História A Missão - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias A Feia Mais Bela
Personagens Fernando Mendiola, Letícia "Lety" Padilha Solís
Tags A Feia Mais Bela, Ferlety, Fernando Y Lety, La Fea Mas Bella, Lfmb, Mistério, Policial, Romance
Exibições 152
Palavras 2.476
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Mistério, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olha eu aqui de novo! hahaha Não consegui me conter. Estava planejando essa fic à um tempo e decidi pular de cabeça. Sabem por que? É a minha primeira fic policial. Estou nervosa e ao mesmo tempo ansiosa para saber se a história vai agradá-las. Espero que eu consiga atingir todas as expectativas, e espero realmente que gostem! Essa fic pretende pegar fogo!

Capítulo 1 - Prólogo


- Fernando? Você está na escuta? Fernando?

- Estou na escuta. – Fernando abaixou-se encostado à um muro.

- Nós já pegamos três. Segundo informações, ainda tem dois deles aí onde você está. Tome cuidado.

- Positivo.

               Olhando atentamente para os lados, Fernando colocou sua arma próxima ao rosto e dobrou a sua atenção. Qualquer passo em falso poderia entregá-lo e colocar toda a missão à perder. Com cuidado ele caminhou até o fim do muro, encostando sua cabeça à ele para que sua visibilidade fosse ainda menor. Já era tarde da noite, estava tudo completamente escuro exceto por uma fraca luz do poste do outro lado da rua, que não era de muita ajuda. Melhor do que conseguir enxergar o perigo era conseguir ouvi-lo, por isso Fernando usou toda a sua atenção para ouvir passos se aproximarem. Não demorou muito tempo para ele ouvir alguém se aproximar, e preparando-se para render a pessoa, ele esperou que os passos se aproximassem ainda mais. Quando já estavam próximos o suficiente, ele virou-se apontando a arma para a pessoa, mas foi surpreendido com a mesma reação de quem estava à sua frente.

- Letícia! – Fernando exclamou abaixando a arma. – Eu poderia ter atirado em você! – Disse nervoso.

- Digo o mesmo. – Ela baixou sua arma. – O que está fazendo escondido aí? – Perguntou cochichando. – Pensei que estava com os outros.

- Não, eu voltei porque ainda tem dois por aí. E o que você está fazendo aqui?

- Voltei pelo mesmo motivo.

               Ele suspirou, voltando com sua arma à postos.

- Melhor seguirmos por ali. Já revistei o lado de cá e não tem ninguém.

- E eu revistei o lado de cá e também não tem ninguém.

- Bom, eles precisam estar em algum lugar não é?

               Letícia olhou em volta, assim como Fernando. Já não tinha mais porque se disfarçarem se provavelmente os fugitivos já tinham visto os dois.

- Devem ter se assustado. – Ele comentou.

- Se você não tivesse me surpreendido talvez tivesse conseguido pegá-los.

- Eu? – Ele a olhou. – Você que não deveria estar aqui.

- Oras, eu também estou nessa missão!

- Mas você recebeu ordens de ficar com os outros.

- Ordens de quem? De você? Você não é o meu chefe.

               Fernando suspirou impaciente.

- E mesmo se fosse, não lhe daria o direito de...

- ABAIXA!

               Fernando imediatamente puxou Letícia pelo braço antes que um dos fugitivos pudesse atirar. Assim que percebeu que Fernando o viu, ele tentou correr, mas Fernando foi mais rápido atirando imediatamente em sua perna. O homem caiu colocando a mão sobre o local atingido e imediatamente Fernando correu até ele. Letícia o seguiu e apontou a arma para ele enquanto Fernando tirava as algemas.

- Onde está o outro? – Ela perguntou apontando a arma.

- Não vou dizer. – Respondeu com rispidez assim que Fernando colocou as mãos dele para trás.

- Se você não quiser levar outro tiro, você vai dizer sim. – Ela aproximou a arma dele.

- Você vai atirar em mim? – Ele riu. – Você não teria coragem. Você nunca atirou em ninguém antes.

- Quem te passou essa informação?

- Cala a boca e diz logo onde está o outro. – Fernando disse nervoso ao algemá-lo.

