História A mentira que virou verdade - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jungkook, Personagens Originais, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Couple, Date, Kawaii, Romance, Taehyung
Exibições 48
Palavras 1.688
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Quem é Taehyung?


Fanfic / Fanfiction A mentira que virou verdade - Capítulo 1 - Quem é Taehyung?

      Iniciei o terceiro ano em uma escola nova. Já no começo do ano os alunos – que já estudavam há muito tempo juntos – já falavam em formatura, enquanto eu ainda estava sozinha e sem amigos. Não conseguia me enturmar, ninguém me dava espaço e eu me sentia invisível naquela sala.

      Depois de quatro meses de aula e ainda sem nenhum amigo, aconteceu o que eu temia. O professor de geografia passou um trabalho valendo um terço da nota final, e seria em dupla – que ótimo!. A listagem com o nome das duplas foi passando, e quando chegou a minha vez, simplesmente assinei meu nome no número sete e passei a folha para trás.

      Chegando ao final da classe, voltaram a listagem para que ela chegasse nas mãos do professor. Recebi a folha novamente, e antes de passar para frente, vi que todas as linhas tinham dois nomes, inclusive a linha de número sete onde assinei.

      – Taehyung? – Eu disse baixinho, e logo a pessoa que estava em minha frente pediu a folha.

      Passei a folha pra frente ainda pensativa sobre minha dupla. Eu não saberia dar qualquer palpite sobre quem seria, até porque além do meu nome eu não sabia o de outra pessoa naquela turma. Fiquei perturbada com essa dúvida, até que tive a ideia de esperar a hora da chamada.

      Quando os nomes começados com a letra T foram sendo chamados, comecei a prestar atenção. Por ter assinado a lista depois de mim, eu sabia que Taehyung estava na parte de trás, então já me preparei para olhar assim que eu escutasse o nome.

      – KIM, Taehyung. – O professor chamou.

      E nesse instante, olhei disfarçadamente para trás. Descobri quem era Taehyung, e aquela parecia a primeira vez que eu o vi, pois eu nunca tinha notado ele ali antes. Taehyung tinha o cabelo castanho – estilo ‘tigelinha’ – um pouco bagunçado na frente. Usava um óculos preto, parecia quieto e inteligente. Estava com a mão direita levantada quando olhei.

      – Que fofinho. – Virei-me para frente e falei baixinho comigo mesma, enquanto sorri ao lembrar do rosto de Taehyung.

      Bom, se ele me escolheu porque eu era a única opção, tenho certeza que ele prestou atenção em meu nome. E então, assim que fui chamada, me convenci que Taehyung, a essas alturas, já estava sabendo quem seria sua dupla.

      Depois de acertar mais alguns detalhes sobre o trabalho, o professor nos liberou. Fiquei sem saber o que fazer, não sabia se esperava Taehyung vir falar comigo, ou se eu deveria ir falar com ele antes. Pensei que ele poderia não ter prestado a atenção na chamada, e poderia não saber ainda quem seria sua dupla. Resolvi falar com ele quando estivéssemos saindo da sala.

      O sinal tocou, continuei sentada observando a hora que Taehyung passaria ao meu lado para poder abordá-lo, mas não foi necessário.

      – Jung Yangseo? – Ele disse.

      Meu Deus, mas que voz era aquela?! Ele tinha cara de bebê, mas sua voz era tão grossa como a de uma pessoa mais velha. Estava sério a princípio, mas ao ver minha expressão de surpresa, ele sorriu.

      – Kim Taehyung. – Ele estendeu sua mão para mim, quando viu que eu não falaria nada.

      – Olá. – Respondi, e o cumprimentei.

      – Queria conversar com você sobre o trabalho, gosto das coisas bem feitas e prontas bem antes da hora. – Seu sorriso ficou sutil. – Tem planos para a hora do almoço?

      – Não... Não. – Eu disse, ainda muito tímida.

