História A New Soul - Capítulo 2


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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Flowey, Frisk, Grillby, Mettaton, Muffet, Napstablook, Papyrus, Personagens Originais, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Determimação, Undertale, W D Gaster
Exibições 5
Palavras 1.595
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Bem, como prometido, aqui está a foto da Lua :)
~E também tem o capítulo
Espero que gostem e realmente desejo que não esteja confuso... Boa leitura!

Capítulo 2 - Dupla Alma


Fanfic / Fanfiction A New Soul - Capítulo 2 - Dupla Alma

Abro meus olhos devagar. Está tudo escuro, não consigo enxergar minha mão diante do meu próprio rosto. Meu corpo está completamente dolorido e alguns pontos ardem, então está claro que ralei-me muito com a queda.

Tento me sentar e apoio as mãos no que deveria ser o chão, mas acabo por tirar as pétalas de algumas flores... flores? Uma... cama de flores? Sim, foi isso que Frisk disse...

Frisk! Onde ele está? Preciso encontrá-lo... tateando o chão ao meu redor, não sinto nenhum sinal de Frisk ali. Resolvo verificar fora da cama de flores e me levanto, quando uma luz se acende em um canto da tal caverna em que estou. A luz avermelhada me guia até ali, e percebo que era um coraçãozinho vermelho flutuando. Ok, vamos fingir que vejo isso sempre. Me aproximo cada vez mais até estar perto o suficiente para tocá-lo quando vejo Frisk deitado sob o coração. Ou pelo menos o corpo dele.

Cubro a boca com as mãos tentando não cair sobre meus pés machucados e pernas doloridas enquanto presencio a cena de meu amigo morto. Ele está virado para cima com os olhos abertos vidrados, sem vida alguma, e sua boca entreaberta sangra. Provavelmtente mordera os lábios ao acertar o chão ou tivera algum problema interno, o que é bem mais provável avaliando seu estado. Os braços estão em ângulos estranhos e suas pernas estão com fraturas expostas além dos cortes na cabeça e no peito.

Eu finalmente caio sentada no chão, lágrimas insistentes molhando o meu rosto enquanto grito com todo o meu fôlego e depois me aproximo dele.

Seguro seu rosto com cuidado, o rosto que eu aprendi a descrever perfeitamente há seis anos, quando o conheci no orfanato. Os pais dele tiveram o mesmo destino que os meus: foram mortos por alguém e nos deixaram sozinhos no mundo. Chegamos no mesmo mês ao lugar, e entendíamos o que o outro sentia, então nos aproximamos e viramos amigos. E quem diria, juntos até o fim.

Fecho os olhos dele e observo seu rosto inexpressivo por alguns momentos, iluminado pela luz avermelhada que sai do coração. Volto então minha atenção para tal, que se localizava bem acima do peito dele. E é assim que tudo realmente começa: eu mexo com algo desconhecido, eu toco o coração, eu apago mais uma vez... mas sem vozes, sem homens rachados em ternos chiques, sem ordens ou palavras.

Diante de meus olhos vejo o coração vermelho começando a derreter, até tomar uma forma humana e erguer um de seus "braços". Ao meu redor, dezenas de imagens surgem formando uma espécie de turbilhão ao meu redor. Observo cada uma, são como vídeos vistos pelos olhos de alguém: pessoas... não, não pessoas. Parecem esqueletos, animais, criaturas estranhas, lugares belos e desconhecidos e situações diversas.

E em minha frente aparece, então, um painel com alguns dizeres:

Determinação - Frisk

Lutar Agir Item Piedade

Antes que eu possa tirar qualquer conclusão, uma sensação estranha invade meu corpo: minha pele estava, aparentemente, derretendo em um tom azul claro e mudando sua forma até eu sentir-me como um pequeno coração azul claro.

"Mas o que é isso?" são as únicas palavras que se passam pela minha cabeça, e começo a flutuar fazendo voltas no ar. Certo, isso é muito estranho.

As imagens que me rodeavam começam então a girar passando a impressão de que eu estou no olho de um furacão, e uma delas se aproxima.

Tento estender a mão quando lembro que não a tenho mais, então flutuo até ela com um pouco de dificuldade até nos tocarmos, e caio. Minha forma humana voltou, ajoelhada e com as mãos na cabeça. Droga! Isso doeu muito! Minha cabeça está doendo ao extremo, e sinto como se rachaduras se formassem em meu cérebro enquanto algo desliza por entre elas.

Então, as imagens passam por diante de meus olhos como se agora fosse eu quem as vivia. Imagens, não: memórias. Vozes, frases, sensações, rostos e outras coisas vêm à tona, enchendo meus olhos com visões e lágrimas devido à dor.

Quando finalmente me recupero, uma barrinha amarela aparece diante de mim.

21/20

Ãh... o quê?

O número muda de repente e passa a mostrar 21/21.

Esfrego minha cabeça insistentemente. Isso é um sonho? Eu morri com a queda? Eu sequer cheguei a cair com Frisk? Onde eu estou...? E... Frisk? Quem é Frisk?

Coloco minha mão sobre a palavra Agir no painel que reapareceu diante de mim e escolho o nome "Determinação - Frisk", a única opção que há. Então, aparecem as opções Checar e Unir.

