não, continuaria sendo eu mesma! 

- Não deveria fazer mistérios. Não gosto deles. 

Ele sorriu, levantando-se. Marchou para o lado oposto ao meu: 

- Não nasci para lhe agradar. - Sua risada foi audível, propositalmente para me ver me contorcer. - Você é somente uma menina mimada. É excitante vê-la se contorcer. Uma pobre insensível.

- Como? - Pus-me de pé, irritadiça. Entrementes ele já havia partido. As dúvidas rondavam minha cabeça sem parar. O que quis dizer? 

Insensível? Pobre? Oras, o que dizia? O pobre era ele, insensibilidade não fazia parte de meu vocabulário... Exceto no amor. O que pensava? 

Meus pés pesavam. Estupidamente a raiva tomava conta do meu ser, caminhando sem dar atenção a nada dei de frente com as portas da mansão. Minha mão chegou a maçaneta quando fitei meu pai vindo ao lado de um homem. 

Os traços fortes e viris pareciam ser característicos dele. Seu andar pareciam marchas militares, os olhos negros e algumas rugas na face. Cabelos negros, lisos e medianos faziam parte de sua aparência. Estranhamente me parecia familiar.

 

Os lábios finos se moveram assim que olharam à minha direção. Papai pareceu empolgado vindo até mim, suas vestes francesas eram ricas em detalhes, algumas partes feitas de ouro como a corrente do relógio que carregava no bolso direito. As mãos masculinas e grandes alcançaram-me. Segurou-me entre elas enquanto me apresentava: 

- Fugaku, está é minha filha Sakura. Sakura, este é o pai de seu pretendente. - Nossos olhares se cruzaram. 

Analisamo-nos com atenção. Ele provavelmente avaliando a mercadoria que comprava para o herdeiro e eu tentando entender a familiaridade que me transcorria. 

Até que lembrei. O violinista. Como eram tão semelhantes se era só um... Empregado?

- Prazer conhecê-la. - Formalmente me disse. Retribuí com um aceno. - Desculpe por meu filho ainda não ter saído de seus aposentos. Ele é muito tímido. 

- Não saiu ainda? - Perguntei, curiosa. - Tem certeza? 

- Sim. Disse que queria ficar por lá fazendo algum tipo de meditação. - O homem pareceu tentar forçar um sorriso. - Deve estar ansioso em conhecê-la. 

Pelo jeito não sorria muito. Um pouco frio, talvez. Mas não pudia julgar alguém que desconhecia. Cumprimentei-os com uma reverência antes de me retirar. Os dois ficaram do lado de fora, entrementes - fechando a porta - pude ouvir algo que me surpreendera: 

- Fugaku, é verdade que tem um filho bastardo? - A voz de papai parecia abarrotada de curiosidade. Mal de família. 

Travei, ansiosa por sua resposta.

- Como sabe? - O silêncio o motivou a prosseguir. - Soube a menos de um ano, porém não tive coragem de contar muito sobre isso. Mikoto morreria se soubesse que tive um filho ilegítimo durante nosso matrimônio, sei que suspeita. Minha curiosidade foi como soube. 

- Escutei sobre isso... - Senti uma mão encostar na maçaneta e a soltei. Antes que entrassem tive de adentrar na primeira sala que avistei.

A minha respiração ofegante não atrapalhou o embaralhar de ideias que tinha. Quer dizer que Sasuke era o filho bastardo do duque? E ele não queria assumi-lo por conta de sua esposa?

Como Sasuke devia se sentir? E o que isso tinha haver comigo? 

O aposento em que estava era a sala de visitas, tinha batido a porta de madeira e fiquei encostada nela. Todo o chão rústico como os móveis de canto. O sofá - a vista - era a única coisa confortável no recinto, tendo cor marfim. A janela estava ao lado direito da porta, dando espaço para a claridade adentrar. 

Deliberadamente caminhei até o mesmo, sentando-me. Avaliando as informações e as importâncias que tinham. E principalmente como me sentiria se meu pai tivesse outra criança além de mim.

Entretanto, meus pensamentos correram desenfreados - mais uma vez - à direção da posição de Sasuke, uma criança ilegítima, bastarda. 

A mente dele devia ser completamente confusa... Será que ele sabia deste fato, ou era ignorante à situação?

A porta se abriu, mostrando-me sua silhueta desatenta. Sasuke só percebeu que me encontrava ali quando cerrou a porta e virou. 

- O que faz aqui? 

As palavras que saíram por seus lábios pareciam-me distantes, além do que havia o pego de surpresa. Minha irracionalidade quis responder arredia, mas me contive - mesmo que no meio do caminho:

- É a minha casa. - Pausei, controlando-me. - Se incomodo, sairei. 

O sangue que corria em minhas veias borbulhou. Uma garotinha submissa... Só dessa vez. 

- O que ocorreu contigo? - Sua sobrancelha ergueu, fazendo-o franzir o cenho. - Não me diga que bateu a cabeça e perdeu o resto de dignidade que lhe restava?

- Ora, seu estúpido! 

Irritei-me; isso servia como resposta de que educação, refinamento e compaixão não servia para pessoas imundas e irritantes como ele. Deveria me manter afastada de gente como aquela!

Assim que saí do sofá rumei até a porta. Crendo cegamente que nada me interromperia. 

Senti o toque gélido sobre meu pulso, segurando-me - como se eu fosse um objeto de sua posse. 

- Não quis ser rude. - Tentei fitar a face máscula, mas estava virada para o outro lado, onde ficava o sofá. 

- Tudo bem. - Resmunguei. - Sei que seu instinto primitivo e selvagem não foi domesticado. Precisa de bons modos. 

A minha língua ferina o agradou. Constatei por seu semblante que sorria de canto e mirava-me de soslaio. 

Era um bastardo maldito, queria me ver irritadiça - quantas vezes lhe fosse necessário! Só que um único problema rondava minha cabeça, deteu-me desprevenida: quantas vezes Sasuke desejava isso?

- Estou disposto a aprender, se quiser ser minha professora. 

Brincou, tentando quebrar algum tipo de clima esquisito entre nós. O que não acreditava existir, até uma risada escapar por meus lábios. Fitei-o, controlando as gargalhadas que escapavam de mim. Até me puxar junto com ele para o sofá. 

Sentamos e o silêncio reinou. Até ser quebrado por ele: 

- Não irá dizer nada? - Questionou. - Você sempre fala primeiro.

- Eu preciso fazer sempre a mesma estupidez de me dirigir à ti? - Comentei a realidade. - Só estou curiosa com uma coisa.

- O quê? - Seu dedo pairou acima de minha boca, sussurrou provocador: - Não garanto que irei responder. 

Uma vontade súbita adentrou meu corpo. Quis mordiscar seu dedo, porém me controlei. De forma doce encostei na mão fria. Estranhei, mas não comentei. Deixei-a cair quando continuei: 

- A minha única dúvida é: Por que veio com o duque e seu filho? 