      – Pode encontrar comigo no refeitório? Estarei na mesa de vidro no segundo andar. – Ele disse. – Pretendo já discutir sobre o trabalho, não quero ter problemas com a organização e com o tempo.

      – Certo. – Me recompus. – Estarei lá.

      – Ótimo! – Ele sorriu. – Então, até daqui... – Ele olhou pro relógio na parede. – Até daqui a duas horas e doze minutos.

      Sorri assentindo, e então Taehyung saiu andando pela sala e pegou o corredor para ir para sua próxima aula. A primeira vista ele me pareceu uma pessoa super organizada, perfeccionista, pontual e muito inteligente.

      Preciso dizer que depois disso não consegui me concentrar em mais nada? É, foi exatamente isso que aconteceu. Fiquei ansiosa, nervosa e não consegui parar de sorrir. Como nunca reparei nele? Já estávamos no quarto mês de aulas, como ele nunca chamou a minha atenção? Talvez ele sofresse da síndrome da invisibilidade assim como eu – foi o que pensei.

     Já na hora do almoço, fui até o segundo andar e logo vi Taehyung na mesa de vidro, onde disse que estaria. Estava bebendo uma coca cola, tinha um sanduíche em seu prato, e ele comia e bebia enquanto mexia em seu notebook.

     – Oi de novo. – Eu disse, puxando a cadeira para me sentar.

     – Olá. – Ele disse, olhando pra mim sorridente. – Olha, antes de tudo eu queria me desculpar por ter dado aquela péssima primeira impressão.

      Sentei-me, e fitei Taehyung sem entender o motivo de suas desculpas. Mas, antes que eu perguntasse, ele continuou:

      – Eu teria prova de matemática no próximo tempo, e eu estava nervoso. Posso ter passado uma imagem de que sou uma pessoa organizada ao extremo, perfeccionista e séria, mas na verdade eu sou apenas aquele que sofre bullying. – Ele riu.

      – Não pensei que você era perfeccionista... – Fiquei tímida.

      – Organizado ao estremo e sério sim, não é? – Ele riu.

      – Também não, é que... Ah, não me deixe sem jeito! – Sorri.

      – Desculpe. – Ele sorriu. – E então, tem alguma ideia pro trabalho?

      Aquele que estava comigo na mesa parecia outro, bem diferente do Taehyung que conheci na sala de aula. Ele estava mais tranquilo, sorria bastante, e parecia bem mais compreensivo. Notei que ele era uma pessoa comum, e não aquele super inteligente e cheio de transtornos compulsivos como imaginei.

     – Pensei em fazer um seminário. – Respondi.

      – Sim, pensei o mesmo e já estava dando uma olhada em umas imagens aqui para colocar na apresentação, dê uma olhada... – Ele virou a tela pra mim.

      Começamos a conversar, pedi algo para comer e foi assim que tudo começou. Trocamos nossos telefones, e depois de alguns dias, nossos assuntos não ficaram limitados ao trabalho de geografia para o mês seguinte. Começamos a ser amigos, tínhamos coisas em comum, e isso facilitou a nossa amizade. Nos dávamos muito bem.

       Faltando duas semanas para a data marcada, resolvemos montar nossa apresentação. Queríamos levar objetos, precisaríamos de cartazes também, além da montagem de toda a apresentação no computador.

      – Precisamos ir até a papelaria... – Disse Taehyung. – Ainda falta muita coisa.

      – Muita coisa? Falta tudo, Taehyung! – Sorri.

      – Primeiro, já está na hora de começar a me chamar de Tae, o Hyung é desnecessário... Só está no meu nome pra deixar maior. – Ele riu. – Segundo, eu tenho alguns materiais em casa, ou seja, não estamos no zero como você pensa.

      – Ótimo... Tae. – Sorri.

      – Obrigado. – Ele deu risadas. – Então, posso trazer o que tenho para que possamos fazer juntos na hora do almoço.

