História A Neko In My Life - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, JR, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Got7, Jackbam, Jaebum, Markjin, Youngjae
Exibições 244
Palavras 4.627
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olha eu de novo v::

BOra ler a última att de hoje. Mas lembre-se: não vou abandonar isso aqui não, blz??

Boa leitura! (Perdoa os erros, 'tá? Acabando aqui vou capotar ((mindira, vou ler JEIHIAHGH)) porque sou filha de Deus também).

Capítulo 15 - Apenas Sentindo


Era tão estranho ficar com aquela bota imobilizadora que me incomodava pegando boa parte da minha perna, a qual descobri ser a direita. Não conseguia coça-la e para me movimentar era um sacrifício. Isso sem contar que doía a beça quando acabava esbarrando-a em algum móvel da casa. Sem falar nas broncas que eu levava do meu hyung por não ficar quieto.

 

Falando no hyung...

 

Após ele, Bambam e Jackson terem sumido e me deixado nos cuidados de Jin e Mark hyung e só voltado mais tarde - com pizza! -, nós não tocamos naquele assunto. Estávamos agindo... normalmente, como se aquilo realmente não tivesse importância. Mas eu sabia que tinha. Sei lá, toda vez que nós conversávamos, eu me sentia estranho, como se estivesse fazendo a coisa mais errada do mundo. E isso me irritava, pois não conseguia coragem o suficiente para tocar nesse assunto. Nem me reconhecia mais, porque se fosse antes, tenho certeza que tudo estava resolvido.

 

E também teve aquela conversa com o Jin - ele insistiu que eu o chamasse pelo apelido - que fez com que muitas dúvidas entrassem pela minha cabeça junto de suas aulas que aconteciam a duas semanas, sendo que a uma eu saí daquele lugar - aprendi rapidamente sobre dias, meses, horas. Eu não era mais aquele Jaebum totalmente abobado de antes. Agora eu sabia de diversas coisas e isso me alegrava demais.

 

Tanto que no momento estou lendo o meu terceiro livro sozinho na sala de estar da casa de Bambam e Youngjae hyung, com minha perna em cima de uma almofada ao chão e toda minha concentração focada no objeto em minhas mãos. Bem, estava concentrado até ouvir uns barulhos de coisas caindo e deduzi ser meu hyung. Ele nunca se deu bem ali, eu sempre presenciava seus desastres.

 

- Tudo bem, hyung? – perguntei em um tom mais alto, para ele poder me ouvir.

 

- Tudo sim, eu acho... – mesmo ele tendo murmurando de lá, eu pude ouvir. Sorri por imaginar a cena.

 

- Tem certeza de que não quer ajuda? – dessa vez não precisei gritar já que ele tinha vindo para a sala. Youngjae estava assoprando uma das mãos, o que me preocupou de imediato – se machucou? – fechei o livro não me importando em perder a página e o coloquei ao me lado no sofá.

 

Ele parou o que fazia e me olhou, sorrindo contido.

 

- Estou bem, só me queimei um pouco.

 

- Hyung, você sabe que eu posso esperar o Bambam hyung para fazer isso. Não precisa se esforçar tanto...

 

- Eu também sei fazer isso – fez uma feição de alguém ofendido e por segundos eu acreditei nela – não duvide dos meus dotes culinários – sorriu convencido.

 

- Claro. Dotes – o provoquei olhando ao redor, só para irritá-lo um pouco mais.

 

- Que abusado. Aposto que esses livros que você anda lendo devem estar cheios de coisas erradas – Youngjae se levantou para tentar pegar meu novo xodó, porém fui mais rápido e o peguei primeiro – 'tá vendo?

 

- Não tem nada de errado aqui – disse de forma mais neutra possível. Jinyoung havia me dito para não deixá-lo ler esse livro, pois teriam momentos mais... pesados, como ele me falou. Eu não entendi até agora o que isso quer dizer, mas não vou quebrar a promessa que fiz com ele.

 

- Então me deixa ver – ele cruzou os braços e permaneceu em minha frente. Ok, eu meio que estou em pânico com isso.

 

- Você nem gosta de ler, hyung – espero que ele caia nesse papo e mude de assunto.

 

- Nem vem me enrolar, Im Jaebum – olhei para baixo, pensando em como sair dessa.

 

- Youngjae... – fiz um bico, abaixando minhas orelhas, abraçando o livro em meu peito, afim de protegê-lo.

