História A Modern Myth - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Girls' Generation
Personagens Taeyeon, Tiffany
Tags Girls' Generation, Snsd, Taeny
Exibições 189
Palavras 2.540
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Orange, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Há quanto tempo não apareço por aqui, não é? Pois bem, como a maioria já deve saber, estou aproveitando esse fim de ano para atualizar algumas das minhas histórias!
Espero que gostem do capítulo e se houver algum erro, já sabem o que fazer!

Capítulo 8 - La jeune fille


Após Taeyeon dirigir durante alguns minutos, em completo silêncio e tomando o máximo de cautela para que suas olhadelas indiscretas não chamassem a atenção da garota ao seu lado, seu veículo foi estacionado à frente de uma lanchonete, a qual exibia cores vibrantes nas paredes de entrada e tal fato fizera sua acompanhante dar uma gargalhada assim que saíram do carro.

— Sério mesmo? Um fast-food? Pensei que estivesse brincando acerca do leite com morangos. — Tiffany retrucou, caminhando até a mulher e encarando-a com as sobrancelhas arqueadas.

— Talvez possamos colocar um pouco de vodka dentro dele, porém, a senhorita me disse que estava evitando álcool. — A loira retirou da bolsa uma pequena garrafinha metálica, chacoalhando-a em seguida.

— Não estou mais. — Ela respondeu em um tom displicente, pegando o objeto das mãos da outra e retirando a tampa, virando o líquido ardente em sua garganta a fim de provoca-la.

— Perfeito! — A mais velha sorriu e segurou seu braço com força, puxando-a para dentro do estabelecimento e sentindo-se vitoriosa ao notar que a jovem não havia protestado diante de sua atitude brusca. Vai ver estava até gostando, pensou.

As duas sentaram-se em cadeiras à frente do bar colorido e fizeram o pedido da bebida em questão, arrancando um sorriso constrangido do garçom quando ele as viu derramarem o que restou da bebida alcóolica na garrafinha dentro de seus copos, deixando o cremoso e doce líquido ali presente um pouco mais interessante aos seus olhos.

— Certifiquem-se de que as crianças não vejam isso, muito menos o meu chefe. — Ele proferiu, olhando para os lados de forma cautelosa.

— Não haverá nenhuma evidência, senhor. — Tiffany deu-lhe uma piscadela e o homem notou a exótica cor de suas íris, observando-as por tempo demais e fazendo-a baixar a cabeça ao notar aquela atitude.

— Acho que alguém está te chamando na cozinha, garoto. — A outra exclamou de forma arrogante, fazendo-o sair apressadamente do campo de visão das duas.

— Apesar de isso acontecer tantas vezes, ainda não me acostumei. Sei que imperfeições obviamente atraem pessoas curiosas, mas não gosto de ser o centro das atenções, não toda hora. — A morena deu um sorriso amargo, bebericando seu leite alguns segundos depois.

— Não é uma imperfeição, pelo contrário. É a coisa mais linda que eu já vi. — Taeyeon murmurou sem pensar, arregalando os olhos ao perceber que havia dito aquilo alto demais e agora a menina a observava, um pouco incrédula.

As mãos da mais velha rapidamente umedeceram-se de suor e ela esfregou as palmas sobre o colo, tentando deixar os sintomas de seu nervosismo no tecido macio da roupa. Como se fosse uma peça de ferro atraída por uma magnetita, seu rosto virou-se e correspondeu ao olhar da jovem de íris violeta, admirando-a por inteiro; o leve sulco que se formou entre suas sobrancelhas escuras, a cartilagem abaixo perfeitamente esculpida para formar seu nariz, e por fim, seus lábios róseos e uniformes, os quais agora se atritavam uns com os outros na tentativa de serem umedecidos.

— Eu estava errada. — O som da voz da garota a fizera sair daquele transe, repreendeu-se internamente por ter parecido uma completa voyeur sendo pega em flagra.

— Sobre? — Deu um sorriso nervoso, agarrando o copo de leite e bebendo grandes goles a fim de que ela não visse suas bochechas coradas.

O que estava acontecendo? Sentia-se tão intimidada e com o estômago caótico; a última vez que esses sentimentos todos ocorreram-lhe foi quando conhecera Madeleine, em sua adolescência.