Os olhos negros passaram a ver o chão. Devia estar decidindo se me diria ou não alguma coisa, quando falou ainda não me mirava:

- Ele não queria me deixar lá. - Respondeu, sem mais. O seu ânimo pareceu diminuir quase que por completo. E um ato de solidariedade me abateu, minha mão correu até sua face e sem comando afaguei. 

A esposa de Fugaku - se não me engano Mikoto - já estava desconfiada sobre a existência de Sasuke e o que significava. Por isso o pai ilegítimo devia tê-lo trago consigo. 

Será que o duque legítimo sabia? O herdeiro concreto? Deveria ser um tanto estimulante vê-los frente a frente e mais ainda tentando me conquistar - ambos deveriam ser belíssimos. Seria assistir protetor encontrando protetor. Aquele com quem deveria casar e o que eu almejava. Hum, excitante.

Entretanto eu já sabia o final: ele era desprezado por seu pai, não me era permitido - pois sou prometida a seu irmão - e ainda mais não seria nem ao menos um convidado para minha festa de noivado.

As lagoas negras pareciam ter se perdido em um lugar que não fui capaz de alcançar nem com a imaginação. Ficou imóvel, estático por um tempo incalculável. Seu rosto parecia mesclado de coisas que não reconheci de instante, sentimentos afáveis longe de me importar por muito tempo. 

Eu não consegui entender a expressão feliz e descontraída que avistei nas bilhas cor de ônix. Parecia tudo tão distinto da realidade, tão divergentes como as histórias que sempre li relacionadas ao dia-a-dia que permaneci por anos.

A minha vida constaria em um conto, onde nunca imaginei estar, nem presenciar. Algo novo, estranho - uma incógnita completa. 

- Sakura. - Chamou-me, mas não o atendi. Minha mente viajava para territórios desconhecidos a mim. Um por um, os sentimentos foram perfurando minha tez, correndo pelas minhas veias, misturando-se com o sangue. 

Meus olhos tenderam a desfocar, até entender o por que não via praticamente nada. Sasuke estava tão próximo quanto possível.

Negro. Uma imensidão pura e impenetrável, mesmo assim quis me jogar com satisfação inumada, animalesca. Tentei desviar as vistas, porém encontrei seus lábios - chamativos, atraentes. 

- Sasuke. - Clamei, tentando me libertar daquela sensação desesperadora. Não poderia correr riscos de ser vista com o violinista, pois a qualquer momento alguém poderia entrar e todos os planos de matrimônio estariam desfeitos. 

Silenciou-me com um toque de leve. Seus lábios ficaram sobre os meus, enquanto um sentimento esmagador invadia-me. Estremeci mais de uma vez. Os pelos se arrepiaram, só com o simples gesto. 

Não tentou nada a mais. Os braços envolveram meu corpo delicadamente como se eu fosse uma peça quebrável, frágil e principalmente inestimável. 

Senti-me ávida a experimentar mais a fundo. Os ideais de respeito foram-se para longe. Meu corpo ficou quente e molenga e o resquício de dignidade que tinha sumia aos poucos. Ia para longe. O quanto? Não sabia responder. 

Perdida no tempo e espaço não o vi se afastar. Não tinha arrependimento em qualquer parte do corpo, fossem: os olhos, lábios ou o conjunto. Saiu sem dizer nada e aquilo me corroeu.

O que tinha sido? Era um idiota. Não me diria nada como nos contos que li? Um "adeus" ao menos? Quem pensava que era?

Levantei-me assim que cruzou a porta, cerrando-a. Tive de abri-la com raiva. Pagaria-me!

Entrementes não o avistei. Onde teria ido parar? Ao olhar para o lado vi papai e Fugaku que finalmente passavam por ali. Conversaram quanto tempo? Aliás, quanto tempo eu fiquei com Sasuke? 

- O que foi, querida? - Meu pai questionou. 

Seria impossível eles não terem o visto da distância que estavam. Observei o corredor de paredes claras, o chão coberto por tapeçaria avermelhada. Nas paredes tinham quadros dos antepassados de nossa família. De alguns em alguns metros haviam estantes pequeninas de ferro, moldadas. A próxima porta estava longe demais, mesmo se corresse, seria visto.

Mirei os dois, confusa. Fugaku me fitava atento, como se imaginasse que algo havia ocorrido para eu estar tão pálida. 

- Vocês não viram... - Não terminei a frase. Será que aquilo tudo foi algo de minha imaginação? Eu estava louca? Era isso?

- O que, querida? - Perguntou de novo. 

- O violinista, ele... Jurava... 

As palavras morreram nos meus lábios quando a expressão atônita do duque Uchiha se fez presente. Os olhos esbugalharam-se um pouco. Será que ele imaginava que ligaria os pontos de que o rapaz era seu filho?

Não me importei com isso. Naquele momento eu estava impressionada com a velocidade de Sasuke ou de seu poder sobre mim. Fazendo-me imaginar coisas.

Só passei algumas horas no quarto. Degustando o sabor que permanecera em meus lábios. A sensação me invadia o âmago, deixando-me frenética. 

Não consegui nem ler, neste tempo todo, pois as imagens e dúvidas ficaram rondando minha cabeça. Martelando como se eu deixasse algo passar. Vesti uma roupa adequada o suficiente para que se caso o pai ou filho Uchiha descessem para jantar, eu estaria pronta. 

Percorri as escadas, nas quais tinham o corrimão delicado e negro, cheio de contornos como os móveis dos corredores. Em sua extensão, abria-se aos poucos, dando aos degraus um ar mais largo. 

O vestido rubro que vesti, tinha a bainha até os pés, escondendo meus pés descalços e confortáveis ao pisar no chão. Nas pontas das mangas e dele em si existiam babados brancos e delicados. Ostentei no pescoço um colar de corrente dourada e no centro uma pedra vermelha, rubi. Cheio de contornos, exibindo mais curvas do que eu realmente tinha. 

No trajeto uma dúvida apareceu: por qual razão nos outros dias Fugaku não tinha aparecido?

Assim que adentrei na sala de jantar tive uma surpresa. Papai não estava só, ainda acompanhado pelo duque pareciam conversar amenidades. Avistaram-me e o dono da morada me postou ao seu lado, segurando delicadamente minha mão. Dizendo-me quão preciosa era.

Não prestei muita atenção. Cheia de duvidas! O guisado de pato foi servido com todo o refinamento possível, em meio a tantos diálogos, interrompi:

- Com licença, senhor Uchiha. - Usei a cortesia, o que me parecia ser de bom tom. - Notei que em nenhum dos outros dias o senhor ou seu filho tinham comparecido, por quê? - Tratei de limpar minha garganta com água antes de deixá-lo constrangido. - Desculpe a intromissão, mas até agora não vi meu prometido, fiquei curiosa. 

