História A Noite Escura da Alma. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Bruxaria, Cemitério, Elementais, Fantasma, Ficção, Magia, Sobrenatural
Exibições 29
Palavras 2.762
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


☆☆☆

Olá amados, estou de volta com mais uma de minhas historias.
Espero que gostem deste primeiro capitulo!

Ao decorrer das postagem vamos nos falando.
Boa leitura!!

Bjks Mil !!!!

Sônia Dell

☆☆☆

Capítulo 1 - As voltas que o mundo dá!


Fanfic / Fanfiction A Noite Escura da Alma. - Capítulo 1 - As voltas que o mundo dá!

Um ano avia se passado após minha decisão que me trouxe novas experiências a cada dia, mas o tempo com seu subjugar  caprichoso sempre que podia me colocava a prova para saber se era merecedora das próximas recompensas.

 Já passará por diversos lugares e aprendido muito mais do que eu podia imaginar, ao qual nunca aprenderia se ainda  estive-se enfurnada naquela casa, que infelizmente não posso mais chamar de lar, pois após um mês ter passado depois de minha partida um mensageiro enviado pelo meu pai me encontrou, entregando-me uma carta bem sucinta que como punhal cortava-me a pele a cada palavra que lia, a mesma dizia que a duras penas o meu pai decidiu por me deserdar e excluindo-me totalmente de seu testamento para que o patrimônio da Família não cai-se em mãos erradas.
              Após o mensageiro ter partido uma torrente de magoa tomou-me meu coração, pela decisão que ele avia tomado, não pela exclusão do testamento, dinheiro não era o que me motivava, mas por ele ter me deserdado visando somente seu dinheiro, nem sequer deve ter pensado que o que fiz foi em busca da minha felicidade....

Depois deste ocorrido não me deixei abater e segui em direção da liberdade que me aguardava e a qual tanto almejava, juntamente com Argo desbravava as estradas que nos levavam de Vilarejo a Vilarejo.

Conheci muitas pessoas interessantes nestas incursões, entre eles um velho ancião ao qual ajudei com um dia de trabalho em sua ferraria em troca de comida e alguns trocados para comprar suprimentos, o mesmo no final do dia me presenteou com um lindo arco de aparência antiga todo entalhado juntamente com a aljava que tinha várias flechas em seu interior, ele informou que o tinha feito para sua filha que infelizmente não estava mais viva, o usando muito pouco, mas sempre que o fazia demonstrava grande destreza com o aparato, aceitei de bom grado, seguindo meu caminho.

Todos os dias treinava com meu arco e flecha, em pouco tempo pude perceber que lidar com o mesmo não era algo de difícil manuseio simplesmente requeria treino e dedicação.
             Como treinava constantemente com meu arco preferi viajar por entre trilhas, abandonando assim as estradas convencionais de comercio, adquiri o hábito de acampar na floresta já que tinha adquirido certa habilidade em acender uma fogueira e caçar pequenos animais para preparar ao fogo.

Em um desses dias quando já estava com acampamento assentado e a preparar uma lebre que avia caçado ao entardecer,  enquanto estava a afrouxar as correias da cela de Argo e retirando o alforje que ainda estava sobre ele, percebi que Argo avia ficado inquieto pelo barulho repentino de passos que provinha de traz de mim, olhei para a direção do mesmo e percebi se aproximar uma senhora já idosa que trajava roupas simples, ela tinha um olhar meigo e um leve sorriso por sobre os lábios,  tinha cabelos prateados e longos arrumados por uma trança que pendia por sobre seu ombro.
             "- Boa Noite mocinha! Estava passando pela trilha ao que vi ao longe a luz de sua fogueira, e como está esfriando gostaria de saber se posso me acomodar junto a ela pra me aquecer antes de retornar o caminho de minha casa?"
            "- Claro que sim! A casa da senhora fica muito longe daqui? 
            "- Se me por e caminhar durante a noite chego ao amanhecer à ela!" Falou já demonstrando um certo cansaço na voz.
            "- Então eu a convido, não somente a se aquecer junto ao fogo, mas também a compartilhar comigo e comida que estou a preparar!"
            Vi que a idosa abriu um sorriso e agradeceu pela cordialidade, ela se sentou se servindo de um pouco de vinho que trazia comigo em meu alforje.