— Você não ser interessante. — Tiffany riu, limpando o resquício do leite no canto de sua boca com a própria língua.

A loira quase engasgara com o fluxo doce que caminhava em seu esôfago, empurrando-o com força por meio da grande quantidade de saliva que suas glândulas produziram após ela presenciar tal ação maravilhosa e sensual a seu ver.

— Acho que está na hora de voltarmos, seus pais estão nos esperando para o jantar. — Respondeu-a com dificuldade, levantando-se da cadeira e deixando algumas cédulas sob o copo vazio antes de se dirigir para a saída da lanchonete, tendo sua acompanhante logo atrás.

 

XXXXXXX

 

— Bem na hora, estávamos só esperando vocês! — Alissa bateu palmas em excitação ao ver as duas mulheres caminhando em direção à sala de jantar.

— Espero que goste da refeição, Srta. Kim. — O homem da casa puxou uma cadeira para sua chefa e a viu sentar, agradecendo o gesto de cavalheirismo com um sorriso gentil.

Taeyeon encarou os pratos à sua frente e semicerrou os olhos a fim de tentar perceber o que eram antes de reconhecê-los pelo gosto. Devido à sua vida de mudanças e contato com diversas culturas, julgava-se capaz de conhecer muitas delícias oriundas de qualquer parte do globo, entretanto, a aparência das carnes à mesa não lhe pareciam conhecidas, porém, suculentas e extremamente cheirosas.

— O que é isso? — Indagou ao ver o homem cortar um pedaço macio de uma das refeições principais e colocar em seu prato, ansioso para vê-la degustar sua receita consumada.

— Prove e tente adivinhar. — Ele sorriu, animado.

A loira cortou um pequeno pedaço da carne e fisgou-a com o garfo, levando-o à boca e repousando o músculo entre seus dentes, deliciando-se. A cada mastigada, podia sentir um gosto extremamente diferente, embalado por temperos que deixavam aquela comida ainda mais interessante e saborosa.

— Uau, é como se houvesse uma festa no meu céu da boca. Muito bom! Nossa!  É pato? A carne é escura e forte, como se fosse de um. Existe um leve adocicado no molho também, parece-me ser uma fruta tropical. — Ela respondeu após engolir suavemente o bolo alimentar, bebericando um pouco de vinho em seguida.

Tiffany arregalou os olhos e olhou para sua mãe, que fazia uma expressão tão incrédula quanto à do senhor ao seu lado. Os três deram um grande sorriso para a mulher, que acabou correspondendo-os da mesma forma.

— Vejo que eu acertei! — Ela soltou uma gargalhada, acompanhada pelos outros que vibraram em animação.

— Você tem um paladar sensacional, é a primeira a adivinhar o elemento principal da minha receita famosa. Trata-se de um foie gras de pato com molho de jabuticaba! — Phillip exclamou, orgulhoso ao ver sua superior comer com extrema satisfação toda a sua iguaria.

— Agora meu pai terá de inventar outra receita para impressionar seus amigos, seu segredo foi descoberto. — A garota disse, sorrindo para a mais velha e deixando-a com o rosto vermelho, o qual esta jurou ser um sintoma do excesso de vinho.

— Quando criar, me convide novamente. Garanto que se eu acertar, manterei o seu segredo comigo. — Ela respondeu, notando o casal à sua frente se entreolhar de forma animada por ver sua filha interagindo com ela.

— Eu fiz uma ótima sobremesa! Não sou uma chef na cozinha como meu esposo, mas acredito que você irá gostar também, Taeyeon. Faço tudo com o maior amor. — A dona dos olhos verdes cintilantes disse com animação, vendo-a assentir com a cabeça e sorrir, desviando seu olhar para sua caçula rapidamente.

— Certamente irei. — A loira levantou sua taça, ainda encarando a jovem de íris encantadoras que comia ao seu lado.

 

XXXXXXX

 

Após o excepcional jantar e nada mais caber no estômago de ninguém, Taeyeon foi convidada por Alissa a fazer um pequeno passeio para conhecer a nova casa da família e aceitou de bom grado, fingindo ouvir atentamente os relatos de Phillip a respeito da dificuldade em achar bons materiais para a reforma e às vezes rindo de alguma piada sem graça que o mesmo fazia na tentativa de tornar aquele encontro ainda mais informal. Quando tudo foi mostrado para a loira e todos já estavam no térreo, sentados no sofá e bebendo um pouco de chá, a empresária olhou para o relógio colocado na parede e se deu conta de que já estava tarde, levantando-se rapidamente e começando a calçar seus sapatos.