- Ah, está certo. - Disse, sorrindo mais uma vez forçado. - Tive alguns pequenos problemas, nada demais, querida Sakura. 

- Saúde, suponho.

Mesmo tentando disfarçar, parecia abatido. A pele ainda parecia pálida demais para alguém com plena saúde, abaixo dos olhos continham olheiras profundas. Devia descansar mais um pouco para estar completamente bem. 

- Não seja indelicada, Sakura. - Papai me recriminou, voltando a falar assuntos que me desinteressavam. Comi o resto do que tinha no prato, fitando a louça de visitas. A porcelana era branca com fios de ouro nas bordas, dando um destaque especial. As taças de cristal estavam perfeitamente adequadas a prataria polida. 

A mesa extensa tinha acima uma toalha vermelha. Mamãe estaria contente em ver como o lugar estava bonito. Entretanto devia permanecer no quarto mais alguns dias e eu estava proibida de visitá-la. Algo me dizia que tinha algo de errado com ela que ele não queria me dizer, por algum motivo. 

O lugar dela na outra ponta estava intacto. Nós três - os únicos na mesa - estávamos perto da borda onde papai sentava.

Fiquei observando o lugar por algum tempo, deixando-me ficar presa em memórias de quando sorriamos, contávamos histórias uma para a outra. Entre outras coisas de mãe e filha. A saudade me abateu, quando fui falar pude escutar: 

- Mikoto anda doente. - Sua voz tremeu, assustado. - Tão como sua esposa, a minha não sai do quarto desde que deu a luz ao meu filho. Fica reclusa ao recinto.

- Compreendo. A mãe de Sakura não anda bem alguns anos, por isso moramos no campo. Teve uma doença respiratória grave que nos trouxe para o ar puro. Neste mês anda tão mal que não pode sair do quarto. 

Verdade seja dita, ela não poderia receber nem visitas. Mas papai não contou este detalhe ao visitante. 

- Papai, irei me recolher. Duque Uchiha. - Cumprimentei com uma reverência, antes de me levantar. - Sinto-me um tanto indisposta. 

Aproveitaria aquele momento para vê-la. Quem sabe eu conseguia pelo menos espiar?

Desde que Sasuke chegou não pensei em outra coisa. Fiquei tão obstinada a fazê-lo pagar pelas palavras usadas contra mim que perdi meu foco. Acho que até antes, quando papai me contou sobre o casamento. 

Subi os degraus normalmente até chegar no corredor. Dali modifiquei o caminho, ao invés de ir para a direita, fui ao lado oposto - esquerda. Os corredores silenciosos me diziam para não fazê-lo. Quem sabe ele não me privava de sofrimento por vê-la mal. 

Alcançando a porta, travei. Deveria ou não entrar? Já não tinha ido até ali? Por que não? Por quê? Os motivos de deixar de entrar já perdiam a importância, principalmente agora que encostei na maçaneta. 

O portal não estava trancado, para minha sorte. Abri devagar, sem ver nada. Estava escuro demais. A penumbra da cama ainda aparecia por conta da lua, mas o resto do quarto estava oculto nas sombras. 

E se ela estivesse dormindo? Só queria vê-la, não precisava de mais do que isso. Caminhei até a borda de seu leito, lentamente sem tentar emitir qualquer ruído. 

Mas antes mesmo de poder ver algo, senti mãos prenderem minha boca, impedindo-me de gritar. Fui puxada para o canto mais escuro, onde nenhuma luz seria capaz de alcançar. Meus olhos se arregalaram.

 

O toque era como gelo: frio, rígido e completamente resistente. Tentei me livrar, porém foi em vão. Não adiantava nada fazer, senti uma dormência me atingir e a última coisa que vi foram olhos vermelhos e chamativos. Capazes de emitir luz até mesmo no negro. 

- Duque, por favor, solte minha filha. - O sussurro foi longínquo. - Ela só veio me ver...

Tudo se apagou. Só a inconsciência me fez companhia naquele momento.

As brincadeiras de criança - meninas - sempre previsíveis rondaram minha mente, sempre se fazendo presente bonecas e histórias partiam-se delas: a maioria das vezes com seus príncipes encantados, esperando-os ou encontrando-os. 

Eu nunca fui assim. Minhas bonecas temiam a escuridão. Ajuizadas sempre se afastavam dos cavalheiros perigosos e noturnos, envolvidas em superstições e contos da antiguidade. Os finais para aquelas que se deixavam levar nunca acabavam bem. 

Levantei o tronco de súbito, assustada e tonta. Olhei à volta - quando a visão normalizou - e constatei estar em meu quarto. Notei que o vestido rubro ainda estava no meu corpo, sem perder tempo, saí da cama e caminhei à direção da porta. 

Eu não estava segura. E fantasias se encaixavam na minha cabeça como luva. Não poderia ser! Abri a porta, estava pronta a descobrir. Agora ou mais tarde. Se me casasse com aquele homem morreria de qualquer forma. 

Procurei a porta do quarto de hóspedes que estava. Tremi por dentro e ressaltou em minhas pernas bambas. Não podia fraquejar! O que havia acontecido devia ser mentira. Sem me importar com o que ele poderia pensar, tentei abrir a porta.

Impressionada por estar destrancada, avancei. Um rangido baixo se fez e era o único barulho que todo o lugar emitiu. Devia estar já de madrugada. 

A princípio pensei que não estava no quarto certo. Não vi nada, entretanto as dúvidas acabaram quando vi que tinha uma vela no canto, ainda acessa. Mas estava praticamente sem cera, em pouco tempo apagaria.

 

Quis gritar, mas me controlei, quando uma mão alcançou meus cabelos, enlaçando-os nos dedos e puxando-os. Tentei virar, mas fui impedida. Senti o meu corpo se chocar contra a parede. O hálito - meu nervosismo impediu qualquer noção de sensação térmica - alcançou meu ouvido. Pressionou-me mais. 

Eu estava completamente perdida. 

- Sakura. - Um alívio pareceu percorrer meu corpo quando escutei a voz de Sasuke, porém a tensão voltou assim que senti suas mãos percorrendo meu corpo. - Não devia estar aqui. Quer que o duque abuse de você?

Seu deboche não me atingiu, estava preocupada demais com outros problemas. 

- Sasuke, o que... - Virou-me, subitamente e encarei os olhos vermelhos. Pisquei rapidamente e vi a negritude. Não eram aqueles olhos estranhos. 

Será que eu estava ficando louca? 

Não tive chances de pensar quando tomou meus lábios para si, como se quisesse me experimentar antes de qualquer coisa. Tocou em partes jamais exploradas por mãos masculinas e nem afagos. Gemeu, deixando-me encantada com seu tom rouco. 

Do nada, senti-o se afastar.

