História A Menina De Vidro - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Personagens Originais, Sehun
Tags Jongin, Kaisoo, Kyungsoo, Longfic
Exibições 154
Palavras 1.387
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa noite pessoinhas de meus kokoro <3 como vocês estão?

Vamos a alguns avisinhos:

A história será narrada pelo Kyung e algumas vezes, será necessário o Jongin também.

E sim, o KyungSoo o tempo todo narra para a filha Willow, como se tivesse contando a estória para ela.

Enfim... Boa leitura ~

XOXO

Capítulo 3 - Capítulo 02


Fanfic / Fanfiction A Menina De Vidro - Capítulo 3 - Capítulo 02

KyungSoo
Final de Fevereiro.

Você se lembra o quanto estava feliz naquele dia?
Jongin finalmente tirou uns dias de folga, o que deixou você muito feliz pois assim poderia passar mais tempo com seu Appa. Eu sabia o quanto você o amava e sentia falta dele, ainda mais depois que ele passou a trabalhar um pouco  mais para poder me ajudar a pagar as contas.

Nós aproveitamos esses dias em que ele estava longe do trabalho, e resolvemos fazer uma viagem para a Disney. Sempre foi seu sonho e de sua irmã. E por falar nela, ela era a que estava  mais animada, fez até uma lista de brinquedos que gostaria de ir.

-KyungSoo, vamos. Já pegamos tudo para a viagem. - Jongin falou aparecendo na cozinha.

-Tem certeza? Já levou as malas para o carro? Ajeitou a cadeira da Willow direito?

-Sim, eu já fiz tudo isso. Vamos logo huh? - Ele sorriu. Aquele sorriso que não tinha como negar nada a ele. Apenas acenti e saí de casa com o mesmo já que vocês  estavam nos esperando no carro.

(...)

Foi uma viagem realmente cansativa, quando chegamos lá, fomos direto para o hotel em que ficaríamos hospedados e apenas dormimos, pois de manhã passaríamos o dia todo andando indo em lugares e brinquedos que vocês  escolheram, ou pelo menos, os que ao meu ver fosse seguro para você brincar e não acabar se machucando.

Acordei com os chamados insistente da sua irmã que não parava de pular na cama animada para o nosso passeio.
Após todos nós se  arrumar, te peguei no colo com cuidado e saímos do hotel indo ao carro, onde te coloquei em sua cadeirinha.

-Vamos primeiro a onde? - perguntei as olhando e dando um  sorriso. Estava feliz por ver que você e a SooMin estavam anciosas pelo passeio.

-Eu quero comer antes de brincar. - você falou e nós apenas concordamos já que não tínhamos comido nada desde que acordamos.

Quando seu pai parou no estacionamento do McDonald, eu a peguei no colo e saimos do carro indo fazer nossos pedidos.
Ao longe, dava para ver alguns dos brinquedos que vocês tanto queriam ir, o que acabou me distraindo por um momento e deixando os guardanapos da mesa cair.

-Droga.

Foi tudo tão rápido... Quando eu estava preste a pegar os guardanapos, sua irmã te chamou para mostrar um dos brinquedos mesmo na hora em que o Jongin soltou sua mão para pegar a carteira. Foi nesse momento que você escorregou nos guardanapos que tinham caido no chão e eu ouvi aquele barulho característico. Você tinha quebrado um osso.

-Willow! - Fui até você a segurando com cuidado escutando seu gemido de dor. Tentei manter a calma para não te assustar e pedi ajuda para as pessoas que estavam apenas olhando sem entender nada. Afinal, escorregar em guardanapos não deveria machucar.

Enquanto os atendentes do McDonald ligou para uma ambulância depois de seu Appa explicar mais ou menos o ocorrido, ficamos apenas falando com você para tentar te acalmar e esquecer um pouco da dor que sentia.

(...)

Ao chegarmos no hospital, nenhum médico queria me ouvir, eles não aceitavam que eu dissesse como cuidar de você. "Nós somos os médicos, sabemos como lidar com essa criança." dissera eles. Mas na verdade, eles não sabiam, e acabavam te machucando ainda mais.

-Não! Não a segure desse jeito! Minha filha tem osteogênese imperfeita. Isso faz com que ela tenha ossos fracos. - Eu tentava os convencer, mas eles não acreditavam em mim.

-Senhor Kim, se sua filha realmente tem essa doença, o médico que a trata deve ter lhe dado uma carta para você poder viajar.

-Sim, ele deu. - E foi nesse momento que me lembrei: eu tinha esquecido a carta.

-Soo? Tá tudo bem? - Jongin me perguntou quando viu que eu parei de falar de repente.

