História A New Game - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amber, Cameron, Motoclube
Exibições 20
Palavras 2.718
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Demorei né? Mil perdões, estava com crise de criatividade :c
Boa leitura ♥

Capítulo 20 - Automatic


Fanfic / Fanfiction A New Game - Capítulo 20 - Automatic

Cameron

Os paramédicos corriam de lá para cá em buscar de ajudar Amber. Ela estava repleta de tubos, sangue e em cima de uma maca. Eu tentei ir na ambulância, mas me impediram e quem adentrou foi Mia. Max me intimou a ficar sentado, enquanto um cara cuidava das escoriações em meu rosto. Suspirei sentindo dor quando Max apertou meus ombros, e eu o xinguei em espanhol.

-Calma Cam, estou vendo se não quebrou nenhum outro osso. - Murmurou com um sorriso cínico. - Como você está?

-Mal, minha namorada corre perigo de vida e você nem me deixou ir na ambulância. - Soltei um riso amargo.

-Não iria adiantar você ir, seu desespero só aumentaria caso a visse daquele estado. - Ele revirou os olhos.

Minhas mãos suavam, eu estava com um dor insuportável na cabeça e em meu ombro. Saí de cima da ambulância, agarrei as chaves da moto de Allen, fazendo-o rir. Subi na moto e acelerei seguindo a ambulância que estava apenas à cinco minutos de distância. Já conseguia ver o veículo sobre a rodovia fazendo aquele barulho ensurdecedor para ter mais acesso e chegar mais rápido no hospital. Eu não estava bem, estava me sentindo vazio e o pior, a culpa pairava sobre minha cabeça, onde o mundo parecia estar em minha costas. Primeiro Amber ficou internada por meses por causa de sua mãe, depois foi sequestrada e fez de tudo para que eu pudesse voltar a falar. E agora, por um descuido meu, ela está novamente no hospital. Eu prometi à mim mesmo que não deixaria o sangue dos Angels cair em quem eu amo, mais fora inevitável, me amarraram, me doparam e fizeram o mesmo com Amber. Eu já sentia o nó formar em minha garganta e lágrimas rolaram por minha face, embaçando minha vista. Era claro o meu desespero e quando o veículo chegou no hospital. Eu estacionei a moto de qualquer jeito e voei para dentro dele, a tempo de verem eles sumirem com Amber por uma porta e Mia ficar na sala de espera.

-Eu sabia que você viria de um jeito ou outro... - Mia fungou com um pequeno sorriso, vindo me abraçar, onde eu retribui fortemente.

-Eu fiz isso com ela Mia, eu a matei. Se ela não sobreviver, a culpa será minha. - Disse com a voz chorosa, desabando.

-Você não pode se culpar, sabe disto, ela sabia de todos os riscos e mesmo assim quis ficar com você. Nós conversamos depois que ela e você saíram do hospital. Amy disse que não se importava de correr riscos para ficar com você, pois já te amava. - Mia disse, fazendo-me sentar na poltrona, enquanto eu cobria meu rosto com minhas mãos.

-Eu fiz ela estar aqui, tudo aconteceu tão de repente, quando eu acordei, ela já tentava uma maneira de fugir. - Suspirei soluçando. - Ela é mais corajosa que eu...

-Cameron, pense que você é importante para ela. - A ruiva disse sorrindo.

Chegaram mais gente. Meus pais, mais caras do clube, o pai de Amber apareceu no hospital cumprimentando alguns enfermeiros e fora falar com a recepcionista. Meu pai sentou-se ao meu lado e pôs as mãos em minhas costas.

-Ela vai ficar bem filho, tem que acreditar...

-Eu a coloquei aqui, eu quem matei quem eu não deveria. Robert Baltzersen está morto, eu matei mais um filho da família Norueguesa e agora irão me caçar para o resto da minha vida. Eu não quero Amber nisso. - Murmurei choroso.

-Sabe que matar Robert Baltzersen é foi um alívio para a família dele, não sabe? - John me olhou curioso e de cenho franzido. Arqueei a sobrancelha.

-Como?

-Olha, pedi para que Jack e os gêmeos pesquisassem sobre Robert. Ele está longe da Noruega já faz seis anos, se tornou um mercenário barato, contratado pelos RatBoys. - Ele me respondeu.

Senti meu sangue subir e levantei de uma vez, colocando minha faca em minha cintura que estava nas mãos de Max.