O que tinha acontecido? Meus reflexos ficaram lentos, letárgicos. Vi uma outra mão, tão alva quanto a de Sasuke cercar-lhe o pescoço. A face masculina sempre atenta pareceu apagar. Foi arrastado para a escuridão, e não o vi mais. 

Alcancei a vela, antes que se findasse. E a única coisa que vi estava no chão. Uma gota. Agachei-me, passando o dedo e vendo o vermelho nos dedos. 

Não me diga que... 

Mais uma vez - como um déjà vu - levantei meu tronco, subitamente. Eu ofegava, senti o suor escorrer por meu corpo trêmulo e esguio. Nervosa, temerosa o único pensamento que me ocorreu foi que o duque era - e eu estava completamente certa disto ser verídico - um vampiro.

Olhei-me nervosa e descobri: as vestes que me cobriam eram as de baixo. O vestido encontrava-se jogado no canto, como se tivesse sido arrancado sem esmero. Meu coração palpitou forte demais.

Ele ousou me despir? Aliás, o duque... Com que monstro iriam me casar? O que papai pensava? E se ele não soubesse?

Em um momento pensei em fazer o mesmo do sonho que tive. Deste eu tive certeza que não passava de alucinações mentais. Mas me detive. 

Ficaria ali até o amanhecer, onde estaria protegida desde demônio da escuridão que tentaria me matar. Estava certa disso. 

A quem eu poderia recorrer naquela situação? Papai me acharia louca, Fugaku queria me jogar para seu filho, provavelmente tentando se livrar do animal que tinha em casa. E Sasuke? Será que ele...

Mesmo sendo somente um subalterno, tinha características de lealdade. Entrementes me provou - literalmente - não ser tão confiável. Talvez... A migalha de esperança me cercou. 

Talvez eu realmente pudesse contar com ele.

Minhas pálpebras não fechavam, alastradas por desconfiança. Por isso despertei sem sentir que havia dormido. O sol - depois de tantos dias - estava lá fora, esperando-me. 

Não escutei o som do violino, provavelmente havia perdido a chance de conversar com Sasuke. Bufei, sem saber o que fazer. Eu devia fazê-lo me escutar, mas as lendas constavam ideias sobre vampiros, chegando a serem horripilantes. Visão, audição e paladar aguçados, ele me ouviria. 

Por enquanto deveria manter aquilo em segredo. Até que eu encontrasse Sasuke e pudesse sair da mansão - praticamente um castelo, entretanto pequeno demais para tal.

Um estalo partiu de meu crânio, como se estivesse se partindo. Algo que não havia pensado antes, atiçou-me. Uma fala muito longínqua passou por minha cabeça, o desagrado de Sasuke era palpável.

"Devo cuidar de seu futuro marido, aquele que não saí do quarto. " - A frase repercutiu tantas vezes quanto fosse necessária.

Como não suspeitei? Estava óbvio! O filho vampiro do duque usava o bastardo para se alimentar, não trazendo suspeitas consigo. Como também Mikoto era vampira! Desde o nascimento do filho, provavelmente... Se eu não estivesse errada, quando concebia a criança ou no meio da gravidez fora mordida. E a criança e ela amaldiçoadas por toda a vida! 

Uma gota de suor escorreu por minha testa, o nervosismo se alastrava ainda mais. Saí do quarto o quanto antes e rumei para o jardim. Se as lendas estivessem certas enquanto eu estivesse cercada pelo sol, estaria bem. 

Mas anoiteceria. Isso é um grande problema. Manter-me-ia ali, quem sabe Sasuke não apareceria e em fim poderia conversar com ele? 

Por um momento deixei de pensar em julgar Fugaku correlação a traição. Devia sofrer e ainda por cima se manter afastado do monstro que tinha em casa. Poderia falar-lhe, mas sabia o temor de pais em relação aos filhos - ao menos o meu demonstrava - e por isso, não deixaria o legítimo ser morto. 

Mas como se matava um vampiro?

Recorri a livros de contos sobrenaturais, vários deles e levei para perto do lago. Ali teria paz para sossegada pesquisar. E não me arrependeria, pois vários métodos constariam. Até descobrir que cada obra tinha uma forma diferente de matar: queimado, decepando-lhe a cabeça ou uma estaca de madeira. Qual resultaria? 

Eu tinha de pensar uma forma de descobrir, principalmente por alguém que fazia parte deste meio. 

Já iria anoitecer e não tinha visto Sasuke. O céu mesclado de azul claro e laranja, escurecia - afligindo-me.

- Contos fantasiosos? Ainda por cima de terror? Surpreende-me, Sakura. - A voz que tanto quis escutar o dia todo, apareceu, ressoando nos meus ouvidos. 

- Estou procurando por algo, entretanto os autores divergem um dos outros. 

Sem olhá-lo, senti que caía ao meu lado. Sua perna roçou em meu vestido de tão próximo que se encontrava. Iria argumentar sobre aquilo ser impróprio, mas assim que me virei: vislumbrei seus olhos.

Mostraram-me as memórias que esqueci por conta da noite. As vistas penderam até os lábios e permaneceram um tempo incalculável. 

- O que foi? Achei que os livros fossem lhe dar a resposta, não eu. - Sussurrou, canastrão. 

Estava desmemoriado? Não se recordava que tinha me agarrado á força? Talvez não forçadamente, mas... Esqueça! 

- Talvez encontre. - Disse, erguendo a sobrancelha. Não era mentira. - Como se mata um vampiro? 

Seus olhos se arregalaram um pouco, surpreso por questionar algo tão inapropriado. Olhou para os lados e fingiu uma risada.

- Sua sorte é que ninguém estava por perto para escutar tal baboseira. - Seu riso não me enganou. Eu era uma boa atriz, Sasuke não. Ou então, não queria ser. 

- É só uma dúvida, Sasuke. - Murmurei, sensualmente. - Qual o problema? Teme o desconhecido? 

As palavras cortaram seu orgulho. Olhando-me como se eu fosse um ser ferino, respondeu: 

- Eu não temo nem a escuridão, Sakura. Quem dirá o desconhecido. E você, teme? 

Balancei os ombros, sem me importar, disse-lhe:

- Sim. Afinal, sou uma simples humana e mortal. Se eu não o temesse seria algo a mais. - As palavras foram morrendo, seu hálito frio bateu no meu rosto como o vento. Já estava escuro. 

- Diz então que sou algo anormal? 

- Não, simplesmente tenta ser. Isso é algum trauma passado? Diga-me, não tenha medo. 

- Já disse que não tenho medo. É um sentimento a mais que falta em minha pessoa, como também não sinto vergonha. - A voz pareceu mudar de tom, irritadiço. - O que quer de mim, Sakura?

 

- Não fui eu quem começou a falar primeiro. - Sorri. - Não quero nada, aliás, o que poderia me dar, violinista?