 

- Se você fez manha é porque aí tem. Vamos, me deixa ver – ele esticou o braço para tentar tirá-lo, mas eu o levantei, levando-o acima da minha cabeça – aish, JB! Se não tem nada, então por que não posso olhar? – antes que eu pudesse responder, Youngjae apoiou um de seus joelhos no sofá, bem próximo ao meu corpo, e passou a se esticar de forma a alcançar o livro. Eu continuava afastando-o no ar, falhando logo em seguida.

 

- Você é muito insistente, hyung – resmunguei ao ter meu precioso tomado de minhas mãos e um Youngjae vitorioso a frente.  

 

Seu outro joelho fora até o outro canto próximo ao meu corpo, permitindo que ele se sentasse sobre mim, ou melhor, em meu colo. Acho que por ele estar entretido até demais no livro, acabou por não perceber a posição em que estava. E não é como se eu me importasse com isso, eu definitivamente estou adorando. Só espero que ele não perceba tão cedo.

 

Enquanto os olhos dele percorriam incessantemente folha por folha como um paranoico, minhas mãos passaram a formigar, em um pedido suplicante para o tocar. Estava quase para ceder a esse desejo bobo quando o senti se remexer, fechando o livro de uma vez.  

 

- Eu não vi nada nesse livro. Por que não me entregou logo essa coisa?

 

- Eu tenho certeza de que você só o leu superficialmente – Youngjae fez uma expressão ofendida, me fazendo sorrir em resposta.

 

- Quem disse? E pior, você admite que tem coisa errada aqui?

 

- Primeiro porque é impossível ler esse livro tão rápido e, segundo, eu não disse nada – falei calmamente surpreendendo até a mim mesmo por isso.  

 

Youngjae pareceu querer falar mais alguma coisa, mas ao ver onde estava, teve apenas uma reação: tentar se levantar. Novamente fui mais rápido e o impedi de o fazer, segurando com minhas mãos em sua cintura, ganhando seus olhos um tanto arregalados e a face avermelhada como mais nova visão.

 

**

- POV. YOUNGJAE -

 

É, 'tava tudo normal até eu perceber onde eu tinha me sentado. Cara, eu estava tão decidido em achar alguma coisa só para criar um álibi para agredir o Jinyoung que nem percebi a situação em que eu criei. E como se fosse obra do espírito "caguei pro Youngjae", JB ainda me impediu de me levantar, deixando suas mãos em minha cintura até o momento presente.

 

Foi inevitável nossos olhos se encontrarem, permanecendo assim por um tempo que eu julguei ser longo e de certa forma constrangedor. Porque, colegas, eu não estava em um lugar qualquer e sim no colo dele. Isso 'tá muito errado. Muito, muito, muito.

 

- J-JB... – odeio quando minha voz dá essas vaciladas – me deixa levantar.

 

- Por quê? – lá vem.

 

- P-porque eu vou acabar machucando ainda mais seu pé – querendo ou não eu não estava mentindo tanto.

 

- Não vai – suas mãos apertaram um pouco a área de meu corpo que era mantida na sua restrição. Meu coração estava ficando cada vez mais acelerado e temia ter um ataque cardíaco bem ali e sem saber ao certo o porquê.

 

- E-eu vou sim, a-agora me dei-

 

- Hyung – fui interrompido por sua fala séria, uma mudança de humor radical demais para a situação. Bem, já que estava sem opçõesno momento, acabei por aceitar meu destino e me ajeitar em seu colo, sempre em busca da forma menos vergonhosa. Impossível – hyung, eu... queria pedir desculpas – o olhei de cenho franzido, tentando entender o motivo desta desculpa súbita.

 

- Desculpa de quê? – JB ponderou por um momento, abaixando o olhar junto das orelhas para um ponto aleatório. Essa cena sempre destruía meu autocontrole.

 

- Você sabe, hyung... – murmurou ainda sem me encarar. Seus dedos agora tinham encontrado minha pele por debaixo da camisa que eu usava, brincando ali. Claro que esses toques me davam uns arrepios frequentes.

 

- Não sei não – estava perdidão com essa conversa. Podia parecer que não, mas era verdade.

 

- Você sabe sim, hyung – voltou a murmurar – sobre... aquele jantar.

 

Agora caiu a ficha.

