História A Música da Alma - Capítulo 112


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Charlotte, Dakota, Debrah, Iris, Jade, Kentin, Kim, Leigh, Li, Lysandre, Melody, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Professor Faraize, Rosalya, Senhora Shermansky, Viktor Chavalier, Violette
Exibições 186
Palavras 1.311
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Harem, Hentai, Josei, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 112 - Temores diversos


- Se você estiver ao meu lado, estou pronto para enfrentar qualquer tempestade – Respondeu, rindo seguramente.

- Você vai conversar com a diretora?

- Irei fazer isto antes que ela saiba do fato por meio das fofocas – Disse, preocupado, indo em direção à porta.

- Escolha sábia – Respondi, aproximando-me.

- Eu vou sair e ver se o corredor está livre. Não quero problemas para você – Disse, após abrir cautelosamente a porta.

Depois de uma breve espera, Kentin ressurgiu.

- Pode sair – Afirmou, segurando a minha mão direita com a sua esquerda.

Descemos as escadas juntos; Kentin estava de braços cruzados, parecia demonstrar algum receio. Eis que caímos direto na lava do vulcão: se o primeiro andar estava tranquilo, o mesmo não se podia dizer sobre o térreo. Os alunos nos fitaram de modo estranho, e a sensação era inexplicável; o meu desconforto particular me fazia pensar no Kentin, visto que ele, envolvido direto, deveria estar em uma situação ainda mais terrível. Com a minha direita, apertei a sua mão esquerda, desejando transmitir a ele a minha positividade; em seguida, fitei-o como nos velhos tempos, mostrando que, apesar de tudo, eu sempre estaria ao seu lado.

Enquanto atravessávamos o corredor, indo em direção à diretoria, olhares nos perseguiam: alguns mostravam compadecimento, e até mesmo empatia; outros eram perversos, como se maliciassem todas aquelas fotos; também havia os neutros, que nos fitavam por um átimo, e depois voltavam para as suas atividades corriqueiras. Entre tantas cores e formas diferentes, identifiquei os olhos das garotas, que transmitiam pena – talvez tivessem aprendido com o caso Debrah a não julgarem no primeiro impulso. Também reconheci a ciosa heterocromia do Lysandre, e os translúcidos e compreensivos olhos do Armin, que estava perto do seu irmão.

Quando estávamos à porta da diretoria, perguntei:

- Deseja a minha companhia?

- Não, você já fez muito por hoje – Respondeu, rindo desanimadamente.

Então, ele bateu na porta, e entrou quando recebeu o consentimento da diretora. Sentindo que já tinha cumprido a minha missão, me dirigi aos gêmeos.

- Como ele está? – Questionou Alexy, mostrando alguma apreensão.

- Creio que seja mais forte do que imaginava – Respondi, fitando a porta da diretoria.

- E sobre o que conversaram? – Perguntou Armin, mostrando certa indiferença.

- Ele se desculpou pelos erros recentes, e eu ofereci o meu apoio – Respondi, volvendo a minha face em direção a eles.

- Ele parece outro. Quero dizer, quando saí do banheiro o Kentin ainda se mostrava abalado, mas agora... Ele andava de modo seguro, até mesmo orgulhoso – Observou Alexy, mostrando-se admirado.

- O Kentin sofreu muito nesta vida, e creio que isto o tenha fortalecido. Porém, ainda assim precisa de amigos, para não se tornar um homem amargurado – Repliquei, reflexiva, enquanto me lembrava de alguns acontecimentos da antiga escola.

- Ele precisará ser forte para encarar esta situação, algo que o Castiel não soube ser – Disse Armin, colocando as mãos nos bolsos da sua calça.

- O que isto tem a ver? – Questionou Alexy, mostrando estranheza.

- Em ambos os casos a masculinidade foi ferida. Um, por ser um fracasso na cama, o outro... Bem... Enfim, não são todos os homens que conseguem lidar com situações assim, ainda mais quando há uma escola inteira pronta para atazanar – Respondeu, enquanto colocava a sua mochila sobre o chão, e retirava dela o seu PSP.

- Acha que o fato de pensarem que o Kentin é homossexual pode afetá-lo negativamente? – Questionei, olhando perplexa.

- Creio que não, pois o Kentin parece ter uma sexualidade bem resolvida – Respondeu Alexy, com certa segurança.

- Mas, se isto chegar aos pais dele... E eles forem pessoas mais conservadoras... Então, teremos problemas – Completou Armin, enquanto ligava o seu console.

- Ele teme que isto aconteça. Creio que seja porque o pai é militar – Repliquei, começando a ter receio do que pudesse acontecer.

- A Ambre soube ser muito baixa... Imagine se o pai dele... – Disse Alexy, pensativo.

- O quê? – Questionei, apreensiva.

- Bem, tenho muitos amigos como eu, assim, já ouvi sobre casos em que alguns pais souberam ser muito cruéis. Uns expulsaram os filhos de casa, outros os agrediram... – Respondeu, mostrando angústia e desprezo.

- Isto é um absurdo! Os pais devem amar e apoiar os seus filhos, ainda mais em situações delicadas como esta – Respondi, indignada.

- É em momentos assim que agradeço por termos sido adotados – Replicou Armin, sem desviar os olhos da tela do seu PSP.

