História A Música da Alma - Capítulo 118


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Charlotte, Dakota, Debrah, Iris, Jade, Kentin, Kim, Leigh, Li, Lysandre, Melody, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Professor Faraize, Rosalya, Senhora Shermansky, Viktor Chavalier, Violette
Exibições 126
Palavras 1.171
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Harem, Hentai, Josei, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 118 - O meu fardo existencial


O que tinha acontecido? Difícil explicar. Talvez uma atitude impulsiva, algo impensado. Porque é isto o amor: desmedida. Não se escolhe alguém por motivos racionais, por qualidades positivas, ou fugazes belezas. Aliás, não se trata de opção, mas sim, acontecimento. De repente acontece. Surge de um olhar, de um sorriso, ou mesmo de uma piada ou desgraça. Está no positivo e no negativo. Vive entre fronteiras, desafiando conceitos. É um sentimento insensato que atinge qualquer pessoa, tornando-a cega, fanática.

Se se trata de algo inexplicável, como expressá-lo por meio das palavras? Aliás, elas são banais, vazias, espumas ao vento, folhas secas. Fitávamo-nos em um silêncio contemplativo, e isto bastava. Ao menos, era suficiente para mim.

- O que aconteceu, milady? – Questionou, repentinamente.

- Como assim? – Indaguei, tentando entender o que acontecia.

- Quando nos entregamos pela primeira vez, equivoquei-me ao acreditar que poderia ser algo significativo. Desta vez, preciso saber a verdade para não iludir-me novamente – Respondeu, enquanto sentava-se no chão.

- Sinceramente, não sei o que dizer – Repliquei, olhando-o constrangida.

- Foi um deleite fugaz? – Perguntou, fixando-me com certo terror.

- Certamente foi um prazer, no entanto, não chamaria de fugaz – Respondi, tentando encontrar as palavras precisas.

- Então, estamos em um compromisso desta vez? – Questionou, insistente, como se estivesse cansado da incerteza.

- Ainda é cedo para dizer – Disse, levantando-me.

- Diz, pois, o que tudo isto significou para a senhorita! – Exclamou, após levantar-se, segurar os meus braços, e fitar-me intensamente.

Simplesmente não conseguia responder. Apesar de ter certeza quanto aos meus sentimentos, ainda me faltava a coragem necessária para dizer a verdade.

- Pois bem, presumo que a mudez seja o que preciso saber. Sou apenas um mero desenfado para a senhorita. Não instarei. Continuaremos o nosso ensaio em outra ocasião, e assevero que isto não se repetirá. Aliás, para o bem da minha sanidade, nunca mais a tocarei desta forma. Seremos amigos, e nada mais – Discursou, após soltar-me, como se sentisse profundamente ofendido e indignado.

- Lysandre, não é como pensa. Apenas... Apenas preciso de tempo para... Para lidar com tudo isto – Defendi-me, desesperada, ao vê-lo daquela forma.

Ele vestia-se rapidamente, como se estivesse realmente arrependido pelo que tínhamos feito. Estava sentado sobre a poltrona, calçando as botas, e mostrando uma feição assaz áspera.

- Por favor, diga alguma coisa – Pedi, indo a sua direção.

- Veste-te e sai! – Ordenou, sem fitar-me, enquanto abotoava a camisa.

- Mas, eu já disse... Não foi algo passageiro, sem importância... Apenas... Apenas preciso de tempo – Expliquei-me, atormentada.

- Tempo... Tempo... Tempo... Maldito tempo! Sempre dizes o mesmo! Venho sido paciente há muito tempo! Basta! Estou extenuado! – Exclamou, furioso, levantando-se bruscamente.

- Entenda... Não foi um ano fácil para mim – Justifiquei, segurando-o pela gola da sua camisa.

- Como se tivesse sido simples para mim! – Respondeu, exaltado, segurando as minhas mãos, e tirando-as da sua camisa.

- Não foi isto que quis dizer – Rebati, tentando controlar todos os ânimos.

- Apenas retira-te... Não suporto mais... – Replicou, pesaroso, sentando-se sobre a poltrona novamente.

- Tudo bem, não insistirei. Farei o que me pede – Respondi, enquanto recolhia as minhas vestes.

Lysandre simplesmente me ignorava, enquanto vestia-me. Como eu gostaria de ser valente o suficiente para afrontar aquela situação. No entanto, apenas o silêncio me vinha aos lábios. Completamente vestida, coloquei a minha mochila sobre as costas, e disse:

- Adeus, Lysandre.