As minhas palavras pareceram deixá-lo seco por dentro. Seu olhar deixou de fitar minha silhueta e alguns instantes depois, levantou-se. Até aí não tinha notado o quão minhas palavras o desagradaram. 

- Pensei que fosse diferente. - Não foi mais que um sussurro, enquanto se afastava. 

Prendi a respiração, tentando me controlar. Em vão. Por segundos a frase correu por meu cérebro, menosprezei-o. Já era tanto, porque eu o faria também? Por qual motivo tentei magoá-lo, feri-lo ainda mais?

- Sasuke, espera. - Pedi, porém me ignorou. Alcancei-o, deixando meus livros e sapatos para trás. - Desculpe-me, não quis magoá-lo. - Fingiu não me ouvir. A irritação não era mais somente sua. Segurei sua mão, estava um pouco mais gelada que a minha. Deveria estar congelando ali fora, desacostumado (provavelmente) com o tempo. - Eu pedi desculpas! Olhe para mim! 

Sem querer, gritei. Tentando virá-lo, sem sucesso. Afinal, sua força tinha de ser maior que a minha - um homem robusto sempre era mais forte que uma dama.

Mesmo sem dizer mais nada, senti-o se soltar. Olhando-me, como eu ordenei - em tom de pedido. Não me disse nada, nem ao menos se dignou a dizer que estava tudo bem! O que ele queria? Um pedido formal de desculpas através de uma carta?

- Pensei que diria mais algo. Se não tem, deixe-me ir. - Contrapôs tudo que eu havia dito na minha alma.

Sem comando, deferi um tapa em sua face. Quem aquele vassalo pensava que era? Um empregado imundo! O tapa havia doído mais em mim no que nele, pareceu ter virado a face só para me agradar. Lentamente me encarou de novo. 

A única coisa que senti foi um toque, uma brisa mais forte, e enfim, caí na grama. Como aquilo ocorreu? 

Meus olhos se arregalaram assustados. Sasuke sem me dar tempo, deitou-se sobre mim e me beijou - ávido - tão como meu sonho. Enlouquecendo-me com toques. A sensação de déjà vu havia regressado.

 Retribuí, percebendo o quanto desejava seu toque. Quanto desejava uma carícia havia anos! Sem ter noção total do sentimento preso na carne intocada por mãos masculinas. Lambeu meu pescoço, fazendo-me sentir tudo quente. Um estado febril de calamidade. 

No entanto, refreou-se.

- Não posso fazer isso. - Murmurou, desgostoso. Como podia? Deixaria-me aqui, sedenta? - Desculpe, Sakura. 

Estendeu a mão para que assim como ele, ficasse de pé. Não me mirou nos olhos. Aquilo me pareceu tão certo no momento, aliás, a sensação de sensatez - pela primeira vez - ainda não tinha sumido.

- O que foi? 

Não ia me responder, se meu olhar não demonstrasse insistência. Obrigada, lua por estar iluminando à volta. 

- Sou o violinista. Não posso te dar nenhuma riqueza e nem ao menos seria aceito por seu pai, trairia a confiança de meu mestre. Quer mesmo assim continuar? Sabendo de todas as consequências ruins que estariam por vir?

Eu vi em seu olhar que a resposta certa era sim. Entretanto eu não me julgava totalmente sã para responder naquele instante - mesmo alegando com todas minhas forças que estava consciente. Ele havia me prendido em uma armadilha de contradição. 

- Poderia me dar um tempo para pensar? - Perguntei. - Se lhe respondesse agora, seria um ato impensado. E poderia futuramente, acabar com nossas mentes. - Sorri, pensando bem. - Como qualquer território inexplorado devo parecer muito intrigante. Mas se eu não for, Sasuke? Acabará não só com uma vida, mas duas.

Minha resposta - do contrário que eu imaginava - fez um sorriso largo aparecer em sua face. Beijou minha testa e sussurrou que eu era uma boa menina. Aturdida fiquei o olhando, até me explicar:

- Uma resposta rápida me faria julgar seu sentimento como se tal fosse falso. Deixando-se levar somente pelo calor do momento. Não me provaria de verdade, não seria nunca capaz de me amar.


Parecia saber do que falava. Falando de meu amor como se tivesse experimentado um amor como o meu antes, assim deixou-me confusa.

- Por que diz isso? Até parece...

- É muito raro uma mulher como você ser o primeiro amor de um homem, Sakura. - Sasuke pareceu pensar. - Não que realmente eu tivesse a amado, saiba que o verdadeiro só encontramos uma vez. Mesmo assim a troca me magoou. Afinal, ela preferiu meu irmão. 

Aquele choque me atingiu em cheio, mas me controlei. Ora, se eu preferisse o duque, seria mais uma dor a ele? Seu olhar suplicou para que eu não demonstrasse pena, mas o que eu senti foi mais que isso. Um misto de raiva, confusão e alegria. 

Quem iria preferir um monstro ao violinista? Só poderia ser uma interesseira, golpista. Ou então, ignorante no que se tratava de sentimentalismo, realidade ou até mesmo não queria ver o vampiro que deveria encarar. 

- O que aconteceu com ela?

Deu de ombros, sem me responder. Seu rosto parecia inflexível em relação a este assunto. Preferi deixar de lado e dizer por fim: 

- Boa noite, Sasuke. Devo ir, já está ficando tarde. - E assim, parti. Deixando lá toda a minha esperança de dizer algo a Sasuke sobre vampiros, parecia ser coisa da minha cabeça depois de seu deboche. 

Quem sabe não era? Sua risada só devia ter sido forçada para que eu não me sentisse mal com tamanha asneira. Senti-me tão estúpida por acreditar em algo irreal. Mas a curiosidade de como matar esse ser fantasioso ainda me intrigava. Não constava realmente uma ordem certa nos meus guias.

Dois dias. Eu não tive vontade de sair do quarto por esse tempo. Nem ao menos tinha uma resposta completa. Escutei a melodia de Sasuke, nas duas manhãs que se seguiram nubladas. Não me levantei, impressionada com seu dom.

Tão como escrever, o que me dava tremenda emoção. Sua música fazia o mesmo. Pode ser este um dos motivos para ter me apegado a Sasuke, ou seu semblante, o deboche. O que tinha me feito ficar assim? 

A carência? Não, algo a mais que eu não podia descrever. Talvez o que continha nos livros, e seus amores à primeira vista - nos quais nunca compreendi. Suspirei, derretida pelo fim de seu ato. 

Eu não podia me casar com o duque. Viveria perto de Sasuke e isso seria a minha desgraça. Trairia a mim mesma, meu marido e acarretaria problemas mais graves. Seria pior viver sendo adúltera do que uma pessoa honesta. Eu já tinha a resposta que precisava.

Tanto para o violinista quanto para papai e seu amigo, duque Uchiha.

