História A mentira que virou verdade - V - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jungkook, Personagens Originais, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Couple, Date, Kawaii, Romance, Tae, Taehyung
Exibições 275
Palavras 2.205
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, pessoal! Como eu havia dito antes, aqui está a história nova.
Espero que gostem, que acompanhem e que deixem seus comentários ao final de cada capítulo!
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Então, é isso!
Desejo a todos uma boa leitura!

Capítulo 1 - Quem é Taehyung?


Fanfic / Fanfiction A mentira que virou verdade - V - Capítulo 1 - Quem é Taehyung?

    

      Iniciei o terceiro ano em uma escola nova – infelizmente. Já no começo do ano os alunos – que já estudavam há muito tempo juntos – já falavam em formatura, enquanto eu ainda estava sozinha e sem amigos. Não conseguia me enturmar, ninguém me dava espaço e eu me sentia invisível dentro daquela sala.

      Depois de quatro meses de aula e ainda sem nenhum amigo, aconteceu o que eu mais temia. O professor de geografia passou um trabalho valendo um terço da nota final, e seria em dupla – que ótimo. A listagem com o nome das duplas foi passando, e quando chegou a minha vez, simplesmente assinei meu nome no número sete e passei a folha para trás sem me preocupar com quem faria comigo.

      Chegando ao final da classe, voltaram a listagem para que ela chegasse nas mãos do professor que estava lá na frente. Recebi a folha novamente, e antes de passar para frente, vi que todas as linhas tinham dois nomes, inclusive a linha de número sete onde eu tinha assinado.

      – Taehyung? – Eu disse baixinho, e logo a pessoa que estava em minha frente pediu a folha.

      Passei a folha pra frente ainda pensativa sobre minha dupla. Eu não saberia dar qualquer palpite sobre quem seria, até porque além do meu nome eu não sabia o de nenhuma outra pessoa naquela turma. Fiquei perturbada com essa dúvida, até que tive a ideia de esperar a hora da chamada.

      Quando os nomes começados com a letra T foram sendo chamados, comecei a prestar bastante atenção. Por ter assinado a lista depois de mim, eu sabia que Taehyung estava na parte de trás, então já me preparei para olhar assim que eu escutasse o nome.

      – Kim Taehyung. – O professor chamou.

      E nesse instante, olhei disfarçadamente para trás. Descobri quem era Taehyung, e aquela parecia a primeira vez que eu o vi, pois eu nunca tinha notado ele ali antes. Taehyung tinha o cabelo castanho – estilo ‘tigelinha’ – um pouco bagunçado na frente. Usava um óculos preto, parecia quieto e inteligente. Estava com a mão direita levantada quando olhei.

      – Que bonitinho. – Virei-me para frente e falei baixinho comigo mesma, enquanto sorri ao lembrar do rosto de Taehyung.

      Bom, se ele me escolheu porque eu era a única opção, tenho certeza que ele prestou atenção em meu nome. E então, assim que fui chamada, me convenci que Taehyung, a essas alturas, já estava sabendo quem seria sua dupla.

      Depois de acertar mais alguns detalhes sobre o trabalho, o professor nos liberou. Fiquei sem saber o que fazer, não sabia se esperava Taehyung vir falar comigo, ou se eu deveria ir falar com ele antes. Pensei que ele poderia não ter prestado atenção na chamada, e poderia não saber ainda quem seria sua dupla, então resolvi falar com ele quando estivéssemos saindo da sala.

      O sinal tocou, continuei sentada observando a hora que Taehyung passaria ao meu lado para poder abordá-lo, mas não foi necessário. Ele foi mais rápido do que eu.

      – Jung Yangseo? – Ele disse.

      Meu Deus, mas que voz era aquela?! Ele tinha cara de bebê, mas sua voz era tão grossa como a de uma pessoa mais adulta. Estava sério a princípio, mas ao ver minha expressão de surpresa, ele sorriu.

      – Kim Taehyung. – Ele estendeu sua mão para mim, quando viu que eu não falaria nada.

      – Olá. – Respondi, e o cumprimentei.

      – Queria conversar com você sobre o trabalho, gosto das coisas bem feitas e prontas bem antes da hora. – Seu sorriso ficou sutil. – Tem planos para a hora do almoço?

      – Não... Não. – Eu disse, ainda muito tímida.

      – Pode encontrar comigo no refeitório? Estarei na mesa de vidro no segundo andar. – Ele disse. – Pretendo já discutir sobre o trabalho, pois não quero ter problemas com a organização e com o tempo.

      – Certo. – Me recompus. – Estarei lá.

      – Ótimo! – Ele sorriu. – Então, até daqui... – Ele olhou pro relógio na parede. – Até daqui a duas horas e doze minutos.

      Sorri assentindo, e então Taehyung saiu andando pela sala e pegou o corredor para ir para sua próxima aula. À primeira vista ele me pareceu uma pessoa super organizada, perfeccionista, pontual e muito inteligente.

