História A moment like this - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens August Wayne Booth (Pinóquio), Cora (Mills), Emma Swan, Lacey (Belle), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Sr. Gold (Rumplestiltskin), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Visualizações 25
Palavras 3.024
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey :) Obrigada por todos os favoritos no ultimo capítulo.
Espero que gostem.

Capítulo 4 - Capítulo três.


19h32 Hora da Costa Leste - 00h32 Hora de Greenwich

Apesar de ter pedido o sanduíche de peru sem maionese, Regina vê a pasta branca saindo pelo pão ao levar a comida até uma mesa vazia. Sente-se enjoada. Tenta decidir se é melhor sofrer comendo aquilo ou tirar toda a maionese e parecer uma idiota. Decide parecer uma idiota e ignora as sobrancelhas levantadas da garota enquanto disseca o jantar com a minúcia de um experimento biológico. Franze o nariz e separa a alface e o tomate, livrando os pedaços do sanduíche dos glóbulos brancos.

— Você faz isso muito bem — diz a loira com a boca cheia de rosbife, e Regina concorda.

— Tenho medo de maionese, então me especializei nisso.

— Você tem medo de maionese?

Regina concorda.

— É meu medo número três ou quatro.

— Quais são os outros? — pergunta com um sorriso. — Quero dizer, o que pode ser mais assustador que maionese?

— Dentistas — diz Regina. — Aranhas. Fogões.

 — Fogões? Então você não deve gostar muito de cozinhar.

— E lugares pequenos — diz com calma.

 A loira inclina a cabeça para o lado.

— Então como consegue entrar em aviões?

Regina encolhe os ombros.

— Fico com medo e torço para que dê tudo certo.

— Boa tática — responde a garota, rindo. — Funciona?

A morena sente uma onda de ansiedade e não responde. É até pior quando esquece que vai entrar em um avião, porque o medo sempre volta com mais força, como um bumerangue fora de controle.

— Bem — diz o garota, apoiando os cotovelos sobre a mesa — a claustrofobia não é nada comparada com a maionesefobia, e você está se saindo muito bem. — Ela aponta para a faca cheia de maionese e pedaços de pão que a morena está segurando. Regina sorri para ela agradecida.

Elas comem e olham para a televisão no canto da lanchonete. Estão mostrando informações atualizadas sobre o tempo. Regina tenta se concentrar na comida, mas não consegue deixar de olhar para ela de vez em quando. Se questiona por que a garota resolveu ajuda-la, após vagar em seus pensamentos por alguns minutos tentando miseravelmente encontrar uma resposta para tal questionamento, ela decide o ignorar, afinal estava grata pela ajuda da desconhecida, e talvez um pouco de companhia pudesse lhe tirar da cabeça os pensamentos sobre as agonizantes longas horas que ela passaria no interior do avião. Regina não sabe ao certo por quando tempo ficou perdida em seus pensamentos, mas quando se deu por si, a televisão no canto da lanchonete não mais informava sobre o tempo,  agora estavam exibindo algum tipo de documentário sobre futebol americano.

Isso a fez lembrar sobre seu ex-namorado: Robin Locksley. Ele era atleta, descomplicado e infinitamente chato. Namoraram a maior parte do ano passado, e era óbvio para Regina que o curto relacionamento fora um erro. Na verdade, todos os relacionamentos de Regina haviam sido um erro (não que a morena tivesse tido vários, em fato, ela teve apenas dois.) Rose fora sua primeira namorada, fora um momento conturbado para Regina, estava lidando com problemas para aceitar sua sexualidade. Aceitar quem ela era, quem ela é. Uma mulher bissexual. Lembra-se com clareza do sentimento que sentira ao assumir-se a seus pais, o medo da rejeição, a angústia. E diferentemente do que pensava, eles haviam lhe apoiado, haviam lhe abraçado e dito que a amavam.  Fora como se um fardo tivesse sido retirado de suas costas e ela pudesse finalmente ser livre, ela pudesse finalmente voar. Terminaram após cerca de um ano de namoro, Regina não se arrependeu ou nada do tipo, era melhor para ambas. Afinal, a flama do amor havia se apagado, e diferentemente de uma fênix, ela não renasceria das cinzas.

A morena saiu novamente de seus devaneios voltou a olhar para a garota desconhecida e passou a observa-la com mais clareza. Era alta e elegante, com  longos cabelos loiros desarrumados, olhos verdes e mostarda no queixo, como se fosse uma pequena imperfeição que faz com que o quadro todo fique mais bonito.

Regina amassa um guardanapo embaixo da mesa. Ela se dá conta de que a apelidou de “A britânica” em seus pensamentos, então finalmente se inclina para a frente, cata as migalhas do sanduíche e pergunta seu nome.