-E-eu... Eu esqueci a carta. - Murmurei tão baixo, que seu pai só pode me escutar porque estava próximo de mim.

-Sinto muito, senhores Kim. Mas enquanto a carta não aparecer, ou não conseguirmos falar com o médico responsável dela, sua filha ficará aqui até amanhã. - Ele disse aquilo e te levou. Te levou para longe de mim e eu não podia ir junto, eles me impediram.

(...)

Esse foi um dos piores momentos que passei. Sua irmã estava na sala de espera e parecia triste, talvez por você ou por causa dos brinquedos que vocês não chegaram a brincar.
Eu tentei ligar para o doutor Jung, seu médico, mas por ser de madrugada ele não atendia. Então minha única esperança era minha melhor amiga.

-MinHee? M-me ajuda... Eu sou um péssimo pai. - Falei tentando conter as lágrimas, não queria ser fraco. Não agora, quando você mais precisava de mim. Expliquei tudo o que houve a ela e apenas desliguei quando a MinHee disse que resolveria isso.

-Com licença, senhor KyungSoo e Jongin. Posso falar com a filha de vocês? - Uma mulher que usava um jaleco apareceu na sala onde eles nos deixaram.

-O que você quer com a SooMin? - Perguntei confuso.

-Preciso que ela me conte o que aconteceu. Sei que vocês já falaram, mas eu preciso agora ver os fatos pelo lado de vista dela.

Eu não tive nem tento de discordar ou não, e já a vi saindo da sala e levando sua irmã.
Eu estava cansado, esgotado pra ser mais exato, queria te ver e ter a certeza que estava bem.

-Vai ficar tudo bem, Kyung. - Seu pai me abraçou falando mais uma vez aquelas palavras otimistas que eu começava a duvidar delas.

(...)

-Me diga, SooMin. O que aconteceu para sua irmã ter quebrado um osso? - A moça perguntava andando ao lado de sua irmã enquanto anotava algumas coisas em sua agenda.

-Nós estávamos no McDonald e a Willow acabou escorregando nos guardanapos que a Omma deixou cair.

-Mas guardanapos não machucam ninguém. - Ela sentou em uma cadeira do corredor e a SooMin fez o mesmo sentando ao seu lado.

-A Willow tem OI. Ela por qualquer coisa quebra um osso. - SooMin murmurou baixo olhando para seus próprios pés.

-Não precisa mentir pra mim, criança. Pode confiar e falar o que realmente aconteceu. Seus pais estavam extressados? Foi por isso que eles bateram em sua irmã ao ponto dela quebrar o osso?

-O quê? Meus pais nunca nos bateram! - Sua irmã falou ao perceber a onde aquela mulher queria chegar.
Ela nos culpava. Pensava que nós seríamos capazes de fazer isso com você. Pensava que sua irmã mentia com medo de acontecer o mesmo com ela.

E foi por isso, que a moça -cujo descobrimos ser psicóloga-, proibiu que nós fosse te ver. Levou sua irmã pra longe, e quando tentamos resistir para impedir que a levasse para um abrigo, os guardas do hospital nos prenderam. E é por isso que estamos aqui na delegacia.

(...)

-Vocês não podem nos prender! Não fizemos nada com a Willow. Ela é doente, precisa de cuidados. Já expliquei várias vezes o que aconteceu! - Eu praticamente gritei aquelas palavras ao policial que me interrogava.

Você não sabe o quanto essa noite estava sendo péssima. Quando chegamos a delegacia, eles me separaram de seu pai, me levou para uma sala e ele para outra pra nos interrogar e não correr o risco de combinarmos nossos depoimento. Mas em todo caso, a história era a mesma: Você tinha OI e precisava de cuidados especiais.

-Senhor Kim. Você já falou isso, e mesmo assim não é uma prova concreta! Cadê a carta? O médico dela não retornou nossas ligações! - O policial falou em um tom de voz alto já chateado com a história que eu repeti várias vezes.

E o que eu fiz? Eu apenas abaixei a cabeça e não aguentei mais. Simplesmente chorei. Chorei, pois não aguentava toda aquela situação. Você não imagina como é doloroso para um pai ou uma mãe, ficar longe de seu filho quando ele mais precisava de si, não sabe como é ruim, ver sua outra filha ser levada para um abrigo e não poder fazer nada para impedir. Como era horrível está longe de seu marido e não poder o abraçar e acreditar nas suas palavras que tudo iria ficar bem. Eu simplesmente desabei naquele momento.


Notas Finais


Espero que tenham gostado S2

E não me matem -q
Até o próximo ~

Kiss da Sah


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