      – Mas você vai trazer tudo? – Estranhei.

      – Sim, se eu não trouxer você não vai participar... – Ele também estranhou. – Por quê?

      – Não é melhor que eu vá até a sua casa?

      – Não, é que... Eu acho melhor...

      – Não se incomode em trazer tudo, eu posso ver um dia para resolvermos isso lá mesmo. – Eu disse. – Traga tudo no dia da apresentação, e isso é só. Por agora não precisa ficar trazendo, eu posso ir até sua casa. – Dei uma pausa. – Amanhã você está disponível?

      Tae parecia não ter gostado da ideia, parecia que algo lhe incomodava, mas ele não se sentia à vontade para falar.

      – O que está havendo? – Fiquei sem expressão.

      – É que eu fiz uma coisa... Foi por impulso, sei que foi errado, mas agora está feito e se você... Ah, mas que... Olha, eu preciso te contar uma coisa. – Tae ficou nervoso.

      – O quê? – Também fiquei nervosa.

      – Se lembra de quando eu disse que eu era ‘apenas o cara que sofre bullying’?

      – Sim, você disse isso no dia que nos conhecemos.

      – Exatamente, e esse bullying não é só na escola. Meus irmãos são responsáveis por uma parte dessas brincadeiras de mau gosto.

      – Mas... – Fiquei sem entender.

      – Acontece que, por ter ficado falando com você cada vez mais, eles notaram que eu sempre estava ao telefone, e um dia ouviram quando eu disse seu nome.

      – Tae, o quê...

      – Perguntaram quem era, e se eu dissesse que eu estava assim tendo tanto contato com apenas uma amiga, eu seria a piada entre eles pelo resto do mês. Então... Então decidi dizer que eu estava namorado... Com você.

      Fiquei sem reação, fiquei em silêncio e nesse momento, Tae abaixou a cabeça.

      – Por isso tentei impedir que você fosse até a minha casa, mesmo achando que seria melhor. Eu menti, e eles descobririam. Olha, me desculpa, eu sei que eu não poderia ter te envolvido em algo assim, mas é que... Estou cheio de ser uma piada, e essa mentira foi a primeira coisa que eu pensei para me livrar deles.

      – Tudo bem, Tae. Eu... Eu aceito te ajudar. – Concordei com um pouco de receio.

      – Não, você me ajudar ou não está fora de questão! Você nem deveria estar metida nessa história... Daria certo, mas agora eu vou ter que falar a verdade.

      – Quero ajudar. – Respondi. – Sou muito sozinha, mas nunca sofri bullying. Imagino como seja, e vejo que posso te ajudar quanto a isso.

      – Não posso seguir com isso, me desculpe. – Ele disse, parecia triste.

      – Eu vou te ajudar. – Eu disse.

      – Você tem certeza? – Ele disse.

      – Tenho, e voltando ao assunto anterior, você está disponível amanhã?

        – Sim, podemos marcar para as cinco horas. – Tae começou a recompor-se.

      O sinal tocou nesse instante, Tae não tinha aula naquele horário, mas eu sim então precisei me despedir.

      – Certo. Então, até amanhã! – Levantei-me.

      – Como pode você não ter ficado zangada? – Tae parecia incrédulo.

      – Não me zango tão fácil. – Sorri acenando.

      – Até amanhã!

      Ele disse enquanto acenou pra mim, voltei para a sala de aula e assim que me sentei na cadeira, recebi uma mensagem de Tae.

"Obrigado."

      Sorri ao ler o que ele me enviou, e no mesmo instante, aproveitando que a aula ainda não tinha começado, lhe enviei:

"Não agradeça, apenas compre uma pizza pro lanche de amanhã. Pra mim vai estar ótimo."

      E por fim, a aula começou.


Notas Finais


E então, o que acham que vai acontecer nos próximos capítulos?


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