— Pois é — diz, olhando para a morena —, acho que geralmente essa parte vem primeiro, né? É Emma.

— Tipo Emma Watson?

— Nossa — responde com um sorriso. — E ainda dizem que os americanos são burros.

A morena  aperta os olhos, fingindo estar zangada.   

— Engraçadinha.

— E você?

—Regina.

— Regina— repete, balançando a cabeça. — Gostei.

Ela sabe que a garota está se referindo ao nome, mas se sente lisonjeada. Talvez seja o sotaque ou a maneira interessada como a olha, mas tem alguma coisa nela que faz com que seu coração acelere, que nem quando leva um susto. Talvez seja isso: a situação toda é muito surpreendente. Ficou tanto tempo preocupada com a viagem que não estava preparada para que alguma coisa boa acontecesse, alguma coisa inesperada.

— Você não vai comer o picles? — pergunta a garota, inclinando-se para a frente. Regina faz que não com a cabeça e empurra o prato. A loira come tudo com apenas duas mordidas e encosta na cadeira. — Já esteve em Londres?

— Nunca — responde enfaticamente.

A loira ri.

— Não é tão ruim assim.

— Não, não acho que seja — diz, mordendo o lábio. — Você mora lá?

— Cresci lá.

— Então mora onde agora?

 — Em Connecticut mesmo — diz. — Estudo em Yale.

Regina não consegue esconder o choque.

— Jura?

— Por quê? Não tenho cara de uma estudante de Yale? — diz a loira com um sorriso travesso.

—  Não, é que é tão perto.

— Do quê?

Não era para ter dito isso.

 — De onde eu moro — informa, e começa a falar rápido.

— É que, com esse sotaque, achei que você...

— Fosse uma dessas garotas que passa os dias fazendo comprar nas ruas de Londres?

Regina balança a cabeça e fica com vergonha, mas a loira ri.

— Estou brincando — diz. — Acabei de terminar o primeiro ano de faculdade.  

— E por que não está em casa para curtir o verão?

 — Gosto daqui — diz a loira, encolhendo os ombros. — E também ganhei uma bolsa de pesquisa para o verão, então sou meio que obrigada a ficar.

— Que tipo de pesquisa?

— Estou estudando o processo de fermentação da maionese.

— Mentira — responde Regina, rindo, enquanto Emma franze o rosto.

 — Verdade — diz ela. — É um trabalho muito importante. Sabia que 24 por cento de toda a maionese do mundo é, na verdade, feita com sorvete de baunilha?

— Isso deve ser muito importante — fala — mas o que você está estudando?

Um homem esbarra na cadeira de Regina e segue andando sem pedir desculpas. Emma sorri.

— Padrões de congestionamento em aeroportos americanos.

— Você é ridícula — diz Regina, balançando a cabeça. Dá uma olhada no corredor lotado. — Mas se conseguisse dar um jeito nessa multidão, eu ia adorar. Detesto aeroportos.

— Sério? — pergunta Emma. — Amo aeroportos.

Regina fica na dúvida se ainda está zombando dela, mas a loira continua a falar com seriedade.

— Eu gosto da sensação de não estar nem lá nem cá. E de que é um lugar para se esperar por alguma coisa. Você fica meio... em suspenso.

— Isso não teria problema — diz ela, mexendo no lacre de metal da lata de refrigerante — se não fosse pela multidão.

 Emma olha em volta.

— Nem sempre fica tão cheio assim.

— Para mim, está sempre muito cheio.

 Ela olha para as telas de partidas e chegadas. Várias luzes verdes piscam indicando atrasos e cancelamentos.

— Ainda temos tempo — diz Emma. Regina suspira.

 — Eu sei, mas perdi meu outro voo, então já estou de saco cheio.

— Era para você ter embarcado no último?

A morena faz que sim.

— Que horas é o casamento?

— Meio-dia — diz, franzindo o rosto.

— Vai ser meio difícil chegar na hora.

— Já me disseram isso — responde. — E o seu?

 A loira baixa os olhos.

— Tenho que estar na igreja às duas.

— Então dá tempo.

— É — diz —, acho que sim.

Ficam em silêncio, olhando para a mesa até que um som abafado de celular toca no bolso de Emma. Ela pega o aparelho e fica olhando intensamente para a tela, até que finalmente resolve se levantar.

— Tenho que atender — diz e se afasta. — Desculpa.

Regina move uma das mãos.

— Tudo bem — responde. — Pode ir.

 Ela a observa abrindo caminho pelo meio da multidão com o telefone na orelha. Postura curvada, cabeça abaixada, ombros caídos, nuca inclinada; parece um tanto diferente da Emma que estava conversando com ela agora há pouco. Quem será que está do outro lado da linha? Pode ser um namorado, namorada, alguma aluna linda e brilhante de Yale que usa óculos modernos e casaco grosso de lã, e que nunca seria tão desorganizada a ponto de perder um voo por quatro minutos.