A porta que tranquei e abri só para a passagem de alimento, finalmente teve alguém rompendo por ela: eu. 

Sem perder tempo, corri com minhas roupas longas e incomodas - um vestido esverdeado com dourado - até o lado de fora. Alcançando a porta, não perdendo tempo de ir até Sasuke que ainda caminhava a passos vagarosos pelo jardim.

- Sasuke. - Chamei através de um grito baixo. Ele não demorou a me mirar, um sorriso de canto espalhando pelo rosto. As vestes pareciam diferentes do habitual, mais vistosas. Não dei importância. 

Sorri, marota. Queria deixá-lo em uma incógnita total, teria de descobrir a charada sozinho. Claro, se eu aguentasse me calar.

- Decidiu? - Foi a primeira coisa que me disse.

- Bons modos, ensinaram-te? - Rolei os olhos, teatralmente. - Esqueci que é um selvagem, então, eu faço primeiro. Bom dia. 

- Imaginei que tinha esquecido que não fui domesticado como você. - Seu sorriso se alargou quando a alegria sumiu do meu rosto.

- Francamente, eu não me compreendo. - Murmurei, desgostosa. - Como posso querer um animal que nem ao menos foi adestrado? 

Ele pareceu me observar por um tempo, parecendo estar certo que eu brincava.

- Talvez masoquismo, parou para pensar nisso? 

- Quem sabe...

Minhas palavras foram interrompidas por uma gargalhada conhecida. Papai e o duque nos olhavam, estranhamente felizes. O que acontecia? 

- Vejo que já se conheceram, e pela intimidade algum tempo que não pude calcular. - Meu pai disse. O que aquilo significava? 

- O que...

- Então você era o violinista? - Questionou Fugaku. - Estou impressionado como se passou por Itachi. 

- Nós somos semelhantes, ninguém desconfiaria caso Sakura questionasse a legitimidade de quem era. Normalmente as pessoas só descrevem por cores de olhos, cabelo e pele. - Deu de ombros. Como... Então, ele era o... 

... Duque? 

- Estou impressionado. Pelo que escutei, devo supor que estavam prontos para se casar. 

Nenhum deles pareceu me dar importância, até virar de costas.

- Sakura? - Sasuke me chamou, o que quis naquele instante foi o esbofetear várias vezes. Quem pensava que era para brincar comigo? Não sou um brinquedo! 

- Não estou me sentindo bem, acho que irei me recolher. - Não tentei fingir que o desgosto. A descrença me corroía. Sasuke com toda certeza havia percebido. 

- Levar-te-ei até lá em cima. - Ele disse, deixando os outros confusos, até eu notar que papai sempre seria ingênuo: 

- Minha pequena, deve estar com vergonha por ter se apaixonado.

Quando ficamos a sós dentro da morada, até mesmo os empregados deviam estar nos seus afazeres. Esbofeteei seu rosto mais uma vez. A pele parecia mais suave do que da última vez, até mais quentinha. Sua face se virou com o golpe. 

No último tapa eu não estava tão irritada, magoada e nem a vontade de chorar passava em minha mente. Uma lágrima escapou, antes mesmo de Sasuke se irritar:

- Por que brincou comigo? O que queria? Prazer antes de me fazer uma submissa, seu hipócrita desgraçado? Por que mentiu para mim?

- Em nenhum momento eu menti. Você tirou as conclusões, o único instante que quis provar se me amava foi quando perguntei se você me aceitaria como violinista. Se iria arriscar qualquer vida de qualidade por um amor. E você não me decepcionou.

- Infelizmente, foi você que o fez. - Tentei seguir meu rumo, mas de nada adiantou. Meu pulso estava acorrentado as suas mãos imundas.

Tentei me soltar, mas não consegui.

- Você deveria estar feliz por estar apaixonada por mim, o duque. Quem seu pai queria desde o princípio, não é?

- Eu me apaixonaria por você sendo quem era? - Questionei. - Você foi verdadeiro com sua personalidade? Diga-me, Sasuke. Você foi quem eu realmente deveria conhecer, ou imitou seu irmão bastardo?

Sua face empalideceu.

- Como sabe que Itachi...

O último ato, viria. Sem dó e nem piedade:

- Foi por isso que seu primeiro amor te largou por ele, não foi? Foi por ser um estúpido que ela...

Calou-me, de forma abrupta e inescrupulosa. Beijando-me com sua boca suja, impregnada de veneno e interesses próprios. O bastardo no final das contas, realmente era ele. 

Senti a parede. Em nenhum momento desejei retribuir, a mágoa era mais forte do que meu sentimento. Quando notou que beijava uma estátua, parou:

- Você não sabe o que diz, Sakura. - Segurou meu queixo para que o encarasse - Se eu me apresentasse como o duque, jamais me amaria. Fingiria, tentaria provar mentiras. Agora me diga se não estava disposta a fazê-lo assim que chegamos? Diga que queria que seu pai passasse a humilhação de ver sua única filha ficar sem marido. Diga que estou errado!

Seu grito ecoou pelo corredor. Não consegui retrucar, pois ele estava certo. Em partes. 

- Mas você tinha a necessidade de mentir? - Meus olhos brilharam, emergindo nas lágrimas que controlei para não descerem. Nunca fui romântica, boba ou sentimental.

Mas para quê? Se isso incluía dor e aflição todo momento? 

- Eu não menti, você conjecturou. - Seu olhar e sua voz amansaram. Vendo que de meus orbes as gotas lacrimosas escorriam. - Desculpe por fazê-la chorar. 

Pareceu tão cortês como nunca vi. Humanos não deixam de ser cômicos. Eu estava fula de uma forma que jamais pensei em estar, suas palavras verdadeiras amansaram meu coração em frangalhos. E a única coisa que desejei foi chorar e o fiz em seus braços. 

Mesmo tudo parecendo frio demais. Acalmou-me estar ali. Sou uma frágil menina que ainda não tinha saído das fraudas. Eu deveria crescer e aprender a ser mais controlada ou então, mais concreta das coisas que supunha.

Dois Meses Depois - Inglaterra,


Sasuke finalmente alcançava a porta da suíte onde comemoraríamos com atos carnais nosso matrimônio. Brincando, perguntei-lhe:

- Na próxima vez pedirei a alguém para que te ajude a me carregar.

De fato ele não parecia nem um pouco cansado por me carregar por quatro lances de escada. Fazendo uma careta, provocada por ciúmes, disse:

- Acha que devo subir até o oitavo andar desde prédio de luxo? Aproveite que estamos em nossa lua-de-mel. - Um sorriso de canto completava seu semblante.

O ambiente era totalmente luxuoso. A cama de casal coberta pelo tecido de seda púrpura. As mesas de canto como a madeira do leito pareciam novas e envernizadas. O chão era feito de um carpete da mesma cor dos lençóis. Um banheiro onde continha uma banheira longa que cabia ambos.

