História A Noite Escura da Alma. - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Bruxaria, Cemitério, Elementais, Fantasma, Ficção, Magia, Sobrenatural
Exibições 7
Palavras 2.085
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


☆☆☆

Olá... estou de volta com mais um capitulo.
Espero que gostem!
Boa Leitura.

Bjks Mil!!
Sônia Dell.

☆☆☆

Capítulo 8 - O valioso presente.


Fanfic / Fanfiction A Noite Escura da Alma. - Capítulo 8 - O valioso presente.

      Enquanto forçava meu corpo trôpego á  avançar pelo caminho podia sentir a cada passo a cada bafejar como que por milagre que a energia em meu corpo aos poucos se restabelecia, ao tocar uma árvore sentia o fluir de energia pelo meu braço o ar que preenchia meus pulmões trazia consigo um vigor energético revigorante, parecia que a floresta ao meu redor estava a conspirar para que meu estado físico melhora-se.
            Estava a meio caminho da casa de Adma, ao que vi a mesma vir ao meu encontro a passos rápidos.
            "- Samya o que aconteceu? Tinim mandou um recado através de um corvo... vim o mais rápido que pude!"
            "- Estou bem, nada que eu não possa superar, agradeço a preocupação... mas só desejo uma coisa neste momento!" 
            "- E o que é? "  Perguntou-me Adma com surpresa.
            "- Eu quero comer... estou com uma fome!" Falei de forma burlesca.
            Adma deu-me um tapinha no braço desaprovando meu jeito de falar.
            "- Eu aqui preocupada e você fazendo piadinhas... ah Samya tenha dó!" Falou meneando a cabeça, ao que  abracei dando-lhe um beijo na bochecha.
            "- Desculpe e obrigada por se preocupar... vamos, no caminho eu te conto o que me aconteceu!"
            Enquanto caminhávamos a passos lentos coloquei Adma a par dos acontecimentos, a mesma ficou surpresa ao saber que tentei por conta própria projetar-me e mais ainda quando falei  sobre o meu sucesso, pensei que a mesma ficaria brava com minha ousadia em aventurar-me na magia sozinha, mas sua compreensão foi imediata, já próximas da casa, Adma perguntou-me curiosa.
            "- Samya, o que você sentiu assim que se viu consciente fora de seu corpo?"
            "- Foi estranho Adma, de início parecia que a floresta estava á manar uma energia que antes não sentia... pensando melhor era como se ela... quisesse se comunicar eu ouvi uma cacofonia incompreensível que depois de um tempo parou,  e enquanto vinha pelo caminho antes de lhe encontrar senti como se ela estive-se a repor minhas energias!"
            "- Bem... você está certa minha querida, a floresta tentou se comunicar contigo, mas como você era inexperiente somente pensou que ela emanava uma energia diferente, e sim ela te ajudou a repor suas energias, como avia lhe dito antes e agora tenho certeza que você tem uma alma antiga... assim que você se projetou a floresta lhe reconheceu, provavelmente em uma de suas vidas passadas você deve ter vivido nesta floresta ou passado um tempo por aqui, e sua energia de outrora ainda deve estar a fluir a nossa volta!"
            "- Então se esta energia ainda está arraigada na floresta, será que tem como descobrir quem eu era no passado, com certeza poderia elucidar muitas de minhas angustias e...!?"  Foi interrompida abruptamente por Adma que com voz calma e sucinta esclareceu-me.
            "- Há certas coisas que tem que ficar no passado Samya, se quando reencarnamos e não nos lembramos e porque é melhor assim, não é!?"
            A exclamação de Adma fez-me sentir um aperto no peito, sabia que estava querendo pegar o caminho mais fácil, e percebi que a única coisa que conseguiria com isso seria mais dúvidas.
            "- Você tem razão... tenho que aprender através de minhas experiência e não das de quem já viveu!"   Olhei-a de soslaio a apertar meu lábios fazendo os ficar finos. “- Tenho muito pra aprender...”

Já dentro de casa, Adma deu-me para comer um filão de pão, manteiga e um copo de leite adoçado, enquanto preparava nosso jantar que era um guisado de lebre e arroz moro.
              Neste meio tempo nós conversávamos sobre nossas experiências de vida tanto diária quanto mágica, pela primeira vez ouvi Adma me contar a respeito de sua mãe que pelos relatos dela era uma pessoa de fino trato, educada, mas autoritária não tolerava erros desmedidos,  Adma riu com a descrição feita por ela à sua mãe.

