História A No Harukoi PT-BR - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Harukoi, Karin-sunbae Chronicles, Nathan Evans, Oliver Smith, Para Risa-chan
Exibições 12
Palavras 2.098
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Bem, só pra avisar que eu não tenho data exata para publicar os capítulos, hehe
Aproveitem♡

Capítulo 5 - Idiota, mas...


Fanfic / Fanfiction A No Harukoi PT-BR - Capítulo 5 - Idiota, mas...

A Segunda-feira havia chegado rápido. Depois que deixei Nathan no que ele dizia ser "sua casa", chegar na minha só havia tempo de deitar-me para dormir, finalmente na minha cama.
       Parecia um dia qualquer para mim, até Nathan chegar. Ele estava com os olhos roxos, e um mais fechado que o outro, por estar inchado. Sua testa estava arranhada, como  se tivesse sido chicoteado. Estava manco e seu braço inchado.
       Tentei não fazer contato visual me escondendo atrás de um livro aberto. Ele então me viu . Aproximou-se de mim lentamente. Quando percebi que ele estava no meio do caminho, decidi levantar - me rapidamente e ir ao banheiro. Não queria vê-lo, nem conversar. Foi apenas uma simpatia que fiz, porém, não significava que me importava.
        No intervalo, fui para o lugar de costume e preferi não seguir mais os passos de Nathan. Entretanto, ao virar-me para a porta, assusto-me com ele.
        - Como...Por que está aqui??
        - Soube que você sempre vinha para almoçar.
        - Não! Ninguém sabe que eu venho aqui. Você me seguiu? - perguntei sem alterar o tom.
        - Sim.
        - O que você quer?
        - Eu preciso falar com você.
        - Não temos nada a conversar.
       Afastei-o da porta para descer do terraço. No meio do caminho, ele segurou meu pulso.
         - Eu gostaria de agradecê-lo. O que fez foi surreal. - ele disse sorrindo. - Vou lembrar carinhosamente disso.
         Minha pele ficou quente. Suponho que fiquei ruborizado.
         - Espero que sejamos bons amigos.
         Algo em mim havia mudado. Sentia que aquilo eram muito mais do que palavras... Porém, não queria me deixar levar. Puxei meu braço bruscamente, franzindo o cenho.
         - Não somos amigos.
        Desci rapidamente as escadas e não olhei para trás, tentando não pensar na expressão de Nathan após minhas palavras.
         Dias após aquele se passaram, e sempre que podia, evitava ficar no campo de visão de Nathan. Contudo, conto com um dia de excessão, ao qual vi Nathan derrubar o fichário de um dos bullies da sala. O garoto segurou sua cabeça e a bateu contra o bebedouro e, como o sinal de volta à sala havia batido, todos correram e, logo, o corredor ficou vazio, com apenas Nathan estirado no chão.
          Quando acordou, sua cabeça estava enfaixada e seu nariz com sangue seco em uma de suas narinas. Ele estava na enfermaria e eu, sentado do lado de sua maca.
           - Oliver? - exclamou Nathan, sentando - se.
           - Parece que, toda vez que te vejo, você tem um machucado diferente no corpo. - disse, fechando meu livro e apoiando-o  cima de minhas pernas cruzadas.
           - É. Parece que tudo que eles sabem fazer é ferir as pessoas de formas bem criativas.
            - Você poderia defender-se  e você sabe disso.
            - Eu não tenho um motivo forte para isso.
            - Motivo forte?
            - É só um corpo, meu corpo. Ele vai se regenerar.
            - Mas, e a dor?
            - Eu sofro de agressão há anos. Não vai ser agora que vou protestar.
         Preferi não tocar mais no assunto. Aquilo era algo louco de se dizer. Não se acostuma com agressão diária. O mundo não funciona desta forma.
           - Faça o que quiser. - disse, irritado. Levantei-me para voltar a sala.
           - Parece que, agora, quando desmaio...Você sempre aparece quando acordo. - disse Nathan sorrindo.
          Eu tentei disfarçar uma certa inquietação no meu corpo. Pigarriei.
          - Se não quiser me ver mais dando sermão, trate de não levar mais surras.
         Com a última palavra, saí sem pensar no que ele poderia dizer como resposta.
Por mais que tentasse evitar, não pude parar de pensar naquelas palavras... que soaram como um martelo. Ninguém  normal diria algo como isso, entretanto, eu havia esquecido: ele não é normal.
         Após as aulas, eu eventualmente o via indo para sua casa, porém, naquele mesmo dia, não o vi no horário de costume. Ao invés de não ligar e ir para casa sem remorso, minha consciência me fez pensar que havia algo errado. Sem hesitar, refiz meus passos e acabei voltando para a escola. Que ódio, ele estava lá, tomando um sorvete...azul.