— Muito obrigada pela noite, estava tudo perfeito e a casa de vocês é encantadora. Assim que as coisas ficarem mais estáveis na empresa, promoverei um jantar na minha casa para que vocês a conheçam também, além de interagir com os outros sócios e estreitarmos nossa amizade. Certamente irei pedir ajuda ao Phillip para o preparo dos pratos, ele é muito bom! — Ela disse, apertando a mão do homem e notando-o assentir com a cabeça.

Todos eram bem vindos desde que não passassem pela segurança forte que dava acesso ao porão, claro.

— Terei o maior prazer. — O senhor respondeu, gentil.

— Volte mais vezes, querida. Você é tão jovem para liderar todo aquele império, às vezes precisa de um pouco de folga e estou aqui sempre que quiser conversar ou fazer compras. — Sua esposa murmurou ao abraça-la, dando alguns tapinhas em seu ombro. Seria tão fácil conseguir aquelas peças esverdeadas, porém elas eram tão sem graça, colecionadores de renome não possuem figurinhas repetidas!

— Leve-a até a porta, meu amor. — A mulher completou ao desvencilhar-se daquele toque, empurrando sua filha pelos ombros.

— Até logo. — Taeyeon acenou, saindo da enorme casa azul e começando a caminhar pelo jardim com a garota ao seu lado.

Como seu veículo não estava estacionado muito longe dali, o trajeto das duas foi bastante curto e silencioso, não permitindo nenhum diálogo extenso, por mais que a mulher mais velha quisesse ficar a noite toda ali, admirando-a e ouvindo-a falar o que ela quisesse, qualquer bobagem que passava na cabeça de uma garota nova e rica de nascença.

— Parece que meus pais querem me empurrar para você. — Ela encostou-se à lataria do carro, repousando as costas na porta fria.

— E isso é ruim? — A mais velha sorriu e deu a volta, abrindo a porta do passageiro e curvando seu corpo para acessar o porta-luvas, achando um cigarro e seu isqueiro.

— Ainda não sei. — Tiffany observou-a voltar para o seu lado, notando-a virar o rosto para não expelir a fumaça perto dela.

— Você disse que eu era interessante. Já é um começo, hm? — A loira mexeu o cigarro entre os dedos e quando ia leva-lo aos lábios novamente, sentiu-o sair de suas mãos, sorrindo ao nota-lo nos lábios da morena.

— Eu disse que não sei. — Ela aproximou-se, levantando a cabeça para liberar a fumaça e ao retornar a olhar para a outra, sentiu as mãos dela em sua nuca e seu rosto muito próximo do seu.

Taeyeon observou aqueles olhos preciosos, iluminados pela lua cheia que agraciava Seul naquela noite. Uma de suas mãos repousou na bochecha da garota e seu polegar acariciou a área abaixo de seus olhos, cautelosa para que ela não percebesse; estar tão perto de tocá-los fizera seus lábios tremer e, quando estava prestes a levar sua face ainda mais próxima e permitir o toque de seus narizes, sentiu as mãos da morena fazerem pressão em seus ombros e seu corpo recuou, eufórico.

— Boa noite, Srta. Kim. — A garota sorriu e pisou no cigarro que deixara cair alguns segundos atrás, virando-se e retornando para a entrada de sua casa.

A loira entrou no carro e, antes de dar a partida, permitiu-se ficar alguns segundos repousando no banco do motorista, com a respiração pesada e as mãos voltando com a sudorese incomum. Estas, já úmidas, massagearam suas têmporas e logo depois se firmaram ao volante, conduzindo seu corpo quando finalmente ela conseguira acelerar e sair de lá antes que pudesse perder o controle.

Não estava acostumada com aquelas sensações, sentira-as faz tantos anos e apenas uma vez; foi impossível criar uma memória imunológica contra aqueles patógenos sentimentais e que a deixavam fraca, instável. O que ela queria mais: os olhos daquela jovem em sua prateleira ou ela por inteiro, sendo sua fora desta?