 

- Oh – JB voltou a me encarar como se esperasse pelo o que eu iria falar – esqueça isso, Jaebum.

 

- Esquecer? Eu destruí aquele jantar, hyung – agora que parei para prestar atenção, ele parecia estar se remoendo por dentro por causa desse fato passado. E isso não é de agora.

 

- Jaebum, você não destruiu nada, então, por favor, não diga mais isso – disse igualmente sério, vendo-o digerir minhas palavras.

 

- Você sabe que isso não é verdade Youngjae – seu tom saiu cheio de mágoa. Me doía o coração ouvir essas coisas de si.

 

- Pare de dizer essas besteiras, Im Jaebum – minha fala também estava infestada de tristeza. Era sempre assim. Tudo que JB sentia, eu era capaz de sentir também. Sempre soube que nós tínhamos uma espécie de vínculo, desde o olhar ao sentimento. E depois daquela conversa com aquela senhora, eu começava a pensar se ela tinha alguma ligação com isso.

 

- Você só está dizendo isso para eu me sentir melhor – maldito seja esses novos pensamentos dele.

 

- Jaebum, não estou dizendo isso apenas para te ver melhor. Estou dizendo isso porque é a verdade. Toda aquela troca de farpa entre você e... Yugyeom serviu para nos mostrar a verdadeira personalidade dele, assim como a sua nova – parei para pensar nas palavras certas. Eu nunca fui bom com essas coisas de consolar alguém. Ainda mais esse alguém sendo ele – não se crucifique com essa história. Passado é passado.

 

Permanecemos em silêncio por um longo tempo.

 

- Então você não está bravo comigo, hyung? – sua voz voltou a soar em meus ouvidos. Acabei sorrindo ao assimilar toda sua frase.

 

- Nunca estive, Jaebum – ele também sorriu, algo que me deixou mais tranquilo.

 

- Hyung... – aquele seu tom manhoso voltou, junto dos seus olhos desfocando dos meus.

 

- Diga.

 

- Você... me ama?

 

É nesse exato momento em que a morte me estende a mão e nós vamos juntas para o inferno.

 

- O-o q-quê? – eu não faço ideia do que toda essa confusão em minha cabeça quer dizer. Não sei se fico ansioso e feliz com sua indagação ou se finjo que desmaiei para escapar da futura conversa que provavelmente vamos ter.

 

- Eu conversei a um tempo atrás com o Jin hyung e ele me contou algumas coisas – tá aí um motivo para talvez agredir o Jinyoung.

 

- Q-que coisas? – JB voltou a me olhar nos olhos. Senti seus dedos se arrastarem lentamente pelas minhas costas até se encontrarem, me dando a reação de fechar brevemente os olhos.

 

- Ele me disse que quando gostamos bastante de uma pessoa, acabamos por desenvolver um novo tipo de sentimento por ela – ele dizia sempre olhando em meus olhos. Eu me sentia incapaz de desviar de suas incríveis e maravilhosas íris por motivos desconhecidos por mim – e ele disse que o nome desse sentimento é amor.

 

- E-ele disse isso? – Jaebum concordou com um aceno de cabeça – e o que mais ele disse?

 

- Hm... ele disse que, se não soubermos nutrir de um jeito saudável esse sentimento, acabamos por desenvolver outros não tão agradáveis assim, como ciúme, possessividade, egoísmo.

 

- E você sabe o que são essas palavras? – é, 'tava na cara que eu estava querendo mudar o rumo da nossa conversa.

 

- Sim. Eu pesquisei. Mas não é isso que eu queria te falar – deixei que cada uma de minhas mãos pousassem em cada uma de suas coxas, vendo-o olhar para a minha ação rapidamente antes de voltar a me olhar.

 

- JB, você sabe que esse sentimento é bem amplo e complexo, não é? – comecei de forma calma, tranquila.

 

- Você não me ama? – Jaebum soltou de um jeito tão aceito que cheguei a me assustar.

 

- O quê?! Claro que não! E-eu amo você sim, JB – falei exasperado e, no processo, segurei cada lado de seu rosto – não diga isso...

 

- Mas você...

 

- Eu só quis dizer que talvez a forma que você pense sobre o que é amor por conta da explicação do Jin não seja o que você realmente sinta... por mim – acariciei seu rosto com meus polegares, vendo-o fechar os olhos por um momento. Se Jaebum visse o quão lindo era com essa feição serena... provavelmente se apaixonaria por si mesmo.