-Cameron, o que vai fazer? - John perguntou preocupado.

-Irei matar um por um dos RatBoys e irei sozinho. - Rosnei pegando um cigarro e acendendo-o.

-Cara, eu sei que está com raiva, mas a gangue dos RatBoys é grande e...

-Max, eu irei matá-los de um jeito ou de outro. - Sorri. - Virão comigo?

Eles assentiram.

Liguei para um cara que me ajudou, e irá me ajudar sem cobrar nada.

-Damon, está afim de uma carnificina?

-E de quem seria?

-RatBoys...

-Estou indo para a sede do seu club. - Disse e desligou.

Eu, Max, Alan, Allen e Jack fomos até a sede do club. Adentrei apertando o olho de uma coruja que ficava em cima da mesa de votos e a tapa da mesa se desprendeu, mostrando milhares de armas. Agarrei uma pistola e pus em minha cintura, alguns pentes e um molho pequeno com seis facas. Saí e fui até a garagem, pegando minha HD Chooper preta, com o símbolo dos Angels na lataria. Esperei os garotos do lado de fora e fomos até o estado de Mississipi novamente. Havia uma boate onde os Rats não saíram por nada, e eu bem conheço ela, sendo que já fui diversas vezes quando eu ainda não era vice-presidente do clube. Eu estava nervoso, ansioso e o pior de tudo, estressado com tudo aquilo que estava acontecendo. Fomos roubados, eu e Max apanhamos quando fomos à Londres, sem contar que os Eighters e os RatbBoys colocaram a vida de Amber duas vezes em perigo. Há um acordo entre os clubes, devemos resolver nossos problemas conosco, sem envolver família ou terceiros, como reféns ou qualquer outra pessoa. Agora, os Rats haviam violado a regra mais importante entre gangues: Família.

Aos chegarmos na boate, entramos sem que os seguranças nos vissem. Max pegou a Glock e atirou para tudo quanto é lado, fazendo todas as pessoas que estavam lá dentro. Vincent me olhou curioso e com um sorriso nos lábios.

-Eu tenho pessoas importantes para governar Cameron, não posso brincar de casinha com você. - O ruivo riu amargo.

-Certo, tá bom então. - Tirei a arma da cintura acertando em cheio a cabeça de um segurança que estava atrás dele.

Logo chegando mais outros e deduzi ser quem o Angels mais tem rincha.

Kitta's

-Sr. Fernandéz e eu tivemos uma gloriosa conversa sobre as nossas negociações, e isso não incluía os Angel... - Varus disse num tom superior.

-Então o Sr. Fernandéz deveria saber que os Rats envolvem família em suas negociações... - Olhei sarcástico para o ruivo, este trincou o maxilar.

-Não ouça o que ele diz, é somente um garoto mimado pelo pai e só é vice-presidente por ser o filho do dono dos Angels. - Varus murmurou tentando me desmoralizar.

-Me explique isso direito Cameron. - Fernandéz cruzou os braços.

-Então... - Puxei uma cadeira e sentei-me. - Eu recentemente viajei com minha namorada e acordei amordaçado. Descobri que fui sequestrado e fugi com a ajuda dela, só que hoje, ela está no hospital  a ponto de morrer Sr. Fernandéz... E sabe o que é mais engraçado? É que quem me sequestrou foi Robert Baltzersen, da família norueguesa Baltzersen. Antes ele era uma pessoa importante para os contrabandos de armas e drogas, mas recentemente descobrir que ele virou um mercenário de quinta categoria. E a coincidência mais absurda foi que ele fora contratado por Varus para a retaliação dos Rats por eu ter invadido Missisipi sem a autorização do ruivo encrenqueiro... Ou seja, ele não se vigou de mim, vingou-se às custas de Amber que corre perigo no hospital aqui de Mississipi. Ou seja Sr. Fernandéz, caso vier de acontecer um desentendimento entre os Kitta's e os Rats, tome cuidado para que sua mulher não seja violentada, nem sua filha... - Encerrei meu discurso pegando um cigarro e pondo entre os lábios.

-Ele está me acusando de estar violando a lei mais importante entre as gangues? Cuidado garoto, isso é muito grave para se brincar. - Varus riu sarcástico.