Regina se surpreende ao perceber a rapidez com que rejeita essa ideia.

Olha para o próprio celular e acha melhor ligar para a mãe e avisar sobre a troca de voos. Contudo, sente-se enjoada ao lembrar-se da despedida mais cedo, o caminho até o aeroporto em total silêncio e o discurso imperdoável de Regina na saída. Sabe que tem certa tendência a falar sem pensar — o pai sempre brincava dizendo que nasceu sem filtro — mas como esperar que fosse completamente racional neste dia, temido há meses?

Acordou de manhã sentindo-se muito tensa; seu pescoço e ombros doíam e a cabeça latejava um pouco. Não era apenas o casamento ou o fato de ser obrigada a conhecer Belle, a noiva que ela estava tentando fingir que nem existia; é que este fim de semana fatal marcaria o fim oficial de sua família. Regina sabe que não está num filme da Disney. Seus pais não vão ficar juntos de novo. A verdade é que ela nem quer que isso aconteça. O pai está obviamente feliz, e a mãe também parece estar melhor, namorando o dentista Henry Doyle há mais de um ano. Mesmo assim, o casamento coloca um ponto-final numa frase que nem devia ter terminado, e Regina não sabe se consegue aguentar isso.

No final das contas, não lhe deram outra opção.

— Ele continua sendo seu pai. — Era o que a mãe dizia. — É óbvio que ele não é perfeito, mas é importante que você esteja lá. É só um dia. Ele não está pedindo tanto assim.

Para Regina parecia muito, parecia que ele estava pedindo várias coisas: perdão, que passassem mais tempo juntos, uma chance para Belle. Ele pedia, pedia, pedia e nunca dava nada. Ela queria sacudir a mãe para ver se ela se tocava. Ele havia acabado com a confiança delas, partira o coração da mãe, destruíra sua família. E agora ia se casar com uma mulher qualquer, como se nada disso tivesse importância. Como se fosse mais fácil começar tudo de novo do que consertar o que havia sido estragado.

A mãe sempre insistia em dizer que os três estavam melhor assim.

— Sei que é difícil acreditar — dizia com uma lucidez enlouquecedora —, mas foi melhor assim. Foi mesmo. Um dia você vai entender.

Regina, porém, tinha certeza de que já entendia e achava que era a mãe quem ainda não havia entendido tudo. Leva certo tempo entre a ferroada, a dor e a consciência do que aconteceu. Naquelas primeiras semanas depois do Natal, ficou acordada durante a noite ouvindo o som da mãe choramingando; por alguns dias, a mãe se recusou a falar com o pai. Depois, só falava nele. Ficava nesse vai e vem até que, certo dia, umas seis semanas depois, ela voltou a si, repentinamente e sem alarde, irradiando uma aceitação branda que ainda era um mistério para Regina.

Mas as cicatrizes existiam. Henry já a pedira em casamento três vezes, cada uma de forma mais criativa — um piquenique romântico, um anel dentro da taça de champanhe e, finalmente, um quarteto de cordas no parque —, mas Cora tinha dito não, não e não. Regina sabia que era porque a mãe ainda não havia se recuperado do que tinha acontecido entra ela e o pai. Não tem como passar por um choque daqueles sem ficar com marcas.

Sendo assim, estando a poucas horas de se deparar com a fonte de todos os problemas, Regina acordou de mau humor. Se tudo tivesse corrido bem, esse mau humor poderia ter virado alguns comentários sarcásticos e poucas reclamações no caminho até o aeroporto. No entanto, teve a mensagem de Belle para começar. Era um lembrete da hora em que devia estar no hotel para se arrumar. O som do sotaque britânico deixou Regina no limite, o que indicava que o resto do dia estava arruinado. Depois, é claro, a mala não queria fechar, e a mãe não aprovou o par de brincos que ela queria usar na cerimônia e perguntou 85 vezes se estava com o passaporte. A torrada ficou queimada e caiu geleia no casaco de moletom de Regina. Quando dirigiu até a farmácia para comprar uma embalagem pequena de xampu, começou a chover e um dos para-brisas escangalhou. Teve que esperar por 45 minutos num posto de gasolina atrás de um cara que não sabia nem checar o óleo do carro. Então, quando entrou em casa e jogou as chaves do carro sobre a mesa da cozinha, não estava com vontade de responder pela octogésima sexta vez se estava com o passaporte.

— Sim, mãe — retrucou —, estou com o passaporte.

— Só estou perguntando — disse a mãe, erguendo as sobrancelhas inocentemente. Regina olhou para ela revoltada.

— Vai querer me levar até dentro do avião também?

 — Como assim?

— Ou talvez até Londres para ter certeza de que fui?