- Eu não vou dizer, e vocês não têm como me obrigar. Eu sei que ela não vai atirar em mim.

               Letícia puxou o gatilho da arma e a encostou na testa do rapaz, fazendo com que o sorriso dele diminuísse.

- Se eu fosse você não duvidava de uma mulher em pleno século vinte e um.

- Você não tem coragem. – Ele a provocou. – E eu não vou dizer.

- Eu vou contar até três. Se você não disser, você vai ter um tiro a mais para se preocupar.

               O homem pareceu nervoso e olhou para Fernando.

- Lety, não faça isso. – Fernando disse.

- Um... – Ela não lhe deu atenção.

- Lety! Você não tem permissão de fazer isso!

- Dois...

- LETÍCIA!

- Três!

               Ela se preparou para disparar, mas o homem começou a gritar desesperadamente.

- ELE ESTÁ ESCONDIDO DENTRO DO GALPÃO! DROGA!

               Fernando e Lety se olharam até que ela travou novamente sua arma, abaixando-a.

- Obrigada pela sua colaboração. – Ela sorriu. – E tenha uma ótima estadia na cadeia.

- Vai para o inferno sua...

- Acho que você não vai querer continuar sua frase. – Fernando apertou as mãos dele com a algema.

- Eu vou cuidar do outro. – Ela disse para Fernando.

- Tem certeza que vai ficar bem?

- É claro que sim. – Ela sorriu. – Você sabe que eu gosto de uma aventura.

               Fernando a acompanhou enquanto ela correu em direção ao galpão. Ele realmente sabia o quanto ela gostava de aventura.

 

 

                                                           ------------------------

 

 

 

               Já se passava quinze minutos desde que Lety havia ido atrás do ultimo fugitivo. Os outros quatro já estavam à caminho da delegacia, mas a preocupação de Fernando era maior.

- Ela já deveria ter voltado. – Ele disse balançando as pernas, tenso.

- Ela já deve estar voltando. – Omar bateu em seu ombro. – Até parece que ela não consegue se virar, não é?

- Eu sei que consegue. Mas já se passaram quinze minutos.

- Relaxa, Fernando. – O outro policial disse à ele. – Tá pra nascer mulher mais durona que a Lety.

               Fernando não respondeu. Sabia que isso era verdade, mas não havia uma vez que saíam para realizar alguma missão em que ele não se preocupasse com ela, por mais que soubesse que ela conseguia se virar tanto quanto qualquer outra pessoa dali.

- E então? Notícias? – O chefe se aproximou.

- Nada. Ela não está na escuta. – Fernando disse impaciente. – Eu vou até lá.

- Não! – Seu chefe o segurou quando ele se preparou para caminhar. – Pode estragar tudo.

- E se ela estiver precisando de ajuda?

- Só espere mais um pouco, Fernando.

               Por respeito e ética Fernando não o respondeu, mas sua vontade era de dizer para o seu chefe que ele não poderia simplesmente esperar “mais um pouco”. Se tratava de Letícia, e ele não se perdoaria se algo acontecesse com ela, principalmente sem que ele pudesse fazer nada. Mas, antes que precisasse explodir com tanta tensão e preocupação, ele a avistou caminhar em direção à eles, e estava com o fugitivo algemado.

- Eu disse que ela conseguiria! – Omar comemorou.

- Lety, Lety... – O colega balançou a cabeça rindo.

               Fernando suspirou aliviado ao vê-la bem, à princípio. Mas quando ela se aproximou, notou que o fugitivo à xingava de todos os nomes possíveis, enquanto ela apenas revirava os olhos tentando ter paciência. Seu rosto estava com um pequeno corte ao lado da sobrancelha, e Fernando logo notou isso, caminhando até ela preocupado.

- Desculpem a demora. – Ela disse empurrando o fugitivo para os outros, que o pegaram rapidamente. – Esse idiota quis dar uma de Kill Bill no meio da missão.

- Você vai me pagar, bonitinha! – Ele gritou enquanto os outros o colocavam dentro da viatura. – Isso não vai ficar assim!

               Letícia caminhou até ele e por pouco todos pensaram que ela fosse fazer algo, mas ela parou diante dele e colocou uma das mãos no porta malas.

