História A Música da Alma - Capítulo 111


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Charlotte, Dakota, Debrah, Iris, Jade, Kentin, Kim, Leigh, Li, Lysandre, Melody, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Professor Faraize, Rosalya, Senhora Shermansky, Viktor Chavalier, Violette
Exibições 159
Palavras 1.305
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Harem, Hentai, Josei, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 111 - Vocação para mártir


- Kentin, como você está? – Perguntou Alexy, mostrando-se aflito.

- Como acha que estou? – Questionou, estupidamente.

- Estamos aqui, desabafe se sentir vontade – Disse, aproximando-me.

- O que te deu na cabeça para se envolver com a amiga daquela que você provocou? – Indagou Alexy, impensadamente, aproximando-se também.

- Vocês vieram para dar sermão? Se for assim, dispenso qualquer companhia – Respondeu, rispidamente, enquanto secava as suas lágrimas.

- Não, não é sermão. Apenas não consigo entender como alguém inteligente como você se deixou enganar – Rebateu Alexy, amansando o seu tom.

- Vamos, diga que sou um idiota. Eu sei que é isto que você está pensado – Replicou Kentin, cada vez mais tempestuoso.

- Não estamos aqui para julgar, porém, desejamos entender o que aconteceu – Afirmei, segurando as suas mãos.

- Eu cometi um erro. Todos comentem erros, não? – Perguntou, esquivo, soltando as minhas mãos.

- Claro, somos humanos – Respondeu Alexy, impaciente com o jeito rude do Kentin.

- O que mais me atormenta nisto tudo é que eu realmente acreditei nas palavras da Charlotte. Estava gostando dela de verdade – Disse, pesaroso, apoiando as mãos sobre a pia, ficando de costas para nós.

- Foi ela que se aproximou de você? – Questionei, intrigada com aquela confissão.

- Sim. A princípio, me esquivei, receoso. Mas, você me rejeitou, e então pensei em usá-la para te provocar – Respondeu, abaixando a cabeça.

- Foi então que tudo se complicou – Disse Alexy, mostrando-se mais compreensivo.

- Depois daquele beijo que você viu, ela me ligava, e sempre se mostrava afetuosa. Disse que eu era único, especial... Que estava encantada com o meio jeito mais recluso, mais tímido. Aos poucos, fui aceitando o seu flerte. Foi quando... Quando ela me convidou para ir à sua casa... Os seus pais estavam em um jantar com amigos... Ficaríamos sozinhos. Após algumas bebidas, eu apaguei. Então, lembro-me de acordar na manhã seguinte no quarto dela. Os pais dela já tinham ido trabalhar, assim, não foi um problema eu sair de lá – Explicou, colocando ressentimento em cada uma das suas palavras.

- Foi este final de semana? – Perguntou Alexy, curiosamente.

- Não, foi de ontem para hoje. Lavei o rosto e vim direto para a escola. Ela nem estava lá... Só a vi aqui, quando... Quando as fotos... Bem, vocês sabem... – Respondeu, mudando o tom de voz.

- Hoje?! A sua cara não é a de alguém que está de ressaca! – Exclamou Alexy, surpreso.

- Pode até ser... Mas, a minha cabeça... Ainda dói um pouco – Disse, um pouco mais tranquilo.

- E você pretende fazer algo a respeito? – Questionei, compadecida.

- Fazer o quê? Eu fui a casa dela. Eu bebi. Eu confiei nela. O culpado disto tudo sou eu – Respondeu, volvendo-se.

- Mas, não foi a bebida que fez você desmaiar. Com certeza colocaram alguma coisa nela – Replicou Alexy, parecendo desejar convencê-lo a reagir.

- Como posso provar? Além disto, já foi. Incriminá-la não vai fazer com que as fotos sumam e a minha vergonha passe – Replicou, mostrando-se mais agressivo.

- Nós sabemos, contudo, esta situação não pode passar impune – Rebati, desejando vê-lo se reanimar.

- Acabou! Entendam... Acabou! Já foi! Mexer nesta história só tornará as coisas piores! – Exclamou, mostrando uma fúria animalesca.

- E os seus pais? – Questionei, tentando desviar o foco.

- Eles não sabem de nada, e espero que não descubram, em especial o meu pai – Respondeu, deixando transparecer certo temor.

- Mas, eles não sabem que você saiu? – Perguntou Alexy, confuso.

- Falei que iria visitar uma amiga, e que não sabia se voltaria naquela noite. Isto bastou para o meu pai se encher de orgulho – Respondeu, com certo amargor.

- E se a diretora se envolver na história? Com certeza ela vai querer conversar com eles – Observou Alexy.

- Irei conversar com ela. Não deixarei que isto aconteça – Afirmou, novamente mudando o seu tom.

Kentin, então, volveu-se e lavou a sua face, como se desejasse apagar as manchas da vergonha que estavam incrustadas na sua alma. Em seguida, olhou-se no espelho, como se buscasse respostas para os recentes acontecimentos.