Eis, pois, que o sino soou. Dirigimo-nos até a sala, que ainda estava agitada por causa do último acontecimento. Apesar de tudo, a professora Delanay soube nos calar, ainda mais depois de um sermão sobre quão nociva pode ser uma fofoca. Pela primeira vez senti simpatia por ela, visto que soube dizer as verdades que aquela sala precisava ouvir. Tornei a ver o Kentin apenas durante o intervalo, quando se sentou, sozinho, à sombra do Ipê. Eu estava sentada no chão, encostada ao muro, junto à Rosalya; pensei que seria melhor fazer companhia a ele, ao menos naquele momento. Contudo, os gêmeos, pouco tempo depois, se aproximaram do Kentin; tanto melhor, pois ele precisava de companhia masculina, e necessitava ainda mais de alguém como o Alexy que, além de sempre saber como alegrar o ambiente, também tinha alguma experiência com fofocas, visto o bullying que sofreu na antiga escola por causa da sua sexualidade.

- Mudando de assuntou, notei que você e o Lysandre voltaram a se entender – Disse Rosalya.

Eu pensava tanto na situação do Kentin que sequer prestava atenção no que a Rosalya dizia.

- Sim, por acaso nos encontramos domingo, no parque, e acertamos as nossas diferenças – Respondi, retornando a mim subitamente.

- Também soube que vão fazer dupla no festival – Continuou, rindo de modo sutil.

- Ele está me auxiliando a superar o medo de público – Disse, ainda pensativa.

- O meu cunhado parecia exultante ontem, como há tempos não o via. Acho que a sua companhia fez muito bem a ele – Replicou, sem esconder as suas intenções.

- Vamos, diga logo o que quer – Rebati, mostrando algum desconforto.

- Não sei quem é o outro que supostamente te conquistou, mas o fato é que você tem que para de se enganar – Disse, fitando-me seriamente.

- O que insinua? – Questionei, cada vez mais constrangida.

- Antes de tudo, você precisa se decidir, afinal, nenhum dos rapazes vai te esperar para sempre. Além disto, acho que o seu escolhido me parece óbvio – Argumentou, seguramente.

- Como sabe? Você sequer sabe quem é o outro – Repliquei, desviando o meu olhar.

- Eis a questão. Foi fácil perceber que você estava interessada no meu cunhado, já o outro, não consigo imaginar quem é. Se gostasse tanto assim deste rapaz, eu já teria descoberto, pois você deixaria o seu sentimento transparecer – Justificou, ainda mais convicta.

- Talvez eu saiba esconder melhor o que sinto pelo outro justamente para que você não descubra, e não se intrometa neste caso também – Rebati, provocando-a acidamente.

- Duvido muito. Sabe, pude notar muita tristeza no olhar de ambos durante esses dias em que estiveram separados. Além disto, vocês têm tantos gostos em comum... E o Lysandre enfrentou muito por você. Desde que o conheço, nunca o vi se envolver numa briga... Até o dia em que o Viktor os atacou – Continuou, encarando-me de modo perturbador, como se buscasse arrancar de mim alguma resposta.

O que dizer? Contra fatos não há argumentos. Obviamente a distância do Lysandre provocou em mim sentimentos confusos e perturbadores. Além disto, era magnífico quando ele abria o seu coração para mim, pois eu me sentia especial, a escolhida para ser o depositário das suas incertezas e sentimentos mais obscuros. Quando estávamos juntos, nunca faltava assunto, e eu amava saber que havia alguém no mundo que compartilhava a mesma paixão pelas artes.

- O que você teme? – Questionou Rosalya, ao perceber o meu silêncio reflexivo.


Notas Finais


Olá, pessoinhas do meu coração. Esta semana participarei de um evento na faculdade (três dias de palestras, que os céus tenham piedade da minha alma), logo, provavelmente não terei tempo para novas postagens. Quanto aos comentários, estou lendo e respondendo conforme posso, espero que, passados os próximos dias, consiga dar mais atenção a vocês.
Fora isto, estou desmaiada, morta, e banhada em lágrimas em um cantinho. Bob Dylan foi Nobel de Literatura, Dario Fo morreu, novo episódio do AD, encomendas que chegaram... É muita emoção para um pobre coração entupido de bacon.
Aliás, falando em AD, tenho algumas colocações: estou morta de alegria com a atualização dos gêmeos, que ficaram ainda mais lindos. Eu, particularmente, preferia as roupas antigas do Armin, mas, ok, ele está lindo, e é isto que importa. Só achei um tanto estranho o Alexy não ter trocado de roupa, afinal, é ele que gosta de moda. Mas, ok. Também fiquei feliz pelo fato das fãs do Lysandre (categoria na qual me enquadro) terem recebido uma justa recompensa após todas as avalanches de sofrência merdística que foram os últimos episódios: estou falando da imagem exclusiva. Ainda acho que deveria ter sido a imagem de um beijo, afinal, as outras docetes foram aos céus com as várias bulinadas que receberam dos outros paqueras. Mas, ok, tá válido. O seguinte recado é para quem não tem o Lysandre como paquera: por favor, não reclamem de não terem recebido imagem dos outros paqueras, porque, enquanto vocês estavam só no oba-oba love-love, nós, pobres escravas do Lysandre, o vimos pular de ppk em ppk tentando descobrir quem era a namorada dele.
Por último, tendo em vista que a rapina rápida da chinonás está chegando (vulgo "lojinha de Halloween"), decidi que não vou jogar o último episódio para poupar dindinho, então, ficaria bem feliz se vocês me dessem muitos spoilers sobre o episódio 32 (podem falar sobre os outros paqueras, menos sobre o Castiel, porque eu não ligo muito para ele). Não tive paciência para ver todo o vídeo de uma jogadora, assim, só sei das partes que envolvem o Lysandre. Em especial, tenho duas perguntas: "qual o contexto da imagem com a Peggy?"; e "o pai do Lysandre morreu?" Porque tenho certeza que a chinonás fará isto, mais cedo ou mais tarde.
Enfim, é só isto galera. Bjsemordidasnasbundas.


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