- Você rasgou a minha blusa favorita! – Ela disse olhando-o.

- Vá lavar uma louça! – Respondeu ele.

- Que lindo! Você é um machista! Aposto que os outros presos vão adorar isso! Depois me conta como é se sentir uma mulher lá dentro.

- Sua...

               Antes que ele pudesse responder, Letícia fechou o porta malas com raiva, batendo-o no rosto do fugitivo, que gritou de dentro da viatura todos os palavrões possíveis.

- Você sabe que pode reclamar de desacato, não é? – Omar perguntou divertido.

- Já estou acostumada. Isso não me atinge mais. – Ela suspirou olhando para a sua blusa. – Droga. Era realmente a minha favorita.

- Ótimo trabalho, pessoal! – O chefe disse abrindo a porta da viatura. – Vejo vocês amanhã! E Lety... Vê se descansa. – Ele sorriu divertido.

- Com certeza, chefe. – Ela riu.

               O carro se afastou, sobrando apenas Omar, Fernando e Lety. Omar sentou-se pesadamente no passeio e Fernando se aproximou de Letícia, tocando sobre o machucado em seu rosto.

- Isso não é nada. – Ela disse sorrindo. – Eu descontei.

- Posso imaginar. – Ele riu. – Fiquei preocupado.

- Não precisava. Estava tudo sob controle.

- Eu sei. Não duvidava disso. Você fez um ótimo trabalho com os dois. O outro realmente achou que você fosse atirar nele.

- Eu poderia ter atirado, se minhas balas não tivessem caído quando você me abaixou para me proteger. – Ela riu.

- Você não faria isso, mas é sempre divertido vê-los com medo.

- Por falar nisso... – Ela tocou na camisa dele por baixo do colete. – O que vai querer de jantar hoje?

- Ficar na cama com você abraçadinho conta?

- Conta muito.

               Ele riu, puxando-a para um beijo.

- Ah! Por favor! Eu acabei de prender três caras! – Omar reclamou. – Não sou obrigado a ficar segurando vela também!

               Fernando e Lety riram.

 

 

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               Assim que chegaram em casa, Fernando foi diretamente tomar um banho. Letícia aproveitou um tempo para jogar-se ao sofá e descansar da noite agitava que tiveram. Mesmo que já estivessem acostumados por ser uma rotina dos dois, era impossível não sentir-se esgotada depois de um trabalho pesado. Assim que sentou-se ao sofá e ligou a televisão, Letícia olhou para a moldura ao lado da televisão, que carregava uma foto dos dois no dia do casamento.  Inevitavelmente ela sorriu enquanto admirava a foto, e quando olhou para a televisão, percebeu que coincidentemente estava passando um programa sobre família. Ela ajeitou-se ao sofá e aumentou o volume, interessada em assistir.

- “Nós já tínhamos planejado quando casamos que teríamos ao menos cinco filhos.” – Disse a mulher durante a entrevista. – “E agora que estamos à espera do quinto, nossa vida está completa.”

               Lety sorriu.

- “E vocês pretendem ter mais?” – O repórter perguntou ao homem.

- “Não pretendemos, mas se vier... Ficaremos muito felizes. Nós amamos crianças, e é nosso sonho ter tantos filhos assim.”

- Lety! – Fernando gritou do banheiro.

               Letícia se levantou e caminhou pelo corredor, parando à porta.

- Que foi?

- Pode pegar a toalha por...

               Antes que ele terminasse de falar, ela abriu a porta com a toalha em mãos.

- Obrigado. – Ele sorriu pegando-a.

               Lety continuou parada à porta olhando para ele.

- O que foi? – Ele a olhou.

- Você se lembra do assunto que começamos na semana passada e não terminamos? – Ela escorou-se à porta.

- Que assunto?

- Aquele assunto...

- Ah... – Fernando passou a toalha nos cabelos molhados.

- Eu gostaria que continuássemos essa conversa.

- Lety, eu sei o quanto isso é importante para você, e eu prometi que conversaríamos sobre isso, mas hoje eu estou exausto!

               Ela suspirou desanimada.

- Eu só queria comer alguma coisa e cair na cama. Preciso colocar o sono em dia.