         Irritado, Virei-me para não olhar para a sua cara lambuzada e besta e então andei para casa. Precisava distrair - me.
          Não muito longe, ouvi uma conversa que parecia ser diferente das usuais que ouvia diariamente de pessoas aleatórias.
          - Ei, você sabia que aquele garoto esquisito de cabelos brancos passa por aqui todos os dias?
         "Cabelos brancos"...
         - Aquele pivete que derrubou os cadernos do Nakada?
         - Esse mesmo.
         "Nathan!"
         - O que tem essa peste?
         - O que acha de... "Fazer uma surpresa" para ele?
         Ouvi risos.
         - Interessante.
        Enrijeci, surpreso e confuso com algo. Automaticamente pensei: "preciso achá-lo". Corri na direção oposta sem mesmo pensar se aquilo era o certo a fazer. Quando cheguei, o inútil ainda estava "tomando banho" com o sorvete de cor estranha. Aproximei - me dele sem olhar para seu rosto.
          - Oliver? - ele torceu o nariz.
         Irritado, procurei um local para segurá - lo sem encostar naquela "coisa" azul.
        - O que você tá fazendo?
        Arrastei - o para a direção contrária da que geralmente passávamos para chegar em casa. Nathan parecia confuso e não se se cansava de perguntar o que estava de errado comigo e para onde iríamos.
         - Para o shopping! - finalmente respondi, sem pensar muito.
         - Shopping... Nós dois? Como um encontro??
          Por um momento, parei de andar. A pergunta acidentalmente chocou - me. Entretanto, pensei que, se confirmasse, ele ia se se calar. E funcionou. Andamos alguns metros longe da escola e percebi que Nathan estava calado demais. Olhei para trás e, para minha surpresa, ele estava corado.
         - Você... Está bem? - arrisquei a pergunta.
         - Eu estou manchado de sorvete... Eu queria tomar um banho antes... - Nathan estava me encarando de maneira acanhada.
         - E precisa me olhar assim?
        Nathan balançou a cabeça em assentimento.
        Revirei meus olhos e suspirei, pensando em algo. E, então, passamos por um outro caminho para chegar à minha casa. Como não sabia onde era a de Nathan, ela deveria servir.
          -Está bem, te levarei até minha casa. Acho que minhas roupas devem caber em você...
          - Por que não posso ir para a minha?
         Inventar desculpas para mim é um pouco difícil, mas pensei em algo que, com certeza, não fazia o menor sentido.
       - Se fôssemos para lá, não seria um encontro.
       E ele acreditou. Apesar de ser um pouco mais longe que o habitual, chegamos de 2 a 4 minutos a mais. Ao atravessar a sala, encontrei - me com Yukihime, que estava lavando a louça.
       - Bem - vindo, Oliver! Não vai apresentar- me a seu amigo?
      Olhei para Nathan durante um minuto, tentando lembrar seu nome.
      - Oliver...? - Yukihime queria saber se eu ainda estava prestando atenção na realidade.
      - Esta é Yukihime. Minha prima. - finalmente disse, ainda virado para Nathan.
        Nathan hesitou.
        - Nathan Evans. Prazer...
        - Olá Nathan! o prazer é todo meu!! seja bem-vindo, Oliver nunca traz amigos então, pela primeira vez, fique a vontade!
        - Vamos, Nathan - puxei-o pelo braço, fingindo não ter esquecido seu nome Subimos até meu quarto. Peguei algumas roupas do armário, uma toalha e entreguei a ele.
        -Aqui. O resto está dentro do box. O banheiro é a próxima porta à esquerda.
        - Tá bem.
        - Seja rápido.
        - Tá bem.
       Virei-me em direção do armário para trocar de roupas. Quando começo a tirar a blusa, percebo que Nathan ainda estava no portal do quarto.
        - Você não vai tomar banho?
        - Pensei que fosse comigo.
        Corei, confuso e chocado.
        - E-eu... Não vou tomar... banho... Agora.
        - Vou ter que tomar sozinho? - sua voz soou como a coisa mais normal do mundo.
        - Ééé. - respondi virando de costas para Nathan. Não conseguia olhar pra ele.
       Então, depois de um tempo, o estranho garoto foi embora. Tentando não pensar muito no assunto, troquei - me e sentei para estudar, esperando o garoto exótico voltar.
       Enquanto estudava, espiei pela janela o que acontecia na rua. Ao perceber que os bullies de Nathan estavam se aproximando, decidi apressar o seu banho. Antes de entrar, bati na porta, mas não ouvi resposta. Impaciente, decidi entrar. Me deparei com Nathan tentando abotoar a sua camisa. Deixei escapar um riso. A cena estava bem engraçada.