-Eu sei... É por isso que tenho como comprovar. - Murmurei pegando os papéis com Jack e entreguei a Fernandéz. - Realmente irá confiar a segurança de sua família com este... daí? - Franzi o nariz tragando o cigarro.

Fernandéz olhou para mim, onde dei de ombros. Olhou para Varus e atirou no outro homem que estava atrás dele.

-Eu realmente deveria ter escutado Ortiz quando disseram-se sobre você, homemzinho sem qualidade. - O mexicano estreitou o olhar ao ruivo.

Soltei um riso jogando o cigarro no não e pisando em cima.

-Max, me arrume uma marreta, procure por aí e se algum dos Rats encostar em um dos Angels, consideram-se mortos! - Gritei rodando o lugar procurando uma cadeira, quando achei, pus ela no meio do local. - Fernandéz, poderia me dar a honra e me trazer aquele homem? - Perguntei apontando para Varus.

O mexicano foi andando até o ruivo, pondo a arma em sua nuca e o fez sentar na cadeira.

-Allen, tem corda aí? - Perguntei de cenho franzido.

-Aqui Cam. - Me entregou o objeto.

-Me ajuda a amarrá-lo. - Pedi aos gêmeos. - Bem forte. - Sorri sádico.

Eles o fizeram e logo Max trouxe a marreta para mim. O balcão do bar era todo de madeira, então comecei a destruí-lo, batendo de baixo para cima, até subir o tampão e eu quebrá-lo em pedaços menores de madeira. Balancei vendo o peso e deduzi ser bom

-Eu quase chego atrasado. - Damon apareceu com mais dois homens que reconheci como Greg e Angelus. - Varus! Como é bom lhe rever! - Damon e eu o seu sarcasmo.

Acabei rindo.

-Isso virou uma confraternização, como vai Sr. Fernandéz? - O moreno cumprimentou o mexicano com um aperto de mão. - O que iremos fazer com este daí?

-Eu já irei fazer. - Murmurei acendendo outro cigarro e dando à Damon.

Os gêmeos colocaram as palmas da mãos de Varus para cima, deduzi que eles já sabiam o que eu iria fazer. O primeiro golpe que deferi contra a mão do ruivo, o fez gritar. Fernandéz assistia tudo atento e sorria algumas vezes. Acertei a mesma mão com a madeira, onde Varus urrou de dor. Gargalhei divertido.

-Não aguenta mais porradas Varus, acho estranho, logo você, O Rei das Torturas? - Gargalhei com Damon.

-Esse mérito é meu, irmão. - Max aproximou-se com uma faca. - Vamos ver como você fica sem um dente. - O louro colocou a ponta da adaga na gengiva dele e arrancou o osso para fora.

Ouvimos outro grito.

-Ficou até que bonitinho, uh? - Max deu dois tapinhas na face do ruivo. - Até parece mais jovem...

-Só se for aquelas crianças banguelas. - Allen disse fazendo todos presentes rirem.

Segurei a madeira fortemente dando um golpe na têmpora de Varus, fazendo-o cair da cadeira e olhar-nos atordoado. Eu lhe dei uma boa surra, antes de cansar meu corpo, isso incluía todo o tipo de agressão física. Varus já não tinha mais condições de ficar acordado, mas eu fiz questão de chamar Johnathan - legista dos Angels -, para lhe dar uma injeção de adrenalina.

-Max, é com você agora... - Sorri limpando minhas mãos de sangue com minha camisa.

-Nós vamos nos divertir muito. - Max disse segurando a cadeira e arrastando-a, até um local da boate enquanto assoviava.

-Você fez muito bem em me avisar sobre Varus Berzek. - Fernandéz aproximou-se estendendo a mão enquanto eu arrumava meu colar.

-Uh? Ah sim, mesmo tendo rincha com os Kitta's, não é certo que ele faça o mesmo contigo. - Estendi minha mão para ele, apertando-a.

-Eu quero que fale ao seu pai que irei marcar uma reunião entre gangues até quarta-feira, ligarei de um celular pré-pago e após isso, me livrarei deste. - O mexicano disse sério e entendi que era algo muito importante.

-Tudo bem, eu falarei com ele...

-Aliás, você é vice-presidente, falarei com você mesmo, me acompanha? - Se referiu ao restante do bar que eu deixei.

-Claro...

-Eu sirvo vocês. - Jack se pronunciou indo até o 'balcão'.

Sentamos juntos, um ao lado do outro, Jack nos serviu com whiskey e eu agradeci, pois estava precisando.