 

- Hyung, eu sei o que sinto por você – seus olhos tornaram a se abrir, mas eu me recusei a parar de acariciar seu rosto.

 

- Jaebum...

 

- Toda vez que parava para pensar em nós dois, diversas coisas me atingiam. Sempre. Eu não fazia ideia do que tecnicamente eram, até descobrir o nome. Sentimentos. E a partir daí eu entendi o que todas aquelas coisas eram – ele deu uma pausa, como se pensasse no que exatamente dizer. Eu meio que estava petrificado, deixando até que minhas mãos escorregassem de volta para suas coxas – eram mais definições de sentimentos. Eu me sentia bem por ter alguém cuidando e se preocupado comigo; Eu me sentia feliz por você estar sempre ao meu lado, me mostrando e me fazendo sentir coisas novas; Eu me sentia irritado por saber que você gostava de outra pessoa; Eu me sentia pior ainda ao notar que ela não sentia o mesmo por você; Eu me sentia triste e invejado por não ter todo seu afeto apenas para mim; E eu me sentia destruído por entender e aceitar que eu nunca receberia de volta o maior sentimento que nutro por você. Amor.
 

Sim, meus caros, eu nem havia percebido quando lágrimas desciam pelo meu rosto, pingando em minhas mãos. Eu não me lembrava da última vez que tinha chorado de forma tão instantânea e inevitável. Eu poderia estar a coisa mais terrível da face da Terra - porque eu chorando... Deus me livre -, mas não estava necessariamente triste.

 

Muito pelo contrário.

 

- J-JB... v-você...

 

- Eu te amo, Youngjae. – novamente ele me interrompeu, mas foi com aquelas simples e poderosas palavras. Essas que me fizeram chorar mais. Fechei meus olhos ao ter sua mão em minha nuca, me instruindo a deitar minha cabeça em seu ombro. Isso enquanto aquela mesma mão acariciava minhas costas – eu acho que suas lágrimas são boas, então... pode chorar.

 

Ri um pouco em meio as lágrimas pela forma duvidosa que sua última frase soou.

 

- V-você realmente não pode ser real... – sussurrei antes de fungar um pouco.
 

- Eu sou sim, hyung. Não se preocupe – sorri minimamente ao ouvi-lo.

 

Não faço ideia de quanto tempo permanecemos assim. Só sei que aquele carinho que minhas costas ganhavam através da mão de JB estava sendo maravilhoso. Acho que é comum quando choramos ficarmos mais emotivos - pelo menos eu sou assim. Eu apenas queria permanecer ali, para sempre, sendo embalado por aquele ser que a semanas atrás não sabia nem andar direito.  

 

É até engraçado lembrar de como viemos parar na atual situação. E pensar que tudo começou a partir de um simples animal de estimação, este que me pareceu a pior coisa que poderia ter me acontecido. Um ano depois ele se transforma em um ser humano, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Acho que engolir esse fato fora mais fácil do que como isso aconteceu. Só de lembrar daquela conversa com aquela senhora, meu corpo reage sozinho, se arrepiado por completo. Foram tantas informações de uma só vez que ainda estou em faze de assimilação - assimilação eterna.

 

E como se não bastasse, ainda recebo a melhor declaração que poderia receber. Jaebum amadureceu tão rápido que chego a me preocupar. Sei que há influência do tal feitiço daquela senhora, e isso me deixa encafifado. Sempre evito pensar demais sobre a instigante existência de JB porque, dúvidas é o que não faltam. Por mais que eu tente, ainda temo pelo futuro. Temo pelo que ainda iremos passar, temo pelas reações que isso irá gerar e temo por perdê-lo.

 

Essa é uma hipótese que não deve ser descartada, mas farei de tudo para riscá-la de meus pensamentos.

 

- Hyung? – ouvi seu sussurro bem ao fundo de meus tímpanos, mas nem por isso saí daquela posição. Estava tão entorpecido pelo carinho, choro e pensamentos que até esqueci de responder. Podia parecer errado, mas tudo o que eu queria no momento era permanecer assim, quietinho – hyung? Não acredito que você dormiu... – quase ri do seu tom choroso. Decidi que iria fingir que estava dormindo, só para não sair desse maravilhoso conforto. Só por agora esquecer de tudo.