Após uma talagada, soltou um suspiro de satisfação soltando os ombros e disse.
             "- Ah! Não a nada melhor que um pouco de vinho para aquecer o corpo de uma velha em uma noite fria como está!" Notava-se um tom descontraído em sua voz, ao que a mesma começou a rir com sua própria indagação.
             Já um pouco mais relaxadas por causa do vinho, degustamos nosso jantar e começamos a conversar, e ela me perguntou.
             "- Sempre faço este caminho quando tenho que ir ao povoado e nunca a tinha visto por aqui minha jovem, e a primeira vez que passa por estas redondezas?"
             "- Sim! Estou somente de passagem, como tenho o hábito de acampar na floresta quando o tempo e favorável e como a noite já estava se aproximando preferi ficar por aqui e prosseguir viajando ao amanhece. "

Notei que seus olhos se arregalaram e sua mão pousou por sobre a testa e em um rompante exclamou.

"-Pelos Deuses! Que cabeça a minha... você foi tão hospitaleira comigo e eu nem ao menos lhe perguntei o seu nome... e muito menos me apresentei, desculpe-me, a idade já esta tornando minha mente relapsa!" Enquanto falava ria de sua falta de sensatez em se apresentar.
            "- Meu nome é Adma e o seu minha jovem?
             "- Me chamo Samya, e não precisa se desculpar por isso... ambas fomos culpadas por esquecermos das formalidades!" Rimos juntas nos deixando levar pela bebida que fazia-nos sentir mais leves.
             "- Bem minha querida, vejo que você gosta de viajar e tem habilidades e uma é o Arco e flechas, você é bem independente, sua família deve sentir sua falta!"
             "- Não é bem assim senhora Adma, meus pais já não tem... bem... mais interesse em mim, desde que resolvi ceder aos impulsos de meu coração!
             "- Ah! Compreendo perfeitamente minha querida, um espírito livre  não se deixa enclausurar por muito tempo, e pelo que vejo você tem em seu coração o ímpeto da Deusa Ártemis!"
             "- Deusa Ártemis!? Já li em algum livro sobre esta divindade, mas não estou muito  familiarizada com sua história,  se não me falhe a memória ela abita os bosques, não é! 
              "- Isso mesmo jovem Samya, Ártemis é a Deusa da lua, caça, animais selvagens e protetora das meninas na antiga religião, ela é a melhor caçadora entre os deuses e mortais o Arco e flechas são seus companheiros constantes e ela sempre está acompanhada por uma corça, mas pelo que vejo em vez de uma corça você tem um pelo Corcel Negro como companheiro!" Falou apontando para Argo que refugou com a comparação.
              "- Não sou digna de tal comparação senhora Adma!" Meneei a cabeça em negação.
              "- Me chame só de Adma minha querida, e fico muito feliz em conhecer uma filha de Ártemis, mesmo esta ainda não sabendo!"  Falou de modo resoluto e alegre.

              Terminamos nossa refeição e nos acomodamos ao lado da fogueira, cedilhe meu cobertor para lhe manter mais bem aquecida enquanto eu me protegi com meu manto, percebi que a senhora já estava a dormir enquanto minha mente fervilhava repleta de pensamentos, a respeito de nossa conversa.
              "- Eu... filha de Ártemis!" Sussurrei, antes que o sono me toma-se.

              O dia acabara de raiar, e o Sol com seus raios me dificultaram a abrir os olhos, virei-me e percebi que Adma já estava de pé sentada próximo a uma árvore com um cachimbo em mãos a fumar descontraidamente, virei-me em direção ao barulho de madeira crepitando e vi o bule por sobre o fogo, um delicioso cheirinho de café fresco exalava fazendo meus sentidos despertarem, provavelmente Adma deve ter preparado o café, já que sempre carrego comigo e o deixo sempre a mostra .

