História A New Soul - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Flowey, Frisk, Grillby, Mettaton, Muffet, Napstablook, Papyrus, Personagens Originais, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Determimação, Undertale, W D Gaster
Exibições 11
Palavras 1.458
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Heya! Como estão, pessoinhas? Eu estou aqui, finalmente, trazendo uma fic que tenho em mente há muito tempo sobre Undertale! Espero que gostem, e boa leitura!
Obs.: a capa do capítulo mostra, obviamente, Chara e Frisk. SIM, TEREMOS UM CHARA AQUI. A personagem Lua será mostrada por foto no próximo cap ~que ainda não tem previsão para ser postado apesar de estar quase pronto~.

Capítulo 1 - Uma Cama de Flores na Morte


-Wake up... Wake... up... Wake up, wake up, WAKE UP. 

Acordo com um pulo na frente da sala de aula, em pé diante do quadro negro. Há três gizes brancos em minha mão direita, e vejo a minha frente a frase que atormenta-me há dias escrita por três vezes sobrepostas, como quando você escreve com três canetas de uma vez: 

 "B E W A R E   T H E   M A N   W H O   S P E A K S   I N   H A N D S" 

 Me encolho diante das palavras e me viro lentamente, apenas para ver vários alunos se segurando para não rir ou chorar e uma professora preocupada. E... há dezesseis dias eu comecei a escrever frases do gênero, sempre com a mesma técnica, em inglês. Onde quer que eu esteja, eu simplesmente apago e começo a escrever tais frases, apenas para ser acordada pela voz. É uma voz grossa, rouca, falha, que fica falando palavras em inglês e numa outra língua que não conheço, que me perturba em sonhos e nesses "apagões" que eu tenho. 

Ele - sim, a voz é masculina - diz poucas palavras em inglês, palavras geralmente simples, e sempre envolve me fazer escrever o que ele quer. 

Isso me dá arrepios. 

Olho para a professora, depois para os gizes em minha mão e sinto meus olhos marejarem. Então, jogo os gizes de volta na lousa e saio correndo da sala, sem nem ao menos pegar meu material, e vou para meu quarto. Subo as escadas do orfanato o mais rápido que consigo e abro a terceira porta do corredor, apenas para entrar, bater a porta e me sentar de costas para ela com as mãos na cabeça. 

-Ei, você está bem? - uma voz me pega de surpresa, me fazendo pular com um susto. 

-Ah... hey, Frisk - dou um sorriso sem graça, meio encabulada, para o garoto em pé no meio do quarto. 

-Eu... o que nós... agh, minha cabeça dói... onde... - ele parou de falar e esfregou as têmporas com os dedos, com os olhos fechados - o que nós fizemos ontem a noite?

 -Ãh... n-nada, só jantamos, assistimos o teatro das crianças e dormimos... ah, e Becca jogou farinha em você - falo meio trêmula e com os olhos marejados, mas rindo ao lembrar da cena dos cabelos castanhos de Frisk sendo cobertos pela poeirinha branca.

 -Becca? Quem diabos... ah, sim, a Becca... 

Olho para Frisk confusa e tento me levantar. Ele estende a mão e me ajuda, olhando ao redor meio desnorteado. 

-Frisk, está tudo bem? 

-Heh, essa foi a primeira pergunta que te fiz e você não me respondeu... Lua. 

Ele hesitou antes de pronunciar meu nome. Frisk, meu único e melhor amigo em todo o orfanato, está inseguro ao falar comigo. Percebo que ele está confuso e tremendo um pouco, então vou até um armário que dividimos com outras três pessoas no quarto e pego um casaco dele.

 -Aqui, vista isso. Está frio lá fora, apesar dos pássaros cantando e das flores que desabrocharam no jardim da diretora - ele me encarou abismado, pegando o casaco azul com duas listras rosas e encarando a camiseta branca que usava, como se houvesse lhe ocorrido apenas agora que a usava. 

-Eu... obrigado, eu acho. Eu tenho que fazer algo - ele passou por mim e abriu a porta, saindo por ela e largando-a aberta. 

"FOLLOW HIM, YOU HAVE TO F..." 

Com um pulo no lugar, começo a correr em direção às escadas por onde Frisk desceu e sigo-o pulando os degraus de dois em dois, quase caindo várias vezes. Nunca me ocorreria seguí-lo, mas se a voz manda, eu faço para ela sumir da minha cabeça, ou ele ficará me atormentando até eu realizar o seu desejo. 

Abro a porta da frente ignorando os gritos dos outros moradores e empregados do orfanato e vejo Frisk correndo apressado colocando seu casaco, indo em direção ao monte Ebott. 