Meu rosto esquentou em pensar no que eu e Sasuke faríamos ali. Percebendo isso, tomou-me para um beijo sôfrego. Parei para respirar - o que ele não parecia ter feito - enquanto me deitava na cama.

Foi fechar a porta para termos privacidade. Nervosa, acabei falando:

- Sabe, foi muito bom ver mamãe no casamento. Ela parecia contente. - E de fato era como se conhecesse Sasuke. A forma que se olharam e sorriram. - Não sabia que conhecia minha mãe.

Sasuke travou, sem me fitar. 

- Você está bem, querido? - Questionei. Assim que me dignei a levantar e ver se estava bem, fechou a porta.

- Sakura, você me ama? - A pergunta me pareceu ilógica. Se estávamos ali depois de tudo, era lógico que o amava.

- Sim. Por quê?

Antes de responder caminhou até onde eu me encontrava. Olhei seu rosto cheio de sentimentos misturados, dando-lhe um ar confuso.

- Eu a amo, mas do que possa imaginar, e tudo que fiz foi por você. - Sorriu, sentando-se na cama. - Antes de fazê-la minha eu preciso te contar algumas coisas. E uma delas você já desconfiava. 

- O que está dizendo? - Minha fala saiu com o susto contido.

- Deixe-me falar até o fim. É uma história complicada. - Assenti. - Mamãe teve problemas quando estava grávida e sabia que meu pai tinha um caso escondido com a empregada, mãe de Itachi, meu meio-irmão e violinista. Com o risco de me perder teve duas saídas. Uma era deixar que ambas as vidas fossem levadas pela a morte e a outra, arriscada, seria deixar um amigo muito antigo dela a ajudar... - A última palavra saiu engasgada. - Essa ajuda era peculiar, não tinha nos prescritos médicos e parecia a única solução.

Continuou, depois de pausar.

- Tendo um filho, garantiria meu pai. E isso a salvaria de todos os males, inclusive as dores de perder o amor de sua vida para uma... Qualquer. - Pigarreou, parecendo não concordar. - Por isso, aceitou o que tinham lhe proposto.

Mais uma vez pareceu se recusar a prosseguir. Toquei sua mão, apoiando-o. 

- Lembra que me perguntou como se matava um vampiro? - Acenei que sim. - E se eu lhe dissesse que sei a resposta? Assustar-se-ia?

Meu mundo congelou alguns instantes. Pausado e em câmera lenta os fatos foram transcorrendo em minha cabeça. O tempo nublado não tinha o sol completo, a pele fria e rígida... Não, Sasuke estava junto comigo nas manhãs... 

- Continue. - Engoli seco, esperando terminar de ouvir. 

- Aquele homem que ofereceu auxílio a mamãe era um vampiro. Morreu depois de decapitado, especificamente com um machado. - Pausou, tentando ver minha reação. Eu não consegui esboçar nada. - Eu nasci dentro de uma mulher que me gerava com parte humana e vampira. Tonando-me um imortal capaz de transformar pessoas semelhantes a mim. Meu poder é pouco, posso caminhar em um tempo nublado, mas não totalmente no sol. Se não viraria...

- Pó? - Completei em uma pergunta, mas negou com a cabeça.

- Estátua. Por isso consigo me manter, transformo-me em um ser mais humano quando fico exposto as manhãs. Fico um pouco mais quente, minha pele amolece e sinto todo meu corpo entrar em uma ebulição. Mas não posso abusar do tempo. 

- A força, agilidade...

- É muito pouca. Sou como um homem parrudo em relação a força, rápido como um corredor. Nada demais comparado aos sangues-puros. 

- Mas é... Imortal? - Minha dúvida abalava meus pensamentos. Quanto mais perguntava mais distante eu me sentia dele. Presa em amarras da mortalidade. Ele viveria e eu cederia ao solo, dentro de um caixão.

- Sim. Só tenho isso por completo, pelo menos é o que creio. Continuo a ter sua idade, Sakura. Não mais que isso. Entretanto envelheço demoradamente, disseram alguns vampiros que bastardos como eu ficam com aparência jovem por muitos anos, e envelhecem depois. Talvez eu não seja o que penso, um imortal. 

- Compreendo.

De fato, era a maior mentira que tinha contado em toda minha vida. Mas não sabia o que dizer, abalaria-o ainda mais.

- Você ainda me ama?

Olhei-o de soslaio, parecia duvidoso de si mesmo.

- Amor não se modifica assim, Sasuke. - Fitei a cama com mais esmero do que desejava. - Só é difícil acreditar. Como conheceu minha mãe?

- Eu visitava sua mãe à noite. Tentando transformá-la em alguém mais forte para superar a doença. 

- E por que faria isso?

Sua mão se estendeu até alcançar a minha:

- Por você, Sakura. - Seus olhos cercaram todo meu rosto, avaliando cada expressão. - Porque desde te ver em um baile alguns anos atrás, você não tinha saído de minha cabeça. Éramos mais jovens, uns quinze anos talvez. Não me lembro. 
- Sasuke... 
- Sua mãe me contava histórias sobre você, todas as vezes que a visitava. Até mesmo naquela noite ela tinha acreditado que eu não a havia reconhecido...
- Quando eu entrei em seu quarto? Ela não podia receber visitas. - Estava atônita. - Então os olhos rubros eram... Verdade?
- Sim. Fui eu quem a coloquei em seu leito e lhe despi, tentando disfarçar, para que acreditasse que fosse um sonho. Eu esperava uma recusa sua, não seria a primeira. 

A minha curiosidade rumou para seu passado, mas estava tão confusa e curiosa com sua identidade vampiresca que não me importei com o que tinha acontecido. 

- Sasuke, então...

Recordei-me, como peças se encaixando, imagens em preto e branco. O dia que ele tinha me dito saber mais sobre mim do que eu supunha. Sempre me dizendo a verdade nas entrelinhas?

- Você ainda... Perdoará? Digo, não ter contado tudo de uma vez. - Seus olhos se cerraram. - Eu temi perdê-la, Sakura. Como jamais temi algo na vida, nessa existente vazia que era sem você.

Passei alguns instantes - para ambos infindáveis - analisando. Estávamos casados e isso eu não poderia, nem queria voltar atrás. Sasuke ainda seria o Sasuke que eu amava, certo?

Minha dúvida saiu em voz alta.

- Sempre serei eu, independente do que aconteça. Minha necessidade de sangue quase não existe. Vez ou outra eu necessito, mas só transformo alguém se a pessoa tomar o meu também. 

Com uma frase encerrei aquilo. 

- O passado é história, o futuro um mistério e o presente é uma dádiva. - Olhando em seus olhos, concluí. - Por isso chama-se presente.

