História A nerd e o popular - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Bickslow, Cana Alberona, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Igneel, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Layla Heartfilia, Leon, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel, Sting Eucliffe, Wendy Marvell
Tags Máfia, Romance
Exibições 565
Palavras 1.516
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 28 - Paz


Lucy  

Abri os olhos lentamente...

Não me lembro de ter dormido...

Espera...

- ESTAMOS SEM COMIDA! - dei um sobressalto na cama.

Então eu percebi duas coisas:

• Eu estou em uma cama de hospital.

• E estou com uma puta dor de cabeça.

- Eh... O que aconteceu? - olhei em volta e não vi ninguém para me informar.

- Hei, loira... - o ruivo entrou no quarto, e ele estava com roupa de...

- Enfermeiro? - arqueei as sobrancelhas.

- Pois é. - ele deu um sorriso de lado.

- Eu... O que eu estou fazendo aqui? - perguntei. 

- Seus amigos lhe contaram o ocorrido. - ele disse e veio checar minha temperatura. - Você está se sentindo bem?

- Estou com dor de cabeça. - respondi.

- Não me surpreende, afinal você bateu a cabeça quando desmaiou. - ele comentou.

- Eu desmaiei? - franzi a testa e a dor de cabeça aumentou. - Como assim?

Ele abriu a boca para dizer algo, porém a porta foi aberta pelo Natsu.

- Luce! - ele deu o sorriso gigante, por acaso o sorriso que eu mais gosto, mas infelizmente o sorriso murchou quando ele notou o ruivo bem alí. - O que você está fazendo aqui?

- Sou enfermeiro. - o ruivo falou com o melhor tom profissional possível.

- Eu cuido da minha Luce, pode deixar. - Natsu veio e segurou minha mão. - Agora vaza.

O ruivo queria responder, porém saiu do quarto a passos duros.

- Coitado, Natsu... - reclamei.

- Que é? - ele me encarou irritado. - Agora vai defender ele?

- Affs. - revirei os olhos. - Ciúme besta.

- Ciúme? - Natsu riu. - Eu não tenho ciúme. Eu só sou um pouco possessivo.

- Um pouco? - arqueei as sobrancelhas. - Enfim... Já que você está aqui... Podia me dizer o que aconteceu?

- Bem... Eu acordei com gritos vindo da cozinha, e corri pra lá, e quando cheguei, você estava desacordada caída no chão, e a Erza tentava desesperadamente te acordar. - ele murmurou. - Agora eu te pergunto: Qual foi o motivo do seu desmaio?

- Eh... - fiquei vermelha. - É uma longa hist...

- Estou disposto a ouvir sua longa história. - ele me interrompeu.

- É que eu e a Erza estávamos conversando no terraço... - murmurei. - Então ficamos com fome e fomos pegar comida na cozinha... E quando chegamos na cozinha... - meus olhos já estavam marejados. - Não tinha comida... E depois... Eu não lembro, acho que foi aí que eu desmaiei.

Natsu me encarou.

Então começou a rir.

- Hahahahahahahahaha - ele rolou no chão de tanto rir. - Você desmaiou por... Causa... Da comida?! Hahahahahaha!

- Você não me leva a sério... - resmunguei irritada.

Minha dor havia aumentado e parecia que minha cabeça era uma bomba que explodiria em questões de segundos.

- Admita, foi engraçado, Luce! - ele sorriu.

- Não foi nada engraçado. - encarei ele com aquele olhar sombrio da Erza, e o sorriso dele murchou. - Se você veio para ficar rindo da minha cara, aconselho a ir embora, e chamar o ruivo.

- Chamar o ruivo um escambau! - ele fechou a cara. - Quem tem que cuidar de você sou eu, não ele.

- É o trabalho dele! Não seu! - me irritei. - Estou com uma puta dor de cabeça! E você ficou aí rindo da minha cara! Será melhor se você for embora!

- Ótimo! Então eu vou! - ele gritou. - Fica aí com o seu ruivo!

Então ele deu as costas e saiu irritado, e bateu a porta forte.

Odeio quando ele fica possessivo desse jeito...

- Com licença. - o ruivo entrou com um olhar assustado e com a boca sangrando. - O seu amigo estava meio nervoso, mas me disse que você precisava de mim, mas antes...

- O Natsu te socou. - concluí e ele concordou. - Eu te ajudo.

Levantei da cama devagar e peguei álcool e uns algodões.

Fiz ele se sentar na cama, e comecei a cuidar do estrago que o Natsu fez.

- Peço desculpas por ele. - murmurei. - O Natsu é um idiota, possessivo e orgulhoso e você acabou se ferindo... A culpa é minha, eu não devia ter me irritado com ele...

- Não se culpe. - o ruivo deu um sorriso de canto. - E nem doeu tanto...

