História A Música da Alma - Capítulo 119


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Charlotte, Dakota, Debrah, Iris, Jade, Kentin, Kim, Leigh, Li, Lysandre, Melody, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Professor Faraize, Rosalya, Senhora Shermansky, Viktor Chavalier, Violette
Exibições 124
Palavras 1.469
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Harem, Hentai, Josei, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 119 - Uma proposta indecente


Era praticamente impossível se concentrar na aula pensando no que poderia estar acontecendo. Teria Lysandre revelado tudo à Rosalya? Se assim o fosse, a vergonha seria o meu novo martírio. Tantas ideias, possibilidades, hipóteses... Talvez tivesse sido mais prudente um diálogo com ela, na noite anterior. O intervalo chegou, e a minha vontade era de permanecer sozinha, na sala, com os braços cruzados sobre a mesa, e a cabeça repousando sobre eles, apenas deixando o tempo transcorrer ao seu modo. No entanto, alguém veio ao meu encontro.

- Ei! Olha aqui! – Exclamou.

- Você?! – Disse, surpresa, após levantar a cabeça e ver quem era.

- Qual a surpresa? Sei ser bastante amigável quando quero – Disse Ambre, com um sorriso estranho.

- Como se eu acreditasse em milagres – Ironizei, contrariada com aquela conversa.

- Pois bem, vou direto ao assunto. Vim tratar de negócios – Replicou, parecendo objetiva.

- Não vendo a minha alma por qualquer coisa – Rebati, impaciente.

- Não se trata de qualquer coisa. Queridinha, sei que você quer algo do meu irmão... Ouvi algumas conversas estranhas de vocês... Perguntava sobre algo que parecia perturbá-lo... Apenas não sei o que era. Enfim, talvez eu possa ser útil. Isto é, se você colaborar... – Disse, puxando uma cadeira, e sentando-se perto de mim.

- Como você pode me ajudar se não sabe o que desejo? – Indaguei, desconfiada, porém, mais interessada.

- Uma noite na minha casa... Isto permitiria que você vasculhasse algumas gavetas, o espiasse... Sabe, coisas assim – Respondeu, com um risinho insuportável.

- E em troca? – Questionei, esperando o pior.

- Um favor muito simples. Você vai convidar o Castiel para sair – Respondeu, sem floreios.

- Como?! – Disse, surpresa com aquela condição.

- Mas, é claro que você não irá encontrá-lo. Apenas convidar. Então, dá um bolo... E eu apareço no lugar, assim, por um acaso – Respondeu, com uma expressão maliciosa.

- Tudo parece muito interessante, porém, você se esqueceu do fato de estarmos brigados – Repliquei, perdendo o interesse vagarosamente.

- Eu sei, mas também sei que ele tem muito interesse em você. Não sei o que viu de muito extraordinário em uma coisinha tão ordinária como você, mas, enfim... O fato é que logo, logo ele tentará se aproximar, e então poderá aproveitar a ocasião. E se isto não acontecer, você pode tomar a iniciativa – Explicou, como se tivesse elaborado um plano muito sofisticado, infalível.

- Olha, a proposta parece muito interessante, no entanto, conheço-a muito bem, e sei que por trás disto não há algo bom. Então, passo a oferta – Respondi, tonando a deitar a cabeça sobre os meus braços.

- Você é que sabe. Mas, se mudar de ideia...

Tendo em mente que usou a amiga para vingar-se do Kentin, certamente tinha arquitetado algo muito nocivo. Sabia do seu amor platônico pelo Castiel – até mesmo o Nathaniel tinha me contado mais detalhes sobre esta história –, assim, provavelmente ela usaria alguma artimanha para prendê-lo a si. Sinceramente, os dois formariam um casal perfeito, e eu pouco me importava com o que a Ambre faria com o pequeno rebelde sem causa. Porém, naquele momento, tinha outros problemas para resolver, assim, era mais sensato manter-me longe de outras questões, ao menos por enquanto.

Tempos depois o sino soou, e tudo recomeçou. Quanto mais eu desejava que tudo acabasse depressa, mais o tempo se arrastava, como um miserável soldado que, agonizante, ia de encontro à morte. Finalmente o dia escolar tinha chegado ao fim, assim, apressadamente me dirigi ao meu apartamento. Não participaria do plantão de Química, pois, tendo em vista a minha pouca atenção, de nada adiantaria. Além disto, antes de ajudar os outros com as suas questões amorosas, eu precisava me auxiliar.

Enquanto caminhava, pensava no que poderia fazer, ou melhor, no que deveria fazer. Talvez se conversasse com a Rosalya antes, seria mais fácil ter um diálogo franco com o Lysandre, ela até mesmo me indicaria soluções, sem dúvidas. Estava decidido: depois do almoço iria procurá-la. Após cumprir com as minhas tarefas diárias, liguei para a minha amiga. Estranhamente ela não atendeu. Conhecendo-a bem, sei que retornaria a chamada, mais cedo ou mais tarde. Deste modo, resolvi assistir à televisão, para, quem sabe, me distrair.

Pouco tempo mais tarde, eis que o síndico anuncia a presença de Rosalya. Telepatia? Não, apenas um comportamento típico da minha amiga. Já no apartamento, ela foi direto ao assunto:

- Imagino que esteja se perguntando por que não fomos à aula – Disse, sentando-se sobre a parte direita do sofá.

- Confesso que esperava a ausência do Lysandre, porém, não a sua – Respondi, sentando-me ao seu lado.