Aquela frase que li em algum lugar, martelava em minha cabeça. Sempre quis usá-la, mas em nenhum lugar se encaixava. Naquele instante saiu com perfeição. Pois somente com aquilo Sasuke me tomou nos braços, fazendo-me sua mulher. Uma - talvez - imortal. 

Mas isso era um outro segredo que compartilharia com meu marido enquanto tocava seu violino. Assim que a última nota saiu, ordenei:

- Deixe-me ter você mais uma vez, violinista.

Então com tal esmero de uma maneira doce e delicada suas mãos tocaram minha face, seus lábios depositaram de formar apaixonante e embriagante beijos nos meus lábios abertos esperando, ansiando pelos seus, sua boca devorava a minha como se fosse a melhor sabor já provando, pelo menos da minha parte estava sendo saboreado a melhor coisa existente, beijos distribuindo pelo meu pescoço, foram baixando até chega no vale dos meus seios, até então coberto com sutiã, ele arrancou de maneira rude, as minhas mãos foram para sua nuca, não aguentei puxei seu cabelo com força,  olhou-me de maneira malicioso com seus olhos rubros, creio que os meus não deveriam esta de outra maneira, chupou meus  seios com gosto, saboreando explorando, ele brincava oralmente puxado o pico, mordicado com dentes sem causa ferimento, enquanto, sua mãos esquerda ia de encontro com minha intimidade em baixo de minha calcinha molhada, soltei um gemido forte e acudo.

- Sasukeeeee- Ele fitou-me com aquele olha de pura luxúria e um brilho indecifrável encarando com um sorrisinho sacana nunca visto em seu belo rosto.

Sem delongar alguma começou a movimentar seus dedos em minha intimidade, circulado, beliscado, friccionando no vai vem gostoso, minha mãos em suas costas com as unhas arranhavam de maneira louca, não conseguia controla aquilo que estava sentido naquele momento, mais Sasuke parecia não ligar, alias parecia adorar, sua boca que estava em meus seios, foram descendo, passando pelo meu ventre deixado rastro de saliva, mordidas e chupões até chega na minha intimidade tirou-me a calcinha,  abriu minhas pernas sem nenhuma cerimônia, segurou  de formar firme sem pudor algum, pudor era algo que Sasuke talvez não conhecesse.

-Sasukeee- Ele parou e sorriu de formar até perversa com uma luxúria sem igual passando sua língua pela boca umedecendo.

-Sakura irei fazer você delirar, sussurre, grite apenas meu nome por que você é minha por toda eternidade- Sua boca foi de encontro a minha vulva, explorando energicamente, a língua enrijecida penetrava enlouquecidamente sem parar,  dois dedos se enfiaram lá dentro e saia e entrava de novo ficou nesse vai e vem sem descanso, sua língua sem folga explorava meu sexo molhada perversamente com tal maestria que minhas mãos segurava sua cabeça de tal modo pra não sair de lá, duvidava muito que ele fosse parar. Meu orgasmo estava se aproximando de tanto, que ele explorava meu sexo não parando um minuto, meu corpo começou a tremer quando o orgasmo chegou de maneira devastadora, vir estrelas brilhantes de todas as formas, a respiração era  descompassada, meu olhar nublado.

-SASUKE- Ele não falou nada, deitou-se em cima de mim, beijou minha boca chupando e enfiando sua língua de maneira demorada, minhas mãos  rápidas e  apressada foi retirado sua cueca  sua ereção era bem evidente, ofeguei sem ar com seu membro todo liberto e exposto diante de mim, ele sorriu de lado e sem deslocas encontrado com meu sexo no rebolando estratégicos para encontra minha entrada, seu sexo penetrou-me de uma vez no corredor quente, pulsante e apertado.

-SASUKE- Ofeguei mais uma vez quase engasgando com aquilo tudo dentro de mim, gritando um pouco, agarrado seu corpo junto ao meu mordendo seu ombro, encontrado com sua boca de formar desesperada.

-Sakuraa- Ele sussurrou de maneira embriagante arrastada. Correspondendo o beijo com as línguas avidas em batalhavam por espaço, puxada de lábios entre dente, mordidinhas. Sua mão circulando e puxando meu seio, segurando de maneira possesiva. Ele começou a se movimentar e entocar forte, rápido e profundas, manter o folego era difícil, beirava ao impossível.

-Oh sasuke, mais forte, por favor - não continha minhas falas naquele momento eu queria mais daquele prazer imensurável , meu quadris ia e vinha eu colocava tanta força assim como ele, rebolando sem parar contra sem membro, contraindo minha intimidade para dar-lhe o prazer que estava sentido.

-Sakura....oh sakura- Ele falava meu nome, repentinas vezes com se fosse a melhor das melodias, sua mão esquerda  em minha mão esquerda segurava com força, a outra mão segurava forte meu quadris como se tivesse abraçado estávamos tão conectados como se fosse um, seu tórax friccionava meus seios sem pudor nenhum, em nenhum momentos deixei de aperta com minha mão direita sua bunda dura e malhada, ele não reclamou parecia tá tão coopenetrando seus olhos cercaram todo meu rosto, ponderando cada expressão, avaliando-me minuciosamente, olhando como se estivesse gravando como parte de seu bem prazer, meus olhos nos deles e o deles no meu não piscávamos embora isso era difícil pra mim, ele  penetrava mais profundamente, mais agiu, tão forte que chegava movimentar a cama, até que foi acelerado mais, mais e mais, sentir minha intimidade contraindo pressionado seu membro, mastigando, engolindo, seus olhos rubros semicerraram, eu estava perto, muito perto assim como ele, infindáveis segundos, minutos não sei , se passou até o orgasmo invadir meu corpo da pontinha do pé se retorcendo, até as mãos, acredito que tenha chegando até minha alma de tão intenso e maravilhoso. Sasuke deu mais algumas  entocada ritmadas e ao mesmo tempo tão profundas se isso era possível. Então ele gozou suspirando ficando parado em dentro de mim recuperando o folego, assim como eu, olhou-me e abraçou-me  possesivamente, eu abracei de volta forte afundado meus nariz em seu pescoço embriagada pelo seu cheiro, até que o olhei no profundo dos seus olhos que já estão tão negros quanto a noite.

-Sasuke eu te amo- Ele sorriu de maneira doce.

-Sakura eu também te amo, de uma maneira que minha alma lhe pertence de formar única infindável, estaremos juntos por a eternidade - Inclinou-se com profundos olhos nos meus beijando-me de modo demorado e lento, já estava suspirando quando sente seu membro grosso fica ereto novamente.

-Sakura ainda não acabamos......
 

Fim..??? haverá um extra...


Notas Finais


A música do começo é Sia eu amo as músicas dela....haverá um extra...peço desculpa caso haja algum erro ortográfico eu não revisei....

Até o extra de começo a Sakura se tornou imortal ^^


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