 

XXXXXXX

3:40 AM

 

A menina de cabelos dourados guardava os utensílios de limpeza no armário com rapidez, trancando-o e colocando a chave embaixo do balcão como seu chefe ordenara. Estava apenas há quatro dias naquele trabalho e fazia o possível para não cometer nenhum erro estúpido, outra pessoa não daria um emprego digno para uma imigrante ilegal que mal sabia falar fluentemente o idioma nacional.

— Hey, Lisa! Já pode ir embora, está tudo certo na sua área. — Outro funcionário gritou para ela, gesticulando enquanto falava a fim de fazê-la entender mais rápido.

Timidamente, a loirinha retirou seu avental e acenou para os outros que ficaram ali, terminando de organizar tudo para que a lanchonete 24hrs ficasse pronta para a troca de turno. Ao passar pela porta de vidro e dar passos apressados para que os caminhoneiros que estavam descansando no posto não começassem com as cantadas assustadoras de sempre, a adolescente encolheu-se e saiu andando pelas ruas, ansiosa para chegar ao pequeno quarto que alugara e descansar. Entretanto, seus pensamentos foram interrompidos quando ela passara por um beco e seu corpo esguio foi puxado e arrastado para a parte mais escura.

— Socorr.. — Antes que pudesse gritar, seu rosto foi abafado por um pano contendo clorofórmio e não demorou muito para que seus olhos se fechassem.

 

XXXXXXX

Na manhã seguinte...

 

Taeyeon, ainda de pijamas e cabelo bagunçado, caminhou até a cozinha de seu apartamento e abriu os armários, à procura de seu cereal predileto, panela e uma colher. Ainda sonolenta, a mulher colocou o pacote na mesa e abriu a geladeira, tirando de lá uma caixa de leite, a qual esvaziou o conteúdo no recipiente de metal que tinha em mãos. Logo depois, ligou o fogão e começou a esquentar o líquido branco e de gordura cintilante; lembrou-se do jantar que tivera na noite anterior, de ter saído com Tiffany e visto sua língua limpar aquela mesma substância branca do canto da boca; jurou que se Leonardo Da Vinci estivesse vivo, certamente ia querê-la como musa após ver cena tão esplêndida.

Todavia, aquela profana imagem esvaiu-se de sua memória quando seus dedos dos pés sentiram algo escorrendo entre eles e ela arregalou os olhos, vendo que o leite fervera demais e construiu uma cascata grosseira e quente pelo fogão, pingando em seus dedinhos e fazendo-a andar para trás em um claro arco reflexo provocado pela alta temperatura que tocou sua pele.

— Mas que merda! — Ela gritou, desligando a chama que alimentava todo aquele espetáculo leitoso em sua cozinha.

Agitada, a loira deu de ombros e despejou o que sobrou do leite em uma tigela, colocando seu cereal e seguindo com ele até a sala, disposta a limpar toda aquela bagunça depois. Ao acomodar-se no sofá e colocar um travesseiro sobre o colo para apoiar a comida, a mulher pegou o controle ao seu lado e ligou a TV, escolhendo o canal de noticiários para assistir e quase cuspindo seus açucarados flocos ao ver a reportagem que estava passando.

Hoje de manhã, funcionários do serviço de coleta de lixo estavam limpando as lixeiras do centro da cidade quando se depararam com um corpo dentro de uma delas. A jovem, identificada em seus documentos como Lalisa Manobal e reconhecida por alguns de seus colegas de trabalho que estiveram no local do crime há alguns minutos, teve a língua, os rins, os olhos e os pulmões perfeitamente arrancados. Alguns médicos forenses que estiveram no local disseram que os cortes foram feitos de forma cautelosa para que os órgãos fossem preservados, ou seja, é provável que Seul esteja sendo vítima de uma quadrilha de ladrões de órgãos. Para mais informações, fique conosco aqui no Canal 9.

A mulher desligou a TV e levou as mãos à cabeça, preocupada. 


Notas Finais


E então, o que será que aconteceu realmente nessa madrugada complicada, hein? Pobre Lisa, mais uma bias que eu envolvo nas minhas loucuras, rs.
Até o próximo capítulo, amores! :*


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