"- Sua paciência podia ser medida através de sua face, quanto menos expressão tinha mais impaciente estava!".
              Lembrando-se de algo Adma pediu-me que fosse até o antigo baú onde guardava seus pertences mais valiosos, para pegar uma coisa que queria me mostrar, assim que abri o baú o que vi me deixou maravilhada e também um pouco temerosa, mas após uma minuciosa observação pude constatar que entre penas de aves e pequenos crânios dos mesmos avia um que era diferente estiquei minha mão pegando o crânio  que pelo tamanho e formato pertencia a um felino, mas não ao um gato doméstico e sim a um de porte maior, ergui o pequeno crânio que já estava por sobre minha mão direita até a altura de meus olhos, olhava fixamente a cavidade onde anteriormente ficava os globos oculares ao que Adma se aproximou de mansinho por trás, quando estava perto o suficiente falou de maneira calma.
             "- Pelo que vejo você a encontrou... este crânio pertencia a gata de minha mãe, não era uma gata qualquer quando ela a adotou ela era só um filhote cuja a mãe fora morta por uma armadilha arataca de urso, a pobrezinha não teve chance pois a armadilha se fechou cravando os dentes em seu pescoço, minha mãe a encontrou próximo ao corpo faminta a mesma ainda não estava desmamada..." Ela puxou a cadeira para mais próximo do baú sentando-se ao que continuou seu relato.
             "- O nome dela era Najla, seus olhos eram incrivelmente belos de um azul penetrante era da espécie Caracal, e acho que pela convivência com minha mãe adquiriu o mesmo gênio que ela... quando minha mãe vagueava pela floresta lá estava Najla junto... uma vez minha mãe me contou que tinha um feitiço que possibilitava nós vermos através dos olhos dos animais, ela também me disse que sempre usava deste artifício com Najla e também com um corvo..." , debruçou-se por sobre o baú a vasculhar com o olhar até que em rompante esticou a braço pegando um pequeno crânio de ave. "- Aqui... este era o corvo de minha mãe que morreu de velhice...".
            "- E porquê guardar os crânios dos bichinhos, não seria melhor deixá-los enterrados junto com o resto do corpo?"
            "- Vez ou outra á feitiços que necessitam de uma pequena ajuda de um "assistente", principalmente quando este tem que agir no mundo espiritual, comumente usa-se um crânio de um animal para se fazer o mensageiro que irá nos auxiliar, mas se este mensageiro for criado com o crânio de um animal já conhecido e fiel a nós o feitiço será mais bem sucedido!"  Indicou-me no canto oposto da onde ela estava um baú de madeira menor, pedindo para que eu o pega-se, após eu entregar-lhe, ela o abriu e me mostrou o conteúdo.
            "- Está e a coruja que pertenceu a minha Vó, eu mão a conheci mas minha mãe me disse uma vez que ela era linda, branca como a neve e olhos negros como a noite."
            "- E você já usou alguns desses crânios  para este feitiço?"
            "- Somente o crânio do corvo de mamãe, pois estava com uma dúvida e precisava  falar com ela, como não estava conseguindo me contatar através das cartas preferi mandar uma mensagem através dele!"
            "- E obteve resposta?" Curiosa não pude deixar de perguntar.
            "- Ah sim, mamãe disse-me que fiz bem em usá-lo já que não tinha muita prática com as cartas na época... mas na verdade o que quero te mostrar esta bem aqui...” Esticou novamente seu braço pegando uma caixinha de metal prateada bem polida com relevos de flores aparentava ser bem antiga, abriu-a tirando de dentro uma corrente de prata, conforme Adma tirava-a da caixinha um medalhão de uns quatro centímetros ornado com uma grande pedra oval central vermelha e pequenas pérolas que a circundavam fez-se visível. 

“- Este colar pertenceu à irmã mais velha da minha bisavó que a presenteou por não ter tido filhas, pelo que me contou mamãe esta jóia se encontra na família desde então e sempre é passada para a próxima geração que é despertada para a magia, pouco foi usada desde aquela época... uma vez a usei em um ritual, mas senti que eu não seria a pessoa certa a usá-la, desde então nunca mais usei...”