         - Me ajuda...- disse ele, com olhares brilhosos e acanhados.
         - Você colocou TODOS os botões nas casas erradas. - disse, consertando o desastre. - Não se mexa!
         - Desculpa. Vou ficar parado. - ele estabilizou - se como uma pedra.
        Nathan era um pouco mais baixo que eu, então tive de agachar-me. Quando estava na última casa, Nathan segurou suavemente meus cabelos que cobriam meu pescoço e percebeu que eu tinha uma cicatriz enorme que ocupava 12 centímetros de diâmetro da nuca. Nathan, com dois dedos, passou delicadamente por ela.
        - O-O que está fazendo?? - perguntei afastando-me dele. Nathan segurou meu pulso esquerdo, que também tinha a mesma grande cicatriz.
         - Foi você...Não foi...?
        Meu coração acelerou. Era um assunto delicado, que não gostava de falar sobre. Então, sem perceber, fiquei um pouco hostil. Puxei meu braço e o pobre garoto caiu de cara no chão.
         - N-Nathan! Nathan! - levantei-o pelo braço. Sem machucados. Aliviei. Limpei suas vestes e segurei sua mão, evitando ao máximo não tocar no assunto. - Venha, vamos logo ao Shopping.
        Saímos de casa, evitando sermos vistos pelos bullies. Sabia que, se ficássemos em minha casa, eles com certeza veriam Nathan pela janela. Nesse aspecto, ele é bem retardado.
        Para resumir tudo o que fizemos, vimos um filme, comemos pipoca e tomamos sorvete, fomos a um fliperama e talvez mais duas atividades. O total que gastei com ele foi facilmente mais do que 4000 ienes.
       Já era noite quando voltamos para casa, e Nathan parecia bem animado. Durante todo o encontro falava sobre coisas interessantes sobre jogos, filmes e coisas engraçadas, enquanto eu falava um pouco sobre curiosidades e porquê eu estudava tanto. Confesso que me diverti naquele dia, e descobri que Nathan era uma pessoa inteligente e um bom amigo.
        - Ei. - disse, reunindo forças para tentar dizer algo legal e constrangedor para o garoto que acabara de passar a tarde inteira e esquecido o nome...novamente.
        -Hm? - ele se virou para mim.
        - Eu... - Então, fui interrompido por uma das cicatrizes de Nathan da testa que voltou a sangrar.
        - Hm. Diga. Tô ouvindo. - ele insistiu, sem perceber o que estava acontecendo.
        - Sua testa, seu tapado! - exclamei - ela voltou a sangrar!
        - Hã? Onde... - ele remexeu seu corpo inteiro, procurando a cicatriz. E isso, provocou outra ruptura, no tórax.
       - Parece de se mexer! - segurei seus dois braços. - Venha, vamos para a minha casa. Precisa de pontos.
        - ...Pontos?!
       Arrastei-o para minha casa. Pode parecer estranho, mas quando criança tinha um kit de emergências, que incluía uma linha de costura de pele, vaselina e dois litros de anestesia.  Ao chegar, deitei - o em minha cama e preparei o processo.
       - O que vai fazer...? - perguntou Nathan, ingenuamente.
       - Precisa de pontos. Mas, tome antes. É para desinfectar suas feridas. - Respondi passando álcool em gel, antisséptico e água gelada. Nathan gemeu em um tom de certo descorforto. Ao acabar, comecei a operação.           Ficamos um tempo em silêncio, até que Nathan não aguentou mais.
       - Por que você fica tão solitário? Não conseguiu se enturmar ainda?
       - Não. - respondi. - Apenas gosto de ficar sozinho.
       - Ah. Entendo... - Nathan bateu ansiosamente seus dedos no chão de maneira consecutiva, mostrando que o silêncio estava agonizando - o. - ainda vai demorar muito?
       - Últimos pontos.
       Passaram-se alguns segundos, e Nathan fez mais perguntas.
        - Oliver...
        -Sim?
        - Então... Se você não gosta de ficar com as pessoas... Você não ficaria comigo...?
      Olhei atentamente para ele, pensando em conceitos contraditórios. Se fiquei com ele aquele dia inteiro, talvez gostasse da sua companhia. E... Tecnicamente, ele não é uma pessoa.
        - Hm, na verdade sim. Foi bom. - Disse, fechando o último ponto.
        - Então... Você gosta de mim...?
       Pensei rapidamente, e ele parecia ser o primeiro ser vivo que despertou o meu interesse de alguma forma. Logo, gostava dele por ter despertado minha curiosidade.
        - Am... Sim, acho que sim.
        Então, o que eu menos esperava (na verdade, nem pensei na possibilidade) aconteceu. Após desprender o braço de Nathan e limpar minhas mãos, levantei meu rosto e, para minha surpresa, recebi um beijo.


Notas Finais


Então... é isso
Espero que tenham gostado
☆Até mais☆


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