História A Mulher que ela Ama Odiar - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Swanqueen
Exibições 204
Palavras 888
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Demorei mas voltei kk

Capítulo 16 - Desenhos


Fanfic / Fanfiction A Mulher que ela Ama Odiar - Capítulo 16 - Desenhos

Os lábios cerrados de Ingrid ficaram muito pálidos, mas Elsa ainda não terminara.

— Por que não pode deixar o passado para trás? — sussurrou Elsa. — Por que tem sempre que se fazer de vítima? Papai está morto. Será que não consegue olhar além de suas mágoas e ver o estrago que está causando?

— Elsa, aqui não — murmurou Emma.

— Por que não, aqui? Ela trouxe esta conversa para cá. Toda a roupa suja da família, toda a amargura e o desejo de vingan­ça que carrega na alma. Eu escutei você e Emma durante todo o fim de semana. Agora é hora de me escutarem. Emma, você tem todo o meu apoio no que se refere ao modo como dirige a empresa. Entre nós duas, detemos 60 por cento dos votos, por­tanto acredito que isso encerra a moção de censura. Mamãe sinto muito se encara isto como uma traição, mas o que você está fazendo aqui é errado. Errado para a empresa. Injusto com Emma. E injusto comigo. Deixe o passado para trás. Ou saia de nossas vidas. Agora... Vamos em frente.

Elsa pegou o plano estratégico e ergueu-o para que to­dos vissem.

— Estão todos prontos para discutir o plano de recuperação da empresa? Eu gostaria muito de sair daqui até as 17h.

Regina recebeu a mensagem de Emma na segunda de manhã, ouviu duas vezes e passou o dia em um frenesi criativo que não acabou quando ela chegou em casa. Precisava despejar seus sentimentos no papel, precisava desenhar para compreendê-los. Então seria capaz de retomar o telefonema de Emma e saber o que dizer. Era assim que as coisas sempre haviam fun­cionado para Regina.

Uma garota frágil, usando jeans rasgados e uma camise­ta velha, descalça deitada de barriga para baixo sobre o pico gelado de uma montanha, com uma das mãos estendida na direção de uma guerreira que escalava a montanha. Ela usava calças coladas ao corpo e um cinto de onde pendiam várias espadas e martelos de batalha.

As costas da guerreiro eram um estudo de força e beleza, e ela estava quase ao alcance da mão esticada em sua direção. Uma tempestade redemoinhava ao redor deles, e as cores do­minantes eram o negro, os azuis e os cinzas ameaçadores. Regina batizou o desenho de “Confiança”.

A garota frágil abraçada a guerreira, seu rosto cintilando de alegria e paixão. Esse era “Descoberta”.

A mesma garota sentada no topo da montanha gelada, a cabeça apoiada nos joelhos e as mãos na cabeça, enquanto a seu redor demônios pareciam cavalgar no vento. A guerreira lutava contra eles com todas ás suas forças, seu rosto era uma máscara rígida de determinação. Regina detestou esse desenho porque a garota parecia covarde. Ela o deixou de lado e re­começou. Porém por mais que tentasse, sempre desenhava a guerreira firme, enquanto a garota parecia se recusar a ficar ao lado dela contra os inimigos.

Regina começou de novo, em uma nova série em que a guer­reira tinha duas mulheres a seu lado e a garota tentava se juntar a elas, mas as mulheres não a aceitavam e a garota fugia.

Também detestou essa. “Covarde” foi como a chamou.

Em algum momento durante a noite, ela esboçou uma série de desenhos de amantes absolutamente perdidas em si mes­mas, uma composição de traços e sombras tão belas que Regina começou a chorar. Esse ela chamou de “Amor”, e viveu cada traço.

Regina prendeu os desenhos nas paredes da sala, todos eles, mesmo os que não estavam terminados. E procurou colocá-los em algum tipo de ordem. Então tentou desenhar um final para aquilo tudo. Finalmente colocou no papel a guer­reira triunfante, de costas, assim ela não teria que desenhar seu rosto.

A garota não aparecia na cena.

Regina acabara com todo um bloco de desenho e com vários lápis.

Mas as lágrimas continuavam a escorrer por seu rosto.

Ela começou de novo. Dessa vez desenhou um salão cheio de pessoas bonitas, com a garota frágil entre elas. Não esta­va sozinha. A guerreira estava a seu lado, usando um terninho e olhando para a garota com orgulho. Ela sorriu para ela com prazer, e seu coração estava cheio de amor. As cores no papel iam ficando mais ricas conforme Regina trabalhava. A confiança entre a guerreira e a garota era evidente.

Regina gostou desse.

Ela pegou um copo de água, sentou-se no sofá e ficou um longo tempo olhando para esse último desenho.

Poderia ter feito aquilo. Apesar dos problemas, uma parte da noite de sábado funcionou. Com o tempo e com o apoio de Emma, ela poderia ter frequentado aquele mundo quando fosse preciso. A esse desenho ela deu o nome de “Compro­metimento”. Era um pequeno preço a pagar em nome do “Amor”.

O que teria acontecido naquela manhã com a guerreira dela? Teria conseguido vencer a luta com a mãe pelo controle da empresa?

Regina olhou com firmeza para a última imagem que pren­dera na parede, a “Vitória da Guerreira”. Queria tanto fazer parte daquela imagem. Queria tanto ter conquistado o direito de estar ao lado dela.

Mas não lutara, preferiu fugir.

Foi covarde e tola.

Regina fechou os olhos. “Estou disposta a ouvir agora”, dis­sera Emma na mensagem que ela ainda não havia retomado. “Se você tiver mais alguma coisa a dizer... estou ouvindo.”

Ela pegou uma nova folha de papel e recomeçou a desenhar.


Notas Finais


Estamos na reta final .......


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