História A Neve Que Cai Em Nossos Rostos - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Visualizações 4
Palavras 1.527
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Esporte, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Ai gente, eu sinto que eu demoro tanto para escrever que eu fico mal por vocês, falta um terço do capítulo mas acho que vou demorar muito para escrever de novo então... aqui está uma palhinha.

Capítulo 29 - Capítulo 28 - A Viagem - Dia 3 (não terminado)


-O que vamos fazer hoje? - Falo enquanto saio do refeitório. Estou com Caio e Diogo.

Antes dos meninos chegarem Alice terminou o café dela e saiu para esquiar com as garotas que estamos dividindo o chalé. Bernardo e Adam foram os últimos a chegar por isso ainda estão comendo.

-Não podemos ir nas pistas de esqui hoje, por causa da confusão de ontem - Diogo fala enquanto cruzamos a recepção e começamos a subir uma escada - Então temos duas opções, ir para sala de jogo ou fazer alguma atividade do hotel - terminamos de subir a escada e vamos para uma sala.

A sala de jogos tinha uma mesa de pingue-pongue, duas de sinuca, duas de pimbolim e uma normal com vários jogos de tabuleiro em cima. Tem dois sofás na sala, um virado para as mesas de pimbolim e pingue-pongue e outro na frente das duas mesas de sinuca.

-Acho que vocês já decidiram então... - Percorro a sala, somos os primeiros a chegar - o que vocês querem jogar?

- Sinuca - Caio fala - Tenho uma revanche para vencer - Ele diz olhando para Diogo, que em resposta sorri.

-Cara, aceita. Eu sou o rei da sinuca - Diogo pega um taco.

-Vocês se importam se eu ler? - Me jogo no sofá e abro o livro.

Eles respondem que não e logo estou concentrada na história do meu livro, vejo quando Adam e Bernardo chegam na sala e começam a jogar pimbolim. Conforme o tempo vai passando as pessoas vão chegando e a sala começa a ter vida. Paro de ler uma hora e só fico olhando as pessoas jogando, Bernardo está jogando pingue-pongue com uma menina que eu não conheço e Adam, Caio e Diogo estão jogando sinuca.

-Oi! - Uma garota vem falar comigo, ela é baixa e seus cabelos vão até altura do ombro, ele é praticamente todo castanho claro mas o castanho vira roxo em um degrade maravilhoso - Nos vamos jogar porco quer participar? - Dou de ombros e sorrio.

- Por que não? - Me levanto e vou até a mesa.

Descubro que o nome da garota é Isabelle e o nome de seus amigos era Renato e Luísa, descubro também que ou eu tenho muita sorte, ou eu sou muito boa, sou eu que abaixa as cartas praticamente em todas as partidas e quando não sou que abaixo sou a primeira a perceber.

-Então Vitória, me diz o que você faz para ganhar todas? - Renato que já está com PORC na testa me pergunta ao mesmo tempo que passa uma carta.

-Cara é só você prestar atenção - Luísa responde rindo, ela está com PO escrito na testa. Escolho uma carta e passo para ela.

-E aí? - Caio puxa uma cadeira e senta do meu lado.

- Quer jogar? - Renato pergunta para Caio.

-Agora não obrigada - Ele responde.

-Tudo bem - Renato responde e não percebe Isabelle abaixando as cartas, eu e Luísa abaixamos - Ah velho! De novo - Rindo da reação de Renato, Isabelle pega a caneta e termina de escrever porco na testa do garoto.

-Diga oinc - Tirando ma foto de Renato, Luísa ri ainda mais quando ele obedece.

-Cansou de sinuca? - Pergunto para Caio rindo um pouco.

-É o Diogo tem algum truque só pode - Ele fala rindo também.

-Ou habilidade! - Grita Diogo do outro lado da sala.

Rindo um pouco pergunto.

-Que horas são?

-São... Humm - Ele olha no seu relógio - 10:15

-Quer ficar andando até o horário do almoço?

-Pode ser.

Deixo meu livro no sofá e peço para os meninos cuidarem para mim, vou até a porta, estendo minha mão e Caio pega e coloca nossa mãos em seu bolso. Saindo da recepção começamos a andar pelos cominhos que estão sem neve.

-É só por hoje que vocês estão banidos de esquiar?

-Graças a Deus sim - Dou uma risada.

- Eu não sei o que você e Lice gostam tanto em esquiar.

-Por que você patina? - Ele para de andar e fica de frente para mim.

-Porque... - Poderia falar como amo o vento frio na minha cara, que me dá uma sensação de liberdade, ou como é a satisfação em meu coração quando realizo um salto perfeitamente ou como acho que respiro melhor quando estou com os meus patins, mas no final respondo - Porque é o que o meu coração diz para eu fazer.