Obviamente, eu quero saber com o que diabos estou lidando, então seleciono "Checar"

Algumas palavras se formam diante de mim, no quadro sobre os comandos:

Frisk

Ataque: ----

Defesa: ----

HP: 00/20

"Determinação".

Mal termino de ler e volto à forma de coração. Outra imagem se aproxima e tento desviar dela, mas ela me segue e me deixa sem saída pois outra memória se aproxima por trás de mim. Em pouco segundos, todas as lembranças voam para cima de mim velozes como flechas e me acertam. Eu então apago.

I T W A S N ' T I N M Y P L A N, B U T I T M A Y B E A G O O D I D E A . . . L E T ' S T R Y I T.

Acordo com um grito. Estou sentada no chão, ainda ao lado de Frisk, porém ele não está exatamente... morto. Ele está com os olhos abertos me olhando, sentado ao meu lado, um sorriso brincalhão em seu rosto destoando de seu olhar nervoso.

-Sinceramente, Lua, não acredito que você fez isso. Tsc tsc - ele balança a cabeça fechando os olhos.

-Ãh... ai - é tudo o que respondo.

-Qual é, Lua, vamos nessa. Você realmente uniu nossas almas? O que você está pensando?

-Eu... desculpa, mas... do que você está falando? Onde eu estou e por que eu sei seu nome, Frisk? Quem é você?

Ele parece ter levado um tapa na cara.

-L-Lua, não brinque com isso. Sou eu, Frisk. Seu melhor amigo.

-Hey, essa frase é minha seu pirralho exibid... - dou um grito e me levanto com um pulo. Atrás de mim, uma flor saiu do chão e começou a... falar?

Vendo suas pétalas amarelas, novamente passam-se imagens diante de meus olhos. Pétalas da "amizade", uma cara demoníaca, ela se tornando uma cabra (?) com blusa listrada, um sorriso irônico após alguma coisa... um reset?

-Flowey? - a palavra escapa de minha boca sem permissão.

-Ãh... quem é essa, Frisk? Empurrou alguém? Bem, de qualquer modo... Howdy, eu sou Flowey, - repito as últimas palavras com a florzinha.

-Flowey a flor.

Ele ergueu o que aparentemente é uma sobrancelha.

-Bem, acho que ela se lembra de você, Flowey.

Encaro a flor que me encara de volta, e então nós dois nos viram os para Frisk que já não estava confuso como antes de nós... cairmos. Olho para cima. Realmente, eu caí de um buraco enorme e estava me esquecendo disso! Mas como eu sei que ele estava comigo? Eu nem o conheço!

Olho para Frisk novamente e quando abro a boca, acabo gritando em uníssono com Flowey:

-Mas o que diabos está acontecendo aqui, Frisk? O que você aprontou dessa vez, cara?

-E por que eu deveria saber? Só me lembro de tudo, mas não sei O QUE aconteceu. Não é como se fosse minha culpa!

-Não olhem pra mim, eu também não fiz nada, mas devo admitir que essa determinação extra de duas almas unidas ajudou bastante. Não preciso mais de Frisk, só dessa pirralha aí. Mas tanto faz, já que Frisk morreu também... ou quase isso. - novamente, quase grito e me viro sobre os calcanhares sendo recebida por uma gargalhada - há, perdeu, eu disse para não olhar para mim!

Eu realmente devo ter morrido, pessoas e flores costumam surgir de repente na vida após a morte?

-C-C-C.... - Flowey começa a gaguejar com sua voz fina.

-Chara? Como... mas... você... como? O que faz aqui? Você não deveria nem conseguir falar, como conseguiu sua forma humana?! - Frisk parecia indignado.

Eu desisto de tentar entender isso, mas ainda preciso afirmar o óbvio:

-Vocês três se conhecem, a florzinha não sabe falar "Chara" e eu não estou entendendo nada... Por que minha cabeça dói tanto e por que vocês agem como se eu não estivesse aqui?

O rapaz que apareceu agora, Chara, soltou uma risada sem diversão e uniu as mãos, desapoiando-se de uma espécie de porta roxa entalhada com vários detalhes e andando até mim.

Seus olhos escarlate me vasculham de cima a baixo enquanto Frisk se levanta. Quando os olhos vermelhos olham para os meus, tenho a mesma sensação de quando Flowey apareceu: imagens e situações diversas envolvendo o tal do Chara passam por meus olhos e ao terminar de ver o que preciso, dou um passo para trás.

Olho horrorizada para Chara lembrando de seu rosto derretendo, deformando-se enquanto tentava pegar a Alma de Frisk e pedia-lhe para apagar aquele mundo.

E finalmente minha mente começa a clarear.

Alma. Uma palavra tão curta com um significado imenso: simplesmente a culminação do meu ser. Representada por um coração que carrega a cor representante de sua principal característica.

Um pequeno coração aparece diante de meu rosto, e eu consigo ver diante de mim minha alma. Um coração azul claro com manchas vermelhas espalhadas aleatoriamente por ele.

Paciência e Determinação unidos em uma única Alma. A determinação de duas Almas humanas em uma só.

Frisk e eu tivemos nossas almas unidas.

Nossa determinação dobrou.

Chara está pegando uma parte dela e pretende tomar tudo até esgotá-la e usará para ajudar a si mesmo.

Eu sinto que tudo isso vai trazer muita dor de cabeça para mim.

E tenho a impressão de que isso não chega a ser metade dos problemas que terei a partir de agora.



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