 

Mas meu plano foi por água abaixo quando Jaebum, com uma tremenda dificuldade, girou nossos corpos de forma a me deitar no sofá. Eu sabia que ele estava sobre mim por sentir o sofá se afundando aos lados de minha cabeça.  

 

Uma vontade absurda de abrir os olhos me atingiu, porém, segui firme no plano que eu não fazia ideia do por que caralhos eu o estava fazendo. Talvez meu subconsciente estivesse curioso a respeito do que JB iria fazer sem que eu tivesse conhecimento por, aparentemente, eu estar dormindo.

 

Senti o toque da ponta de seus dedos na tez de meu rosto, explorando calmante todos os cantos possíveis. Não sei se estava fingindo muito bem ou se ele estava apenas ignorando o fato de eu contrair ainda mais meus olhos com esse toque. Só sei que nada disse assim como Jaebum. Este que continuou com seu percurso, circulando minha boca com apenas um dedo. Acabei suspirando alto demais ao que aquele mesmo dedo fora substituído pelo polegar. Pude identificá-lo no mesmo instante em que ele afastou meu lábio inferior para baixo, criando uma pequena fissura em minha boca.

 

Ok, o que exatamente estava acontecendo? Ou melhor, o que estava prestes a acontecer? Eu poderia mentir, e mentir para mim mesmo e pensar "puts, isso não pode acontecer!" ou "isso ‘tá muito errado" e, bem, realmente. Querendo ou não, eu meio que estou me aproveitando dos gestos - que não sei bem se há inocência ou não - de JB. Mas isso não sobrepõe minha vontade, já muito antiga, de continuar com essa proximidade toda.

 

Não irei negar e dizer que Im Jaebum não me atrai. Estaria mentindo além do permitido. Entretendo, este tipo de pensamento não é nada moral. JB é, de qualquer forma, um ser com uma inocência fora do comum para a idade que aparenta ter. E eu, um cara na seca a anos, sem ter dado um beijinho na boca sequer nesse tempo todo, não posso simplesmente me aproveitar de sua ingenuidade.

 

Isso sim é muito errado.

 

Enquanto entrava em um mini conflito interno comigo mesmo, senti que o corpo de Jaebum estava mais colado ao meu. Podia sentir o contato de nossas barrigas - com as roupas, calma! - e de um peso a mais próximo ao meu rosto, o que julguei ser seus antebraços.

 

Não fazia ideia - mentira - do que ele estava planejando. Isso até sentir algo macio em meus lábios. Eram os seus.

 

Senti todos os pelos de meu corpo se eriçarem, meus olhos automaticamente se abrirem e meu coração acelerar em uma velocidade absurdamente alta. Eu quase tive um ataque ao vê-lo de olhos fechados, parecendo apreciar o que havia acabado de fazer. Ao contrário dele, eu não tinha a mínima reação. Não sabia se o afastava, se permanecia assim, se saía gritando pela casa ou desmaiava. Estava em um dilema comigo mesmo, algo que eu fazia com muita frequência ultimamente.

 

Parei de viajar mais uma vez, decidido a esquecer tudo, novamente. Estávamos nós dois, de qualquer forma. O único que me julgaria pelo que estava acontecendo seria eu mesmo, isso se eu permitir.

 

Uma vez ligado o "caguei", me permitir sentir aquele contato que não passava de um simples selar. Um encostar de lábios cheio de sentimentos misturados e compartilhados. Eu podia sentir o cuidado que Jaebum depositava ali, talvez por medo de que eu "acordasse".

 

E quando menos esperei, ele se afastou. Quase o puxei de volta, mas me contive. Ele não precisava saber que eu estava acordado. Não agora. Senti sua respiração batendo contra meu rosto, entendendo que ele não havia se afastado muito. E novamente surpreendido, senti mais uma vez a pressão de seus lábios contra os meus, dessa vez com um elemento novo: sua língua.

 

Me assustei no começo por identificar o quão áspera esta estava, provavelmente por consequência daquele tal feitiço. Não lembrava dela ser assim - já que me recordo nitidamente do ocorrido na casa de Jinyoung e Mark, ou seja, de ter sentido-a antes - mas não chegava a incomodar. Era uma sensação diferente ter sua língua áspera constantemente em contato com meus lábios. E, em meio uma fraqueza momentânea, acabei por ceder ao seu pedido inconsciente e abri um pouco minha boca, permitindo que nossas línguas se encontrassem.