- Alexy, obrigado por vir. Mas, eu quero um tempo, a sós, com a Carmen – Disse, ainda fitando o seu reflexo.

- Tudo bem – Respondeu, compreensivo.

Assim que saiu, eu tornei a trancar a porta do banheiro. Encostada a ela, deixei que o Kentin conduzisse a situação, afinal, não desejava exaltá-lo, ou magoá-lo ainda mais.

- Por que você veio? – Questionou, ainda mirando o espelho.

- Porque somos amigos – Respondi, um pouco perdida.

- Por que você ainda é minha amiga? – Indagou, abaixando a cabeça.

- E por que não seria? – Perguntei, perplexa com aqueles questionamentos.

- Eu magoei você, destruí o maior símbolo da sua amizade, te coloquei em uma situação constrangedora, e, para piorar, te ignorei nos últimos tempos. Se alguém fizesse isto comigo, certamente eu me ressentiria muito – Explicou, elevando a sua postura, e cruzando os braços.

Realmente não sabia o porquê de estar ajudando-o depois do que me fizera. Talvez eu não conseguisse me ressentir com o Kentin por causa do nosso passado. Era uma amizade assaz longa para ser esquecida por causa de atitudes impensadas.

- Se fosse outra pessoa, com toda certeza eu estaria ressentida. No entanto, não poderia acabar com uma amizade assim longa – Respondi, após uma pausa reflexiva.

- Você não deveria ser assim tão compreensiva... Pode acabar se prejudicando. As pessoas são cruéis, e se aproveitam de almas generosas como a sua – Disse, pousando as mãos sobre a pia.

- Tenho os meus limites, afinal, ainda hoje não consegui me esquecer do que o Viktor me fez, mesmo mantendo certo contato com ele. Também não perdoei o Castiel, e apenas agora estou tentando me reaproximar das garotas, plena de receios e desconfianças. Porém, contigo é diferente, pois sei que seria incapaz de se aproveitar da minha amizade – Respondi, aproximando-me e fitando o seu reflexo.

- Como pode ter tanta certeza disto? – Questionou, mostrando uma expressão mais dura.

- Porque eu te conheço – Respondi, pousando as minhas mãos sobre as suas costas.

- Você também conhecia muito bem o Viktor, e olha o que aconteceu – Replicou, com mais crueldade.

Não sabia onde o Kentin queria chegar, contudo, estava certo. As pessoas mudam, mesmo aquelas que conhecemos há anos.

- Apesar... Apesar de tudo... Ele soube reconhecer o erro, e tentou consertar a situação, e isto mostra que o Viktor que eu conhecia... Afinal... Bem... Não tinha mudado completamente. E... E o mesmo está acontecendo agora... Apesar do seu erro, você está se mostrando... Arrependido. Não? – Disse, confusa e abalada.

- Talvez... – Replicou, indo em direção à porta.

Ele segurou a chave por algum tempo, parecendo hesitante. Então, olhou-me, com um ar desesperado.

- Carmen... Obrigado... Obrigado por ser minha amiga – Disse, suspirante.

- Sei que, no fundo, você também me ampararia em uma situação assim, apesar... Apesar dos nossos últimos desentendimentos – Respondi, com um sorrido tenro.

Kentin, mostrando-se mais aliviado, veio em minha direção, e abraçou-me com toda a sua alma, como há tempos não fazia. Senti o seu peito pulsante e a sua respiração ofegante serem abrandados aos poucos.

- Perdão por ter agido como um idiota nos últimos dias. Você é a única em quem posso confiar – Disse, mostrando toda a sua sinceridade.

- Eu te compreendo. O amor fere, ainda mais quando não é correspondido. Ele tem as suas razões, ainda que estas se aproximem mais da insensatez do que do bom senso – Repliquei, compreensivamente.

- Só você mesma para entender um tolo como eu – Rebateu, soltando-me.

- O que posso fazer? Tenho vocação para mártir – Retruquei, com humor.

Então, ele bagunçou os meus cabelos com a mão direita, e riu. Fiquei aliviada ao vê-lo tranquilo novamente. E o mais importante é que tínhamos conseguido resolver as nossas pendências.

- Está pronto para sair? – Questionei, fitando-o com receio.


Notas Finais


Pessoas lindas e fofis do meu coração, como vocês estão? Conforme prometido, eis um capítulo novinho para o vosso deleite. E, tem mais: consegui escrever dois capítulos novos hoje. Finalmente a minha criatividade está de volta \õ/. Além disto, ainda hoje começarei a responder os comentários de vocês, seus "serumaninhos" lindos :P
PS: estou botando ovos coloridos de avestruz pela casa à espera do episódio novo de AD, ainda que, no fundo, eu saiba que posso me decepcionar muito. Algo me diz que o arco do Lysandre só vai acabar no episódio 33, logo, terei que engolir mais uma imagem bosta do meu lindo. Além disto, há a perigosa atualização dos gêmeos... Que medo do que pode vir ;-;


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