Ele olhou-me inexpressivamente, e acenou com a cabeça. Deveria ter saído antes, e ignorado quando me chamou de covarde, afinal, disse apenas a verdade. Agora a nossa relação seria ainda pior. E, para completar, tinha o Armin para complicar mais a minha vida. Mesmo que desejasse controlar todas as minhas pulsões, era impossível não chorar naquelas circunstâncias. Quando estava atravessando o portão, eis que surgem Leigh e Rosalya, que, obviamente se preocuparam com aquela cena.

- Carmen, o que aconteceu? – Indagou Rosalya, que se aproximou rapidamente.

- Eu... Eu... Eu sou uma covarde – Respondi, correndo para longe.

Sequer olhei para trás, apenas desejava sumir entre a multidão. Precisava do meu quarto, único refúgio seguro. Corria assaz velozmente que ia esbarrando em diversas pessoas, que me olhavam com desprezo. Após um longo tempo percorrendo o caminho da dor, eis que finalmente cheguei ao meu destino.

Deixei a água escaldante lavar o meu sofrimento, relaxando cada músculo. Era mais simples chorar enquanto me banhava, pois as lágrimas desapareciam. Os meus dedos, extremamente enrugados, me lembraram de que estava há muito tempo no chuveiro, e que, mesmo assim, ainda não tinha resolvido os meus problemas. Era inútil. Após secar-me, deitei entre os edredons, ainda nua, desejando que cada memória fosse apagada. Desta vez não era culpa ou vergonha que me afligiam, mas sim, raiva de ser quem eu era: uma covarde.

Ouvi o celular tocar por diversas vezes, mas simplesmente não tinha forças para falar com alguém, mesmo que fosse o Lysandre. Após alguma insistência, consegui dormir. Acordei durante a madrugada, ainda sentindo o peso do meu viver. Enquanto fervia a água para fazer um chá, aproximei-me da minha mochila, e tomei o celular em mãos: doze ligações da Rosalya, e também uma longa mensagem, que não tive coragem de ler. Enquanto sentia o sabor da cidreira, refletia sobre os rumos da minha vida, os erros, as perdas, as angústias. Não era fácil enfrentar tudo sozinha: um apartamento para cuidar, refeições a serem preparadas, estudos, problemas sentimentais... Seria melhor se tivesse continuado na minha antiga escola, vivendo em negação.

Como enfrentar todos os amanhãs? Eu o veria na escola, e também durante os ensaios. E ainda tinha a Rosalya, que certamente se intrometeria na nossa história. Céus! O que posso fazer?

Sentindo uma forte enxaqueca, tomei um remédio extremamente amargo. Em seguida, apanhei o celular, e deitei-me. Certamente teria que afrontar a Rosalya na manhã seguinte, então, o mais prudente a se fazer era ler a sua mensagem, assim, estaria preparada para uma possível discussão.

“Vendo que não me atendia, resolvi conversar com o Lysandre, que, como você pode imaginar, nada me disse, e pediu que o deixasse em paz. O Leigh tentou ver se conseguia uma resposta, mas teve apenas pistas do que aconteceu, o que não ajuda em nada. Eu suspeito do que tenha acontecido, e se for como penso, acho que desta vez o caso é mais sério. Enfim, não insistirei, apenas quero que saiba que estou aqui, disposta a ajudar. Tenha uma boa noite, e nos vemos amanhã. Beijos”.

Sei que as suas intenções eram boas, no entanto, eu apenas precisava de sossego, e particularmente detestava quando alguém insistia em tentar me ajudar. Apenas eu posso resolver os meus problemas, e não quero que os outros se preocupem com isto.

Com alguma relutância, decidi que o melhor era ir ao colégio. Durante o caminho, pensei no que poderia acontecer naquele dia, e como enfrentaria estes possíveis eventos. Pensei que encontraria o Lysandre conversando com a Nina, para me provocar. Mero engano. O sinal soou, e não o vi, bem como a Rosalya, e aquilo me preocupou deveras. O que teria acontecido?


Notas Finais


E este capítulo é para vocês verem que...
https://www.youtube.com/watch?v=qktNmMPzK40
Enfim, pessoas das minhas entranhas, desculpa o atraso. Este capítulo deveria ter sido postado há três dias, no entanto, resolvi fazer uma faxina nas minhas gavetas e... Desgraçadamente descobri que sou uma acumuladora de canhotos, notas fiscais, boletos e afins... Resultado? Fiquei com dor na bunda e na coluna de ficar sentada no chão rasgando coisas de, acreditem, 2008 em diante... É, é a vida.


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