 

Foi um choque instantâneo. Uma carga de eletricidade passeou por todo o meu corpo, me trazendo novamente aquela sensação de arrepio. Senti que Jaebum retesou um pouco quando nossos músculos entraram em contato, se deixando levar em milésimos de segundos depois.  

 

Por ele não fazer ideia do que fazer, eu acabei por comandar todo o ato. Minhas mãos, já implorando a tempos para saírem do lugar, acabaram por, enfim, entrarem em contato com os fios lisos e macios de seu coro cabeludo, prendendo-os em meus dedos vez ou outra. Jaebum parecia surpreso, talvez por descobrir que eu estava acordado, mas nem por isso se afastou. Ele estava entregue, permitindo que eu regesse do meu jeito o que tivesse de reger.

 

E com isso em mente, flexionei meus joelhos antes de envolver sua cintura com minhas pernas, fazendo com que nossos corpos ficassem ainda mais próximos. Senti um suspiro escapar por seus lábios presos aos meus quando certas áreas de nossos corpos se chocaram com meu ato. Eu já não estava mais respondendo por mim, então não foi uma surpresa que uma de minhas mãos seguraram firmemente os fios da nuca alheia, trazendo seu rosto para mais perto do meu. Eu precisava de mais, precisava que Jaebum ficasse bem mais perto de mim, precisava de mais toques deste.

 

Aquilo estava bom! Bom só não, estava excitante. Cada gesto, cada movimento que fazíamos eram o suficiente para arrancar ofegos longos de ambas as bocas, estas que só se separavam em curtos períodos de tempo, apenas para recuperar o fôlego. Em todos os meus movimentos eu não abria os olhos, talvez por medo de me arrepender do que tivéssemos fazendo.

 

Mas deixando isso de lado, passei apenas a apreciar aquele ósculo que estava melhorando a cada instante. As mãos de JB permaneciam no mesmo lugar por ter que segurar o peso de seu corpo. Entretanto, eu conseguia imaginar o quão ansioso ele estava para me tocar, só pelo fato dele buscar mais contato comigo, abaixando seu tronco gradativamente, criando um maior atrito entre nossos baixos ventres em uma frequência constante.

 

Não era só JB quem deixava o ar escapar de seus lábios sem o lúcido consentimento; eu nem acreditava que estava fazendo algo tão íntimo com alguém tão... tão Im Jaebum. Provavelmente depois eu iria me condenar muito por isso, porém, pelo menos por ora, eu iria curtir o momento sem pensar muito.

 

- Hyung... – ouvi, bem arrastado, seu sussurro, em um dos breves momentos em que afastamos nossos lábios, tentando regular tanto nossas respirações quanto pensamentos – você está acordado.

 

Não foi uma pergunta, então não vi necessidade de responder. Apenas o puxei de volta, sentindo mais uma vez a textura e sabor de seus lábios; me deliciando com o gosto e forma áspera de sua língua, chupando-a sem qualquer resquício de volúpia e ganhando mais de seus longos suspiros no processo; ali, naquele momento, não havia pudor algum, apenas duas pessoas necessitando urgentemente do contato uma da outra.

 

- Hyung... – JB voltou a sussurrar, porém de forma mais baixa – eu me sinto quente... principalmente... lá, em baixo – abri meus olhos para vê-lo um tanto ruborizado. Acho que após ele aprender um pouco sobre anatomia humana, seus pensamentos mudaram um pouco sobre essa área.

 

- Aqui? – não resistindo a nada, desci minha mão vagarosamente por entre nossos corpos com um pouco de dificuldade e parando onde nossos membros se chocavam. Jaebum fechara os olhos, deixando o seu primeiro gemido escapar. Olha, aquilo foi muito, tipo, muito estimulante, tanto que acabei fazendo o mesmo só por ouvi-lo.

 

Ele assentiu com a cabeça, permanecendo de olhos fechados. Eu, completamente cego, passei a acariciar a ambos, puxando-o novamente pela nuca e tomando seus lábios com desejo, luxúria. Jaebum correspondia na mesma medida, por mais que não notasse.