Nosso orfanato fica aos pés do morro, e costumamos subir alguns metros toda semana para fazermos um piquenique, mas... por que ele estaria subindo-o hoje? O piquenique será daqui a três dias e ele nunca gostou de ficar lá. 

Apenas continuo correndo atrás dele, sem entender, e tento manter minha respiração constante. 

-Frisk! Frisk, espera! O que está fazendo? 

Ao olhar para trás, ele para por alguns segundos, depois olha pra frente, para mim novamente e volta a correr. 

-Ah, qual é, Frisk! Não é porque sou sua melhor amiga que você pode me deixar sem resposta e sair ileso, heim! 

Ele parou bruscamente. 

Ele se virou para mim. 

Ele me encarou. 

Ele esperou ei chegar até ele. 

Ele apertou meu punho e olhou nos meus olhos. 

Os dele estavam vazios, os meus estavam cheios de dúvidas. 

-Eu não sei do que você está falando. Mas eu preciso fazer algo - me soltando, ele recomeçou a corrida, mas não antes de eu ver seus olhos pedindo por ajuda com algo. 

Começo a correr atrás dele novamente e fico chamando-o insistentemente até passarmos da metade do morro. Minhas pernas já doem e passamos o ponto dos piqueniques há muito tempo quando ele finalmente para diante de uma gruta escura e entra nela. 

O que eu faço? Exato, eu nunca voltaria para o orfanato no estado em que estou e sem a única pessoa com a qual me importo, então sigo-o gruta adentro. 

-Frisk? Frisk, eu não consigo enxergar nada, você está aí? - chamo por seu nome repetidas vezes quando vejo um círculo de luz e um buraco no centro da gruta, distinguindo a silhueta de Frisk diante da grande queda. Chamando-o outra vez, corro até ele e paro ao seu lado apoiando as mãos nos joelhos e tentando tomar fôlego. 

-Cara, quando aprendeu a correr assim? Você era mais sedentário que eu - digo tentando ver um sorriso. Não obtive sucesso.

 -Isso está errado... eu resetei, mas e a cama de flores? Eu não fiz nada diferente naquela linha do tempo, fiz? Foi uma pacifista, como todas... ou quase todas as outras, será que foi a conversa com Sans e com aquele homem estranho? Talvez os seguidores...? - ele falou como se não tivesse sequer notado minha presença. 

-Perdão, mas... o quê? - pergunto indignada. Do que diabos ele está falando? 

Finalmente, ele demonstra alguma reação ao se virar pra mim e me encarar sem sequer disfarçar como se eu fosse uma nova espécie descoberta. 

-Ãh... o que pensa que está fazendo aqui? Volte pra sua... ãh... casa, garota. 

-Frisk, me diz uma coisa... Que palhaçada é essa? Do que você está falando? 

Ele abraçou os ombros, e eu quase podia ver as engrenagens girando, travando e sendo lubrificadas por novas... ideias? Teorias? Eu realmente não sei. 

-Você... eu dividia quarto com você, não? Há quanto tempo nós não nos vemos? Quer dizer... você é familiar, mas... eu fiquei por algum tempo fora? 

-Olha Frisk, eu juro que não faço a menor ideia do que você está falando. E sobre você estar fora, eu acabei de falar que ontem... 

-Jogaram farinha em mim, verdade, isso está certo, eu lembro que me estressei com aquilo... como era a menina pela qual eu tinha aquela quedinha? Becca? 

-Oi? Você gostava da Becca? Por que nunca me falou nada? - ele me olhou com uma careta e dispensou a pergunta com um gesto de mão. 

Ao ver isso, o mundo escureceu. Diante de mim, um homem em um terno preto e grafite com rachaduras no rosto - uma ia do topo da cabeça até o olho direito e a outra ia do olho esquerdo até seu pescoço - move suas mãos rapidamente enquanto eu tento identificar o que ele fala e sinto meu corpo como se estivesse em queda livre. O contraste da pele branca como ossos do homem contra o breu que nos rodeia me dá dor de cabeça, e sinto que estou lidando com algo que não devia mexer. 

Pensando nisso, sou puxada para a realidade - literalmente, pois Frisk está segurando meu punho enquanto estou suspensa sobre o abismo da gruta. 

Abro meus olhos rapidamente e olho para baixo tão bruscamente que acabo puxando-o e ambos começamos a cair. 

-A cama de flores é muito pequena! Tenta segurar a minha mão, Lua! - finalmente ele falou meu nome sem um tom de dúvida! 

Apesar disso, estico meu braço enquanto sinto lágrimas em meus olhos, eu estou caindo para a morte e ele me fala de cama e flores? Estaria se referindo a um caixão? Faço a única coisa que consigo e pego sua mão quando nos aproximamos, e ele tenta me puxar para perto quando sinto a dor que o chão causa numa queda de vinte metros.



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