 "- Bom dia!"  Falei me espreguiçando e abrindo minha boca em um bocejo preguiçoso.
         
               No ar além do aroma do café sentia-se uma suave fragrância, pungente e agradável que provinha da queima do tabaco de seu cachimbo, uma mistura de ervas e especiarias, fiquei curiosa para perguntar, mas achei indelicado fazer o mesmo pela pouca intimidade que tínhamos.

 "- Bom dia minha jovem, pelo que vejo dormiu bem!" 
              "- Após um pouco de vinho e uma boa conversa, a noite pra mim sempre me favorece um bom sono!" Sorri descontraída,

Levantei-me indo em direção de Argo afagando sua crina e encostando minha face sobre a sua, sussurrando.
              "- Bom dia garoto!" O mesmo resfolegou em contentamento.
               Comecei a recolocar a sela e o alforje sobre Argo apertando as correias, ao que ouvi Adma perguntar-me.
               "- Samya... gostaria de saber se poderia me acompanhar até minha casa, sei que ontem lhe falei que ficava a uma noite de caminhada, mas como já amanheceu podemos caminhar um pouco pais rápido sem medo de tropeçar em pedras ou raízes, chegando assim antes do meio de manhã,  você me acompanha?"
               Quando me virei mirei seus olhos que estavam a me fitar em suplicação.
               "- Claro, vai ser um prazer, mas primeiro quero uma bela caneca de café, esta bem!" Sorri rendendo-me, não tive como recusar, ao que ela sorriu anuindo a cabeça positivamente em resposta, estendendo-me uma  caneca com o liquido fumegante.

 Coloquei-me a caminhar ao seu lado em uma trilha que seguia paralela a estrada comercial que aos poucos se desviava em sentido da floresta se aprofundando cada vez mais na mesma, conversávamos a respeito de assuntos variados desde clima a culinária, mas um assunto me acendeu a chama da curiosidade... “Magia”, este assunto sempre me fascinou, mas sempre tive minhas dúvidas e respeito, prestava atenção e cada palavra que Adma pronunciava, ao que não me contive em perguntar quando a mesma se referiu em manipular os quatro elementos.
              "- Desculpe-me perguntar Adma, mas como assim manipulá-los, você usa “mágica” para conseguir manipular ao seu bel-prazer?" Após perguntar percebi que ela avia notado que minha atenção foi despertada e que eu estava receptiva sobre este assunto.
              "- Não diria mágica, eu descreveria como uma magia especial minha querida e “Magia Natural” são as melhores palavras para descrevê-la, é a magia sutil que provem da natureza e não os manipulo ao meu bel-prazer, mas quando necessito de seus préstimos, os mesmos nunca me desampararão,  claro que tenho consciência de toda a magia lançada tem seu retorno, por isso tenho zelo ao pedir algo,  pois independente do que seja, vai voltar pra mim algum dia!"
               "- Então pelo que vejo você a tempos é praticante desta Arte!? Sempre tive vontade de conhecer mais a respeito, mas como não tinha acesso a tais informações quando morava na casa de meus pais, fui apaziguando esta vontade em meu coração."
                "- Então nunca e tarde para conhecer e aprender um pouco mais, minha jovem!  Se quiser posso lhe iniciar na antiga arte da “Magia Elemental”?"
                De forma obsequiosa Adma me olhou e sorriu, passando-me uma confiança que fez meu coração acelerar, respirei fundo assentindo com a cabeça em aceitação a sua oferta.

                 Ambas estávamos a seguir já em silêncio pelo caminho estreito ao que cruzaramos com um casal de camponeses, que de forma grosseira escrutinaram com o olhar a velha senhora balbuciando algo ao cruzar com ela.

                "- Bruxa!"