 

Nossos gemidos agora eram ouvidos com mais frequência entre nossos beijos, minha mão que estimulava nossos órgãos - sobre as roupas - agora se movia com mais rapidez. A palavra coerência não tinha existência ali. Tudo que queríamos no momento era sentir; nos sentir. Nem a má posição de Jaebum por conta de sua perna influenciava em algo. Absolutamente nada.

 

- I-isso é muito b-bom, hyung... – JB voltou a balbuciar. Pude notar que seus antebraços estavam fraquejando por conta da posição.

 

- Você gosta...? – movi minha mão de forma a segurar com uma certa força seu membro por cima da calça que vestia. Jaebum grunhiu baixinho, voltando a fechar os olhos.

 

- E-eu gosto... – umedeceu os lábios – o-o que é isso?

 

- Isso o quê? – eu não parava com os movimentos na mão, só para ouvi-lo arfar a cada pausa dada.

 

- I-isso tudo. Essas... essas sensações, essas coisas boas, eu... eu q-quero mais – meu sorriso no momento era banhado por uma lascívia absurda.

 

- Você quer mais, Bummie? – fui afastando minhas mãos aos poucos, pronto para adentrar suas roupas.

 

- Você nem pra me defender também! – acho que já tinha virado tradição essas coisas. Quando eu menos, assim, menos mesmo esperava, algo, ou melhor, alguém interrompia momentos que não deveriam.

 

Já estava xingando e amaldiçoado aqueles dois no mesmo instante em que Jaebum se ajeitava no sofá. Parecia igualmente irritado. Eu continuei deitado no sofá, excitado e puto da vida.

 

- Você discute com o cabeleireiro e ainda quer que eu interfira quando decidem sair na porrada? Não estava afim de morrer ainda – mesmo sem vê-los, dava para perceber que Jackson não disfarçava a risada.

 

- Agora vou ter que conviver com esse cabelo loiro por, pelo menos, um mês. Filho da puta – agora era Bambam quem falava. Ou melhor,choramingava.

 

- Já disse que você 'tá lin... estamos atrapalhando? – Jackson enfim apareceu em nosso campo de visão, carregando algumas sacolas consigo. Bambam vinha logo atrás.

 

- Jackson, você me atrapalha desde o dia em que nasceu – disse sem deixar transparecer o quanto queria matá-lo na minha voz.

 

- Aish, azedo – revirei os olhos – mas, diz aí, foi bom? – arqueei minha sobrancelha ao ouvir sua indagação.

 

- O quê?

 

- "O quê?"? Você sabe muito bem – foi inevitável não abrir minha boca, mas não por surpresa e sim por vergonha. Eu costumava fazer isso ao invés de ficar ruborizado.

 

- E-eu não sei do que você está falando – desviei minha atenção de seus olhos ao que ele os estreitavam.

 

- ...Como foi, Jaebum? – tornei a olhá-lo, com um quase palpável ódio.

 

- Você tinha razão, Jack hyung. Beijar o Youngjae é incrível! – virei meu rosto lentamente na direção de JB antes de voltar para aquele chinês. Este que sorria debochado. Desgraçado.

 

- Jackson. O que você anda ensinado para ele? – mesmo meu tom sendo ameaçador, acabei por receber um dar de ombros daquele palhaço.

 

- Nada do que você mesmo não irá ensinar – sorriu ladino.

 

Eu havia me sentado para levantar e agredi-lo, mas ao ver os olhos brilhantes de Jaebum, parei para refletir bem sobre tudo. Bem, eu não precisava pensar em tudo o que acabava de acontecer agora. Eu não queria me julgar, me agredir ou qualquer coisa parecida. Afinal, haviam muitas coisas para eu colocar no lugar e, bem, a primeira delas era a que estava me incomodando nesse instante:

 

- Kunpimook. Por que raios você está loiro?

 

 

 

 

 


Notas Finais


Tá aí.

EITa porra, rolou o primeiro bjo do otP, meu Deus, aleluia, né non???!!?!? Youngjae perdendo o controle sem muita facilidade... Isso que dá ficar muito tempo sem pegar um macho v::: JackBam chegou só pra ferrar os dois, tá loco.(((É, fui bem fdp, eu sei HuE)))

MAss, é isso. Espero que tenham entendido tudo e que, realmente não desistam de mim e da fic. VOU TENTAR voltar ainda esse ano (levem na brincadeira, plmdds T-T) JEJgiejIHGe, ok?

Bju suas pestes e ~Atéé c:


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