 — Regina — respondeu a mãe em tom de aviso.

— Por que eu sou a única que precisa ver meu pai se casando com aquela mulher? Não entendo por que tenho que ir, ainda mais sozinha.

A mãe tocou os lábios e fez uma expressão inconfundível de frustração, mas, naquele momento, já não estava ligando.

Foram para o aeroporto em silêncio profundo, por causa das brigas que já se estendiam por semanas. Quando estacionaram na área de embarque, o corpo todo de Regina parecia estar tinindo com uma energia nervosa. A mãe desligou o motor, mas nenhuma das duas saiu do carro.

— Vai dar tudo certo — disse com voz calma. — Tudo.

Regina se virou para ela.

— Ele vai se casar, mãe. Como é que isso pode dar certo?

— Eu só acho que é importante que você esteja lá...

— Eu sei — respondeu Regina, cortando a mãe —, você já falou isso.

— Vai dar tudo certo — repetiu.

Regina pegou o casaco e tirou o cinto de segurança.

— Então a culpa é sua se alguma coisa acontecer.

— Se acontecer o quê, por exemplo? — perguntou a mãe preocupada.

Regina, sentindo um tipo de raiva que a tornava invencível e muito jovem ao mesmo tempo, esticou a mão para abrir a porta.

— Tipo se o avião cair ou alguma coisa assim — disse sem nem saber por que dizia aquilo. Estava chateada, frustrada e com medo; é assim que uma frase dessas acaba saindo. — Aí você finalmente vai ter conseguido perder nós dois.

Ficaram se olhando. As palavras, terríveis e irrecuperáveis, assentaram entre elas como tijolos.

Regina finalmente saiu do carro, jogou a mochila sobre o ombro e pegou a mala no banco de trás.

— Regina— chamou a mãe, saindo do veículo e olhando para a filha por cima do teto do carro — não...

— Ligo quando chegar — disse, indo para o terminal.

Sentiu o olhar da mãe acompanhando-a, porém algum instinto frágil, um tipo de orgulho desnecessário, fez com que se recusasse a olhar para trás.

Agora, sentada na lanchonete, digita números no celular. Respira fundo antes de completar a ligação. Seu coração bate lento e forte.

As palavras que dissera ainda ecoam em sua mente; Regina não é supersticiosa, mas ter mencionado a possibilidade de um acidente de avião de maneira tão descuidada logo antes de viajar não foi legal. Pensa no avião que devia ter pegado, que já estaria sobrevoando o oceano, e sente uma pontada aguda de arrependimento. Tomara que não tenha desarrumado o funcionamento misterioso do tempo e do destino.

Sente-se um tanto aliviada com a voz da caixa postal do celular da mãe. Começa a falar sobre a mudança de voos e vê Emma se aproximando. Ela detecta alguma coisa familiar em seu rosto, algo parecido com a mesma preocupação torturante que está sentindo, porém, assim que a vê, alguma coisa muda. A loira volta ao normal, tranquila e até feliz, com um sorriso leve iluminando o rosto.

Regina para de falar no meio da mensagem. Emma aponta para o telefone, pega a mochila e indica o portão de embarque. A morena abre a boca para informar que não vai demorar, mas a loira  já se foi, então termina a mensagem rapidamente.

— Ligo quando chegar amanhã — diz ao telefone com a voz um tanto fraca. — E, mãe... desculpa pelo que falei, tá? Foi sem querer.

De volta ao portão de embarque, procura pela jaqueta vermelha de Emma, mas não a encontra. Em vez de esperar pela loira no meio da multidão de viajantes inquietos, dá a volta e vai ao banheiro. Passa por uma lojinha, pela livraria e pela banca de jornal. Fica andando sem rumo até que a hora do embarque finalmente chega.

Ao entrar na fila, Regina percebe que está tão cansada que nem consegue ficar ansiosa. Parece que está ali há dias, e ainda tem muitas outras coisas com as quais se preocupar: o espaço pequeno da aeronave, o sentimento de pânico que vem por causa da falta de rotas de fuga. Tem o casamento e a festa, conhecer Belle, ver o pai pela primeira vez em mais de um ano. Por enquanto, o melhor a fazer é colocar os fones no ouvido, fechar os olhos e dormir. Ser levada por cima do oceano sem que faça nenhum esforço até parece um milagre.

Quando chega a sua vez de entregar a passagem, o comissário de bigode dá um sorriso.

— Está com medo do voo?

Regina procura relaxar as mãos. Está segurando a alça da mala com muita força, as juntas dos dedos estão brancas de novo. Dá um sorriso sem graça.

— Estou com medo da aterrissagem — responde e entra no avião. 


Notas Finais


Bom...é isso. Comentem por favor se quiserem mais :)
Perdão por qualquer erro.


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