História A New Soul - Capítulo 3


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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Flowey, Frisk, Grillby, Mettaton, Muffet, Napstablook, Papyrus, Personagens Originais, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Determimação, Undertale, W D Gaster
Exibições 3
Palavras 1.116
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Heya! Como estão? O cap de hoje está curtinho, mas logo eu trago outro pra vocês! Espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 3 - Entre Espíritos


Fanfic / Fanfiction A New Soul - Capítulo 3 - Entre Espíritos

-Ora, menina, o que foi? Por que esse olhar tão aterrorizado? Até parece que viu fantasmas... - diz Chara num tom de deboche, rindo um pouco.

-Chara, ela mal sabe o que está acontecendo... sabe que ela acabou de chegar aqui, não? Já que agora finalmente achou alguma fonte para usar em seu próprio favor - a voz de Frisk estava carregada de ódio e repulsa na resposta. Aparentemente, eles não se dão muito bem e já se conhecem. É claro que sim, já que me lembrei de Chara nas memórias de Frisk.

-O que... como assim, "já que Frisk morreu... ou quase isso"? - pergunto balançando a cabeça.

-Ora, gracinha... você está entre almas, espíritos estão te rodeando - Chara me olhou com os olhos arregalados, um sorriso psicótico e os braços abertos.

-Eu tenho nome, Charalho - Frisk se contorceu de tanto rir com o trocadilho enquanto via as caras de Chara e Flowey ficarem vermelhas com a piada aparentemente ridícula.

Eu pisco lentamente tentando entender o que ele quer dizer, quando olho novamente para Frisk e reparo em algo que mão havia notado antes: ele estava em pé diante de... si mesmo, caído no chão com olhos vidrados, membros torcidos e fraturados estranhamente e a boca com sangue seco. Ele estava em pé diante de seu corpo.

Flowey ainda encarava Chara com duas folhas que pareciam ter murchado fazendo o papel de braços e ombros caídos ao se lado.

-E-e-eu... m-mas... o F... ele... não! - viro-me para Frisk e olho para seus olhos... qual era a cor deles? Eu não lembro... e eles estão fechados desde que acordei.

Uma onda me atinge com memórias de tudo o que já aconteceu aqui desde que Frisk caiu. Logo em seguida, meus olhos arregalam-se quando imagens de Frisk fazendo diversas coisas ao meu lado por anos invadem-nos e enfim me lembro de tudo com clareza.

-Timelines, monte Ebott, guerra entre humanos e monstros, almas, crianças caídas, L.O.V.E., EXP, monstros, pacifista-neutro-genocida... de onde surgiram essas coisas? Por que de repente eu sei um monte de coisas sobre isso? Eu... estou no Underground? No Subsolo? - as palavras jorram de minha boca rapidamente enquanto olho de Frisk para Chara e deste para um Flowey confuso. Nem sequer me assusto com a ideia de Chara e Frisk serem espíritos, fantasmas ou qualquer coisa comparado a tudo isso.

-Me pergunto qual vai ser a reação do Sans a isso... - uma risada levemente psicótica é dada por Chara.

-Chara, cale a boca. Lua, eu não sei o que aconteceu, mas as nossas almas foram unidas quando você pegou a minha sem pensar. Enquanto você estiver aí, eu vou estar também. Quanto a Chara, espero que não demore pra desaparecer. Tudo isso que você fala e lembra são memórias minhas, ok? Não se assuste com isso, não fale com ninguém e finja que não sabe o final de tudo isso. Nós daremos um jeito de separar as almas e você vai voltar para casa, certo?

-Certo... e você? Vai voltar comigo, certo? Você não vai me abandonar lá, sozinha naquele orfanato, vai? - faço a voz mais suplicante que consigo, pois preciso que ele fique comigo. Como meu único amigo naquela porcaria de lugar, ele não poderia simplesmente ir e me largar, poderia?

-Bem, deixa eu te explicar uma coisa: seu amiguinho aqui tem uma vida bem melhor no Underground do que lá fora, com você enchendo o saco. O que você acha que ele vai escolhar? - Flowey se manifesta com o rosto levemente cruel.

Frisk não esboçou nenhum sentimento, mas depois de um tempo olhou para baixo.

Respiro fundo e finalmente percebo que não vou conseguir nada se ficarmos ali, então balanço a cabeça e começo a andar em direção a porta na qual Chara estava apoiado quando apareceu.

-Ei, onde pensa que vai? - perguntou Flowey.

-Com certeza Chara e Frisk andaram pelo Underground quando caíram aqui, assim como as outras almas que vi nas memórias de Frisk - sim, eu vi outras almas coloridas nas memórias dele e alguns itens também -, então acho que agora é minha vez de conhecer pessoalmente esse lugar.

Deixo Frisk para trás e quando chego ao lado da entrada e estou prestes a passar por Chara, ele faz menção de falar algo.

-Não sem antes não saber absolutamente nada sobr... - Chara começou a falar mas parou abruptamente quando tentou segurar meu braço. Ele me atravessou, assim como a mão estendida de Frisk que tentava me chamar tocando meu ombro.

Olho para trás, para Frisk, e depois olho para Chara à minha frente, dando de ombros.

-Espíritos não tocam pessoas, tocam? Não me assusto com vocês sendo fantasmas ou seja lá o que são, não depois de tudo o que acabei de descobrir.

-Espíritos e fantasmas são coisas diferentes - resmungou Flowey alguns segundos antes de desaparecer sob a terra.

-Ele está certo. Fantasmas são uma categoria de monstros - diz Frisk.

Chara ainda estava me olhando como se eu fosse uma descoberta incrível desde que tentou me tocar, mas me ocorreu quando passei pela porta e ele me seguiu que ele não devia conseguir se apoiar na parede.

-Chara, se você não consegue me tocar, como é que você ficou apoiado naquela entrada lá atrás?

-Nunca ouviu falar em equilíbrio?

-... ok então.

-Ãh, sem querer ser chato, mas... vamos largar meu corpo lá atrás? A Toriel vai se assustar bastante com isso - eu e Chara encaramos Frisk quando ele diz isso.

-Frisk, você acabou de sair de perto do meu túmulo e está reclamando de que seu corpo vai ficar jogado num cantinho escondido? Me poupe, seu idiota.

Um arrepio percorre meu corpo quando me "lembro" de que Toriel (quem? Acho que era uma cabra...) trouxera o corpo de Chara para a entrada das ruínas quando ele morreu.

Eu literalmente "dormi" em cima de Chara quando caí - rio alto com o pensamento, achando graça da situação ridícula. Uma risada sem divertimento ou melodia.

Apenas continuo andando até chegar num pequeno círculo de luz. Flowey estava ali.

-Howdy, acho que não preciso te apresentar nada, preciso? Nem mesmo me apresentar... vamos ao que interessa, Toriel já está chegando.

-Ha, aproveite e cumprimente a mamãe, Azzy - diz Chara cutucando Flowey com o pé. Ele usou uma folha para bater no irmão.

-Flowey, desde quando você tem folhas? Não lembrava de ter visto nenhuma em você nas outras timelines...

-Tsc, eu resolvi mudar um pouco e as folhas são mais úteis que as raízes em algumas situações.

-Só falta criar pernas e sair andando - resmungo.

-Estou quase lá, por enquanto só tenho as raízes para isso - Flowey sumiu sob a terra novamente.

E então ouço uma voz que deixa Frisk e Chara tensos. Reconheço a voz pelas memórias de Frisk e pela união das almas, visto que ele é super apegado à dona dela: Toriel.



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