- Bem, eu resolvi não ir à escola quando o Leigh me disse que o seu irmão estava trancado no quarto, e muito silencioso. Sabendo dos compromissos do meu namorado, resolvi ficar, para quem sabe ajudar o Lysandre, ou... Bem, evitar que fizesse alguma besteira – Explicou, fixando-me insistentemente.

- Fez bem – Repliquei, sem ter algo melhor a dizer.

- Devo confessar que tenho uma suspeita, e gostaria de saber a verdade – Continuou, com um tom mais sério.

- Diga – Rebati, sem muito entusiasmo.

- Depois que você saiu, corremos de encontro ao Lysandre, que estava na sala de música. Notei que ele estava com a camisa amarrotada, e os botões do colete estavam em casas erradas. Algo muito atípico dele. Também vi uma mancha no chão, digamos que era uma mancha muito suspeita. Mais tarde, quando tentei conversar com ele, pude notar outra marca, desta vez no seu pescoço. Então, acho que você entendeu onde quero chegar – Finalizou, olhando-me com malícia e suspeita.

- Se acha que aconteceu... Aconteceu aquilo... É, você está certa – Respondi, enfatizando estranhamente a palavra “aquilo”.

- Pois bem, gostaria de saber o porquê da sua reação. Não imagino que ele a tenha forçado, pois não é do feitio do meu cunhado – Replicou, mostrando-se intrigada.

- E você está certa. Na verdade, quando eu disse, tempos atrás, que tínhamos nos beijado, confesso que ocultei alguns detalhes – Disse, levantando-me, e ficando de costas para ela.

- Então, vocês têm feito isto com frequência?

- Não, apenas estas duas vezes – Respondi, enfaticamente.

- Certo. Agora, eu preciso entender o que está acontecendo entre vocês. O Lysandre não me disse nada, como já esperava. Mas, sei que você me dirá – Disse, levantando-se e colocando as mãos sobre os meus ombros.

- Tentarei ser breve, porém, desta vez não ocultarei os fatos. Logo após a Debrah ser desmascarada, Armin e eu nos beijamos. Foi algo que aconteceu repentinamente, inexplicavelmente. No mesmo dia, acabei ferindo o pé no parque, e Lysandre, que estava por perto, viu e me auxiliou. E então, aconteceu... Na casa dele – Respondi, cabisbaixa, tentando ocultar o constrangimento.

- Então, o outro é o Armin – Disse, com um tom estranho, como se não esperasse por aquela resposta.

- Sim. Como em um pequeno intervalo de tempo me envolvi com os dois, acabei ficando confusa, sem saber como agir. Porém, aos poucos, percebi que amava apenas um. No entanto, nunca tive coragem de confessar os meus sentimentos... Por medo – Continuei, após respirar fundo.

- E este alguém é o Lysandre, certo? – Questionou, apertando os meus ombros com alguma força, como se desejasse me incutir coragem.

- Sim. Ontem o vi com a Nina... Ela o beijou... E isto me enfureceu. Assim, discutimos, e ele me acusou de ser covarde. O resto você pode imaginar... – Respondi, aflita com as recordações.

- Ao invés de se declarar com palavras, preferiu agir, para mostrar o que sentia. Em seguida, o Lysandre novamente quis saber sobre os seus sentimentos, mas você não teve coragem de dizer nada. Ofendido, vocês brigaram – Disse, como se tivesse presenciado a cena.

- Exatamente – Confirmei, tentando ser forte.

- Do que você tem medo? – Indagou, com uma voz afável.

- Eu... Eu não sei explicar – Respondi, livrando-me das suas mãos, e volvendo-me.

- Você está segura do que sente? – Questionou, como se buscasse um motivo para a minha angústia.

- Sim, na verdade é como se soubesse o tempo todo. Eu não me entregaria para alguém se não sentisse algo muito forte. O que me confundiu foi o fato de ter beijado o Armin no mesmo dia. Então, veio a culpa e o medo de dizer a verdade aos dois – Respondi, fitando-a.

- O seu medo é de dizer a verdade para os dois, e assim ficar sem nenhum? – Indagou, franzindo a fronte.

- Não exatamente. Há tempos decidi que diria a verdade, ou ao menos parte dela, apenas para o Armin. Explicaria que não o amo, e que tudo foi apenas um engano. Ou algo assim... E, como você disse, não havia um compromisso entre Lysandre e eu, logo, não preciso explicar-me. A questão é outra... – Respondi, perdida entre tantas aflições.

- Seria medo de amar? – Perguntou, quase como se estivesse afirmando.


Notas Finais


Pessoal, é o seguinte: sei que vocês gostam de nhanhadas e tretas, mas, gostaria que comentassem mais os capítulos, digamos, "normais". Percebi que, toda vez que as coisas esquentam (brigas, beijos, sexo, e afins), recebo vários comentários, porém, quando o capítulo não tem isto, o interesse diminui... Até mesmo as visualizações caem. Sei que é chato fazer reclamações, no entanto, uma fanfic vive de público participativo, sem isto, ela acaba (vide o exemplo de fanfics maravilhosas que, de repente, pararam de ser atualizadas). Tendo isto em mente, e, junto com o meu tempo que anda cada vez mais curto, resolvi que, se até o fim deste ano a fanfic não tiver alcançado um padrão esperado, serei forçada a cancelá-la, ao menos, por um tempo. Novamente peço desculpas pela reclamação, porém, espero que compreendam o meu lado. Sem mais... Bjão e até o próximo capítulo.


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