- Eu também. Nós... Trabalhamos juntos. Estou tão cansada quanto você.

- Por isso mesmo. – Ele enrolou a toalha em sua cintura e se aproximou, tocando no rosto dela carinhosamente. – Vamos descansar, e quando tivermos um tempinho falamos sobre isso, ok?

               Ela não respondeu. Fernando lhe deu um rápido beijo e saiu em direção ao quarto. Letícia já estava se cansando de insistir para Fernando que deveriam falar sobre ter filhos. Já estavam completando quase um ano e meio de casados e durante todo esse tempo tudo o que ele fez foi adiar essa conversa, sempre com a mesma desculpa. “Estou cansado”, “podemos falar sobre isso amanhã”. Tudo o que Lety mais queria era formar uma família, mas Fernando já havia demonstrado que não tinha o mesmo desejo que ela, mesmo que ele não dissesse isso abertamente. Cansada daquele assunto, ela fechou a porta do banheiro e preferiu tomar um banho para relaxar.

 

 

 

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               Assim que saiu do banho, Letícia entrou no quarto e Fernando estava deitado à cama com o tablet nas mãos. Ela ficou em silencio para que ele percebesse que ela estava chateada pelo adiamento da conversa pela milésima vez, mas ele parecia ocupado demais para notar isso. Enquanto ele voltava sua atenção para o objeto em sua mão, Letícia terminou de se preparar para dormir, passando um hidratante em suas pernas. No mesmo instante ela notou que Fernando a olhou por cima do tablet e fingindo que não notou os olhares dele sobre ela, ela se aproximou da cama e deitou-se ao lado, de costas para ele.

- Você não vai dormir? – Ela perguntou sem olhá-lo. – Pensei que estivesse cansado.

- Como quer que eu durma assim? – Ele perguntou colocando o tablet sobre a cômoda, colocando uma de suas mãos na cintura dela.

- Ah... Então para isso você não está cansado?

- Lety...

- Você é inacreditável, Fernando. – Ela virou-se para ele.

- Eu prometo que nós vamos conversar sobre isso. Mas... Em um momento melhor. Hoje estamos com muita coisa na cabeça.

- Você sempre diz isso.

- Mas nossa rotina me faz dizer isso. Não temos tempo para pensarmos nessas coisas agora.

- Nessas coisas... – Ela bufou, voltando a lhe dar as costas.

- Meu amor, não fique brava comigo... – Ele aproximou seu rosto do dela, abraçando-a por trás.

- Não quero falar mais disso.

- Então vamos fazer o seguinte? Vamos pedir o dia de folga amanhã.

- Ficou louco? – Ela o olhou.

- E por que não? Trabalhamos pesado o mês inteiro, merecemos um dia de folga, não é?

- E desde quando você deixa o trabalho de lado?

- Desde quando eu me casei com você, oras.

- Você não me engana, Fernando...

- Eu sei que isso é importante para você. Por isso amanhã vamos chegar lá, e vamos pedir um dia de folga. Voltamos para casa, eu preparo um almoço para nós dois, e depois podemos conversar sobre isso, tudo bem?

- Você promete?

- Eu prometo.

               Lety sorriu e tocou no rosto dele carinhosamente.

- Espera! – Ela disse antes que ele a beijasse.

- O que foi?

- Não está fazendo isso para ganhar um agrado hoje, não é?

- Claro que não!

- Que bom, porque já que você está cansado, não faremos nada que possa cansá-lo mais, não é? – Ela sorriu e lhe deu um rápido beijo, virando-se de costas pela terceira e ultima vez.

               Fernando deitou-se pesadamente no travesseiro e deu um longo suspiro. Letícia sorriu satisfeita e não fez questão de se cobrir naquela noite. Sabia o quanto Fernando gostava daquela camisola, e por ele ter tratado-a tão friamente minutos antes, esse seria o seu castigo naquela noite. Só lhe restou passar um dos braços em volta de Lety, e se concentrar para conseguir dormir. Mesmo que estivesse extremamente cansado, não era tão fácil cair no sono com sua esposa provocando-o. Depois de muita dificuldade e força de vontade, enfim ele conseguiu pegar no sono, assim como Lety.

 


Notas Finais


E então? O que acharam?


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