      Preciso dizer que depois disso não consegui me concentrar em mais nada? É, foi exatamente isso que aconteceu. Fiquei ansiosa, nervosa e não consegui parar de sorrir. Como nunca reparei nele? Já estávamos no quarto mês de aulas, como ele nunca chamou a minha atenção? Talvez ele sofresse da síndrome da invisibilidade assim como eu – foi o que pensei.

     Já na hora do almoço, fui até o segundo andar e logo vi Taehyung na mesa de vidro, onde disse que estaria. Estava bebendo uma coca cola, tinha um sanduíche em seu prato, e ele comia e bebia enquanto mexia em seu notebook.

     – Oi de novo. – Eu disse, puxando a cadeira para me sentar.

     – Olá. – Ele disse, olhando pra mim sorridente. – Olha, antes de tudo eu queria me desculpar por ter dado aquela péssima primeira impressão.

      Sentei-me, e fitei Taehyung sem entender o motivo de suas desculpas. Mas, antes que eu perguntasse, ele continuou:

      – Eu teria prova de matemática no próximo tempo, e eu estava nervoso. Posso ter passado uma imagem de que sou uma pessoa organizada ao extremo, perfeccionista e séria, mas na verdade eu sou apenas aquele que sofre bullying. – Ele riu.

      – Não pensei que você era perfeccionista... – Fiquei tímida.

      – Organizado ao estremo e sério sim, não é? – Ele riu.

      – Também não, é que... Ah, não me deixe sem jeito! – Sorri.

      – Desculpe. – Ele sorriu. – E então, tem alguma ideia pro trabalho?

      Aquele que estava comigo na mesa parecia outro, bem diferente do Taehyung que conheci na sala de aula. Ele estava mais tranquilo, sorria bastante, e parecia bem mais compreensivo. Notei que ele era uma pessoa comum, e não aquele super inteligente e cheio de transtornos compulsivos como imaginei.

     – Pensei em fazer um seminário. – Respondi.

      – Sim, pensei o mesmo e já estava dando uma olhada em umas imagens aqui para colocar na apresentação, dê uma olhada... – Ele virou a tela pra mim e continuamos conversando até que o sinal tocou.

*

      Com o passar dos dias, começamos a conversar frequentemente por causa do trabalho e foi assim que tudo começou. Trocamos nossos telefones para mantermos contato, e depois de alguns dias, nossos assuntos não ficaram limitados ao trabalho de geografia para o mês seguinte.

      Taehyung e eu começamos a descobrir coisas em comum com o passar do tempo. Ele era amigável e paciente, nossas conversas eram longas e confesso que passar alguns minutinhos na presença dele na hora do almoço, era sempre muito agradável.

      Começamos a ser amigos depois de pouquíssimo tempo, mas aposto que qualquer pessoa que não nos conhecia, ao nos ver, poderia jurar que sempre fomos amigos. Parecia que Taehyung e eu já nos conhecíamos a mais tempo do que nos conhecíamos de fato, e confesso que isso era bom.

      Demorei bastante tempo para conseguir um amigo naquela escola, mas quando consegui... Confesso que ele não poderia ser melhor. Taehyung era um amorzinho, era simpático, e até quando eu não estava muito feliz, eu sorria ao conversar com ele por alguns minutos como sempre fazíamos.

       Faltando três semanas para a data marcada, resolvemos montar nossa apresentação. Queríamos levar objetos e precisaríamos de cartazes também, além da montagem de toda a apresentação no computador para ser exibido no telão.

      – Precisamos ir até a papelaria... – Disse Taehyung. – Ainda falta muita coisa e temos pouco tempo.

      – Muita coisa? Falta tudo, Taehyung! – Sorri. – Ainda não temos nada, e realmente... Precisamos correr.

      – Primeiramente, já está na hora de começar a me chamar de Tae. – Ele disse. – Hyung é desnecessário... Só está no meu nome pra deixar maior. – Ele riu. – Segundamente, eu tenho alguns materiais em casa, ou seja, não estamos no zero como você pensa.

      – Menos mal então... Tae. – Sorri.

      – Obrigado. – Ele deu risadas. – Então, posso trazer o que tenho para que possamos fazer juntos na hora do almoço, o que acha?

      – Mas você vai trazer tudo? – Estranhei. – Não acho necessário que tenha tanto trabalho assim.

      – Sim, se eu não trouxer só eu terei acesso ao material e você não terá como participar... – Ele também estranhou. – Por quê?

      – Bom, se quiser posso ir até sua casa qualquer dia para que não precise trazer tudo pra cá. Não acha que assim seria melhor?

      – Não, é que... Eu acho melhor... – Ele deu uma pausa. – Bom, não precisa se incomodar em ir até lá... E outra, pra mim não será incômodo algum trazer tudo.

      – Eu posso ver um dia para resolvermos isso lá mesmo, Tae. – Eu disse. – Traga tudo no dia da apresentação, e isso é tudo. Por agora não precisa ficar trazendo, eu posso ir até sua casa para resolvermos lá. – Dei uma pausa. – Amanhã você está disponível?