- Mentira. - retruquei. - O Natsu estava nervoso demais para medir a força do soco...

- Você deve conhecer ele a muitos anos então... - ele riu.

- Não, foi a pouco tempo... - dei um sorriso de lado.

Terminei de limpar o sangue, então ele me entregou o remédio de dor de cabeça, e buscou um copo de água.

- Obrigada. - falei, mas antes de tomar o remédio, olhei pra roupa de enfermeiro dele, e percebi que ele não tinha um crachá. - Meu nome é Lucy, e você?

- Gosto de manter meu nome em sigilo. - ele deu um sorriso macabro.

Peguei o remédio, joguei no chão, pisei com força, e joguei a água do copo na cara do ruivo.

- Ei! Por que fez is... - antes que terminasse a frase, quebrei o copo de vidro na cabeça dele, fazendo-o desmair.

Peguei o celular dele, e vi pelas mensagens que ele estava trabalhando para o Sting.

- Natsu, preciso achar o Natsu... - saí correndo do quarto.

+++

Eu estava correndo a meia hora, mas não achava o Natsu em lugar nenhum, quando de repente, aviste alguém com uma cabeleira rosa de costas, sentado em um banco.

Cheguei mais perto, e tive a certeza que era o Natsu.

Afinal, ele estava com uma garota.

E ela estava fazendo boquete nele.

- Isso deveria ir para o red tube. - comentei e o Natsu olhou assustado para mim:

- Luce?!

- Não, sou a avó dela e estou fazendo intercâmbio entre o céu e Magnólia. - revirei os olhos. - É claro que sou eu, né!

Ele subiu as calças, e mandou a garota embora. Então me encarou:

- Pensei que estivesse no hospital, com o ruivo.

- Eu estava. - concordei.

Sentei ao lado dele no banco e contei tudo, e Natsu ficou sem palavras.

- Foi bem merecido aquele soco que você deu nele. - ri.

- Eu devia ter matado ele. - Natsu disse pensativo. - Luce, hora de chamar o Laxus.

- Nã...

- Eu vou chamar o Laxus, isso já passou dos limites! - Natsu resmungou. - Qual é o problema dele vir pra cá?

- Eu vou ter que me mudar de novo... - sussurrei. - Toda vez que o perigo se aproxima... É a mesma coisa... Eu terei que ir.

Natsu

Ver os belos olhos achocolatados da Luce, tristes, era de doer o coração.

- Eu... - murmurei. - Eu não vou deixar você ir embora, Luce.

- Uhum... - ela revirou os olhos e se levantou do banco. - Desculpe por interromper a sua "conversinha" com aquela garota... Eu já estou indo.

Antes que ela fosse embora, eu a puxei pelo braço, e a fiz sentar no meu colo.

- Não duvide de mim, Luce. - sorri. - Eu nunca deixaria minha esposa a mercê de outros homens.

Então ela sorriu.

- Eu? Sua esposa? Nunca. - ela deu uma risada com escárnio. - Pra que? Pra ser trocada por uma qualquer como aquela garota? O kami que me livre.

- Ta com ciúmes? - arqueei as sobrancelhas.

- Por que eu teria ciúmes de algo que não é meu? - ela franziu a testa.

- Luce eu...

- Cale a boca e me abrace, só isso. - ela resmungou e escondeu seu rosto vermelho em meu peito.

A envolvi com meus braços, e ficamos assim por um bom tempo.

- Seu abraço é quentinho. - ela murmurou me abraçando mais forte. - Eu gosto de abraços quentinhos.

- Você é um Olaf na vida. - comentei e ela riu.

- Talvez. - ela concordou.

Então ficamos em silêncio.

Um silêncio gostoso, e bom de se aproveitar.

Com Luce abraçada comigo, parece que nada vai nos atingir, parece tudo perfeito.

Eu acho que isso é...

- Paz. - sussurrei. - Eu fico em paz quando estou com você, Luce.

- Paz... - ela repetiu. - Um sorriso, um abraço apertado, uma música, estar com quem eu gosto, rir até a barriga doer... São coisas simples, mas me fazem muito feliz... E em paz.

- Você gosta de mim, Luce? - perguntei.

- Você é meu amigo. - ela respondeu. - É claro que eu gosto de você. Por mais irritante que você seja.

- Uhm. - suspirei. - Só como amigo?

- Isso. - ela concordou.

- Vou fazer você gostar de mim, mais do que só como um amigo. - avisei.

Parece que no decorrer do tempo meu objetivo mudou.

Eu não vou pegar a Luce.

Eu vou conquistá-la...

Eu devo ter me apaixonado por ela sem perceber...

Espera...

O QUEEEEEEEEEEE?!!!!!!!!!!!



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