História A Morte Também Salva - Capítulo 18


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Palavras 1.051
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oooooooin !


A tia some,



A tia volta.

Capítulo 18 - Mercado Negro, quem quer um rim?


Segui Lunna com passos apressados, mesmo estando com medo da sua nova aparência, eu não ousaria me perder.

A tontura estava voltando, eu queria me sentar por um minuto ou mais, nunca tinha me sentindo tão cansado na minha vida. Todas as pessoas que passavam sem parar ao nosso lado desviavam de alguma forma. Era como se fôssemos doentes com algo contagioso.

Lunna parou de andar, estávamos parados em frente ao que parecia um restaurante, suas luzes tremiam e piscavam em neon verde “Mercado Negro“. Nada discreto.

- A Ordem... Não vem aqui... Todos são... Livres pra fazerem... Qualquer tipo de coisa...

Estremeci com a voz gélida de Lunna, não iria me acostumar tão cedo assim.

- Mas, você é da Ordem. Não é?

Lunna balançou a cabeça, me lembraria mais tarde de pedir para que ela explicasse. Entramos no restaurante/ mercado e Lunna pediu por uma mesa. Uma mesa. No Mercado Negro. Com a sua voz arrastada e fria.

 O Hall de entrada parecia vazio, abandonado até. A diferença entre a fachada era gritante, ali parecia apenas que tínhamos entrado no prédio errado, eu estava a um passo de voltar para a porta quando o som de sino me chamou a atenção, uma garotinha estava na porta a nossa direita, com os braços para trás de seu corpo.

- Oh! Não percebi que tinha mais alguém aqui. É raro ver algo novo... Mortis, você veio para o leilão?

Lunna abaixou a cabeça, em um gesto afirmativo.

Entramos por uma portinha, onde a destruição e o abandono eram ainda mais evidentes. Lunna e Sam conversavam algo naquela língua estranha de sempre, olhei em volta, curioso. Bancadas e mais bancadas se estendiam por um imenso labirinto de ruas. Essas, vendiam coisas de todo o tipo, como animais silvestres, vivos e mortos, jóias de todo o tipo, prataria e condimentos. Quatro ou cinco barracas estavam vendendo órgãos, fossem humanos ou animais. Passamos ao lado de uma barraca, a qual exibia um coraçãozinho dentro de uma caixa de vidro, de alguma forma, ele ainda batia. Era pequeno demais pra ser animal, e certamente não era de um adulto.

Virei o rosto e continuei andando.

Passamos por toda a extensão do mercado, saindo para uma área mais aberta, decorada como um restaurante chique e iluminado. Era meio contrastante demais com o resto do mercado, perdendo completamente o sentido ali. Estava tão cheio de gente quanto lá fora. No centro do restaurante, um palco de madeira bruta exibia diversas caixinhas de vidro com algo colorido e brilhante dentro. Um centauro dizia algo em um microfone, as pessoas em volta assoviavam e aplaudiam, quando ele parava, um minuto sequer, os burburinhos começavam, trazendo uma conversa caótica.

- Essa será sua mesa, Mortis. Posso dar o cardápio para seu companheiro?

Lunna assentiu com a cabeça e Sam tirou um cardápio do bolso, me entregando em seguida com uma piscadinha.

- Mortis, vai ficar certo? Ouvi dizer que será um grande show essa noite.

- Sim... Pode... Ir... Chamaremos depois... - Sam assentiu e sorriu para mim, nós deixando sozinhos. - Prove... A comida daqui... É boa... É comida... Humana...

Peguei o cardápio na minha frente, estava escrito naquela língua estranha, eu não poderia ler. Joguei o cardápio de volta na mesa.

- Eu não sei ler isso. Vão começar logo?

- Depois... Do show...

- Show? Tipo um show de música?

Lunna balançou a cabeça negativamente, aparentemente era difícil falar naquela forma.

- O quão... Adulto você é... Ikki?

- Hã?

Adulto?

As luzes se apagaram, o silêncio tomou conta do lugar. Uma luz vermelha forte se acendeu novamente no centro do palco, o centauro voltou a falar dessa vez num tom mais misterioso, arrastado e calmo. Não entendia uma palavra do que ele queria dizer, mas o show estava começando. Uma garota com orelhinhas de gato entrou no palco, ela estava só de calcinha e sutiã. Eu virei o rosto, vermelho. Mesmo estando na completa escuridão, podia sentir os olhos de Lunna queimando em mim. A gatinha disse algo, miou e entraram dois homens segurando um colchão. É, eu tinha voltado a olhar.

Os homens jogam o colchão no chão, começando a acariciar a gatinha. Ali, na frente de todo mundo. A platéia vai foi loucura, gritando e aplaudindo. O show tinha realmente começado.

Os dois se revezavam em beijos e caricia na gatinha, um deles tirou seu sutiã. Eu virei o rosto de novo, vermelho. Era a primeira vez que eu via algo como aquilo. Quer dizer, eu sabia como era, mas nunca tinha visto sexo de verdade. A gatinha começou a miar/gemer de prazer. Eu queria sair correndo dali. Mas, meu corpo não mentia. Eu senti meu membro ficar ereto no primeiro gemido, sabia que não deveria olhar, mas queria tanto... Me lembrei de quem estava sentada na minha frente, e senti o rosto pegando fogo.

- Lunna... Que merda é essa?

Eu sussurrei desesperado.

- Vai perder... O final...

Final?! Eu queria ir até a frente do palco e observar de perto toda a depravação que estava acontecendo ali, mas a vergonha era demais, sentia até as orelhas quentes.

Ela deve ter percebido meu estado e começou a rir baixinho, o mais baixinho que ela conseguia, mas na verdade parecia uma trovada saindo de seu peito pútrido.

- Você nunca...?

- Não! Claro que não!

Eu sussurrei de volta, ela estava realmente se divertido com aquilo.

No palco, ambos os gemidos ficavam mais altos, até terminarem com um miado alto da gatinha. Não me atrevi a olhar. As luzes se acenderam e o centauro voltou a falar entusiasmado.

Sam voltou a nossa mesa, perguntando do show. Eu escondi o meu rosto no capuz, não queria olhar nos olhos de ninguém.

- E agora, senhora e senhores! O grande leilão anual das bruxas de Wildchase está para começar! - reuni coragem e virei meu rosto para o palco, segurando as ondas de ira que começavam ao brotar no fundo da minha mente. Uma garota ruiva da minha idade estava no centro do palco, ela era baixinha e com cabelos rebeldes, tinha uma voz meio infantil demais, irritante. - Hoje, teremos um roubo muito especial... Uma alma muito valiosa...

Eu cravei as unhas na palma da mão, tinha que parar com esse leilão de alguma forma.


Notas Finais


O Ikki é um virjão :v


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