“- Ele é lindo Adma, a pedra é um rubi?” perguntei dando um leve toque com a ponta de meus dedos sentindo ao toque o frio da mesma.

“- É sim... você entende de pedras Samya, não conhecia este teu lado! Onde aprendeu a identificá-las?

“- Quando mais nova, mercadores traziam para meu pai avaliar e comprar, eu os ouvia falar os nomes delas e as associava quando meu pai as pegava nas mão, já que não podia tocá-las nas frente deles, mas quando meu pai saia da sala sempre fuçava para olhá-las mais de perto.”

“- Vamos vire-se, deixe-me ver se ficam bem em você?” Atendendo seu pedido virei-me ao que ela pousou sobre meu colo o colar trazendo para mais próximo do pescoço fechando o feixe atrás da nuca.

Virei-me novamente olhando-a e tocando com delicadeza o medalhão em meu pescoço, Adma pegou um espelho oval de dentro do baú apontando para mim, me olhei a admirar-me juntamente com o colar, o mesmo ficava na altura da clavícula, era pesado mas ao mesmo tempo delicado.

“- E lindo Adma... ele é harmonioso e a lapidação da gema e perfeita.”  Falei meio que hipnotizada por ele.

“- Pois bem... ele e seu de agora em diante...” Pisquei varias vezes fazendo-me voltar de meu devaneio, mirando-a surpresa.

“- Imagine Adma eu não posso aceitar e uma jóia de família e...”

“- Eu faço questão que seja sua, como eu não tenho filhos posso escolher para quem eu quero passar esta jóia e como fui eu que te iniciei... este e meu presente e parte do meu legado a ti!”

Suspirei profundamente de cabeça baixa tocando o colar em meu pescoço, elevei meu olhar a Adma com um sorriso em meus lábios.

“- Obrigada, por me confiar este tesouro tão valioso!”

“- Você agora faz parte da minha família Samya!”, deu umas leves batidinhas nas coxas e falou mudando de assunto. “- Por isso vamos logo para o que interessa que é começar mais um passo de seus ensinamentos, pelo menos te deixar a par para amanhã!”  Franzi meu cenho tentando entender qual era seu objetivo.

“- Bem... o nosso próximo passo, não tem nada a ver com crânios dos animais que já se foram e sim com os que estão vivos... você tem Argo que lhe é fiel e companheiro e o que quero que você aprenda e usar está fidelidade ao seu favor, vou lhe mostrar como estabelecer uma conectividade com ele e ver o que ele vê!"
            "- E como isso pode ser possível Adma?"
            "- Simples... e o mesmo processo da projeção astral, só que em vez de projetar sua consciência para uma imagem de si deixando seu corpo em estado de torpor, você terá que projetar somente parte de sua consciência  para outro ser vivo para que assim você permaneça também consciente, no caso Argo será o escolhido, não somente por ele ser seu cavalo mas sim por que ele vai aceitar sua presença mais facilmente, mas com o tempo e prática poderá usar outros animais para este processo, mas só se eles forem receptivos e se isso vier a acontecer eles poderão  ligar-se à você é segui-la por onde for, com o corvo de minha mãe foi assim!"
            "- Você falando assim faz parecer tão fácil Adma!... e tem alguma instrução ao qual eu possa ler para me inteirar dos detalhes?" Perguntei a menear minha cabeça.
            "- Infelizmente estas instruções foram me passadas verbalmente... mas pode ter certeza que você vai conseguir, se logo de primeira projetou-se sem dificuldades, não terá dificuldade com isso... bem... por hoje chega...vamos jantar pois está ficando tarde e você  precisa descansar mocinha!" Adma levantou-se seguindo em direção do guarda louças à pegar pratos e talheres e depositando à mesa. "- Venha, senão vai esfriar demais... e, por favor, feche o baú, não quero que Loki entre e acabe por destruir algo ou roube algum de meus pertences novamente pra brincar."
            "- E o que ele pegou da outra vez?"
            "- O crânio do corvo de minha mãe, se eu não corro atrás... !" 
            Rimos da situação ao que nos sentamos para jantar, enquanto comíamos Adma me inteirou sobre o assunto abordado anteriormente deixando-me  a par dos detalhes de como proceder  para que projeção  parcial de consciência fosse executada... naquela noite meu sono foi profundo...


Notas Finais


☆☆☆

Até a próxima.

☆☆☆


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