                 Desviei meu olhar aos mesmos, após velos passar, voltei minha face à Adma que normalmente seguia seu caminho, quando a mesma percebeu que eu avia me incomodado com aqueles dois que passaram ela me o olhou de soslaio e disse.
                "- Não se incomode com pessoas assim minha jovem, são seres de mente limitada, tanto que ao me chamarem de Bruxa pensam estar me ofendendo." Pronunciou-se, gargalhando ao final .
                 "- E você e mesmo uma bruxa!?"
                 "- Claro que sim, as pessoas primeiro deveriam compreender mais os significados das coisas, antes de sair por aí julgando a esmo sem saber!" Falou em total desabafo, completado em seguida.
                 "- Você mesmo minha querida, tinha uma vida de riqueza ao seu dispor,  mas preferiu buscar sua felicidade a duras escolhas, sabendo e aceitando as possíveis consequencias das mesmas, não é!? Você também pode se intitular uma bruxa, pois decidiu por seguir seu coração e não a vontade alheia!"
                 Abaixei minha cabeça de forma pensativa e em total concordância com sua exposição dos fatos, olhei-a de esguelha abrindo um sorriso ao que ela correspondeu vendo que estava de acordo com ela.
     
                 Seguimos um pouco mais pelo caminho não demorando muito a chegar até sua casa, que ficava um pouco afastada da trilha, não era propriamente uma casa parecia mais fazer parte da paisagem.

    Sua entrada se localizava no meio de um outeiro entre árvores e gramíneas, a fachada era bem limpa com algumas ervas penduradas a sua porta para secar, ao me aproximar com Argo notei que um gato a ronronar chegou aproximando-se, acariciou as pernas de Adma me olhando, em seguida vindo em minha direção se comportando do mesmo modo.
                 "- Vejo que já conquistou o afeto de Loki, ele e de difícil trato, mas com você se deu bem!"
                 Abaixei-me afagando o pequeno felino que se jogou no chão deixando-se alisar a barriga, ao que tirando-me do meu prazer momentâneo Adma me chamou para adentrar, amarei a rédea de Argo em uma árvore próxima seguindo em direção da mesma.

    "- Não repare, pois tenho uma vida bem simples e descompromissada de luxo, o mínimo de conforto já me é o bastante!" Falava gesticulando com as mãos a esmo rindo alegremente.

    Reparei ao adentrar que ela tinha toda a razão em dizer que luxo não tinha ali, mas o aconchego que se sentia no ambiente era maravilhoso, apesar de a casa ficar aparentemente embaixo da terra era fresca e bem arejada, percebi que ela conforme entrava ia abrindo pequenas escotilhas no teto que deixavam o vento e luz entrarem produzindo faixas de luz que faziam o pó que pairava no ar do ambiente reluzir , ao fundo da moradia tinha uma lareira, e em seu interior tinha um caldeirão pendurado numa espécie de gancho que o fazia ficar pendente, Adma acendeu o fogo retirando o caldeirão substituindo por uma chaleira de ferro fundido que aparentava ser pesado cheio de com água.
                 "- Que tal um pouco de chá,  também tenho pão que fiz ontem de manhã, venha se sente aqui Samya."  Indicou uma cadeira ao lado de uma mesa.
                 "- Gostaria de poder ajudar Adma, por favor, faço questão!" Falei ainda de pé a encara-lá.
                 "- Bem... então pode me fazer o favor de buscar mais alguns gravetos na floresta pois os meus estão acabando." Indagou se virando como dedo em riste advertiu-me.

    “- Mas cuidado por onde vai hein... a floresta ao redor gosta de pregar peças fazendo pessoas inadvertidas se perderem!” Falou-me de forma burlesca.

     “- Pode deixar, tomarei cuidados.” 

 


Notas Finais


☆☆☆

Sempre gosto de postas imagens das referencias que tive a respeito dos meus personagens abaixo estão a imagens de Adma e Samya:

Adma:

https://br.pinterest.com/pin/305541155953918060/

Samya:

https://br.pinterest.com/pin/305541155954108778/


Até o próximo Capitulo!

☆☆☆


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