-Sei que temos rincha, justamente por vocês americanos não aceitarem muito bem a permissão do Presidente dos mexicanos no EUA, mas saiba que o que você fez por mim hoje, ninguém nunca fará, então considere essa rincha entre os Kitta's e Angels encerrada, não precisam ir falar comigo para adentrar em solo mexicano e nem no estado de San Antonio. - Fernandéz disse com pouco sorriso.

-Posso mesmo confiar em você Sr. Fernandéz? - Questionei cruzando meus braços olhando sua mão estendida. 

-Sim Amos. - Ele disse convicto ainda com a mão estendida.

-Nos livramos de um rato e selamos um contrato, espero que ele dure um bom tempo. - Disse me levantando enquanto terminava de tomar o whiskey.

-Pode ter certeza.

Alguns minutos depois, Max saiu da sala coberto de respingos de sangue, ainda assoviando e limpando a faca e as mãos no pano. Ele deu-me dois tapas nas costas, acabei rindo, quando ele sentou-se ao meu lado e bebericou o whiskey direto da garrafa.

-Maxwell, você realmente é O Partidor. - Sr. Fernandéz riu. - Eu me livro desse rato por vocês, podem ir embora e mando melhoras para sua lady. - O mexicano disse enquanto saía caminhando até a sala onde Max estava.

-Vamos embora. - Dei uns tapas em suas costas antes de irmos para fora da boate.

Encostei na moto, acedendo um cigarro e o tragando calmamente. Provavelmente o frio estava de matar, mas eu me sentia tão quente, que o vento que batia em meu tronco não me fazia arrepiar.

-Vocês fizeram um belo trabalho. - Damon coçou o rosto, sujando-o com sangue.

-Você e Max também... - Ri com ironia.

-Achou que eu deixaria Maxwell se divertir sozinho? - O moreno riu pegando um cigarro e colocando entre os lábios.

Os Kitta's foram embora, Damon e os seus companheiros foram embora, então eu peguei minha camisa manchada de sangue e a vesti, antes de subir na moto, jogar o cigarro fora e fui dirigindo até o hospital principal de Mississipi. Mesmo eu me librando de boa parte da minha culpa por Amber estar no hospital, ainda estava preocupado com seu estado, já que amanheci estando na boate torturando Varus e tentando colocar tudo nos trilhos. Puxei meu topete e acelerei a moto para chegar mais rápido no hospital. Demorou cerca de quinze minutos para chegar lá, então estacionei a moto com calma e pus a chave em meu bolso. Max estacionou logo ao meu lado, assim como Jack e Os Gêmeos. 

-Allen, me empresta sua camisa xadrez? - Pedi sorrindo.

Aqui. - O louro me jogou a camisa.

Retirei a minha ensanguentada e coloquei a xadrez sem mangas. Adentrei no hospital com um semblante de preocupação, parece que acabei pegando trauma de hospitais pelo tanto de vezes que vim aqui ou as vezes que vim para visitar alguém importante para mim. Vou até a recepção e sorrio para a moça.

-Olá, eu queria saber sobre Amber Miller. - Murmurei.

-Ela está em cirurgia senhor, mas pode ficar com os familiares na sala de espera...

-Muito obrigado. - Disse e chamei o restante dos garotos. Fui até a sala de espera onde minha mãe me abraçou e estranhou eu estar com uma camisa de flanela.

-Você saiu com uma branca...

-Ela está suja. - Disse fitando-a nos olhos. Que entendeu suspirando e deu-me um abraço. - Como está Amber.

-O médico veio nos informar sobre ela faz uma hora, disse que ela entrou em cirurgia, estão fazendo a remoção as balas e estão tentando mate-la viva, pois sua pressão está muito baixa. Eu sinto muito Cameron. - Meu pai disse com a voz sofrida.

Mia estava isolada, abraçada à Audrey e chorava como uma criança. Eu fui até ele tocando-lhe nos ombros, onde a mesma me olhou e praticamente saltou no meu colo quando veio para me abraçar. As lágrimas dela fazia questão de molhar toda a minha camisa e por um momento, deixei com que minha angústia tomasse conta de mim e eu desabei, chorando coercivamente pela provável perda de minha namorada.


Notas Finais


Bem, desculpem-me qualquer erro, um beijo e até o próximo, amo você ♥


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