-É praticamente a mesma coisa para Alice - Ele diz.

-E você?

-Bom... essa seria a minha resposta para o hóquei mas para o esquí é porque quando você está descendo a montanha e sente aquele vento na sua cara... - Ele balança a cabeça como se não pudesse mais descrever - É dez vezes melhor - Sorrio lembrando que dos meus motivos é igual ao dele.

-Um dia, quem sabe, eu talvez consiga sentir isso - Falo colocando uma mecha atrás da orelha.

-Nesse dia você vai concordar com a gente no quesito esquiar.

-Ok, se você acredita...

-Eu tenho - Ele diz e voltamos a andar.

-Sabe, algumas pessoas diriam que você é convencido - Ele dá risada.

-Bom com certas coisas eu sou.

-Tipo...

-Hóquei.

-Mais alguma coisa?

-Quando se trata do meu carro - Dou uma risada.

-Serio? Então tá - continuo dando risada - Por que tanta confiança em suas habilidades mecânicas?

-Eu e meu pai sempre ficávamos as tardes e noites de domingo concertando aquele carro, ele dizia que um dia ele levaria eu e minha irmã para passear com ele e que seria o melhor passeio do mundo - Eu consigo sentir a admiração por seu pai em sua voz, ele deve ter sido um homem muito bom.

-E ele conseguiu? - Digo esperançosa, ele tenta abafar uma risada maior que a anterior.

-Conseguiu, nos entramos no carro estava tudo ocorrendo bem até a gente virar a esquina e lembrar que esquecemos de colocar gasolina - Começo a rir demais.

-Serio? - Digo colocando a mão na frente da boca para tentar controlar a minha risada.

-Sim, o bom disso tudo é que um caminhão de sorvete passou bem nessa hora, além de ganharmos sorvete o cara "rebocou"o nosso carro.

-Moral da história se esquecer de por gasolina no seu carro, você irá ganhar um sorvete - Não conseguimos controlar e uma explosão de risadas vem a aparecer.

-Nunca se sabe... - Ele olha o relógio de pulso, agora que percebi que ele tem um aspecto mais velho, não parece ser novo - Quer voltar, se irmos agora a gente chega lá no horário - Suspiro.

-Ok... - Enquanto mudamos de direção, tiro a mão de seu bolso, enrosco nossos braços e coloco a mão no bolso do casaco - Esse relógio era dele? - Ele me olha e responde já entendendo sobre o que eu estou falando.

-Sim, antes dele do meu avó.

-Uma relíquia da sua família?

-Acho que sim - Com um sorriso no rosto ele diz - Tem alguma na sua?

-Tem... - Dou um suspiro lembrando do anel de minha mãe - Minha mãe tem esse anel... Que é de perder o folego, minha bisavó se casou com um joalheiro e um pouco antes do holocausto ele fez esse anel para ela, minha vó disse que esse anel foi o motivo dela ter sobrevivido a guerra, que ele dava forças para ela lutar. Ele é super equilibrado nem muito chamativo, nem muito simples, nem com tanto brilho - Balanço a cabeça tentando tirar a cara de boba que eu deveria estar fazendo - Ele é perfeito. Minha vó ganhou ele quando minha bisa faleceu... e minha mãe quando completou dez anos de casamento com meu pai. Então eu não sei quando ele vai ser meu mas sei um dia vai ser e sonho com isso desde que eu era pequena.

-Eu acho que ter tradições legais, isso quer dizer que você tem um vinculo com aquele lugar ou com a pessoa.

-Também acho - Penso um pouco -Você acha que a gente tem alguma tradição?

-Aaaaah nos temos sim - Com um sorriso de puro divertimento ele fala - Praticamente toda vez que a gente se encontra você caiu no chão -Subimos as escadas que dão para a recepção.

-Não é culpa minha na maioria das vezes - Passamos pela a porta e sentimos o calor que vem do aquecedor.

-Pode até ser mas acho que vou dar um aviso para os nossos amigos te segurarem quando eu chegar - Ele tira o casaco enquanto passamos entre os sofás da recepção.

-E quem disse que eu não que que você me segure? - Paramos bem na frente das escadas que levam para a sala de jogos.

Ele me puxa pela cintura e me beija como se fosse urgente e também de uma forma tão apaixonada que faz meus joelhos tremerem.

-Meninos modos - Ouvimos um professor dizer e nos separamos, abraço a sua cintura e apoio a cabeça em seu peito, temos dez segundos para ficar assim até os outros meninos chegarem e irmos para o refeitório.


Notas Finais


Se acharem algum erro me avisem
bjs, até o próximo capítulo.


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