      Tae parecia não ter gostado da ideia, parecia que algo lhe incomodava, mas ele não se sentia à vontade para falar pra mim. Notei que ele não iria falar de fato, então resolvi perguntar.

      – O que está havendo? – Fiquei sem expressão. – Você parece incomodado.

      – É que eu fiz uma coisa... Foi por impulso, sei que foi errado, mas agora está feito e se você... Ah, mas que droga...  Olha, eu preciso te contar uma coisa. – Tae ficou nervoso. – E preciso que sinceramente... Você tente me entender.

      – O quê? – Também fiquei nervosa. – O que você fez, Tae?

      – Se lembra de quando eu disse que eu era ‘apenas o cara que sofre bullying’?

      – Sim, você disse isso no dia que nos conhecemos, mas... O que...

      – Exatamente, e esse bullying não é só na escola. Meus irmãos mais velhos são responsáveis por uma parte dessas brincadeiras de mau gosto. Sei que não deveriam fazer isso comigo, mas eles fazem e se divertem. Eu não sei como proceder, então sempre acabo não fazendo nada e isso... Isso me faz sofrer, e...

      – Mas... – Fiquei sem entender. – O que isso tem a ver com o assunto?

      – Acontece que, por ter ficado falando com você cada vez mais, eles notaram que eu sempre estava ao telefone, e um dia infelizmente eles ouviram quando eu disse seu nome.

      – Tae, o que... – Eu ainda não tinha entendido.

      – Perguntaram quem era, e se eu dissesse que eu estava assim tendo tanto contato com apenas uma amiga, eu seria a piada entre eles pelo resto do mês. Eles iriam fazer piada comigo o tempo todo. Então... Então decidi dizer que não era uma amiga que estava comigo ao telefone... Decidi falar que era... Que era minha namorada.

      Fiquei sem reação, fiquei em silêncio e nesse momento, Tae abaixou a cabeça. Fiquei com os olhos arregalados e fiquei muito surpresa ao saber o que Tae fez, enquanto ele... Lamentou sem parar.

      – Por isso tentei impedir que você fosse até a minha casa, mesmo achando que seria melhor. Eu menti, e eles descobririam se você aparecesse em minha casa qualquer dia. Olha, me desculpa, eu sei que eu não poderia ter te envolvido em algo assim, mas é que... Estou cheio de ser uma piada dentro de casa, e essa mentira foi a primeira coisa que eu pensei para me livrar deles.

      – Tudo bem, Tae. Não... Não tem problema. Fiquei um pouco abalada com essa história e sinceramente eu não consigo acreditar que seus irmãos fazem isso contigo, então... Se quiser, posso fingir ser sua namorada enquanto estiver em sua casa. – Concordei com um pouco de receio.

      – Não, você me ajudar nessa mentira ou não está fora de questão! Você nem deveria estar metida nessa história... Me desculpe, eu tinha certeza que daria certo, mas agora eu vou ter que falar a verdade.

      – Mas se for assim, seus irmãos voltarão a fazer piadas de você. – Eu disse. – É isso que você quer?

      – Não precisa se preocupar comigo, Yang. Isso sempre acontece e eu já estou acostumado... Me incomoda, mas estou acostumado.

      – Quero ajudar você, Tae. – Respondi. – Sou muito sozinha, mas nunca sofri bullying desse jeito. Imagino como seja, e ao ver que posso te ajudar quanto a isso... Bom, é o que eu quero fazer... Se você também quiser, é claro.

      – Não posso seguir com isso, Yang, me desculpe. – Ele disse, parecia triste. – Não precisa se incomodar com os meus problemas...

      – Eu vou te ajudar, Tae. – Eu disse. – Não precisa se preocupar, eu quero fazer isso.

      – Você tem certeza? – Ele disse. – Tem certeza de que quer fazer isso?

      – Tenho, e voltando ao assunto anterior, você está disponível amanhã?

        – Sim, podemos marcar para as cinco horas então. – Tae começou a recompor-se.

      O sinal tocou nesse exato momento. Tae não tinha aula naquele horário, mas eu sim então precisei me despedir para correr e não chegar atrasada na próxima aula.

      – Certo. – Levantei-me. – Então, até amanhã!

      – Como pode você não ter ficado zangada? – Tae parecia incrédulo. – Eu ainda não consigo acreditar na reação que você teve.

      – Não me zango tão fácil. – Sorri acenando. – Até amanhã!

      – Até amanhã!

      Ele disse enquanto acenou pra mim. Voltei para a sala de aula correndo e assim que me sentei na cadeira, recebi uma mensagem de Tae em meu celular.

Obrigado.

      Sorri ao ler o que ele me enviou, e no mesmo instante, aproveitando que a aula ainda não tinha começado, resolvi lhe responder:

Não agradeça, apenas compre uma pizza pro lanche de amanhã.

Pra mim vai estar ótimo.

      E por fim, a aula começou.

 


Notas Finais


E então, o que acham que vai acontecer nos próximos capítulos? Deixem aqui seus comentários e não se esqueçam de favoritar a história para receber as notificações!


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